Vazou o 1º hit do Carnaval de 2017! Ouça a marchinha ‘Solta o cano’

Todo ano a gente compartilha aqui as SENSACIONAIS marchinhas do Carnaval de BH, principalmente aquelas mais politizadas, mais irônicas, as mais inteligentes com seus jogos de palavras.

E a marchinha que promete ser o hit do Carnaval 2017 já vazou! “Solta o cano” já está bombando na web, com milhares de visualizações (só este único vídeo abaixo já teve 98 mil views).

Ouça para já ir aprendendo a letra e fazer bonito nos bloquinhos pelo país afora:

soltaocano

Os compositores de “Solta o cano” são Vitor Velloso e Marcos Frederico, os mesmos que compuseram “Não enche o saco do Chico“, que foi a marchinha vencedora da edição 2016 do Concurso de Marchinhas Mestre Jonas.

Relembre todas marchinhas vencedoras dos últimos anos: Continuar lendo

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Gilmar Mendes ataca Lava Jato e o Judiciário ‘mais caro do mundo’

O presidente do TSE, Gilmar Mendes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do TSE, Gilmar Mendes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Texto escrito por José de Souza Castro:

Há muito não concordo com opiniões do ministro Gilmar Mendes, do STF, que neste ano vem presidindo o Tribunal Superior Eleitoral. Nesta segunda feira, 24 de outubro, ele conseguiu, pelo menos, me deixar confuso. Não poderia deixar de concordar com algumas coisas do que ele diz, em entrevista a Mônica Bergamo, relacionadas com o Judiciário e com a Lava Jato.

Razão da desconfiança: a quem interessa de fato a pregação do ministro, com seu costumeiro uso da imprensa.

A seus amigos do PSDB, como Fernando Henrique Cardoso e José Serra, interessaria, por exemplo, esvaziar o poder do juiz Sérgio Moro, agora que o poder político foi retirado do PT. Gilmar Mendes talvez ache necessário estancar a sangria da Lava Jato, antes que seja tarde para os amigos tucanos. Daí, dizer que o combate à corrupção e a Operação Lava Jato estão sendo usados “oportunisticamente” para a defesa de privilégios do Judiciário, do Ministério Público e de outras corporações. Continuar lendo

15 textos sobre o caos político das últimas semanas

País dividido. Foto de Lincon Zarbietti para o jornal "O Tempo"

País dividido. Foto de Lincon Zarbietti para o jornal “O Tempo”

Os acontecimentos no país andam tão turbulentos que é difícil tecer qualquer comentário ou análise sobre tudo isso. Num dia, uma revista divulga vazamento de uma delação que ainda nem havia sido homologada, implicando, ainda que sem provas, Dilma e Lula em esquema de corrupção. No dia seguinte, o ex-presidente é levado à força para depor. Logo depois, milhares vão às ruas protestar contra o governo. Aí a delação é homologada e descobrimos que ela também implica, ainda sem provas, o presidente do maior partido de oposição, Aécio Neves, em transações suspeitas. Continuar lendo

Sem vingança apocalíptica, por favor

Reprodução / Facebook

Reprodução / Facebook

Texto escrito por José de Souza Castro:

Um dos artigos mais intrigantes que li nos últimos dias tem como título “A vingança apocalíptica”. Foi escrito pelo físico Rogério Cerqueira Leite, em seu site.

“Hoje estão em consonância no Brasil forças extremas da sociedade, que em tempos mais serenos ficariam em campos opostos. O PSDB abraça os descontentes chantagistas do PMDB, enquanto o vampiresco Eduardo Cunha e sua horda de zumbis dão beijocas no sanguinário deputado Carlos Sampaio”, diz o físico. E após desencadear uma série de questões, vem com a hipótese da renúncia de Dilma Rousseff. Então, a questão maior: o que aconteceria em seguida?

Não haveria mais um inimigo comum – Dilma e PT – a unir a reacionária alta burguesia, a imprensa direitista, a população alienada e a estudantada militante alinhadas para os panelaços. “Vocês já imaginaram a balbúrdia que se instalaria no Brasil? Sem um inimigo comum, um bode expiatório geral? Como iriam comportar-se esses atores tão individualistas, tão egocêntricos da política nacional?”, indaga Cerqueira Leite. E conclui: “Ah, que pena que Dilma não é vingativa. Que pena, mas que sorte!”

Pensando bem, o Brasil tem sorte. Pela própria natureza, o Brasil tem sorte. Tem sorte também porque não é uma ilha isolada do resto do mundo. Mesmo quando tudo parece conspirar para manter o país na ignorância de sua riqueza e de seu potencial humano e econômico, chegam do exterior algumas notícias que não podem continuar sendo ignoradas pela imprensa local.

O caso, por exemplo, das descobertas feitas na Suíça que se tornaram manchete, neste sábado, 10 de outubro, da “Folha de S.Paulo“. Informa o jornal paulista que a Procuradoria-Geral da República recebeu dossiê enviado pelo Ministério Público da Suíça. Ele revela que dinheiro de propina recebida pelo atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB, para viabilizar um negócio da Petrobras na África – a compra de um campo de exploração de petróleo em Benin por US$ 34,5 milhões – foi depositado em contas secretas atribuídas a Cunha e sua mulher, a jornalista Cláudia Cunha.

Dessas contas teriam saído, ao longo de sete anos, recursos para pagamento de despesas pessoais de Cunha e sua mulher no valor total de US$ 1,09 milhão (cerca de R$ 4,1 milhões), incluindo faturas de dois cartões de crédito e de uma famosa academia de tênis na Flórida.

Outra notícia a mostrar que, apesar da roubalheira de alguns políticos, o Brasil tem jeito, foi divulgada pela BBC Brasil: “O número de pessoas vivendo em situação de pobreza extrema no Brasil caiu 64% entre 2001 e 2013, passando de 13,6% para 4,9% da população, segundo dados divulgados nesta semana pelo Banco Mundial.”

Minha tendência é continuar acreditando no futuro do Brasil, apesar dos pesares. Não tenho o conhecimento nem a clareza de um Celso Antônio Bandeira de Mello, professor de direito da PUC-SP e tido como o maior especialista em Direito Administrativo brasileiro, mas concordo com ele em muitos pontos de uma entrevista recente que pode ser lida aqui. Segundo ele, o país não está tão mal hoje quanto no tempo do governo Fernando Henrique Cardoso, em que o Brasil quebrou duas vezes – ou seja, por duas vezes precisou recorrer ao FMI.

Na opinião do jurista, a maior diferença entre os governos tucanos e petistas se relaciona com o comportamento da imprensa, que antes minimizava as dificuldades e hoje as reforça. Nas palavras dele: “Então não estou tão impressionado assim com a situação econômica. É que houve notoriamente uma crise internacional muito grande. A Dilma pegou essa crise. Eu não vou dizer que a administração dela é isso e aquilo, porque não sou político, não estou por dentro, mas, seguramente, não é calamitosa como a de Fernando Henrique. Logo, o que há de diferente? Há que a imprensa resolveu derrubar a Dilma.”

E, se a imprensa for bem-sucedida — ou Dilma resolver se vingar, como imaginou o físico que abre este post — o que aconteceria em seguida? Deixo para a imaginação de cada um.

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Os dois lados: uma pensata sobre Uber, protestos e violência policial

Diz que ela estava indo assistir ao jogo do Galo, na última quinta-feira, devidamente uniformizada com a camisa do time. Descia a rua a pé, quando um taxista passou ao seu lado, abaixou o vidro do carro e gritou:

— CRUZEEEEIRO!!!

Ao que ela respondeu, de pronto:

— UUUBEEEERRR!!!

Ele ficou com cara de tacho, enquanto ela seguiu seu caminho, sorridente.

***

Táxi X Uber virou uma rivalidade tão grande quanto a dos times de futebol. Mas também virou uma dessas “grandes” questões da atualidade, como mostra a charge do Duke do último dia 12 de agosto:

charge12082015Às vezes é meio ridículo escolher um lado, quando o que o diferencia do outro lado é apenas uma sutileza…

***

O que me lembra que foi no mesmo dia 12, à noite, que assistimos a um show de horrores promovido pela Polícia Militar de Fernando Pimentel (PT). As consequências foram menos trágicas que as relatadas em abril, no Paraná, mas envolveram 62 detidos e cerca de 100 feridos pelo único “crime” de fazerem uma manifestação que travaria o trânsito por, no máximo, uma hora. Jornalistas e advogados tiveram seu direito cerceado, como se vê neste relato de uma colega. Beto Richa é do PSDB e Fernando Pimentel é do PT: alguém sabe diferenciar esses dois lados?

Ah sim, quando Beto Richa promoveu a pancadaria no Paraná, Pimentel veio a público criticar veladamente seu colega de cargo e classificar como “espetáculos lamentáveis” a repressão a protestos dos professores. Desta vez, quando a repressão ocorre a protestos de estudantes de seu próprio Estado (que criticavam uma política municipal, que nada tem a ver com o governador, diga-se de passagem), Pimentel se calou. Hoje é sábado, 15 de agosto, e ele ainda não deu uma entrevista coletiva para falar sobre a truculência policial. Seu subordinado, que comanda o Batalhão de Choque, disse em entrevista que fez bem em usar a força e poderia repetir isso quantas vezes fossem necessárias, se recebesse ordem — do governador? — para isso. Pimentel não veio a público desmenti-lo, ou seja, avalizou tudo o que o comandante disse. O famoso quem cala, consente.

Possivelmente, o governador petista conta com o esquecimento de seus eleitores. Afinal, na sexta-feira, houve novo protesto, que durou quatro horas, chegou a fechar ruas, mas foi pacífico — com uma quantidade espantosa de policiais cercando e acompanhando tudo de perto. Neste domingo, outra multidão — “distinta” da primeira, segundo a PM — também vai protestar, e provavelmente tudo correrá também de forma pacífica. Assim, pode ser mesmo que a noite de quarta caia no esquecimento.

Bom, pelo menos até que a reintegração de posse da ocupação Izidora aconteça, porque há rumores de que, desta vez, a PM não vai usar só bala de borracha. Será que Pimentel também vai copiar o outro tucano Geraldo Alckmin, governador de São Paulo que autorizou a truculência vista na desocupação de Pinheirinho? É esperar e ver.

(A propósito, o Duke fez outras duas ótimas charges sobre o protesto, vejam AQUI e AQUI)

***

Enquanto uns escolhem lados — Uber ou táxi, PT ou PSDB? — desta vez eu me recolho ao meu próprio lado, como aprendi no poeminha do filme “Menino Maluquinho“:

“Todo lado tem seu lado / eu sou meu próprio lado / E posso viver ao lado / do seu lado que era meu.”

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