Um disco obrigatório para passar no vestibular

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A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) divulgou sua lista de leituras obrigatórias para o vestibular deste ano. Entre os livros, há alguns clássicos que se repetem concurso após concurso, como “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis, “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida (foi leitura obrigatória na UFMG no vestibular de um dos meus irmãos, ainda nos anos 90!), e obras de Fernando Pessoa, Gregório de Matos, Murilo Rubião, Lya Luft, Nelson Rodrigues e Jorge Amado. Também foram pedidas uma obra de Tabajara Ruas e outra de Lídia Jorge, menos assíduos em vestibulares. Mas o mais legal e inusitado foi o pedido de “leitura” do disco “Panis et Circencis”, o clássico da Tropicália e da Música Brasileira.

Posso estar enganada, mas nunca tinha ouvido falar de uma universidade pedir a leitura de um álbum em seu vestibular, até este momento. Palmas à UFRGS! Discos são tão importantes quanto livros e é tão fundamental que os universitários tenham uma cultura musical quanto que tenham uma cultura literária (e também deveriam ter a cinematográfica e várias outras).

Danei a pensar em quais outros discos poderiam entrar numa lista como esta. Que tal “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs? Ou “Acabou Chorare”, dos Novos Baianos? “Chega de Saudade”, de João Gilberto? “Expresso 2222”, do Gil? “Falso Brilhante”, da Elis? “Clube da Esquina”? E outros tantos do Caetano, Chico, Mutantes, Secos & Molhados, Paralamas, Legião, Tim Maia, Tom Zé, Jorge Ben, Tom Jobim, Vinícius, Chico Science, Marisa Monte, Cartola, Milton, Cazuza, Raul, Bethânia, Gal, Dorival, Paulinho, Sepultura, Raimundos, Skank, Affonsinho…?

E que tal também uma porção de discos clássicos de músicos ou bandas de outros países, que deveriam ser de conhecimento universal?

Passou da hora de as universidades fazerem provas mais inteligentes, arejadas e originais. Afinal, se a prova é para selecionar cabeças pensantes, essas cabeças têm que ir muito além de conhecer a obra do Machado de Assis, não? Por isso, repito: palmas à UFRGS! Que seja imitada por outras instituições!

Só pra fechar: se vocês fossem montar uma dessas listas de leituras obrigatórias, quais obras escolheriam, dentre todos os tipos de obras artísticas? Comentem aí 😉

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O grafite em BH

Foi-se o tempo em que o grafite era visto com olhos tortos, como se fosse uma pichação. Basta ver como artistas como Os Gêmeos são disputados a tapa (e a grandes fortunas) em exposições mundo afora. Ou ver a idolatria que existe acerca do misterioso Banksy, de que já falei aqui no blog. Em São Paulo, existe o Beco do Batman, com muros totalmente forrados de grafite, que atrai turistas do mundo inteiro. E a Red Bull resolveu adotar o projeto Street Art View, um gigantesco mapa mundial com fotos e localização de grafites ao redor do planeta.

Assim como São Paulo tem seu Cambuci, o bairro onde Os Gêmeos começaram a trabalhar, ainda nos anos 80, e que já foi berço de vários outros grafiteiros talentosos, outras cidades já estão formando redutos particulares. Em Beagá, ainda não existe um bairro onde a arte de rua esteja mais presente, mas já temos nossos grafiteiros renomados, inclusive fora do país. É o caso do Davi de Melo Santos e do André Dalata. Outra que está espalhando sua arte pelas ruas da cidade é a Maria Raquel Bolinho, autora dos simpáticos cupcakes que ilustram o muro da choperia Devassa, na Savassi. Também temos os palhacinhos de Zack, a arte de Hyper e a das Minas de Minas, quatro mulheres que fazem grafite na capital mineira. Esses são alguns dos grafiteiros mais importantes hoje na cidade, que teve como grande incentivador da técnica o artista plástico Rui Santana, que morreu em 2008, aos 48 anos, e idealizou a primeira Bienal Internacional do Grafite, naquele mesmo ano.

Coloco abaixo nove grafites que fotografei nas últimas semanas. Foi com o celular mesmo, sem pensar que iriam ser usadas no blog. Mas vou adicionando aos poucos, sempre que vir um grafite novo que mereça o registro. E aceito duas contribuições dos leitores deste blog: a autoria e localização das imagens abaixo, caso vocês saibam, e o envio de mais fotos de grafite em BH, para eu acrescentar aqui. Minha ideia é tornar este post uma grande galeria de grafites, só produzidos em Belo Horizonte. Ajudem! 😉

Grafite de Marcelo Gud, na rua do Ouro, na Serra.

Grafite de Marcelo Gud, na rua do Ouro, na Serra.

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Grafite do “16”, que fica na rua Santa Rita Durão, bairro Funcionários.

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Grafite do MTS, em alguma rua da Savassi.

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Grafite de Maria Raquel Bolinho. Fica na rua Professor Morais com av. Getúlio Vargas.

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Grafite na rua Professor Morais com av. Getúlio Vargas.

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Grafite de Baba Jung, na rua do Ouro, Serra.

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Grafite de Hyper. Na rua Gonçalves Dias, 1.440, campus Liberdade da UNA.

Grafite na rua Palmira, na Serra.

Grafite na rua Palmira, na Serra.

Grafite de Marcelo Gud, na rua Prof. Estêvão Pinto, Serra.

Grafite de Marcelo Gud, na rua Prof. Estêvão Pinto, Serra.

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Grafite  do Mosh, na avenida Amazonas, Barroca.

Contribuições enviadas ao blog:

Grafite de Dite e Douglas, na rua San Salvador, no bairro Estrela Dalva. Foto enviada por Beto Trajano. (OBS.: o grafite não está mais lá)

Grafite de Dite e Douglas, na rua San Salvador, no bairro Estrela Dalva. Foto enviada por Beto Trajano. (OBS.: o grafite não está mais lá)

Grafite histórico de BH, debaixo do viaduto de Santa Tereza, enviado por Davi de Melo Santos. Foi feito por ele próprio, com Seth, Hyper, Dalata e MTS.

Grafite histórico de BH, debaixo do viaduto de Santa Tereza, enviado por Davi de Melo Santos. Foi feito por ele próprio, com Seth (da França), Hyper, Dalata e MTS.

Grafite de Davi de Melo Santos e André Dalata. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos.

Grafite de Davi de Melo Santos e André Dalata, na rua Gonçalves Dias, perto da Praça da Liberdade, no muro da UNA. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos.

Grafite de Davi de Melo Santos, na Vila Estrela, Morro do Papagaio. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos

Grafite de Davi de Melo Santos, Hyper e André Dalata, no Viaduto de Santa Tereza.

Grafite de Davi de Melo Santos, Hyper e André Dalata, no Viaduto de Santa Tereza. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos

Grafite de Davi de Melo Santos, André Dalata e Thiago Alvim, no bairro Santo André.

Grafite de Davi de Melo Santos, André Dalata e Thiago Alvim, no bairro Santo André. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos

Grafite de Davi de Melo Santos. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos

Grafite de Davi de Melo Santos, na região hospitalar, onde os fícus tiveram que ser podados. Do Flickr de Davi, enviado por ele ao blog: http://www.flickr.com/photos/demelosantos

As 20 melhores combinações do universo

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  1. Frango com catupiry
  2. Pão de queijo com café
  3. Filme com pipoca
  4. Aniversário com dia de folga
  5. Almoço com farofa
  6. Churrasco com dia de sol
  7. Férias com viagens
  8. Buteco com amigos
  9. Blues ou samba com lugar sem cadeiras
  10. Gaita com qualquer boa música
  11. Pé com chinelo
  12. Natal com crianças
  13. Preto com branco
  14. Cerveja com conversa
  15. Domingo com família
  16. Beagá com céu azul
  17. Outono com céu azulíssimo
  18. Míope com óculos
  19. Faxina com rádio ligado
  20. Amor com carinho

E Cris com Beto 🙂

Gostam de outras combinações? De comida, situação, coisas boas para se fazer juntinhas? Coloquem aí nos comentários! 😉

P.S. Toda hora lembro de uma combinação ainda melhor! Tipo “queijo com qualquer coisa”, rs.

Sobre aniversários, poeiras cósmicas e balões

Em dia de aniversário eu fico achando que todas as mensagens e coincidências do mundo foram feitas para me alegrar. Meio megalomaníaco, eu sei, mas é um jeito de eu me sentir presenteada pelo mundo e pela vida, o tempo todo, neste dia de tantas reflexões.

E hoje abri o site do Liniers, como faço todos os dias, para ver a tirinha do dia, e me deparei com esta belezura:

20140327Como não achar que foi um presente do Liniers para mim? 😀

Já “descobri” as chaves da felicidade, do amor, da amizade, da sabedoria e até da vida, mas ainda me espanto diariamente com a sorte de eu ter nascido, em meio a este universo infinito, e de ter esbarrado, aleatoriamente ou por força do destino, em outras tantas poeiras cósmicas que dão sentido à minha vida. Ter chegado aos 29 anos jamais faria qualquer sentido se eu não tivesse tido a companhia de outras cinco poeiras cósmicas que compõem a minha família, que depois se juntaram a outras e fizeram nascer outras (minhas sobrinhas); se eu não tivesse encontrado amigos, colegas e o meu amor; se todas essas pessoas que gostaram da minha companhia e resolveram andar ao meu lado, como balõezinhos, mesmo que por um determinado período da vida, não fossem tão especiais.

Ao longo dos anos, haverá outros rearranjos, outras poeirinhas em que darei a sorte de esbarrar, outras que seguirão outros caminhos. E isso, hoje, finalmente, faz pleno sentido para mim.

Depois de tanto fundir a cuca sobre o que é a vida, o que é a morte e para que serve tudo isso, posso dizer que já estou mais ou menos convicta de que isso simplesmente não importa. Aos 29 anos, o que importa é ter chegado aqui e vivido tudo isso e poder lembrar de uma parte boa, mesmo com minha memória meio esquisita.

E é isso! Feliz aniversário para mim e para todas as outras pessoinhas que habitam este universo e calharam de nascer neste 27 de março! Hoje é o dia mais gostoso do ano, bora aproveitar e curtir todos os presentes feitos exclusivamente pra nos alegrar e emocionar 😀

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10 dicas para ter uma hortinha em casa ou no apê

No vasinho vermelho, hortelã e, no preto, tomatinho!

No vasinho vermelho, hortelã e, no preto, tomatinho!

Continuando o post de ontem, resolvi juntar tudo o que aprendi nesse período de dona-de-horta, para ajudar a incentivar que todos tenham a sua:

  1. VASO – Escolha um vaso retangular, relativamente profundo e comprido (não precisa ser tanto), pra conseguir plantar pelo menos uns três tipos de hortaliça sem que uma fique competindo muito com o espaço da outra.
  2. TERRA – Compre terra em um local especializado, em vez de roubar do canteiro do condomínio, ou algo do tipo. Isso porque o saco já virá com terra adubada, de boa qualidade, e você não precisará se preocupar com o adubo. Compre logo um saco grande, de 25 kg, pra não ter que se preocupar com terra quando tiver que remanejar uma plantinha nova ou aumentar a quantidade de terra num vaso.
  3. SEMENTES – Boas espécies para se plantar em locais pequenos como dentro de casa e do apê: cebolinha (a que cresce mais rápido), manjericão (idem), hortelã, coentro, orégano, salsinha, alho-poró, pimenta, sálvia, alecrim. As sementes você encontra à venda até em supermercado de bairro, dentro de saquinhos. Se a área for um pouco maior, como uma varanda (onde bata sol), pode ter pezinhos maiores, como de limão, pitanga e tomatinho-cereja ou uva.
  4. SOL – Escolha um local arejado e, principalmente, bastante ensolarado para colocar seu vaso. Cada planta tem sua especificidade, mas percebo que, no geral, a maioria gosta de bastante sol.
  5. ÁGUA – Regue todo santo dia. Isso é sério! E, se tiver calor demais, vale molhar mais de uma vez ao dia. A única exceção é se a área for aberta e for dia de chuva, rs.
  6. PRAGAS – Fique atento para ver se não aparecem pulgões e outras pragas, inclusive formiguinhas. Dependendo da praga, é melhor arrancar o galho onde ela estiver, para evitar que contamine todo o pé e os outros vasos. E recebi uma dica, do João Fellet, que o óleo de andiroba também ajuda a combater certas pragas. Outros falam em borrifar alho e álcool nas folhas. Ainda não precisei testar nenhum deles.
  7. RECUPERAÇÃO – Se a plantinha estiver morrendo do nada, veja se o problema não é o tamanho do espaço que ela tem no vaso, se outra planta maior não a está sufocando etc. Às vezes é bom fazer testes: tirar aquele hortelã do vaso que está pequeno demais e passar pra um maior; tirar do sol de dia inteiro e pôr num local onde bata sol só meio horário etc. O importante é fazer esses transplantes a tempo de a plantinha se recuperar.
  8. IDENTIFICAÇÃO – É legal colocar aquelas identificações no vaso, uma plaquinha dizendo o que foi plantado ali. Eu deixei de fazer isso e, no começo, quando a planta está miúda, custei a perceber que planta era. Também já confundi mato com alho-poró, por exemplo, e perdi onde deveria estar o orégano 😉 Essa dica é boa pra hortaliceiro de primeira-viagem.
  9. MATO – A propósito de mato, eles nascem muito. Às vezes vêem até na terra que a gente compra, já adubada. Então é preciso ficar atento e arrancá-los, assim que surgirem, pra evitar que sufoquem as plantinhas da horta.
  10. PARA MELHORAR AINDA MAIS – Se tiver mais espaço, plante também flores! Essas jardineiras vão alegrar seu dia, assim como as hortas. Troque ideias com os amigos que também cultivam hortas em casa, porque eles podem ter dicas preciosas, assim como as que você pode encontrar em comunidades e sites na internet. E não deixe de fotografar quando o primeiro tomatinho nascer ou quando as sementes estiverem começando a brotar. O resultado pode ser um vídeo que vai te alegrar pro resto da vida, como este que eu fiz:

Bom proveito! 😀