Tirei o bico do meu filho! Veja as 5 coisas que aprendi neste (longo) processo

A capa do álbum de fotografias de 2017 do Luiz tem uma foto dele com um bico gigante na boca. Hoje, acho estranho ver meu pequeno usando chupeta. Esta fase ficou mesmo para trás…

 

No começo de dezembro, compartilhei por aqui o processo de desfralde do meu filho, contando como foi bem mais tranquilo do que eu imaginava que seria. Terminei o post dizendo que minha maior peleja naquele momento estava sendo desapegar o baixinho da chupeta e que eu contaria depois, quando o processo terminasse.

Bom, aquele era um 6 de dezembro e, por uma dessas coincidências da vida, foi justamente naquela noite que o Luiz resolveu entregar seu bico para a “fada”. Passados mais de dois meses, posso dizer que ele finalmente se esqueceu de seu companheirão de infância. Foi um processo árduo, mas acabou dando certo. Divido aqui, como sempre faço, o que aprendi no meio do caminho:

#1 Relação com a chupeta: amor e amor

Pra começo de conversa, quero deixar claro que nunca vi a chupeta como um problema. Bom, só antes de eu virar mãe. Ainda grávida, eu lia uns livros que desaconselhavam o bico, diziam que atrapalharia a amamentação, deixaria os dentes tortos, prejudicaria a fala etc. Fiquei convicta disso até que, no primeiro dia de vida do meu filho, ainda na maternidade, minha mãe colocou o bico nele, comemorou que ele “pegou” e disse: “Deixa de bobagem, minha filha, o bico vai te ajudar muito, você vai ver”. E foi isso mesmo: esse objeto de plástico altamente anti-higiênico prestou grandes serviços para a minha família durante 3 anos e não me arrependo de tê-lo introduzido ao meu bebê. Amamentei numa boa por 1 ano e 4 meses, o bico não atrasou a fala do Luiz, ele não pegou sapinho, nem nenhuma das outras maldições atribuídas à chupeta aconteceu por aqui. De bônus, ela me ajudou muito no desmame noturno e na noite de sono do Luiz, que sempre foi tranquila.

#2 Está na hora de parar: primeiros passos

Quando o Luiz estava com uns 2 anos e meio, já começamos a querer tirar o bico dele. Lá para os 2 anos e 9 meses, reduzimos drasticamente o uso do bico, deixando só para a hora de dormir, mas a reação foi a pior possível: ele começou a ficar desesperado pra ter o bico o dia todo, passou a acordar à noite com pesadelos etc. Decidimos voltar a dar o bico a qualquer hora do dia e que, quando fôssemos interromper, faríamos isso de uma vez, pra não estender o sofrimento. Paralelamente, começamos a falar sobre a “fada do bico”, personagem que minha irmã inventou para o sobrinho Lipe, que é quase da mesma idade do Luiz. E passamos a conversar, cada vez mais, sobre ele já estar ficando grande, sobre ter que largar a chupeta assim que fizesse 3 anos. Também lemos um livro que era sobre isso. Na consulta de rotina com a pediatra, às vésperas do aniversário, ela foi categórica, na frente dele: tem mesmo que largar, já está na hora.

#3 Dar o tempo dele

Acho que é importante a gente ter em mente que o bico é um companheiro para o bebê/criança, é um objeto de apego dele, e que existe um vínculo afetivo. A retirada do bico é um passo importante de amadurecimento e, por isso mesmo, é difícil para a criança. Bom, pelo menos é o que eu acho. Por isso, segui na mesma toada de falar que em breve teria que ficar sem o bico, mas, ao mesmo tempo, respeitando o tempo dele. Um belo dia, em meados de novembro, ele pediu pra escrever uma carta para a fada do bico. Estava decidido a entregar naquele dia para ela. Escrevemos, ele enfeitou a carta toda, colocou no local combinado, mas, na hora de dormir, se arrependeu, dizendo que ainda não estava pronto. Respeitei. No dia 6 de dezembro, pouco depois do aniversário de 3 anos, ele pediu pra fazer outra carta, disse que estava pronto mesmo, deixamos o bico dentro do armário da sala e ele dormiu tranquilo e serenamente sem o bico. Eu quase morri de alívio: nossa, será que seria tão simples assim?! Não foi.

#4 Não é bom voltar atrás

Uma vez decidido a entregar o bico – seja para a fada, para o Papai Noel, para o balão de hélio, para a lixeira, ou o que for a solução da sua casa – não podemos voltar atrás. Vai ser difícil sempre, então pra que tornar difícil em dois momentos diferentes? Naquele 6 de dezembro, que ele tinha ido dormir tão bem sem o bico, ele acordou por volta de meia-noite aos prantos, pedindo o amigo. Levei ele até a sala para ver se a fada já tinha passado por ali. Quando abri a porta do armário e ele viu o presente que ela deixou no lugar das duas chupetas, meu filho começou um dos choros mais tristes e sofridos que já vi nesses 3 aninhos de vida dele. Meu coração ficou completamente partido, minha primeira tentação foi de pegar os malditos bicos de volta e acalmar meu filhote, mas engoli em seco, coloquei ele no colo e passei a hora seguinte só consolando meu filho, que parecia totalmente inconsolável, com muito carinho. Teve uma hora em que ele se acalmou, pediu pra brincar com o presente da fada, mas, depois de meia hora, disse que gostava mais do bico que do presente e que queria desfazer a troca. Ao ouvir que isso não seria mais possível, ele voltou a chorar inconsolável até as 3h.

#5 Prepare-se para o que pode ser um longo processo

Tem gente que diz que, em dois dias, o filho já nem lembra mais da existência do bico. Bom, fico feliz por essas pessoas, mas por aqui foi um longo processo. O Luiz era realmente muito fã do seu chup-chup. Nos dois dias seguintes à entrega do bico, demos uma canseira nele e ele dormiu apagado, sem se dar conta da ausência do bico. Mas, na terceira noite, foi a mesma peleja da primeira: dormiu só depois de duas horas de choro inconsolável pedindo o bico. Nos dias que se seguiram, enfrentamos muito mais birra durante a manhã e tarde e muito mais resistência para dormir à noite. Ele, que sempre ia para cama por volta de 21h30, passou a dormir só lá pelas 23h30, depois de muito esforço. Passou por uma fase horrível de me xingar, dizer coisas como “mamãe é boba” e “não gosto da mamãe”, que me deixavam arrasada. Foi difícil, bem difícil. Continuou pedindo pelo bico, mas com menos convicção e sem as crises de choro noturnas. Até que parou de pedir de vez, mas seguiu com as birras etc. Do nada, semanas depois, quando a gente achava que ele já tinha superado, ele soltava: “Estou com tanta saudade do bico…!”. Coisas assim, que pegavam a gente de surpresa.

Epílogo: Um dia esse tormento acaba

Mas hoje, depois de mais de dois meses, acho que posso dizer que meu garotinho superou essa difícil fase da vidinha dele, essa primeira crise de separação pela qual ele passou, das muitas que ainda virão. Ele vê vários bicos na prateleira da farmácia ou bebês com um na boca e só olha, sem pedir nada. As birras que complicaram nosso mês de dezembro e começo de janeiro já passaram, ou acontecem com menos frequência e por motivos não relacionados. E agora, com a volta às aulas, ele está dormindo em horário decente de novo. Achamos inclusive que esse ritual de passagem exerceu um efeito muito perceptível nele, que espichou um pouco, está com mais cara de menininho (menos de bebê), está parecendo mais crescido. É como se ele mesmo tivesse entendido que não é mais um bebê, agora que está livre do último resquício da fase oral dos pequenos.

Enfim, foi doloroso, mas foi uma dor do crescimento. Para nosso Luiz e também para nós, os pais de primeira viagem.

 

Leia sobre outros aprendizados:

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‘Tully’: Um filme curto, de roteiro simples e, ao mesmo tempo, profundo

Vale a pena assistir: TULLY
Nota 8

Numa época em que todos os filmes estão ultrapassando as duas horas de duração – inclusive as animações destinadas ao inquieto público infantil –, é bom demais quando surge um filme como este “Tully“, que, em apenas 1h35min, consegue amarrar um roteiro cheio de drama, suspense, reflexões importantes sobre o universo da maternidade e sobre a vida a dois, e ainda umas poucas pitadas de humor.

Estamos falando de um filme com a seguinte sinopse: uma mãe, completamente exausta após o nascimento da terceira filha, resolve acatar o conselho do irmão rico e contratar uma babá noturna, que tem a missão de facilitar sua vida e propiciar momentos de descanso e de noites bem dormidas. A chegada de Tully causa uma reviravolta da vida desta mãe. Fim.

Seria um filme entediante e talvez interessante só para o público restrito daquelas mães que já passaram pela extenuante tarefa de trocar mil fraldas/amamentar o tempo todo/sentir dores/administrar a casa/etc, que só quem teve um recém-nascido em casa sabe como é, mas “Tully” acerta ao trazer reflexões mais amplas e ainda abrir o leque do gênero drama, com suas pitadas de mistério.

Uma das reflexões que o filme traz é sobre a necessidade de a mulher-mãe se cuidar, e sobre como isso é importante inclusive para que ela tenha condições, físicas e psicológicas, de cuidar também das crianças. Há ainda a abordagem da participação paterna na criação dos filhos, além de outros temas paralelos, como as preocupações extras que um filho com espectro autista traz para a mãe. Mas eu diria que o mote principal do filme é uma palavrinha: EXAUSTÃO.

Em dado momento, a personagem interpretada pela sempre ótima Charlize Theron diz que às vezes a exaustão é tão grande que ela não sente forças nem para trocar de roupa. Abre o guarda-roupa e pensa: “Nossa, não fiz isso ainda?”. A frase é algo nesta linha. Eu me identifiquei demais. Já tive fases da minha vida, inclusive no período logo após o retorno da licença-maternidade, em que eu só conseguia me definir como uma pessoa exausta. Até que um dia dei um tilt no meu emprego e decidi inclusive iniciar a busca por um novo trabalho. Quando não sobram forças nem para pensar, estamos no limite da exaustão. E muitas mães de crianças recém-nascidas passam por isso e certamente vão se identificar com a protagonista e sonhar com uma babá supostamente perfeita, como é a Tully (Mackenzie Davis) para ela.

Mais do que isso, acho melhor eu não contar, para não estragar as surpresas que são reservadas para os espectadores.

Acredito que a lista de indicados ao Oscar, que vai ser divulgada amanhã, deve trazer Charlize Theron no páreo das melhores atrizes, assim como o Globo de Ouro já tinha feito. Ela, que já foi indicada duas vezes antes e levou uma estatueta para casa, engordou 22 kg para o papel, e está muito convincente. Mas torço ainda para que esse roteiro tão singelo, e ao mesmo tempo tão profundo, que consegue se amarrar tão bem em apenas 1h35min, também seja valorizado pela academia. O mérito aqui é da escritora Diablo Cody, que já havia escrito o roteiro do aclamado “Juno”, do mesmo diretor, Jason Reitman (que também dirigiu outros filmaços, como “Amor sem escalas” e “Obrigado por fumar”). Veremos amanhã.

Assista ao trailer do filme:

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Aproveite o Natal para ensinar o bem

Era sábado, 22 de dezembro, quando chamei o Luiz, meu filhote de 3 anos anos, para me ajudar a arrumar os armários e gavetas da casa. Adoro virar o ano com tudo nos conformes, começando o ano seguinte com tudo organizadinho.

Arrumamos o quarto do pequeno e propus a ele de separarmos os brinquedos que ele não usa mais para doar às criancinhas que não têm muitos brinquedos. Assim como fizemos com os livros há alguns meses. E ele foi pegando os brinquedos “de bebê” e foi colocando sobre a cama, até que formamos uma pilha razoável. Guardamos tudo num saco.

O saco de brinquedos e outros dois, com roupas, para doação.

No dia 23, domingo, saímos em busca de algum lugar para fazer as doações. No meio do caminho, vimos uma moça sentada no chão da calçada, dando mamá ao filho de cerca de 1 ano, e pedindo esmola aos passantes. Fui com o Luiz entregar dois brinquedos ao filho dela, o Vitor. O garotinho abriu um sorriso de todo tamanho quando recebeu o brinquedo de virar chavinhas e apertar botões. Fazia tempo que eu não via um sorriso daqueles. Luiz entregou a naninha para ele, impressionado.

Depois passamos na Igreja do Carmo para entregar o resto da sacola. É um dos lugares que promovem ações sociais impactantes em Beagá e que está sempre aberto, inclusive aos domingos e alguns feriados, para receber doações de roupas e brinquedos. (Lá também tem farmácia com medicamentos gratuitos, ambulatório, atendimento psicológico, biblioteca e muitos outros serviços de graça para a comunidade em geral.)

Mais tarde, conversamos sobre crianças e adultos que ficam nas ruas, sobre pessoas que não têm tantos brinquedos como ele, sobre pessoas que não têm dinheiro para ir simplesmente “comprar no mercado” quando acaba algum ingrediente da geladeira. Tenho certeza de que plantei uma sementinha bacana no meu filho. Todas as vezes que separo roupas para doar, envolvo ele no processo. O mesmo já tinha acontecido com os livros. E, agora, com os brinquedos, que achei que envolveria mais dificuldade, mas meu filhote demonstrou grande generosidade e desprendimento, o que me encheu de orgulho.

Que tal aproveitar datas especiais como o Natal para espalhar essa sementinha aí na sua casa também?

Pra encerrar o post, resgato o programa 17 da Barbearia de Blues, que produzi entre 2007 e 2008, só com canções natalinas. Feliz Natal!

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13 dicas para um desfralde (diurno e noturno) tranquilo para a criança e para os pais

Já fazia muito tempo que eu não postava nada sobre a lida da maternidade aqui no blog.

(Parêntesis para explicar que, até junho, eu trabalhava em uma revista sobre criação de filhos e, por isso mesmo, sempre tinha inspiração para pelo menos um post semanal a respeito. Hoje tenho tido menos ideias de textos e inclusive menos vontade de escrever sobre isso.)

O momento político do país anda tão árduo que parece ingênuo tratar de primeira infância e dos dilemas que envolvem os pequenos. Mas, querendo ou não, com presidente democrático ou ditador, as crianças continuam aí, nos envolvendo todos os dias, não é mesmo?

Com isso em mente, achei que valia escrever sobre um assunto que tira o sono de muitas mães e pais, que é o desfralde. Eu era uma que achava que seria um pesadelo, dificílimo. Fiquei muito surpresa ao constatar que o processo todo foi muito simples, quase que natural mesmo. (O mesmo tinha acontecido com o desmame, diga-se de passagem.) Eu estava esperando o desfralde noturno também se consolidar para poder escrever a respeito. Como isso já aconteceu, sinto-me à vontade para compartilhar estas 13 dicas, torcendo para que sejam úteis para quem estiver passando por essa fase agora (ou temendo passar):

#1 SINAIS – Muito antes do desfralde, a gente já vinha estimulando há tempos que o pequeno avisasse sobre o cocô. Esse primeiro passo, de conseguir avisar que estava querendo fazer cocô, foi um dos sinais de que o momento do desfralde estava próximo. Outro sinal foi o incômodo com a fralda cheia de xixi, por exemplo.

#2 PARTICIPAÇÃO – Há bastante tempo já, toda vez que ele fazia cocô na fralda, a gente jogava o dito-cujo no vaso e deixava ele acompanhar o processo – assistir, ver a gente dando descarga, dar tchau etc.

#3 FERRAMENTA ÚTIL – Outro passo meramente educativo foi a compra do peniquinho, que fizemos acho que em janeiro ou fevereiro. Levei ele junto, deixei que escolhesse o modelo, expliquei pra que servia. No começo, não queria nem assentar. Aos poucos, foi ficando mais curioso.

#4 MOMENTO ESTRATÉGICO – Aproveitamos um momento em que ele estava ficando mais tempo em casa conosco (a greve na escola dele, em maio), para deixá-lo sem fralda. (Momento de férias também é útil.) Pra facilitar, deixávamos sem cueca também. Ensinamos ele a abaixar as próprias calças na hora de fazer xixi. Ele estava com 2 anos e 5 meses.

#5 SEM PRESSÃO – O processo todo de desfralde levou umas 3 semanas. Fizemos tudo com calma, sem pressão. Tirando a fralda durante o dia, colocando ao sair de casa, por exemplo. No dia em que ele pedia pra usar fralda, colocávamos, sem problemas. Discordo de gente que diz que desfralde tem que levar dois dias, acho que não tem a menor necessidade de fazer as coisas na correria.

#6 ESCAPULIDAS – Ao longo dessas três semanas, ele fez xixi na calça pouquíssimas vezes. Quando aconteceu, tratamos com tranquilidade, sem estresse, falando que pode acontecer e tal. Cocô ele nunca fez na calça. Foi o que aprendeu primeiro a avisar e fazer na hora certa, acho que muito por causa dos itens 1 e 2. Nos outros momentos todos, quando avisava sobre a vontade de fazer xixi ou ia sozinho até o banheiro, sempre elogiamos bastante, pra ele valorizar o gesto.

#7 O QUE FOR MAIS CONFORTÁVEL – Estimulamos a fazer só xixi no penico e cocô no vaso, usando redutor. Em pouco tempo, não precisava nem do redutor, ele mesmo aprendeu a se segurar e equilibrar. No começo, ele só fazia xixi sentado – e tudo bem, o importante é o que deixa a criança mais confortável. Aos poucos, foi preferindo fazer em pé, até porque ele cresceu um pouco e não teve mais que ficar na ponta do pé pra alcançar o vaso. Nesse momento, ele aposentou o peniquinho — e até já o doamos a outra criança, agradecidos pelos serviços prestados.

#8 TRUQUE DO XIXI – Às vezes ele ficava “travado” pra fazer xixi na privada, isso acontece até hoje. Truque simples: ligo a torneira e deixo fazer o barulhinho de água escorrendo, e ele logo solta o xixi.

#9 INDEPENDÊNCIA CONQUISTADA – Quando assustei, ele já tava indo sozinho ao banheiro, fazendo xixi no penico, jogando ele mesmo o xixi no vaso e subindo as calças de novo! Nem avisava mais!

#10 LEMBRETES – Uma dica que adoto até hoje é perguntar se quer ir ao banheiro de tempos em tempos e em momentos estratégicos, como antes de sair de casa ou antes de dormir. Porque eles às vezes se esquecem no meio de brincadeiras muito longas.

#11 DESFRALDE NOTURNO VEM DEPOIS – No fim de maio, já estava desfraldado durante o dia. Mas mantive a colocação de fralda logo antes de dormir.

#12 NÃO TEM PROBLEMA VOLTAR ATRÁS –  Em agosto, percebi que as fraldas estavam amanhecendo sempre secas e resolvi fazer o desfralde noturno. Durou bem por umas semanas, mas teve uma semana em que ele fez xixi na cama todas as noites e resolvi voltar com a fralda noturna, com medo de a pressão fazer ele regredir no desfralde diurno (o que não aconteceu). É importante entender o tempo da criança, e respeitá-lo. O mesmo recuo poderia ter acontecido no desfralde diurno, se fosse o caso.

#13 DESFRALDE NOTURNO – Em outubro tentei de novo (mais uma vez porque as fraldas estavam amanhecendo sempre secas) e, desta vez, deu certo. O desfralde noturno foi aos 2 anos e 10 meses. Nunca fez xixi à noite desde então. Às vezes até acontece de acordar no meio da noite pra pedir pra ir fazer xixi. Sempre peço pra ele fazer xixi antes de dormir e, no começo, gostava de reforçar que ele podia me chamar no meio da noite se ficasse apertado. Hoje em dia prefiro não bater mais nessa tecla, porque ficou desnecessária.

 

Agora que meus dois maiores temores da primeira infância – o desmame e o desfralde – já passaram, e sem grande estresse, estou pelejando é pra passar pelo desapego da chupeta… Esta eu ainda não consegui superar, e o processo tem sido bastante árduo, viu! Se der certo, volto aqui ao blog para contar como foi 😉

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A fábula do menino de 10 anos que aprendeu a andar de bicicleta

Foto ilustrativa. Crédito: Pixabay.

 

Luiz está com 2 anos e 10 meses. Há uns seis meses, começou a ir para a pracinha com o pai, pela manhã, levando uma bicicleta de equilíbrio que ganhou no aniversário de 2 anos. A bicicleta de equilíbrio é sem pedal e dizem os entendidos que as crianças que aprendem a andar com ela pegam o jeito rapidinho, passando direto para a bike tradicional, sem precisar usar rodinhas.

Nas primeiras duas vezes que o Luiz andou, foi quase arrastando. Não é nem que ele caía, simplesmente saía pouco do lugar. É como se estivesse tentando caminhar com uma bicicleta no meio.

Na terceira vez, já estava desenvolvendo mais, colocando menos o pé no chão.

E assim foi: a cada ida à pracinha, a evolução era maior. Começou a descer morrinhos, ganhando mais agilidade e autoconfiança. Hoje, ele anda pra lá e pra cá, na maior felicidade.

Na semana passada, num desses passeios, um pai que estava com seu filho de 10 anos observou o Luiz e ficou impressionado: como um garotinho de menos de 3 anos estava andando tão bem de bicicleta e o filho dele, de 10 anos, ainda estava usando rodinhas?

Foi até o carro, buscou umas ferramentas, tirou as rodinhas e começou a ensinar o filho a andar de bike também, a exemplo do Luiz, 7 anos mais novo.

Não precisou de muito tempo: logo o garoto tinha aprendido.

A história acima é real, foi relatada pelo meu marido. Mas é das histórias reais que podemos tirar as melhores reflexões. Qual é a “moral da história”? Pensei de imediato em três:

  1. As pessoas podem até não ter nascido com um dom ou talento especial, mas tudo é aprendido com a prática e a persistência.
  2. Se ninguém ensinar algo ao seu filho, vai ser bem mais difícil de ele aprender sozinho.
  3. Nunca é tarde demais para se aprender algo novo, por mais difícil que pareça.

E isso vale para tudo. Ensine seu filho, desde cedo, a interpretar textos corretamente. Isso será fundamental para ele na vida toda. Ensine seu filho, desde cedo, a ter empatia. Ensine seu filho, desde cedo, a respeitar quem é diferente dele. Ensine seu filho, desde cedo, que a violência não é a melhor resposta nunca. Ensine seu filho, desde cedo, que mulheres têm os mesmos direitos que os homens.

Se você não ensinar, ele pode até aprender de outras formas, mas sempre haverá pessoas tentando ensinar o contrário também. Lembre-se disso 😉

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