#PérolasDoLuiz – Melhor que muito médico de verdade

Acordei no último sábado passando mal, depois de vômitos e diarreia madrugada adentro – provavelmente alguma coisa estragada que comi. Luiz, que adora brincar de “dotô”, ficou sabendo que “mamãe estava dodói”, me deitou na cama e começou a me examinar.

Pegou uma seringa e me tascou uma injeção na barriga. Depois, com a lanterninha, examinou meus ouvidos, olhos, garganta – exatamente como a dra. Rita faz nos exames de rotina dele. Cenho franzido, rosto sério, disse: “Vou escrever os ‘memédios’ que mamãe precisa tomar”.

Pegou um papel, a caneta, e começou a rabiscar, enquanto ia enumerando:

Receituário do Luiz

  • “Kaloba [o único nome de remédio que ele conhece],
  • ÁGUA, muita água,
  • limonada também,
  • limão azedo com mel,
  • o memédio de bolinha da mamãe,
  • sorinho no nariz,
  • ver Masha e o Urso na tevê,
  • massagem.”

 

Depois, foi até o armário, pegou o massageador de pescoço que eu tenho, voltou pra cama e começou a fazer massagem nas minhas costas.

Depois disso, sarei rapidim 😉

 

Não pude deixar de pensar: Luiz já é melhor do que 90% dos médicos que consultei na vida!

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‘O Gênio Preguiçoso’: um livro infantil para seu filho ter na prateleira

Já falei sobre a jornalista e amiga Ana Paula Pedrosa pelo menos 17 vezes aqui no blog, segundo o WordPress. Isso demonstra como boto fé nas coisas que ela diz ou produz.

Sua mais nova empreitada é o livro “O Gênio Preguiçoso”, que ela escreveu inspirada nas histórias que conta para as filhas Beatriz, de 10 anos, e Helena, de 3. Ilustrado pela irmã da Ana, a professora de arte Renata Pedrosa, tenho pra mim que este será um daqueles livros que o Luiz vai pedir para ler e reler e reler todas as noites, como faz com seus favoritos da pequena biblioteca que já formou.

É por isso que estarei lá no dia do lançamento para garantir meu exemplar, com certeza. E faço um convite para que os leitores do blog, especialmente aqueles que têm filhos ou sobrinhos pequenos, também passem por lá: vai ser neste sábado, dia 4 de agosto, de 9h às 12h, na Biblioteca Pública da praça da Liberdade. Com direito a contação de histórias!

Nos vemos lá, hein 😉

 

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‘George, O Curioso’ e como podemos ensinar educação financeira a uma criança de menos de 3 anos

Dia desses eu estava vendo o desenho “George, O Curioso” com o Luiz. Pra quem não conhece, trata-se de um desenho animado lançado em 2006 e transmitido no Brasil pela Discovery Kids. Está também na Netflix e o listei na minha seleção de melhores séries para crianças de até 3 anos.

O personagem principal é George, um macaquinho muito sagaz, alegre, extremamente inteligente. No episódio a que assistimos naquele dia, ele e o amigo foram a uma loja e ficaram encantados por uma pipa gigante que estava exposta ali. Mas ela era muito cara, eles não tinham dinheiro suficiente para comprá-la.

O que decidiram fazer, então? Fazer bicos para conseguir o dinheiro necessário.

George e o amigo entraram em contato com vários vizinhos oferecendo pequenas tarefas, tais como cortar grama, empilhar latas, passear com cachorros, coletar frutas etc. Conseguiram ser contratados para diversas tarefas.

Eles tinham pouco tempo para executar tudo, porque a pipa só ficaria reservada para eles até a manhã de segunda-feira, e já era sábado. Então, o que fizeram? Traçaram um percurso para aproveitar o tempo ao máximo e estimaram a duração de cada tarefa, para conseguir realizar tudo.

No meio do caminho, tiveram outros desafios e acabaram encontrando novas soluções para seus problemas, como dividir os trabalhos entre si, em vez de fazerem em dupla, e separarem o que era feito ao ar livre do que era a portas fechadas, para aproveitar as condições climáticas.

O desenho inteiro deve durar uns bons 10 minutos, ou mais, com grande aprendizado por parte de George e seu amigo. Ao final, não careço dizer, os dois conseguem fazer tudo e ganham o suado dinheirinho para comprar a desejada pipa.

Agora vamos imaginar se no lugar de George, o personagem principal  fosse alguma das crianças que conhecemos por aí, filhos de amigos e parentes nossos, ou até mesmo muitos dos nossos filhos.

O desenho não ia levar nem dois minutos de duração: a criança chega na loja, olha o preço da pipa, pede para o pai ou a mãe, que desembolsam a grana, e o menino brinca um tempinho antes de enjoar do brinquedo novo. Fim.

Qual aprendizado nossos pequenos estão tendo, quando recebem tudo de bandeja? Quão satisfeitos ficam com a conquista do brinquedo desejado?

Deixo esta reflexão para todos nós. Para quem se interessar, achei o episódio completo no Youtube, em inglês:

 

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