150 coisas que aprendi em quatro anos de maternidade: dicas práticas para mães e pais

Maio está chegando ao fim, mas não sem antes eu falar alguma coisa sobre maternidade. Afinal, dizem que este é o “mês das mães” e, desde 2015, a maternidade se tornou mais um tema frequente no blog, com a chegada do Luiz. Virou uma categoria e, vez por outra, em meio a posts sobre política, literatura e cinema, compartilho nela minhas experiências e aprendizados como mãe de primeiríssima viagem.

Neste post, fiz um compilado de algumas coisas que aprendi nestes quatro anos (contando a gestação, que também é um aprendizado à parte). Espero que possam ser úteis a outras mães e pais que passarem por aqui 😉

 

Durante a gestação:


Para recém-nascidos e bebês de até 1 ano:


Para bebês de 1 a 2 anos:


Para crianças de 2 a 3 anos:


Bônus:

 

 


Leia sobre outros aprendizados:

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‘Dumbo’: um Tim Burton mais contido em suas fantasias

Vale a pena assistir no cinema: DUMBO
Nota 8

Quando penso num filme de Tim Burton, logo imagino coisas criativas, fantásticas, extraordinárias ou simplesmente bizarras. Ele foi o mago, afinal, por trás de filmes como “Beetlejuice” (1988), “Edward Mãos de Tesoura” (1990), “Peixe Grande” (2003) e de outras duas adaptações de clássicos antigos: “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005) e “Alice no País das Maravilhas” (2010). Ao ver “Dumbo”, encontrei muitas cenas extraordinariamente bonitas, muita nostalgia, mas Burton esteve mais contido em sua criatividade.

E olha que estamos falando do universo dos circos, já carregados de magia por si só. Sempre imaginei aquelas trupes circenses da primeira metade do século 20, quando ainda não era ambientalmente incorreto carregar animais em jaulas e trilhos, como cenários de aventuras fantásticas, como ciganos detentores de poderes mágicos, capazes de voar pelos trapézios, fazer truques assombrosos e encher os olhos da gente de cores e luzes.

(Claro que, na prática, devia ser uma vida de muito menos glamour e sonhos do que na imaginação coletiva. Mais ou menos como acontece com os piratas, que eu sempre imaginava aventureiros maravilhosos, e me decepcionei ao descobrir que viviam em navios cheios de pulgas, com biscoitos duros estocados nos porões.)

Em “Dumbo”, Tim Burton parece querer explorar mais o lado realista dos circos formados por trupes em trapos do que o lado maravilhoso. Não quero dizer com isso que este filme, que é voltado para as crianças, em essência, intencione discutir o lado histórico ou sociológico das caravanas circenses. Só que, ao lado das cenas mágicas e maravilhosas do filhote de elefante voando, ou de profissionais reais de circo fazendo performances lindas, veremos também muita poeira, muita sombra e um ar mais soturno e de tons pasteis do que vibrante e colorido. Mais de filme de época do que de filme infantil.

Não vemos personagens bizarros e toda aquela loucura divertida, característica de Tim Burton, mas apenas a bizarrice já esperada de personagens de circo, e, de resto, uma história tocante sobre um filhotinho que vira alvo de pessoas gananciosas e que só quer mesmo estar reunido de volta com sua mamãe. Um enredo clássico, com direito aos heróis e vilões e a não muitas surpresas.

Quem leu até agora pode estar achando que não gostei do filme. Não é isso, muito pelo contrário. Só achei diferente da assinatura costumeira do diretor. Mas foi uma experiência nostálgica e muito divertida, ao longo de quase duas horas que passaram, literalmente, voando. O time de atores é de primeira, com feras como Colin Farrell, Michael Keaton, Danny DeVito e Eva Green. Os efeitos especiais, o design de produção e o figurino são impecáveis, dignos de concorrer ao Oscar.

É só que o “Dumbo” original, de 1941, é mais lisérgico e alucinante do que o de Tim Burton, de 2019 – quem diria! Mas em tempos de defesa dos animais, ver os olhinhos azuis expressivos escolhidos para Dumbo talvez faça mais sentido do que ouvir ratinhos conversando com elefantes. Talvez a mensagem contemporânea, mais sisuda, alcance a alma das nossas sérias crianças com mais eficiência do que o formato mais provido de imaginação. Ou talvez este seja mesmo um filme para adultos.

Assista ao trailer do filme:

P.S. Quando meu filho tinha acabado de completar 2 anos de idade, escrevi aqui no blog sobre eu ter levado ele ao cinema pela primeira vez. Naquela tentativa, fomos ver uma animação ruim e, passados dez minutos, tive que sair com ele da sala. Um mês depois, voltamos para ver outra animação (“Peixonauta”) e ele assistiu quase até o fim, mas era um filme bem curto. Depois cheguei a tentar uma terceira e última vez, para ver “Touro Ferdinando”, e a experiência não deve ter chegado aos 30 minutos de duração. Aí desisti. Cinema está muito caro para ficar testando assim, por mais cinéfila que eu seja e por mais vontade que eu tivesse de ter a companhia do meu filho comigo nas sessões.

Este “Dumbo” foi minha quarta tentativa, agora com o Luiz já com 3 anos e meio de idade. Não é uma animação, mas um filme com personagens de carne e osso – assim como em “Menino Maluquinho” e “Mary Poppins”, dois filmes que ele adora assistir em casa mesmo. E desta vez, pela primeira vez, ele viu tudinho comigo até o fim! Foi muito, muito legal a experiência, e nunca vou me esquecer da magia pessoal que “Dumbo” proporcionou nesta relação mãe-e-filho. Nunca vou me esquecer de como o Luiz entrou na história e, sentadinho ao meu lado, ficou olhando tudo sem piscar. De como, no fim, pediu para fazer foto com o cartaz do filme e disse que já estava com saudades. Isso é cinema! Espero transmitir meu amor pelo cinema ao meu baixinho, agora que ele já passou no teste.

Leia também:

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40 desenhos e séries lindos e educativos para crianças de até 4 anos

Já fiz este post aqui no blog antes, mais precisamente há 1 ano atrás, mas descobrimos tantos desenhos novos bacanas de lá pra cá, que achei que valia a pena uma atualização. Naquele post, listei 20 desenhos disponíveis na Netflix. Hoje, trago um total de 24 (seis novos e dois que saíram do cardápio da Netflix) e mais alguns que descobrimos na TV. Que tal aproveitar o feriadão para brincar e passear bastante com seus filhos e, nos momentos de descanso, assistirem juntinhos a um desenho bem legal, com direito a pipoca e cobertor? 🙂

Começo pelos que eu ainda não havia citado antes, todos na Netflix:

1. Patrulha Canina – O Luiz descobriu este desenho há menos de um mês e se apaixonou por ele. Trata-se de uma patrulha de seis cachorrinhos, comandados pelo jovem Ryder, que ajudam a resolver vários problemas na Baía da Aventura, onde vivem. Eles buscam soluções tanto para situações mais simples, como ajudar um amiguinho a reconstruir seu velotrol de material reciclável, até coisas bem mais complexas, como ajudar a limpar um vazamento de petróleo no mar ou ajudar o Papai Noel a recuperar sua estrela mágica, para salvar o Natal. Uma coisa bacana que acho neste desenho e em outros deste tipo é que não existem vilões. São todos pessoas de bom coração, que enfrentam algum dilema e precisam buscar uma solução para ele. Outra coisa que acho legal é a mensagem principal, de que sempre há solução para os problemas, por mais complexos que sejam, e que devemos ser persistentes e não perder a cabeça. (Ah, este desenho virou alvo de muita polêmica e reclamação por conta de um erro de dublagem, que, no Brasil, deixou Marshall e Zuma com vozes femininas na primeira temporada. O erro foi corrigido depois, mas o internauta não perdoa e teve até gente falando que foi tudo um plano diabólico para incutir discussões sobre ideologia de gênero nos bebês, rs. Sobre isso, recomendo a leitura DESTE POST, com boas reflexões a respeito.)

2. O Pequeno Reino de Ben e Holly – Dos mesmos criadores de Peppa, este desenho faz muito sucesso lá em casa. A trama é bem mais elaborada, acho que pensada para crianças já um pouco maiores, e também cheia de humor e didatismo, como no desenho da porquinha. Aqui, temos um reino em miniatura (com todas as curiosidades de ver as coisas sob a perspectiva deles), povoado por fadas e duendes, que têm uma certa rivalidade entre si. As fadas adoram usar mágica, os duendes são habilidosos com trabalhos manuais e detestam mágica. O desenho só tem uma temporada e estou na torcida para que venha a ter mais em breve.

3. Oddbods – Esses bichinhos meio amalucados fazem uma sátira da vida real, com personalidades bem próprias. Temos o valentão de pavio curto, o preguiçoso e relapso, o sujeito com mania de limpeza e perfeccionista, o exibido, o pregador de peças, a menina cientista super genial, a outra fofinha que só gosta de cor-de-rosa, e assim por diante. Um detalhe interessante é que não existem diálogos neste desenho. Os oddbods só conseguem soltar grunhidos. Isso estimula a imaginação dos pequenos, que conseguem acompanhar muito bem o que se passa na história.

4. Turma da Mônica – Dispensa apresentações, certo? Na Netflix, temos o CineGibi e os especiais temáticos da turminha do Mauricio de Sousa.

5. PJMasks – Três amiguinhos que viram super-heróis à noite e salvam o planeta do vilão Romeu. É bem uma adaptação de super-heróis clássicos, como Batman, para os pequetitos. E faz muito-muito sucesso nesta geração de 3 a 4 anos!

6. Que Monstro te Mordeu? – Série do cineasta Cao Hamburger, o mesmo de “Castelo Rá-tim-bum”, sobre monstrinhos inusitados como o monstro que faz a gente querer comer fast-food até se entupir. O cenário é muito rico, como era no castelo, e a série estimula a imaginação e também faz com que os pequenos percam o medo de monstros, já que são retratados como se fossem apenas crianças (meio esquisitinhas, mas inofensivas). O Luiz viu poucas vezes, no canal Rá-Tim-Bum! e na Netflix, e gostou sempre que viu.

E agora os que eu já tinha citado antes, todos ainda disponíveis na Netflix:

  1. Mundo Bita – São clipes musicais, com ilustrações muito bonitas e coloridas, letras bem elaboradas e mensagens positivas e educativas ou simplesmente divertidas sobre o dia a dia, o corpo humano, os animais e as brincadeiras. Não tem história, são apenas clipes curtinhos com músicas, para essa fase em que os pequenos se interessam mais pelas trilhas do que pelas histórias. Leia AQUI a entrevista que fiz com o criador do Mundo Bita.
  2. Masha e o Urso – Baseado no conto de fadas de Cachinhos Dourados, essa animação russa é cheia de mágica, aventuras e é praticamente sem falas, com lindíssima trilha sonora de orquestra. Masha é muito levada e sei que haverá um grupo dizendo que ela ensina maus hábitos aos nossos filhos etc, mas ela também tem um carinho imenso pelo urso, que representa uma figura paternal na vida da garotinha minúscula, e a ternura e afeto entre os dois é comovente. Leia AQUI a entrevista que fiz com o diretor do estúdio de Masha e o Urso, em Moscou.
  3. Backyardigans – Além de ter historinha cheia de aventuras, esse desenho é lotado de músicas, cantadas pela própria trupe de personagens, que ainda por cima fazem coreografias para acompanhar! Acho legal por incentivar os pequenos a brincarem apenas com fantasia e imaginação, explorando mundos fantásticos sem sair do quintal de casa.
  4. Little Baby Bum – É o que tem conteúdo mais explicitamente educativo, dentre todos que citei. Tem a musiquinha para ensinar a guardar os brinquedos na caixa, outra pra escovar os dentes, outra pra mostrar a diferença das formas e cores, e assim por diante. Além de músicas clássicas, como a da roda do ônibus que gira e gira.
  5. Bob Zoom – Produção nacional que já tem tradução para inglês e espanhol, com musiquinhas clássicas da nossa infância (assim como fizeram os criadores da Galinha Pintadinha), numa ilustração bem simples, cujo personagem principal é uma formiguinha azul. Os pequenos adoram!
  6. Festa de Palavras – Animação original da Netflix, com quatro bebês que interagem a todo momento com nossos pequenos do lado de cá. A cada episódio, eles tentam descobrir palavras novas (por exemplo, há o episódio em que aprendem o que é “cotovelo”). Didático.
  7. Turminha Paraíso – Mais um de clipes musicais, com desenho realmente muito bonito.
  8. A Turma do Seu Lobato – Outro de clipes musicais bonitinho.
  9. Na Sala da Julie – Esta série é maravilhosa, com a grande atriz Julie Andrews, que fez Mary Poppins, por trás da produção e no papel da protagonista. Foi a favorita do Luiz por um tempo. Falei mais sobre ela AQUI. (A propósito, Luiz ama o filme Mary Poppins!)
  10. Daniel o Tigre – Um dos meus desenhos favoritos. Além de ser muito bonitinho, apesar de todo feito em 2D, ele é extremamente educativo. Mas, em vez de falar sobre a importância de escovar os dentes, por exemplo, vai além: fala sobre como lidar com a frustração, com os ciúmes do irmãozinho caçula que está chegando, com o dodói que apareceu no joelho durante a brincadeira, e outras tantas questões envolvendo, principalmente, os sentimentos. Os episódios giram em torno da família de Daniel, de sua escolinha ou de suas brincadeiras com os amigos. Cada questão é trabalhada sempre em dois episódios seguidos. E a música da trilha sonora, principalmente a que encerra o programa, é uma das mais lindas que já vi na TV!
  11. A Casa do Mickey Mouse – Desenho mais poluído, com os personagens clássicos da Disney, mas que encanta o Luiz, principalmente pelas engenhocas e outras coisas mágicas que aparecem na casa do Mickey. Como o interruptor gigante que, em vez de apenas acender a luz, abre um dispositivo para dar passagem a uma mão de robô, que puxa a cordinha da lâmpada e a acende. Coisas assim. É bastante interativo também.
  12. Peppa – Acho que dispensa apresentações, certo? Peppa é unanimidade. Desenhos curtos, simples, com historinhas fáceis de entender e, ouso dizer, cheio de piadas de inglês que só os adultos captam realmente. Como no fim do episódio em que o sr. Touro está escavando a estrada, que termina com uma exclamação: “Todos adoram ficar parados no trânsito!”. E todas aquelas buzinas. Minha maior diversão é ver se os personagens adultos estão sorrindo ou sérios, porque isso é suficiente para compor toda a piada inglesa da historieta.
  13. Galinha Pintadinha (e a Mini) – Outra que dispensa apresentações. Prefiro a versão Mini, que, em vez de apenas trazer os clipes musicais, já tão presentes em outras séries já citadas (como Bob Zoom e Turminha Paraíso), traz uma historinha mesmo, com começo, meio e fim. Leia AQUI entrevista da revista Canguru com os criadores da Galinha Pintadinha.
  14. Dora a Aventureira – Desenho ultrainterativo, chega até a cansar o excesso de vezes em que os personagens param o que estão fazendo para perguntar o que o expectador acha ou faria. Traz sempre uma pequena aventura e palavrinhas em inglês.
  15. Doutora Brinquedos – Desenho que explora a imaginação, com uma menininha interagindo o tempo todo apenas com seus brinquedos.
  16. Supermonstros em ação – Desenho fofo, cujos personagens principais são um vampiro, uma bruxa, um Frankenstein etc. Eles têm superpoderes e tal, mas as questões discutidas se parecem muito com as vividas por qualquer criança, como saber emprestar o brinquedo para o outro etc.
  17. Beat Bugs – Bichinhos que vivem aventuras em episódios que contêm sempre uma versão de música dos Beatles. Acho que vale mais pela trilha sonora do que pelas histórias em si, que interessam mais a crianças maiores.
  18. Pocoyo – Esse é o desenho mais “clean” de todos, com pouquíssimos elementos e um narrador sempre se intrometendo na história. É o que gosto menos, mas meu filho de vez em quando pede para assistir.

Agora algumas descobertas muito boas na TV:

Também descobrimos alguns desenhos bem legais na TV, alguns dos quais ainda não citados aqui no blog, e que não existem na Netflix:

  1. Noddy, o detetive no país dos brinquedos (Gloobinho)
  2. Oi, Duggee (Gloobinho) 
  3. Yo Yo (Gloobinho)
  4. A Colmeia Feliz (Zoo Moo)
  5. Mouk (Zoo Moo)
  6. SOS Sônia (Zoo Moo)
  7. Teatro das Fábulas (Zoo Moo)
  8. Cocoricó (TV Rá-tim-bum)
  9. O Show da Luna! (Discovery Kids e TV Rá-tim-bum)
  10. Cantando com Ping e Pong (Discovery Kids)
  11. Super Wings (Discovery Kids)
  12. Monchhichi (Discovery Kids)
  13. The Happos Family (Boomerang)
  14. Meu Amigãozão (Discovery Kids)
  15. George, o Curioso (Discovery Kids)
  16. Floogals (Discovery Kids)

EXTRA: O Luiz ainda não tem paciência para ver longas, nem mesmo de animação, mas teve dois filmes que ele não só viu e adorou, como já viu dezenas de vezes! Ambos estão disponíveis na Netflix: Menino Maluquinho e Mary Poppins.

Leia também:

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Mais de 40 figuras de massinha para você fazer com seu filho

Uma das brincadeiras favoritas do Luiz, desde que ele tinha 1 ano de idade, é massinha. E é também uma das coisas de que eu mais gosto de brincar com ele. Inventamos bichinhos, comidinhas, casinhas, móveis para bonequinhos, monstrinhos, tudo o que a imaginação permite.

E a evolução é notável. Não só a do pequeno, mas também a minha! O primeiro carrinho que eu fiz (janelas laranjas), por exemplo, ficou todo feioso; meses depois, ficou todo ajeitadinho (com janelas brancas). Quando sai alguma coisa minimamente bonitinha, fotografo.

Hoje resolvi fuçar nos arquivos de fotos e selecionar algumas dessas figuras de massinha que fiz junto com meu filho, para inspirar outras mães e pais que queiram se divertir brincando de escultores dentro de casa 😉

Aí vai:

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Vou atualizando este post aos poucos, se fizer novas esculturas 😉

 

Leia também:

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Tirei o bico do meu filho! Veja as 5 coisas que aprendi neste (longo) processo

A capa do álbum de fotografias de 2017 do Luiz tem uma foto dele com um bico gigante na boca. Hoje, acho estranho ver meu pequeno usando chupeta. Esta fase ficou mesmo para trás…

 

No começo de dezembro, compartilhei por aqui o processo de desfralde do meu filho, contando como foi bem mais tranquilo do que eu imaginava que seria. Terminei o post dizendo que minha maior peleja naquele momento estava sendo desapegar o baixinho da chupeta e que eu contaria depois, quando o processo terminasse.

Bom, aquele era um 6 de dezembro e, por uma dessas coincidências da vida, foi justamente naquela noite que o Luiz resolveu entregar seu bico para a “fada”. Passados mais de dois meses, posso dizer que ele finalmente se esqueceu de seu companheirão de infância. Foi um processo árduo, mas acabou dando certo. Divido aqui, como sempre faço, o que aprendi no meio do caminho:

#1 Relação com a chupeta: amor e amor

Pra começo de conversa, quero deixar claro que nunca vi a chupeta como um problema. Bom, só antes de eu virar mãe. Ainda grávida, eu lia uns livros que desaconselhavam o bico, diziam que atrapalharia a amamentação, deixaria os dentes tortos, prejudicaria a fala etc. Fiquei convicta disso até que, no primeiro dia de vida do meu filho, ainda na maternidade, minha mãe colocou o bico nele, comemorou que ele “pegou” e disse: “Deixa de bobagem, minha filha, o bico vai te ajudar muito, você vai ver”. E foi isso mesmo: esse objeto de plástico altamente anti-higiênico prestou grandes serviços para a minha família durante 3 anos e não me arrependo de tê-lo introduzido ao meu bebê. Amamentei numa boa por 1 ano e 4 meses, o bico não atrasou a fala do Luiz, ele não pegou sapinho, nem nenhuma das outras maldições atribuídas à chupeta aconteceu por aqui. De bônus, ela me ajudou muito no desmame noturno e na noite de sono do Luiz, que sempre foi tranquila.

#2 Está na hora de parar: primeiros passos

Quando o Luiz estava com uns 2 anos e meio, já começamos a querer tirar o bico dele. Lá para os 2 anos e 9 meses, reduzimos drasticamente o uso do bico, deixando só para a hora de dormir, mas a reação foi a pior possível: ele começou a ficar desesperado pra ter o bico o dia todo, passou a acordar à noite com pesadelos etc. Decidimos voltar a dar o bico a qualquer hora do dia e que, quando fôssemos interromper, faríamos isso de uma vez, pra não estender o sofrimento. Paralelamente, começamos a falar sobre a “fada do bico”, personagem que minha irmã inventou para o sobrinho Lipe, que é quase da mesma idade do Luiz. Coloquei própolis no bico algumas vezes, dizendo que era um recado da fadinha de que o bico já estava ficando com gosto ruim. E passamos a conversar, cada vez mais, sobre ele já estar ficando grande, sobre ter que largar a chupeta assim que fizesse 3 anos. Também lemos um livro que era sobre isso. Na consulta de rotina com a pediatra, às vésperas do aniversário, ela foi categórica, na frente dele: tem mesmo que largar, já está na hora.

#3 Dar o tempo dele

Acho que é importante a gente ter em mente que o bico é um companheiro para o bebê/criança, é um objeto de apego dele, e que existe um vínculo afetivo. A retirada do bico é um passo importante de amadurecimento e, por isso mesmo, é difícil para a criança. Bom, pelo menos é o que eu acho. Por isso, segui na mesma toada de falar que em breve teria que ficar sem o bico, mas, ao mesmo tempo, respeitando o tempo dele. Um belo dia, em meados de novembro, ele pediu pra escrever uma carta para a fada do bico. Estava decidido a entregar naquele dia para ela. Escrevemos, ele enfeitou a carta toda, colocou no local combinado, mas, na hora de dormir, se arrependeu, dizendo que ainda não estava pronto. Respeitei. No dia 6 de dezembro, pouco depois do aniversário de 3 anos, ele pediu pra fazer outra carta, disse que estava pronto mesmo, deixamos o bico dentro do armário da sala e ele dormiu tranquilo e serenamente sem o bico. Eu quase morri de alívio: nossa, será que seria tão simples assim?! Não foi.

#4 Não é bom voltar atrás

Uma vez decidido a entregar o bico – seja para a fada, para o Papai Noel, para o balão de hélio, para a lixeira, ou o que for a solução da sua casa – não podemos voltar atrás. Vai ser difícil sempre, então pra que tornar difícil em dois momentos diferentes? Naquele 6 de dezembro, que ele tinha ido dormir tão bem sem o bico, ele acordou por volta de meia-noite aos prantos, pedindo o amigo. Levei ele até a sala para ver se a fada já tinha passado por ali. Quando abri a porta do armário e ele viu o presente que ela deixou no lugar das duas chupetas, meu filho começou um dos choros mais tristes e sofridos que já vi nesses 3 aninhos de vida dele. Meu coração ficou completamente partido, minha primeira tentação foi de pegar os malditos bicos de volta e acalmar meu filhote, mas engoli em seco, coloquei ele no colo e passei a hora seguinte só consolando meu filho, que parecia totalmente inconsolável, com muito carinho. Teve uma hora em que ele se acalmou, pediu pra brincar com o presente da fada, mas, depois de meia hora, disse que gostava mais do bico que do presente e que queria desfazer a troca. Ao ouvir que isso não seria mais possível, ele voltou a chorar inconsolável até as 3h.

#5 Prepare-se para o que pode ser um longo processo

Tem gente que diz que, em dois dias, o filho já nem lembra mais da existência do bico. Bom, fico feliz por essas pessoas, mas por aqui foi um longo processo. O Luiz era realmente muito fã do seu chup-chup. Nos dois dias seguintes à entrega do bico, demos uma canseira nele e ele dormiu apagado, sem se dar conta da ausência do bico. Mas, na terceira noite, foi a mesma peleja da primeira: dormiu só depois de duas horas de choro inconsolável pedindo o bico. Nos dias que se seguiram, enfrentamos muito mais birra durante a manhã e tarde e muito mais resistência para dormir à noite. Ele, que sempre ia para cama por volta de 21h30, passou a dormir só lá pelas 23h30, depois de muito esforço. Passou por uma fase horrível de me xingar, dizer coisas como “mamãe é boba” e “não gosto da mamãe”, que me deixavam arrasada. Foi difícil, bem difícil. Continuou pedindo pelo bico, mas com menos convicção e sem as crises de choro noturnas. Até que parou de pedir de vez, mas seguiu com as birras etc. Do nada, semanas depois, quando a gente achava que ele já tinha superado, ele soltava: “Estou com tanta saudade do bico…!”. Coisas assim, que pegavam a gente de surpresa.

Epílogo: Um dia esse tormento acaba

Mas hoje, depois de mais de dois meses, acho que posso dizer que meu garotinho superou essa difícil fase da vidinha dele, essa primeira crise de separação pela qual ele passou, das muitas que ainda virão. Ele vê vários bicos na prateleira da farmácia ou bebês com um na boca e só olha, sem pedir nada. As birras que complicaram nosso mês de dezembro e começo de janeiro já passaram, ou acontecem com menos frequência e por motivos não relacionados. E agora, com a volta às aulas, ele está dormindo em horário decente de novo. Achamos inclusive que esse ritual de passagem exerceu um efeito muito perceptível nele, que espichou um pouco, está com mais cara de menininho (menos de bebê), está parecendo mais crescido. É como se ele mesmo tivesse entendido que não é mais um bebê, agora que está livre do último resquício da fase oral dos pequenos.

Enfim, foi doloroso, mas foi uma dor do crescimento. Para nosso Luiz e também para nós, os pais de primeira viagem.

 

Leia sobre outros aprendizados:

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