37 desenhos e séries lindos e educativos para crianças de até 4 anos

Já fiz este post aqui no blog antes, mais precisamente há 1 ano atrás, mas descobrimos tantos desenhos novos bacanas de lá pra cá, que achei que valia a pena uma atualização. Naquele post, listei 20 desenhos disponíveis na Netflix. Hoje, trago um total de 24 (seis novos e dois que saíram do cardápio da Netflix) e mais alguns que descobrimos na TV. Que tal aproveitar o feriadão para brincar e passear bastante com seus filhos e, nos momentos de descanso, assistirem juntinhos a um desenho bem legal, com direito a pipoca e cobertor? 🙂

Começo pelos que eu ainda não havia citado antes, todos na Netflix:

1. Patrulha Canina – O Luiz descobriu este desenho há menos de um mês e se apaixonou por ele. Trata-se de uma patrulha de seis cachorrinhos, comandados pelo jovem Ryder, que ajudam a resolver vários problemas na Baía da Aventura, onde vivem. Eles buscam soluções tanto para situações mais simples, como ajudar um amiguinho a reconstruir seu velotrol de material reciclável, até coisas bem mais complexas, como ajudar a limpar um vazamento de petróleo no mar ou ajudar o Papai Noel a recuperar sua estrela mágica, para salvar o Natal. Uma coisa bacana que acho neste desenho e em outros deste tipo é que não existem vilões. São todos pessoas de bom coração, que enfrentam algum dilema e precisam buscar uma solução para ele.

2. O Pequeno Reino de Ben e Holly – Dos mesmos criadores de Peppa, este desenho faz muito sucesso lá em casa. A trama é bem mais elaborada, acho que pensada para crianças já um pouco maiores, e também cheia de humor e didatismo, como no desenho da porquinha. Aqui, temos um reino em miniatura (com todas as curiosidades de ver as coisas sob a perspectiva deles), povoado por fadas e duendes, que têm uma certa rivalidade entre si. As fadas adoram usar mágica, os duendes são habilidosos com trabalhos manuais e detestam mágica. O desenho só tem uma temporada e estou na torcida para que venha a ter mais em breve.

3. Oddbods – Esses bichinhos meio amalucados fazem uma sátira da vida real, com personalidades bem próprias. Temos o valentão de pavio curto, o preguiçoso e relapso, o sujeito com mania de limpeza e perfeccionista, o exibido, o pregador de peças, a menina cientista super genial, a outra fofinha que só gosta de cor-de-rosa, e assim por diante. Um detalhe interessante é que não existem diálogos neste desenho. Os oddbods só conseguem soltar grunhidos. Isso estimula a imaginação dos pequenos, que conseguem acompanhar muito bem o que se passa na história.

4. Turma da Mônica – Dispensa apresentações, certo? Na Netflix, temos o CineGibi e os especiais temáticos da turminha do Mauricio de Sousa.

5. PJMasks – Três amiguinhos que viram super-heróis à noite e salvam o planeta do vilão Romeu. É bem uma adaptação de super-heróis clássicos, como Batman, para os pequetitos. E faz muito-muito sucesso nesta geração de 3 a 4 anos!

6. Que Monstro te Mordeu? – Série do cineasta Cao Hamburger, o mesmo de “Castelo Rá-tim-bum”, sobre monstrinhos inusitados como o monstro que faz a gente querer comer fast-food até se entupir. O cenário é muito rico, como era no castelo, e a série estimula a imaginação e também faz com que os pequenos percam o medo de monstros, já que são retratados como se fossem apenas crianças (meio esquisitinhas, mas inofensivas). O Luiz viu poucas vezes, no canal Rá-Tim-Bum! e na Netflix, e gostou sempre que viu.

E agora os que eu já tinha citado antes, todos ainda disponíveis na Netflix:

  1. Mundo Bita – São clipes musicais, com ilustrações muito bonitas e coloridas, letras bem elaboradas e mensagens positivas e educativas ou simplesmente divertidas sobre o dia a dia, o corpo humano, os animais e as brincadeiras. Não tem história, são apenas clipes curtinhos com músicas, para essa fase em que os pequenos se interessam mais pelas trilhas do que pelas histórias. Leia AQUI a entrevista que fiz com o criador do Mundo Bita.
  2. Masha e o Urso – Baseado no conto de fadas de Cachinhos Dourados, essa animação russa é cheia de mágica, aventuras e é praticamente sem falas, com lindíssima trilha sonora de orquestra. Masha é muito levada e sei que haverá um grupo dizendo que ela ensina maus hábitos aos nossos filhos etc, mas ela também tem um carinho imenso pelo urso, que representa uma figura paternal na vida da garotinha minúscula, e a ternura e afeto entre os dois é comovente. Leia AQUI a entrevista que fiz com o diretor do estúdio de Masha e o Urso, em Moscou.
  3. Backyardigans – Além de ter historinha cheia de aventuras, esse desenho é lotado de músicas, cantadas pela própria trupe de personagens, que ainda por cima fazem coreografias para acompanhar! Acho legal por incentivar os pequenos a brincarem apenas com fantasia e imaginação, explorando mundos fantásticos sem sair do quintal de casa.
  4. Little Baby Bum – É o que tem conteúdo mais explicitamente educativo, dentre todos que citei. Tem a musiquinha para ensinar a guardar os brinquedos na caixa, outra pra escovar os dentes, outra pra mostrar a diferença das formas e cores, e assim por diante. Além de músicas clássicas, como a da roda do ônibus que gira e gira.
  5. Bob Zoom – Produção nacional que já tem tradução para inglês e espanhol, com musiquinhas clássicas da nossa infância (assim como fizeram os criadores da Galinha Pintadinha), numa ilustração bem simples, cujo personagem principal é uma formiguinha azul. Os pequenos adoram!
  6. Festa de Palavras – Animação original da Netflix, com quatro bebês que interagem a todo momento com nossos pequenos do lado de cá. A cada episódio, eles tentam descobrir palavras novas (por exemplo, há o episódio em que aprendem o que é “cotovelo”). Didático.
  7. Turminha Paraíso – Mais um de clipes musicais, com desenho realmente muito bonito.
  8. A Turma do Seu Lobato – Outro de clipes musicais bonitinho.
  9. Na Sala da Julie – Esta série é maravilhosa, com a grande atriz Julie Andrews, que fez Mary Poppins, por trás da produção e no papel da protagonista. Foi a favorita do Luiz por um tempo. Falei mais sobre ela AQUI. (A propósito, Luiz ama o filme Mary Poppins!)
  10. Daniel o Tigre – Um dos meus desenhos favoritos. Além de ser muito bonitinho, apesar de todo feito em 2D, ele é extremamente educativo. Mas, em vez de falar sobre a importância de escovar os dentes, por exemplo, vai além: fala sobre como lidar com a frustração, com os ciúmes do irmãozinho caçula que está chegando, com o dodói que apareceu no joelho durante a brincadeira, e outras tantas questões envolvendo, principalmente, os sentimentos. Os episódios giram em torno da família de Daniel, de sua escolinha ou de suas brincadeiras com os amigos. Cada questão é trabalhada sempre em dois episódios seguidos. E a música da trilha sonora, principalmente a que encerra o programa, é uma das mais lindas que já vi na TV!
  11. A Casa do Mickey Mouse – Desenho mais poluído, com os personagens clássicos da Disney, mas que encanta o Luiz, principalmente pelas engenhocas e outras coisas mágicas que aparecem na casa do Mickey. Como o interruptor gigante que, em vez de apenas acender a luz, abre um dispositivo para dar passagem a uma mão de robô, que puxa a cordinha da lâmpada e a acende. Coisas assim. É bastante interativo também.
  12. Peppa – Acho que dispensa apresentações, certo? Peppa é unanimidade. Desenhos curtos, simples, com historinhas fáceis de entender e, ouso dizer, cheio de piadas de inglês que só os adultos captam realmente. Como no fim do episódio em que o sr. Touro está escavando a estrada, que termina com uma exclamação: “Todos adoram ficar parados no trânsito!”. E todas aquelas buzinas. Minha maior diversão é ver se os personagens adultos estão sorrindo ou sérios, porque isso é suficiente para compor toda a piada inglesa da historieta.
  13. Galinha Pintadinha (e a Mini) – Outra que dispensa apresentações. Prefiro a versão Mini, que, em vez de apenas trazer os clipes musicais, já tão presentes em outras séries já citadas (como Bob Zoom e Turminha Paraíso), traz uma historinha mesmo, com começo, meio e fim. Leia AQUI entrevista da revista Canguru com os criadores da Galinha Pintadinha.
  14. Dora a Aventureira – Desenho ultrainterativo, chega até a cansar o excesso de vezes em que os personagens param o que estão fazendo para perguntar o que o expectador acha ou faria. Traz sempre uma pequena aventura e palavrinhas em inglês.
  15. Doutora Brinquedos – Desenho que explora a imaginação, com uma menininha interagindo o tempo todo apenas com seus brinquedos.
  16. Supermonstros em ação – Desenho fofo, cujos personagens principais são um vampiro, uma bruxa, um Frankenstein etc. Eles têm superpoderes e tal, mas as questões discutidas se parecem muito com as vividas por qualquer criança, como saber emprestar o brinquedo para o outro etc.
  17. Beat Bugs – Bichinhos que vivem aventuras em episódios que contêm sempre uma versão de música dos Beatles. Acho que vale mais pela trilha sonora do que pelas histórias em si, que interessam mais a crianças maiores.
  18. Pocoyo – Esse é o desenho mais “clean” de todos, com pouquíssimos elementos e um narrador sempre se intrometendo na história. É o que gosto menos, mas meu filho de vez em quando pede para assistir.

Agora algumas descobertas muito boas na TV:

Também descobrimos alguns desenhos bem legais na TV, alguns dos quais ainda não citados aqui no blog, e que não existem na Netflix:

  1. Noddy, o detetive no país dos brinquedos (Gloobinho)
  2. Oi, Duggee (Gloobinho) 
  3. Yo Yo (Gloobinho)
  4. A Colmeia Feliz (Zoo Moo)
  5. Mouk (Zoo Moo)
  6. SOS Sônia (Zoo Moo)
  7. Teatro das Fábulas (Zoo Moo)
  8. Cocoricó (TV Rá-tim-bum)
  9. O Show da Luna! (Discovery Kids e TV Rá-tim-bum)
  10. Dinotrem (Boomerang)
  11. Meu Amigãozão (Discovery Kids)
  12. Charlie e Lola (Discovery Kids)
  13. Floogals (Discovery Kids)

EXTRA: O Luiz ainda não tem paciência para ver longas, nem mesmo de animação, mas teve dois filmes que ele não só viu e adorou, como já viu dezenas de vezes! Ambos estão disponíveis na Netflix: Menino Maluquinho e Mary Poppins.

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

Anúncios

Mais de 40 figuras de massinha para você fazer com seu filho

Uma das brincadeiras favoritas do Luiz, desde que ele tinha 1 ano de idade, é massinha. E é também uma das coisas de que eu mais gosto de brincar com ele. Inventamos bichinhos, comidinhas, casinhas, móveis para bonequinhos, monstrinhos, tudo o que a imaginação permite.

E a evolução é notável. Não só a do pequeno, mas também a minha! O primeiro carrinho que eu fiz (janelas laranjas), por exemplo, ficou todo feioso; meses depois, ficou todo ajeitadinho (com janelas brancas). Quando sai alguma coisa minimamente bonitinha, fotografo.

Hoje resolvi fuçar nos arquivos de fotos e selecionar algumas dessas figuras de massinha que fiz junto com meu filho, para inspirar outras mães e pais que queiram se divertir brincando de escultores dentro de casa 😉

Aí vai:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Vou atualizando este post aos poucos, se fizer novas esculturas 😉

 

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

Tirei o bico do meu filho! Veja as 5 coisas que aprendi neste (longo) processo

A capa do álbum de fotografias de 2017 do Luiz tem uma foto dele com um bico gigante na boca. Hoje, acho estranho ver meu pequeno usando chupeta. Esta fase ficou mesmo para trás…

 

No começo de dezembro, compartilhei por aqui o processo de desfralde do meu filho, contando como foi bem mais tranquilo do que eu imaginava que seria. Terminei o post dizendo que minha maior peleja naquele momento estava sendo desapegar o baixinho da chupeta e que eu contaria depois, quando o processo terminasse.

Bom, aquele era um 6 de dezembro e, por uma dessas coincidências da vida, foi justamente naquela noite que o Luiz resolveu entregar seu bico para a “fada”. Passados mais de dois meses, posso dizer que ele finalmente se esqueceu de seu companheirão de infância. Foi um processo árduo, mas acabou dando certo. Divido aqui, como sempre faço, o que aprendi no meio do caminho:

#1 Relação com a chupeta: amor e amor

Pra começo de conversa, quero deixar claro que nunca vi a chupeta como um problema. Bom, só antes de eu virar mãe. Ainda grávida, eu lia uns livros que desaconselhavam o bico, diziam que atrapalharia a amamentação, deixaria os dentes tortos, prejudicaria a fala etc. Fiquei convicta disso até que, no primeiro dia de vida do meu filho, ainda na maternidade, minha mãe colocou o bico nele, comemorou que ele “pegou” e disse: “Deixa de bobagem, minha filha, o bico vai te ajudar muito, você vai ver”. E foi isso mesmo: esse objeto de plástico altamente anti-higiênico prestou grandes serviços para a minha família durante 3 anos e não me arrependo de tê-lo introduzido ao meu bebê. Amamentei numa boa por 1 ano e 4 meses, o bico não atrasou a fala do Luiz, ele não pegou sapinho, nem nenhuma das outras maldições atribuídas à chupeta aconteceu por aqui. De bônus, ela me ajudou muito no desmame noturno e na noite de sono do Luiz, que sempre foi tranquila.

#2 Está na hora de parar: primeiros passos

Quando o Luiz estava com uns 2 anos e meio, já começamos a querer tirar o bico dele. Lá para os 2 anos e 9 meses, reduzimos drasticamente o uso do bico, deixando só para a hora de dormir, mas a reação foi a pior possível: ele começou a ficar desesperado pra ter o bico o dia todo, passou a acordar à noite com pesadelos etc. Decidimos voltar a dar o bico a qualquer hora do dia e que, quando fôssemos interromper, faríamos isso de uma vez, pra não estender o sofrimento. Paralelamente, começamos a falar sobre a “fada do bico”, personagem que minha irmã inventou para o sobrinho Lipe, que é quase da mesma idade do Luiz. Coloquei própolis no bico algumas vezes, dizendo que era um recado da fadinha de que o bico já estava ficando com gosto ruim. E passamos a conversar, cada vez mais, sobre ele já estar ficando grande, sobre ter que largar a chupeta assim que fizesse 3 anos. Também lemos um livro que era sobre isso. Na consulta de rotina com a pediatra, às vésperas do aniversário, ela foi categórica, na frente dele: tem mesmo que largar, já está na hora.

#3 Dar o tempo dele

Acho que é importante a gente ter em mente que o bico é um companheiro para o bebê/criança, é um objeto de apego dele, e que existe um vínculo afetivo. A retirada do bico é um passo importante de amadurecimento e, por isso mesmo, é difícil para a criança. Bom, pelo menos é o que eu acho. Por isso, segui na mesma toada de falar que em breve teria que ficar sem o bico, mas, ao mesmo tempo, respeitando o tempo dele. Um belo dia, em meados de novembro, ele pediu pra escrever uma carta para a fada do bico. Estava decidido a entregar naquele dia para ela. Escrevemos, ele enfeitou a carta toda, colocou no local combinado, mas, na hora de dormir, se arrependeu, dizendo que ainda não estava pronto. Respeitei. No dia 6 de dezembro, pouco depois do aniversário de 3 anos, ele pediu pra fazer outra carta, disse que estava pronto mesmo, deixamos o bico dentro do armário da sala e ele dormiu tranquilo e serenamente sem o bico. Eu quase morri de alívio: nossa, será que seria tão simples assim?! Não foi.

#4 Não é bom voltar atrás

Uma vez decidido a entregar o bico – seja para a fada, para o Papai Noel, para o balão de hélio, para a lixeira, ou o que for a solução da sua casa – não podemos voltar atrás. Vai ser difícil sempre, então pra que tornar difícil em dois momentos diferentes? Naquele 6 de dezembro, que ele tinha ido dormir tão bem sem o bico, ele acordou por volta de meia-noite aos prantos, pedindo o amigo. Levei ele até a sala para ver se a fada já tinha passado por ali. Quando abri a porta do armário e ele viu o presente que ela deixou no lugar das duas chupetas, meu filho começou um dos choros mais tristes e sofridos que já vi nesses 3 aninhos de vida dele. Meu coração ficou completamente partido, minha primeira tentação foi de pegar os malditos bicos de volta e acalmar meu filhote, mas engoli em seco, coloquei ele no colo e passei a hora seguinte só consolando meu filho, que parecia totalmente inconsolável, com muito carinho. Teve uma hora em que ele se acalmou, pediu pra brincar com o presente da fada, mas, depois de meia hora, disse que gostava mais do bico que do presente e que queria desfazer a troca. Ao ouvir que isso não seria mais possível, ele voltou a chorar inconsolável até as 3h.

#5 Prepare-se para o que pode ser um longo processo

Tem gente que diz que, em dois dias, o filho já nem lembra mais da existência do bico. Bom, fico feliz por essas pessoas, mas por aqui foi um longo processo. O Luiz era realmente muito fã do seu chup-chup. Nos dois dias seguintes à entrega do bico, demos uma canseira nele e ele dormiu apagado, sem se dar conta da ausência do bico. Mas, na terceira noite, foi a mesma peleja da primeira: dormiu só depois de duas horas de choro inconsolável pedindo o bico. Nos dias que se seguiram, enfrentamos muito mais birra durante a manhã e tarde e muito mais resistência para dormir à noite. Ele, que sempre ia para cama por volta de 21h30, passou a dormir só lá pelas 23h30, depois de muito esforço. Passou por uma fase horrível de me xingar, dizer coisas como “mamãe é boba” e “não gosto da mamãe”, que me deixavam arrasada. Foi difícil, bem difícil. Continuou pedindo pelo bico, mas com menos convicção e sem as crises de choro noturnas. Até que parou de pedir de vez, mas seguiu com as birras etc. Do nada, semanas depois, quando a gente achava que ele já tinha superado, ele soltava: “Estou com tanta saudade do bico…!”. Coisas assim, que pegavam a gente de surpresa.

Epílogo: Um dia esse tormento acaba

Mas hoje, depois de mais de dois meses, acho que posso dizer que meu garotinho superou essa difícil fase da vidinha dele, essa primeira crise de separação pela qual ele passou, das muitas que ainda virão. Ele vê vários bicos na prateleira da farmácia ou bebês com um na boca e só olha, sem pedir nada. As birras que complicaram nosso mês de dezembro e começo de janeiro já passaram, ou acontecem com menos frequência e por motivos não relacionados. E agora, com a volta às aulas, ele está dormindo em horário decente de novo. Achamos inclusive que esse ritual de passagem exerceu um efeito muito perceptível nele, que espichou um pouco, está com mais cara de menininho (menos de bebê), está parecendo mais crescido. É como se ele mesmo tivesse entendido que não é mais um bebê, agora que está livre do último resquício da fase oral dos pequenos.

Enfim, foi doloroso, mas foi uma dor do crescimento. Para nosso Luiz e também para nós, os pais de primeira viagem.

 

Leia sobre outros aprendizados:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

‘Tully’: Um filme curto, de roteiro simples e, ao mesmo tempo, profundo

Vale a pena assistir: TULLY
Nota 8

Numa época em que todos os filmes estão ultrapassando as duas horas de duração – inclusive as animações destinadas ao inquieto público infantil –, é bom demais quando surge um filme como este “Tully“, que, em apenas 1h35min, consegue amarrar um roteiro cheio de drama, suspense, reflexões importantes sobre o universo da maternidade e sobre a vida a dois, e ainda umas poucas pitadas de humor.

Estamos falando de um filme com a seguinte sinopse: uma mãe, completamente exausta após o nascimento da terceira filha, resolve acatar o conselho do irmão rico e contratar uma babá noturna, que tem a missão de facilitar sua vida e propiciar momentos de descanso e de noites bem dormidas. A chegada de Tully causa uma reviravolta da vida desta mãe. Fim.

Seria um filme entediante e talvez interessante só para o público restrito daquelas mães que já passaram pela extenuante tarefa de trocar mil fraldas/amamentar o tempo todo/sentir dores/administrar a casa/etc, que só quem teve um recém-nascido em casa sabe como é, mas “Tully” acerta ao trazer reflexões mais amplas e ainda abrir o leque do gênero drama, com suas pitadas de mistério.

Uma das reflexões que o filme traz é sobre a necessidade de a mulher-mãe se cuidar, e sobre como isso é importante inclusive para que ela tenha condições, físicas e psicológicas, de cuidar também das crianças. Há ainda a abordagem da participação paterna na criação dos filhos, além de outros temas paralelos, como as preocupações extras que um filho com espectro autista traz para a mãe. Mas eu diria que o mote principal do filme é uma palavrinha: EXAUSTÃO.

Em dado momento, a personagem interpretada pela sempre ótima Charlize Theron diz que às vezes a exaustão é tão grande que ela não sente forças nem para trocar de roupa. Abre o guarda-roupa e pensa: “Nossa, não fiz isso ainda?”. A frase é algo nesta linha. Eu me identifiquei demais. Já tive fases da minha vida, inclusive no período logo após o retorno da licença-maternidade, em que eu só conseguia me definir como uma pessoa exausta. Até que um dia dei um tilt no meu emprego e decidi inclusive iniciar a busca por um novo trabalho. Quando não sobram forças nem para pensar, estamos no limite da exaustão. E muitas mães de crianças recém-nascidas passam por isso e certamente vão se identificar com a protagonista e sonhar com uma babá supostamente perfeita, como é a Tully (Mackenzie Davis) para ela.

Mais do que isso, acho melhor eu não contar, para não estragar as surpresas que são reservadas para os espectadores.

Acredito que a lista de indicados ao Oscar, que vai ser divulgada amanhã, deve trazer Charlize Theron no páreo das melhores atrizes, assim como o Globo de Ouro já tinha feito. Ela, que já foi indicada duas vezes antes e levou uma estatueta para casa, engordou 22 kg para o papel, e está muito convincente. Mas torço ainda para que esse roteiro tão singelo, e ao mesmo tempo tão profundo, que consegue se amarrar tão bem em apenas 1h35min, também seja valorizado pela academia. O mérito aqui é da escritora Diablo Cody, que já havia escrito o roteiro do aclamado “Juno”, do mesmo diretor, Jason Reitman (que também dirigiu outros filmaços, como “Amor sem escalas” e “Obrigado por fumar”). Veremos amanhã.

Assista ao trailer do filme:

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

Aproveite o Natal para ensinar o bem

Era sábado, 22 de dezembro, quando chamei o Luiz, meu filhote de 3 anos anos, para me ajudar a arrumar os armários e gavetas da casa. Adoro virar o ano com tudo nos conformes, começando o ano seguinte com tudo organizadinho.

Arrumamos o quarto do pequeno e propus a ele de separarmos os brinquedos que ele não usa mais para doar às criancinhas que não têm muitos brinquedos. Assim como fizemos com os livros há alguns meses. E ele foi pegando os brinquedos “de bebê” e foi colocando sobre a cama, até que formamos uma pilha razoável. Guardamos tudo num saco.

O saco de brinquedos e outros dois, com roupas, para doação.

No dia 23, domingo, saímos em busca de algum lugar para fazer as doações. No meio do caminho, vimos uma moça sentada no chão da calçada, dando mamá ao filho de cerca de 1 ano, e pedindo esmola aos passantes. Fui com o Luiz entregar dois brinquedos ao filho dela, o Vitor. O garotinho abriu um sorriso de todo tamanho quando recebeu o brinquedo de virar chavinhas e apertar botões. Fazia tempo que eu não via um sorriso daqueles. Luiz entregou a naninha para ele, impressionado.

Depois passamos na Igreja do Carmo para entregar o resto da sacola. É um dos lugares que promovem ações sociais impactantes em Beagá e que está sempre aberto, inclusive aos domingos e alguns feriados, para receber doações de roupas e brinquedos. (Lá também tem farmácia com medicamentos gratuitos, ambulatório, atendimento psicológico, biblioteca e muitos outros serviços de graça para a comunidade em geral.)

Mais tarde, conversamos sobre crianças e adultos que ficam nas ruas, sobre pessoas que não têm tantos brinquedos como ele, sobre pessoas que não têm dinheiro para ir simplesmente “comprar no mercado” quando acaba algum ingrediente da geladeira. Tenho certeza de que plantei uma sementinha bacana no meu filho. Todas as vezes que separo roupas para doar, envolvo ele no processo. O mesmo já tinha acontecido com os livros. E, agora, com os brinquedos, que achei que envolveria mais dificuldade, mas meu filhote demonstrou grande generosidade e desprendimento, o que me encheu de orgulho.

Que tal aproveitar datas especiais como o Natal para espalhar essa sementinha aí na sua casa também?

Pra encerrar o post, resgato o programa 17 da Barbearia de Blues, que produzi entre 2007 e 2008, só com canções natalinas. Feliz Natal!

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog