Sem limites + Árvore da Vida

Para ver no cinema: LUCY
Nota 7

lucy

Os seres humanos só conseguem atingir 10% de seu cérebro. E, mesmo assim, já foram capazes de inventar coisas incríveis, de criar clássicos da literatura, de atingir níveis impressionantes de desempenho físico etc. O que aconteceria se conseguíssemos atingir todas as profundezas de nosso cérebro, alcançando 100% de suas potencialidades?

O professor Norman é cheio de hipóteses para isso. Ele já imagina que, com 20% de capacidade do nosso cérebro, sejamos capazes de controlar todo o nosso metabolismo. E que, com 40%, já consigamos controlar até as outras pessoas.

Lucy é uma garota que nunca tinha ouvido falar em nenhuma dessas teorias, até ter acesso a uma droga que faz com que ela vá atingindo cada vez mais partes de seu cérebro. Ela é a teoria posta em prática.

E assim é o filme “Lucy”: uma hora e meia de ação, tiroteio pra lá e pra cá e algumas reflexões para levarmos para casa, típicas das ficções científicas. Mas não se preocupem: não é um filme pretensioso. Para ficar em alguma comparação, trata-se de uma mistura de “Sem Limites” com “Cão de Briga” com “Matrix” com… hummm… “Árvore da Vida“. O diretor e roteirista, Luc Besson, é experiente em filmes de ação. E temos dois grandes atores nos papéis principais: Scarlett Johansson e Morgan Freeman.

Enfim, não tem muito como dar errado, você vai se divertir e provavelmente não vai gastar mais do que 1% do seu cérebro 😉

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(Con)vivências

Temos que ser Cirilos convivendo com Marias Joaquinas a todo momento.

Temos que ser Cirilos convivendo com Marias Joaquinas a todo momento.

Minha sobrinha de 6 anos acaba de ver um coleguinha da escola, passando ao longe, e comenta comigo.

— Ele é seu amigo?, pergunto.

— Não, é só meu colega. E ele é o chefe dos meninos.

— Como assim “chefe dos meninos”?

— É ele que decide quando vão jogar bola e quando vão brincar de pega-pega.

— Mas por que ele decide? Por que é o chefe?

— Porque sim.

— E quem é a chefe das meninas?

— É a fulana.

— Por que ela é a chefe?

— Porque todos os meninos querem se casar com ela. E ela conta as histórias de Carrossel e Chiquititas e todas as meninas gostam dela.

— Você também?

— Não. E eu não vejo Carrossel e Chiquititas.

— Não tem problema você não gostar da novelinha que as outras gostam, viu?

— Mas eu não sei se eu não gosto. Eu nunca assisti pra saber.

***

Duas senhoras, aparentando uns 90 anos, entram no banheiro, conversando.

— Mas você é alegre, cheia de gente na família! Tem filhos, netos, bisnetos…, tagarela uma delas.

— Você também tem netos, comenta a outra.

— E também vou ganhar um bisneto. Mas minha neta não fala comigo, então nem vou conhecê-lo. Minha neta é de uma metideza…! Outro dia ouvi uma conversa de que ela estava esperando um bebê, mas eu nem quis saber, então acho que vou ter um bisneto, mas não tenho certeza.

***

Estou atravessando a rua. É domingo, estou na Savassi, uma região com excesso de faixas de pedestre e de pedestres. É domingo, eu já disse, quando em tese as pessoas estão com menos pressa.

Paro numa faixa de pedestres, à espera do fim do eterno fluxo de carros ou da boa educação de um motorista — o que vier primeiro.

Uma motorista para e faz o sinal para que eu atravesse na faixa. Ela vai me esperar, sorri. Começo a atravessar, respondendo com um joinha.

Eis que o carro atrás dela, sem querer esperar pela minha travessia, desvia pela direita e acelera em minha direção, passando a centímetros de mim.

***

Dizem que viver é difícil, mas conviver é muito mais. Porque vivemos num mundo de chefes, de megeras e de espertalhões. Ou de panelinhas, de desentendimentos e de mal-educados. E, entre minha sobrinha de 6 anos e a senhora de 90, haverá muitas travessias perigosas.

As árvores deste domingo

Já que no último post eu homenageei as árvores, hoje vou colocar a foto das árvores mais lindas que passaram pela minha frente nos últimos tempos. Estas estão todas reunidas na praça Milton Campos, cruzamento entre avenidas do Contorno e Afonso Pena. Essa coloração rosada não é de flores, mas a cor de suas folhas. E elas são simétricas como árvores de desenho animado, com os galhos todos concentrados no alto, surgindo de um tronco grosso e reto. Se alguém souber como chamam (e me contar), ganhará minha gratidão eterna [atualização às 20h: o Roberto Takata já respondeu que parecem ser sapucaias! Que lindas elas são! Muito prazer, sapucaias!] 😀

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A placa de “Pare” pode ser para os carros como também para os pedestres: pare e olhe, olhe e observe, deslumbre-se com a vida ao seu redor.

Datas comemorativas e o Dia da Árvore

Esta foi uma semana de datas comemorativas importantes:

Dia 21 foi Dia da Luta Nacional das Pessoas com Deficiência;

Dia 22 foi o Dia Mundial Sem Carro (Aécio e Dilma se esqueceram disso e fizeram carreata!);

Dia 23 foi início da Primavera e Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças.

Ontem foi Dia Nacional do Trânsito, e aliás a semana inteira foi a Semana do Trânsito, comemorada em todo o país (especialmente nas escolas. E acho que a educação para o trânsito deveria ser disciplina regular nas escolas de todo o país. Mas uma semana é melhor que nada).

Também foi o Dia do Rádio 🙂

Hoje é Dia Nacional do Surdo, Dia do Policial, de São Cosme e Damião e também é Dia das Relações Públicas.

Amanhã será Dia do Ancião e, no domingo, pra fechar com categoria, será o dia mais importante de todos, no universo: Dia Nacional da Liberdade de Expressão.

E olha outras datas que descobri que foram comemoradas nesta semana:

Dia da Banana (22), Dia do Sorvete (23) e até o Dia da Tia Solterona (25)!

Enfim, tem dia pra tudo. Quem quiser se divertir com essas datas — algumas sérias, outras meio engraçadas — pode conferir todo o calendário AQUI.

Pulei de propósito na lista acima, pra criar um suspensinho, mas o Dia da Árvore foi o que abriu a semana, no último domingo. Pra comemorar, selecionei algumas árvores que vão arejar um pouco este blog tão abafado e seco, carente de chuvas. Todas as imagens foram tiradas do Blog da Alice:

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Veja também: 

Galeria com 70 fotos de ipês enviadas pelos leitores

 

17 maneiras simples de racionarmos a água por conta própria

Ferrou-se: a principal nascente do rio São Francisco secou. A estiagem já impacta a vida de mais da metade dos municípios do país. Já afeta a economia, a produção agrícola, a saúde das pessoas, como eu já falei aqui no blog e vem sendo tema de reportagens praticamente diárias na maioria dos jornais do país. A principal responsabilidade, afora as questões que dizem respeito a São Pedro, é dos governos, em todas as esferas. Nem as prefeituras, nem os Estados e nem o governo federal cuidam direito das nossas bacias e mananciais. E eles ignoram o tema RACIONAMENTO, em ano de eleições, por ser impopular. Ignoram também em anos não-eleitorais por serem problemas que exigem soluções difíceis, caras e de longuíssimo prazo, que só renderão frutos mais concretos a administrações futuras, sabe-se lá se do partido rival… Enfim, o problema da falta d’água só será enfrentado de verdade quando não tiver mais jeito: tiver tudo seco, perdido, poluído, estragado, desertificado. Aí, subitamente, as pessoas vão se preocupar.

Mas, enquanto os governos não nos convocam (e convocam as indústrias, que são as que gastam mais) para um necessário racionamento, que tal nós mesmos racionarmos, por conta própria? Vi a campanha “Não chove não lavo” e pensei: boa! Tá na hora de inventarmos essas pequenas revoluções e termos sacadas como esta — nem que seja só até a próxima temporada de chuva. Eu já tinha aderido a esta campanha há semanas sem nem saber, risos 😀

naochove

Então, aí vamos nós: o que podemos fazer a respeito? Como cuidar desse bem escasso (e finito) que é a água?

Abaixo, algumas sugestões:

  1. Não lavar o carro até a próxima chuvarada (e, ao lavar, usar baldes, em vez de mangueira)
  2. Tomar apenas e no máximo um banho por dia
  3. Não demorar mais que cinco minutos no banho (vale até a dica da Dri de colocar um relógio no banheiro, para não perdermos a noção de tempo!)
  4. Lavar com a metade da frequência o bichinho de estimação (se forem gatos, nem lavar)
  5. OBVIAMENTE não lavar calçada ou telhado com a mangueira, tipo NUNCA (a faxineira do seu prédio faz isso? Oriente ela a não fazer ou peça ao síndico)
  6. Da mesma forma, preferir limpar a área de casa (quintal, varanda, laje, terraço e afins, se existirem) com vassoura, em vez de mangueira. No máximo, um balde com pano e rodo
  7. Fechar a torneira quando estiver ensaboando ou passando detergente nas vasilhas ou passando xampu no cabelo
  8. Não encher a piscina até a próxima temporada de chuvas (e usar lona ou outra coisa pra cobrir a piscina e manter a água pelo máximo de tempo possível, sem necessidade de trocar)
  9. Em vez de banho de mangueira na laje, que tal um banho de regador? É uma delícia e refresca do mesmo jeito 🙂
  10. Regar as plantas só uma vez ao dia e num horário fresco, como manhãzinha e fim de tarde, de preferência com baldes, em vez de mangueira
  11. Dar descarga só quando realmente necessário e não ficar usando privada como se fosse lixeira
  12. Consertar todos os vazamentos e chuveiros pingantes que existirem na sua casa
  13. Só lavar roupa quando estiver com bastante roupa suja acumulada, e só de vez em quando
  14. Lavar os lençóis e toalhas da casa com menos frequência é a dica da Teresa. Afinal, eles costumam ocupar praticamente uma máquina de roupa inteira!
  15. Aproveitar a água da máquina de lavar para lavar o quintal de casa, se você morar em uma casa ou em um apê com quintal. Sugestão da Dri!
  16. A Carol sugere deixar um balde no chuveiro, na hora do banho, e reaproveitar a água coletada na limpeza do chão da casa ou descarga.
  17. Sugerir ao seu condomínio a implantação de conta de água individual, pra conscientizar os que gastam mais ao doer no bolso (mas sei que essa medida não é “simples” como as demais, e tem custo alto, embora logo recompensador)

O que mais que a gente pode fazer? Me ajude a ter ideias e acrescentar à nossa campanha! 😉

 

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