Martokos, um grafiteiro cheio de estilo em BH

Outra descoberta que eu fiz no Festival Verbo Gentileza, do qual falei ontem, foi o artista Martokos. Ele disse que trabalha há 20 anos com grafites pelas ruas de BH, além de também fazer outros tipos de pinturas.

Eu o encontrei vendendo numa das bancas da feira na manhã de domingo, e claro que comprei cinco ímãs para minha coleção.

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Como sempre entram em contato comigo para pedir telefones de grafiteiros, só por causa da galeria de fotos que montei, esta foi uma boa descoberta. Anotem aí os contatos do Martokos, caso queiram contratá-lo para algum trabalho: (31) 98879-1183 ou oi.martokos@gmail.com.

Para ver outros trabalhos dele é AQUI.

 

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Conheça Rafael David, um artista autodidata que, aos 34 anos, largou tudo para perseguir seu sonho

Igrejinha da Pampulha, de Rafael David, na Av. Professor Magalhaes Penido, 378, Jaraguá, BH

Uma das minhas páginas fixas favoritas aqui do blog é a vitrine que criei para os grafites espalhados pelas ruas de Belo Horizonte. Você pode espiar AQUI, se ainda não conhece. Eu não sou grafiteira, nem conheço muitos desses talentosos artistas, faço apenas o trabalho de fotografar toda vez que encontro um muro desses na minha frente, e divulgar naquela galeria.

Foi assim que o Rafael David, de 34 anos, chegou até meu site e me procurou para mostrar seus belos trabalhos. Trocamos e-mails, porque eu queria conhecer um pouquinho mais da história dele, e achei emocionante perceber como o desenho sempre fez parte de sua vida, desde a infância, e só agora ele teve coragem de correr atrás desse sonho de viver da arte.

Por isso, e para divulgar esses trabalhos tão bonitos, compartilho aqui neste post a história de Rafael David. Tomara que possamos ver muitos trabalhos dele estampados nos prédios da cidade nos próximos anos!

“Sou nascido e criado no bairro Ouro Preto, em BH, pertinho da lagoa da Pampulha. Estudei em escola pública toda a vida e, desde sempre, tive certa facilidade e gosto para desenhar. Luz e sombra sempre me chamaram a atenção.

Na segunda série do ensino fundamental, a professora prometeu que o aluno com as melhores notas no fim do ano ganharia um belo relógio como prêmio. Eu tive as melhores notas, mas o prêmio foi alterado para um kit de desenho, já que, segundo a professora, eu passava boa parte do tempo desenhando em meus cadernos… Fiquei sem relógio mas ganhei um incentivo.

Nos anos seguintes, continuei ganhando algumas telas e tintas, e pude brincar bastante.

Em 1998, fomos visitar uma parente em Vitória (ES) e, na praia, vi uns caras pintando quadros em papel cartão com spray e fiquei maravilhado com aquilo, passei horas observando como faziam para aprender também. Quando voltei de viagem, não dei descanso a meu pai até ele me comprar algumas latas de spray e o papel cartão – e esse foi meu primeiro contato com spray. Fiz alguns quadros que até ficaram bons, mas, como era muito caro, parei por ali com os sprays.

Aos 18 anos decidi tingir e pintar camisas para vender na escola e ganhar algum dinheiro. Não ganhei muito, mas foi nesse processo que eu realmente descobri que tinha um potencial forte para a arte, porque comecei a pintar nas camisas rostos de artistas com uma precisão que surpreendia até a mim. Pintei muitas camisas, atendi encomendas, mas, como não dava para sobreviver, fui deixando de lado.

Depois disso, trabalhei de office-boy, boleiro em quadras de tênis, auxiliar de escritório, entre outros “bicos”. Moro pertinho de muitos bares e restaurantes e, depois de muito relutar, sonhando em viver da arte, não tive opção e entrei para o ramo de restaurantes. Comecei como copeiro, daí para garçom, e cheguei até a gerência em uns 12 anos de restaurante. Nesse meio-tempo, mantive minha ligação com a arte fazendo tatuagens em casa para complementar o orçamento.

No ano passado, pelo peso e insatisfação de estar trabalhando e consumindo tanto tempo e energia em um ramo que nunca almejei, entre outros problemas pessoais, fui passar um tempo em um sítio de um amigo. Lá, ele perguntou se eu queria pintar uma parede, deixou eu escolher o tema, e me perguntou qual o material a ser comprado. Foi assim que, depois de anos, voltei a pegar em uma lata de spray e fiz aquele elefante quebrando barreiras, meu primeiro grafite. Isso me lavou a alma e marcou meu reencontro com a arte! Gostei demais e decidi de vez explorar ao máximo o dom que Deus me deu, me dedicando exclusivamente à arte, porque é ela que sustenta minha alma.”

Gostou da história e do trabalho do Rafael David? Você pode ver mais no Instagram que ele acabou de criar: @rafadarte. Quem quiser contratar um mural do Rafael, pode entrar em contato pelo telefone/whatsapp (31) 99480-6381.

 

E você, também abandonou o que fazia para perseguir um sonho antigo? Conhece mais alguém que tenha feito isso? Envie a história para mim e ela pode ser contada também 😉

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O artista que espalha palhacinhos pelas ruas de BH

Palhacinho de Zack, na esquina da av. Francisco Sales, Carandaí e rua Grão Pará, no Santa Efigênia. Fotografado por CMC em 13.4.2014.

Já que falei aqui no blog, no último post, sobre os grafites de Beagá, vale a pena destacar hoje a ótima entrevista que o Beto Trajano (meu marido) fez com um dos meus grafiteiros favoritos: o Nilo Zack, que pinta palhacinhos pela capital mineira. Aí em cima tem uma foto que fiz de um dos lindos palhacinhos do Zack.

O trabalho dele é muito legal e, na entrevista, ele conta como começou a carreira, como é o processo de criação e fala até da picuinha da Prefeitura de BH, que chega a cobrar taxa de quem contrata um grafite, como se fosse uma propaganda de outdoor. Ê, Marcio Lacerda…!

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Grafiteiros de Belo Horizonte: manifestem-se!

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Há dois anos e meio, criei uma página aqui no blog para divulgar os grafites que enfeitam as ruas de Belo Horizonte. Hoje, a galeria de fotos tem mais de 200 imagens dos trabalhos de arte nos muros e paredes de todas as regiões da cidade.

Como é uma página atualizada com frequência, e muito acessada, ela aparece sempre no alto das buscas do Google quando alguém procura por grafites. E, provavelmente por isso, recebo com frequência – às vezes uma vez por semana! – propostas de trabalho para grafitar algum muro da cidade.

Só que tem um “pequeno” detalhe: eu não sou a artista, gente! Mal-mal sei desenhar uma casinha num papel, que dirá fazer essas belas paisagens e retratos incríveis que esses grafiteiros conseguem fazer. O único trabalho que tive foi de olhar, admirar, fotografar e postar aqui no blog, com os endereços e, quando sei, os nomes dos autores.

Até hoje, só uma grafiteira de BH deixou seus contatos para que eu pudesse repassar a quem oferecesse trabalhos.

ATUALIZAÇÃO: Tenho agora o contato do Rafael David (veja o telefone dele AQUI) e do Martokos (veja o telefone dele AQUI).

Por isso, resolvi fazer este post com um apelo: se você tem esse talento incrível e sabe fazer grafites, deixe também seus contatos para que eu possa te indicar sempre que alguém surgir com uma proposta de trabalho. Assim, posso ser essa ponte, ajudando tanto quem quer ver uma parede mais colorida quanto quem pode estar em busca de um trabalho.

Você pode me enviar seus contatos pelo email do blog. Se você não é grafiteiro, mas conhece um, não deixe de avisá-lo também! 😉

CLIQUE AQUI para ver as mais de 250 fotos de grafites sensacionais que estão em muros de todas as regiões de Belo Horizonte.

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Concurso para grafiteiros na UFMG

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Fui informada pelo diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, Fernando Filgueiras, que a universidade lançou um edital, no final do ano passado, convocando artistas interessados em pintar/grafitar nas paredes da Fafich. O tema dos trabalhos é “Humanidade e condição humana” e os grafiteiros interessados devem inscrever suas propostas até o dia 15 de fevereiro.

Por um lado, a iniciativa é muito legal. Como diz o texto de divulgação da UFMG, grafite tem tudo a ver com a faculdade: “Fafich e o grafite têm história em comum: as inscrições nas suas paredes no antigo prédio da rua Carangola foram tombadas como patrimônio histórico. Quando a Faculdade se mudou para o campus Pampulha, em 1990, artistas e alunos da Escola Belas Artes da UFMG homenagearam os recém-chegados com um grafite nas paredes da Arena localizada na entrada do prédio”.

Por outro lado, os selecionados para o projeto não receberão qualquer tipo de remuneração: apenas 40 latas de spray, que os artistas dizem ser insuficientes para um trabalho desse porte. Dois grafiteiros se manifestaram por email dizendo que não farão parte nem indicarão o edital. Uma das artistas escreveu o seguinte: “Esse é um trabalho comercial, a execução também deve ser remunerada e não apenas o material. A criação do projeto é o mais caro de tudo, afinal quem trabalha com arte, não tira isso do nada, são anos de dedicação. Fico admirada que uma universidade como a UFMG não tenha consciência disso.”

Mesmo assim, como admiradora dos grafites e ex-aluna da Fafich, resolvi divulgar o edital aqui no blog. Se você estiver interessado em deixar sua assinatura naquelas paredes históricas, CLIQUE AQUI e veja o edital na íntegra 😉

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