As melhores séries e desenhos na Netflix para crianças de até 3 anos

Aqui em casa o dilema de deixar ou não o filho assistir a televisão já foi superado. Meu filho de quase 2 anos e meio assiste, não tem jeito. Claro que também brincamos bastante, passeamos, e evito que ele fique o dia inteiro em frente à tela, mas um pouquinho, principalmente quando estamos preparando o café da manhã, o almoço e a janta, é até de grande ajuda.

Portanto, se ele assiste a TV, e isso é um fato consumado, o que me resta é assistir junto, sempre que possível, para acompanhar o conteúdo que chega ao meu filho, e garantir que se trata de um conteúdo de qualidade, minimamente educativo e bem-intencionado.

Na lista abaixo, separei apenas os melhores conteúdos que já descobrimos juntos, seja de clipes musicais infantis, desenhos animados ou mesmo de séries voltadas para crianças, como é o caso de Na Sala da Julie, com personagens em carne e osso, além de bonecos. Recomendo todos eles, como produtos de qualidade e educativos.

Começo a lista pelos que eu já tinha citado aqui no blog, NESTE POST, mas separando apenas o que está disponível na Netflix:

  1. Mundo Bita – São clipes musicais, com ilustrações muito bonitas e coloridas, letras bem elaboradas e mensagens positivas e educativas ou simplesmente divertidas sobre o dia a dia, o corpo humano, os animais e as brincadeiras. Não tem história, são apenas clipes curtinhos com músicas, para essa fase em que os pequenos se interessam mais pelas trilhas do que pelas histórias. Leia AQUI a entrevista que fiz com o criador do Mundo Bita.
  2. Masha e o Urso – Baseado no conto de fadas de Cachinhos Dourados, essa animação russa é cheia de mágica, aventuras e é praticamente sem falas, com lindíssima trilha sonora de orquestra. Masha é muito levada e sei que haverá um grupo dizendo que ela ensina maus hábitos aos nossos filhos etc, mas ela também tem um carinho imenso pelo urso, que representa uma figura paternal na vida da garotinha minúscula, e a ternura e afeto entre os dois é comovente. Leia AQUI a entrevista que fiz com o diretor do estúdio de Masha e o Urso, em Moscou.
  3. Backyardigans – Além de ter historinha cheia de aventuras, esse desenho é lotado de músicas, cantadas pela própria trupe de personagens, que ainda por cima fazem coreografias para acompanhar! Acho legal por incentivar os pequenos a brincarem apenas com fantasia e imaginação, explorando mundos fantásticos sem sair do quintal de casa.
  4. Palavra Cantada – As letras de Paulo Tatit e Sandra Peres dispensam maiores apresentações, mas o Luiz nunca gostou de ver os dois tocando, ao vivo e tal. Pegou no gosto quando apresentei a animação que a dupla lançou no ano passado, Pauleco e Sandreca, que tem 10 clipes musicais lindinhos demais. As músicas e letras continuam excelentes, mas agora ilustradas com desenhos! Depois que fez 2 anos, Luiz também começou a gostar das apresentações de shows, como “Canções do Brasil“. Leia AQUI entrevista da revista Canguru com a dupla do Palavra Cantada.
  5. Little Baby Bum – É o que tem conteúdo mais explicitamente educativo, dentre todos que citei. Tem a musiquinha para ensinar a guardar os brinquedos na caixa, outra pra escovar os dentes, outra pra mostrar a diferença das formas e cores, e assim por diante. Além de músicas clássicas, como a da roda do ônibus que gira e gira.
  6. Bob Zoom – Produção nacional que já tem tradução para inglês e espanhol, com musiquinhas clássicas da nossa infância (assim como fizeram os criadores da Galinha Pintadinha), numa ilustração bem simples, cujo personagem principal é uma formiguinha azul. Os pequenos adoram!
  7. Festa de Palavras – Animação original da Netflix, com quatro bebês que interagem a todo momento com nossos pequenos do lado de cá. A cada episódio, eles tentam descobrir palavras novas (por exemplo, há o episódio em que aprendem o que é “cotovelo”). Didático.
  8. Turminha Paraíso – Mais um de clipes musicais, com desenho realmente muito bonito.
  9. A Turma do Seu Lobato – Outro de clipes musicais bonitinho.
  10. Na Sala da Julie – Esta série é maravilhosa, com a grande atriz Julie Andrews, que fez Mary Poppins, por trás da produção e no papel da protagonista. Foi a favorita do Luiz por um tempo. Falei mais sobre ela AQUI.

Por fim, outros conteúdos que eu ainda não havia citado no blog, começando pelo meu favorito: Continuar lendo

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O desafio de mudar de casa com um filho de 2 anos – e 7 coisas que ajudaram na adaptação

Mudar dá trabalho!

Como contei no blog dia desses, nos últimos dez anos, eu me mudei de casa oito vezes. Na última delas, meu filhote tinha apenas 2 meses de idade. Eu tinha que interromper os trabalhos a cada cerca de três horas para amamentar, mas, fora isso, ele ficou quietinho no sofá quase o tempo todo, deitado, dormindo. Em dois dias, enquanto meu marido fazia plantão de Carnaval, eu arrumava tudo em seu devido lugar e consegui colocar a casa praticamente toda em ordem.

Agora, tínhamos o desafio de mudar com o Luiz aos 2 anos e 4 meses. O oposto do neném quase recém-nascido que só dormia e mamava. Ele está no auge da necessidade de atenção.

Compartilho aqui o que aprendi com a experiência, na esperança de ser útil a outros pais e mães que estejam prestes a se mudar com um pequeno a tiracolo.

O dia da mudança

Eu tinha a ilusão de que seria possível mudar com o Luiz acompanhando tudo, quem sabe se divertindo com a confusão etc. Mas, antes mesmo de a empresa contratada chegar, concluímos que seria impossível. Por isso, telefonei aos meus pais e perguntei se o filhote poderia passar a manhã lá. Foi beeeem melhor assim e recomendo a todos. Tivemos a tranquilidade de acompanhar todo o carregamento de móveis sem precisar dar atenção ao Luiz ao mesmo tempo, agilizando o processo. Ele também provavelmente se entediaria em pouco tempo. Voltei para a casa dos meus pais para levá-lo para a escolinha, depois voltei para a casa nova, para ajeitar pelo menos os dois quartos, e em seguida voltei para buscá-lo da escola, já no fim da tarde.

A casa estava um absoluto caos, com milhões de sacolas e malas e caixas por todos os lados. Mas o nosso quarto e o do Luiz já estavam em perfeita ordem, que consegui ajeitar durante a tarde. Ele chegou cheio de expectativa e o levamos direto para o quartinho novo. Ficou EN-CAN-TA-DO. Abri as portas do armário e mostrei onde tinha colocado os brinquedos, depois abri a outra portinha da cômoda e mostrei que tinha feito uma biblioteca para ele ali, e ele só andava de um lado para o outro, os olhinhos brilhantes, sorrisão na cara, e repetia a toda hora: “Obrigado! Obrigado! Obrigado, mamãe!”

Foi uma das cenas mais doces que já vivi com o Luiz, desde que ele nasceu, e acho que nunca vou me esquecer dela.

A adaptação

Passado esse primeiro dia de euforia, os que se seguiram não foram nada fáceis. Para ser mais precisa, as noites não foram nada fáceis. E há que se entender: toda a vida dele, desde que ele podia se lembrar, tinha sido na “casa velha”. Ao longo daqueles 2 aninhos, sempre dormiu naquele mesmo quarto. De repete, querem que ele durma como um anjo num quarto totalmente diferente?!

Já faz um bom tempo que o Luiz dorme bem à noite, a noite inteira. Mas, nos primeiros dias após a mudança, ele teve grande dificuldade para pegar no sono. E, quando finalmente dormia, era comum acordar com pesadelos ou chorar ainda dormindo. Numa certa noite chegou a dizer que “estava com medo de dormir”. Esse processo de adaptação levou mais ou menos 15 dias: foi só muito recentemente que ele começou a dormir mais rápido, como fazia antes, e seguir até umas 7h, 8h da manhã.

Algumas coisas que (penso que) ajudaram nesse processo: Continuar lendo

Post para as mães desesperadas porque o filho não come nada

Olá, querida mãe de bebê que chegou até aqui.

Imagino que esteja passando por uma situação que vivi até muito pouco tempo atrás: seu filho come mal pra chuchu.

Ele rejeita os pratos que você prepara com o maior carinho e tem recusado tanta coisa que você praticamente limitou o menu a três ingredientes que dão mais ou menos certo: ovo, arroz e macarrão.

E olhe lá.

Porque tem aquele dia em que você esquenta o arroz e ele rejeita, daí oferece macarrão e ele diz que quer, você prepara um delicioso e ele rejeita. Daí pede ovo e você faz, mas ele recusa. Desesperada, tenta inovar nos tipos de ovos: de codorna, frito, omelete, mexido.

Não, não é porque você é péssima mãe e cozinheira, você não acha a menor graça em desperdiçar comidas, não é porque não tem pulso, não é porque faz tudo errado, porque ele se distrai, não é por nada disso. É simplesmente porque não cogitamos a ideia de amarrar o menino, abrir a boca bem larga e pregar com durex e despejar alimentos lá dentro à força até ele engolir tu-di-nho! (Claro que às vezes dá vontade, mas a gente não cogita).

Não podemos obrigar alguém a comer, simples assim.

Daí você escuta ou lê milhões de relatos dizendo que é assim mesmo, que essa fase da vida é difícil, que as crianças não querem saber de comer, que estão descobrindo o mundo, que o importante é não estarem perdendo peso, o importante é ter saúde, não fique neurada – etcs mil.

Mas você não acredita em nada disso, porque vê seu filho magrelo e a tal fase já está durando um ano e ele chegou até a perder um pouco de peso sim, e nunca está naquela curva verde maravilhosa dos gráficos, e os bebês das amigas e parentes estão tão maiores e mais fortes – e tal.

Eu vivi tudo isso. Inclusive, é óbvio que esta minha carta também pode e deve se dirigir aos pais, Continuar lendo