Acertei 8 dos 14

É, povo. Dos 14 prêmios que chutei no último post, acertei oito.

Mais da metade, então tá valendo 😉

Os acertos foram:

  1. Direção de arte: Alice no País das Maravilhas
  2. Atriz coadjuvante: Melissa Leo
  3. Maquiagem: O Lobisomem
  4. Figurino: Alice…
  5. Efeitos visuais: A Origem
  6. Atriz: Natalie Portman
  7. Ator: Colin Firth
  8. Filme: O Discurso do Rei

Tenho que comentar que:

  • Putz!, como Anne Hathaway é sem graça e chata! Tive vergonha alheia o tempo todo.
  • O James Franco também é sem sal como apresentador, mas tem os pés-de-galinha mais charmosos do cinema. E segurou galantemente a decepção por ter perdido o merecido Oscar de melhor ator.
  • Se tem um negócio chato nessa vida é a tal de tradução simultânea, né? Sei que não há muito o que fazer em TV aberta, mas é o tipo do trem que chega a atrapalhar a entender o que está sendo dito pelas pessoas.
  • Errei feio nos melhores roteiros, mas ainda acho que minhas escolhas eram melhores e foram injustiçadas nessas duas categorias.
  • O Discurso do Rei merecia a celebração, A Origem mereceu os quatro que levou, A Rede Social mereceu os três. Mas achei que Cisne Negro merecia mais que só a óbvia premiação da Natalie Portman.
  • Achei breguíssimo aquele final com Somewhere Over the Rainbow e adorei o trechinho com Lena Horne cantando uma das minhas músicas favoritas, Stormy Weather.

Fecho com ela:

Anúncios

Minhas apostas para o Oscar

Não vi todos os filmes ainda, o que torna tudo meio chutado, mas eu não podia deixar de registrar aqui minhas apostas para o Oscar deste ano. Afinal, apostar é a parte mais legal de toda a premiação 😉 Vou me basear no que tenho lido a respeito dos filmes e na minha sorte nata 😀

  • Melhor roteiro adaptado: 127 horas
  • Melhor roteiro original: A Origem
  • Melhor filme estrangeiro: Biutiful
  • Melhor montagem: Cisne Negro
  • Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo (O Vencedor)
  • Melhor ator coadjuvante: Geoffrey Rush (O Discurso do Rei)
  • Melhor atriz: Natalie Portman (Cisne Negro)
  • Melhor ator: James Franco (127 Horas) ou Colin Firth (O Discurso do Rei)
  • Melhores efeitos visuais: A Origem
  • Melhor maquiagem: O Lobisomem
  • Melhor direção de arte: Alice no País das Maravilhas
  • Melhor figurino: Alice no País das Maravilhas (ou o Discurso…)
  • Melhor diretor: David Fincher (A Rede Social)
  • Melhor filme: O Discurso do Rei (ou A Rede Social)

Uma coisa é certa: o páreo está duríssimo. Este ano tivemos muitos filmaços!

Aproveitemos enquanto a cerimônia ainda não começou: depositem suas fichinhas aí nos comentários!

É a desigualdade, estúpido!

texto de José de Souza Castro:

Quando se fala em desigualdade e má distribuição de renda, pensa-se logo no Brasil. Mas temos a quem puxar, como mostram Dave Gilson e Carolyn Perot, no artigo intitulado “É a desigualdade, estúpido: 10 imagens que explicam tudo o que anda mal nos Estados Unidos”. O artigo pode ser lido AQUI.

Resumindo: os arquimilionários ficaram com um volume enorme da riqueza produzida nos Estados Unidos nos últimos 30 anos. A renda média anual de 90% das famílias americanas – aquelas situadas na base da pirâmide econômica – era de 31.244 dólares em 2008, contra 27 milhões de dólares da renda familiar dos arquimilionários que compõem 0,1% da população.

Os 10% mais ricos detêm dois terços do patrimônio nos EUA. A parte do leão dos ganhos das últimas três décadas ficou com aqueles 1% mais ricos. Pior: a distribuição da renda é muito mais desequilibrada e desigual do que pensa a população do país. Ou seja, o fenômeno é pouco divulgado nos Estados Unidos.

Os 10 congressistas mais ricos do Congresso Americano votaram, todos, pela prorrogação, no governo Obama, dos cortes fiscais decididos no governo Bush. Entre esses 10, cinco são senadores e cinco deputados. Os senadores mais ricos são todos democratas e os deputados são três republicanos e dois democratas. Seu patrimônio varia de 120 milhões de dólares a 912 milhões.

Nunca na história os mais ricos ganharam tanto como agora. Um diretor executivo de empresa ganha 185 vezes o que ganha o trabalhador, na média dos EUA.

O imposto sobre a renda nos Estados Unidos começou a ser cobrado em 1913. A taxa era de 1,6%. Ela foi subindo até chegar a 66,4% em 1945, no esforço de guerra, e depois começou a cair: 55,3% em 1965, 47,7% em 1982, 36,4% em 2000 e 32,4% em 2010.

Os 1% mais ricos ganharam um total de 673 bilhões de dólares por ano em média, de 1979 a 2005, enquanto os 20% mais pobres perderam anualmente 136 bilhões de dólares.

É o neoliberalismo, estúpido!

Por que a Coca Cola é coisa do demônio

Podem perguntar a qualquer um dos meus parentes e amigos que me conhece há muito tempo: sempre detestei Coca Cola.

Gostava de qualquer refrigerante, inclusive adorava a Fanta Uva, mas nunca gostei de Coca.

Pra mim, parecia um café gelado esquisito e malexplicado, e olha que adoro café.

Quando eu era criança e ia a alguma festinha que só tivesse Coca, passava com água.

Nos últimos tempos, nem os outros refrigerantes eu estava tomando mais.

Etc.

Até que um dia, muito recentemente, ainda neste 2011 que nem saiu do verão, alguém me informou que Coca Cola é muito boa para ressaca. E, naquele dia, eu estava morrendo de ressaca. Tomei. Foi ótima, curou mesmo. Provavelmente porque é uma bomba com um turbilhão de sal, açúcar e cafeína, que deve descer limpando o organismo que nem aqueles desentupidores de ralo poderosíssimos. Não sobra fígado, estômago, nem as causas do enjôo 🙂

Pois bem. O fato é que alguma coisa viciante da Coca ficou marcada no meu cérebro, associando a bebida com a sensação de alívio e prazer que senti naquele momento. E, de lá pra cá, várias foram as vezes que troquei o café do fim da tarde, neste calorão, pela Coca Cola*. Na hora de ter sede, as glândulas da minha língua, ou sei lá o que, não me pediram água, mas Coca Cola =O

É ou não é coisa do diabo? Certamente há algum componente na Coca que a torna viciante – de uma forma nada normal, eu diria.

* Um detalhe: em todas essas vezes eu acho o primeiro gole sensacional, como se estivesse aplacando um vício, e logo depois ela desce quadrada e ruim como em todos os 25 anos anteriores 😦

Post breve para os que insistem que não há racismo no Brasil

Hoje foi divulgado o Mapa da Violência, trabalho exemplar feito pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz há vários anos.

Uma das conclusões:

“houve queda no número absoluto de homicídios na população branca e aumento na população negra.”

Aos números:

  • Homicídios de brancos em 2002 no Brasil = 18.852
  • Em 2008 = 14.650
  • Homicídio de negros em 2002 no Brasil = 26.915
  • Em 2008 = 32.349

O número absoluto já seria abismante, mas algum alienígena poderia perguntar se a população do Brasil não tem 90% de negros, para relativizá-lo.

Só que, considerando a proporção da população branca e negra no Brasil, ainda assim morreram proporcionalmente 103,4% mais negros que brancos em 2008. Sim, meus caros: mais que o DOBRO.

Esse triste dado se junta a vários outros, sobre os quais já escrevi várias vezes, que demonstram que, eliminando todos os outros fatores, o fator “cor”, do ponto de vista social, interfere na inserção da pessoa na sociedade brasileira. Logo, que existe, sim, racismo no Brasil, pensando a raça do ponto de vista cultural e sociológico.

E quanto mais reconhecermos que o racismo existe, mais caminharemos em direção à luta persistente e consistente pelo fim do racismo.