Por um 2019 com as melhores conquistas pessoais em meio a um ano tão ruim para o país

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É impossível pensar em um 2019 que seja bom no campo geral, nacional, social, tendo este presidente eleito que tivemos. Em um mês após as eleições, eu já tinha contado 40 retrocessos e absurdos. Média de mais de um por dia. Depois parei de contar. A lista certamente será maior – e mais definitiva para os brasileiros – a partir deste Primeiro de Janeiro de 2019.

Seguiremos acompanhando o desmonte do patrimônio nacional, a começar pelo petróleo e pré-sal, e as perspectivas de reduções drásticas de direitos civis, principalmente para as minorias. Seguiremos escrevendo a respeito, até onde nos for possível, aqui neste blog. E participando de eventuais protestos, caso os ânimos ressaqueados dos brasileiros os realizem.

E desejamos que, no campo pessoal, 2019 seja um ano de mais conquistas. Afinal, é como me disse meu sábio pai, quando cheguei aos prantos aqui em casa, depois da vitória do milico pró-tortura no segundo turno: “Foi durante a ditadura militar que eu me casei e tive quatro filhos. A vida segue, apesar dos pesares” (algo assim: eu captei com minhas palavras, mas ele deve ter dito bem melhor).

Meu ano de 2018 foi especialmente bem estressante, com três empregos diferentes em um mesmo ano, e um grande calote tomado, sem perspectiva de recebimento algum dia. Torço para que meu 2019 seja mais sereno, com direito a férias remuneradas (não tenho isso desde 2016; não tive quando achei que teria) e tudo o mais.

Mesmo que o cenário fique nublado demais, desejo a todos que consigam tocar suas vidas da melhor forma possível nestes próximos 365 anos, com fôlego renovado após a virada do calendário.

Aí vai uma ajudinha para 15 metas muito comuns, resgatada de um post de quatro anos atrás:

  1. Quero cultivar uma horta dentro de casa. Leia AQUIAQUI e AQUI.
  2. Quero perder peso ou ter uma vida mais saudável. Leia AQUIAQUIAQUI e AQUI.
  3. Quero trabalhar menos, ser menos workaholic ou me estressar menos no emprego. Veja AQUIAQUIAQUI e AQUI.
  4. Quero conseguir um emprego ou mudar para um emprego melhor. Veja AQUI e AQUI (para jornalistas).
  5. Quero aprender coisas novas, como um outro idioma. Leia AQUI.
  6. Quero mudar de apartamento. Leia AQUIAQUIAQUIAQUI e AQUI.
  7. Quero mudar de cidade/Estado. Leia AQUIAQUI e AQUI.
  8. Quero viajar mais. Leia AQUI e todos os posts desta PASTINHA.
  9. Quero ler mais e ver mais filmes. Leia AQUIAQUI e AQUI.
  10. Quero parar de fumar. Veja os seguintes posts: AQUI AQUI.
  11. Quero parar de beber. Leia AQUIAQUIAQUI e AQUI.
  12. Quero fazer trabalho voluntário, doações ou exercer minha solidariedade. Leia AQUIAQUIAQUIAQUI e AQUI.
  13. Quero conhecer um grande amor. Leia AQUI e AQUI.
  14. Quero superar uma grande dor ou uma fossa. Leia AQUI e AQUI.
  15. Quero superar uma doença. Leia AQUI.

Leia também:

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Aproveite o Natal para ensinar o bem

Era sábado, 22 de dezembro, quando chamei o Luiz, meu filhote de 3 anos anos, para me ajudar a arrumar os armários e gavetas da casa. Adoro virar o ano com tudo nos conformes, começando o ano seguinte com tudo organizadinho.

Arrumamos o quarto do pequeno e propus a ele de separarmos os brinquedos que ele não usa mais para doar às criancinhas que não têm muitos brinquedos. Assim como fizemos com os livros há alguns meses. E ele foi pegando os brinquedos “de bebê” e foi colocando sobre a cama, até que formamos uma pilha razoável. Guardamos tudo num saco.

O saco de brinquedos e outros dois, com roupas, para doação.

No dia 23, domingo, saímos em busca de algum lugar para fazer as doações. No meio do caminho, vimos uma moça sentada no chão da calçada, dando mamá ao filho de cerca de 1 ano, e pedindo esmola aos passantes. Fui com o Luiz entregar dois brinquedos ao filho dela, o Vitor. O garotinho abriu um sorriso de todo tamanho quando recebeu o brinquedo de virar chavinhas e apertar botões. Fazia tempo que eu não via um sorriso daqueles. Luiz entregou a naninha para ele, impressionado.

Depois passamos na Igreja do Carmo para entregar o resto da sacola. É um dos lugares que promovem ações sociais impactantes em Beagá e que está sempre aberto, inclusive aos domingos e alguns feriados, para receber doações de roupas e brinquedos. (Lá também tem farmácia com medicamentos gratuitos, ambulatório, atendimento psicológico, biblioteca e muitos outros serviços de graça para a comunidade em geral.)

Mais tarde, conversamos sobre crianças e adultos que ficam nas ruas, sobre pessoas que não têm tantos brinquedos como ele, sobre pessoas que não têm dinheiro para ir simplesmente “comprar no mercado” quando acaba algum ingrediente da geladeira. Tenho certeza de que plantei uma sementinha bacana no meu filho. Todas as vezes que separo roupas para doar, envolvo ele no processo. O mesmo já tinha acontecido com os livros. E, agora, com os brinquedos, que achei que envolveria mais dificuldade, mas meu filhote demonstrou grande generosidade e desprendimento, o que me encheu de orgulho.

Que tal aproveitar datas especiais como o Natal para espalhar essa sementinha aí na sua casa também?

Pra encerrar o post, resgato o programa 17 da Barbearia de Blues, que produzi entre 2007 e 2008, só com canções natalinas. Feliz Natal!

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De que lado você está nestas eleições? (+ 30 charges para ajudar na reflexão)

* 13 entidades religiosas – católicas, evangélicas, judaicas, anglicanas e islâmicas – se posicionam contra a barbárie promovida por Bolsonaro.

* Mais de mil juristas – ex-ministros do STF, procuradores, magistrados, professores – fazem manifesto contra o risco à democracia se Bolsonaro for eleito.

* Mais de 190 mil pessoas já assinaram o manifesto do movimento Democracia Sim, encabeçado por intelectuais como Caetano Veloso, Chico Buarque, Arnaldo Antunes e Drauzio Varella, que diz que “a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial”.

* Pelo menos 49 jornais, de 20 diferentes países, incluindo Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra e França, mas também os vizinhos Argentina e Chile, fizeram editoriais alertando para os riscos da eleição de Bolsonaro pelos brasileiros.

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Enquanto isso, um dos rostos da Ku Klux Klan declara apoio a Bolsonaro e diz: “Ele soa como nós”.

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De que lado você está?

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Eu estou ao lado da democracia, obviamente. Contra as fake news, que inclusive são financiadas via contratos milionários bancados por caixa 2 para beneficiar o candidato do PSL, que também já teve funcionária-fantasma, já ameaçou a ex-mulher de morte etc. Estou e sou contra o ódio fanático, cego e burro, que vai minando nossa democracia. E a democracia, neste momento, só está sendo representada pelo candidato Fernando Haddad, da ala moderada do PT. O outro, Jair Bolsonaro, é o candidato da barbárie, do fascismo, da incitação ao ódio nas ruas, do elogio à ditadura, da apologia à tortura, da militarização, da total ausência de propostas para o país, do absoluto despreparo, da corrupção e da máquina de inventar notícias falsas para manipular as pessoas. Tô fora desse lado!

 

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O fanatismo, o fascista corrupto, as fake news e minha desesperança

 

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Reproduzo aqui um texto que postei no meu Facebook pessoal no dia 27 de setembro. Meu desânimo daquele dia não arrefeceu nadica desde então, mesmo vendo as pessoas maravilhosas que participaram dos protestos no dia 29:

 

Tem tanto material bom sendo apurado, escrito e publicado nos veículos demonstrando os absurdos que essa turma do fascismo prega ou tenta resgatar que às vezes volto a ter otimismo e penso: “Poxa, alguém deve se dar ao trabalho de ler pelo menos um desses textos, não?” Ler, não só o título, até o fim, e interpretar direito e parar e pensar. E discernir um trem que teve apuração real, baseada em fatos, de um youtube fake, de um discurso gritado pra disfarçar o tanto que é vazio.

Será? O que mais me desanima nestas eleições não é nem um fascista ganhando as graças do povo, inclusive de gente que admiro, mas o tanto que ficou escancarado que parcela importante do brasileiro não se dá mais ao trabalho nem de fazer o mínimo antes de sair passando vergonha batendo boca sobre nazismo com a embaixada alemã etc. O estrago de décadas sem investir em educação tá feito. E ainda tem a pós-verdade blabla. E ainda tem estas redes sociais dos infernos, que ajudaram imensamente a radicalizar os discursos, a criar bolhas, a simplificar os debates.

Tou aqui escrevendo este textão-desabafo, num dia difícil, que deve ser lido por 5 pessoas que pensam exatamente como eu. Ou seja: e daí? Fico curtindo tudo o que vejo pela frente porque, volto a dizer, é muito material bom sendo produzido e com competência. The Intercept e DW, por exemplo, estão se fortalecendo no Brasil nestas eleições graças a materiais que vêm publicando. Mas é tudo gente que pensa como eu, na minha bolha, postando textos pra quem já está com a missa decorada. Não convertem ninguém da seita oposta.

Me dá uma desesperança, uma sensação de inutilidade… Acho que a única coisa que iluminaria meus dias nestas pré-eleições seria ver um eleitor convicto do fascista se tocando que autogolpe não é legal, ameaçar a mulher de morte é crime, mandar as minorias se curvarem às maiorias é coisa do Hitler, se tocando que, além do discurso hidrófobo que casou com o emputecimento geral da nação, sobra um sujeito patético, que nada entende de economia, de educação, de saúde – de nada, a bem da verdade. E que também é corrupto.

Meus amigos inteligentes eu já sei que sabem interpretação de texto, mas e os que estão na bolha ao lado? Cadê? Não resta mesmo nenhuma esperança? E não estou nem falando de vitória nas eleições, mas de falência da sociedade brasileira, independente do resultado final.

É isso. Bom dia de voto para vocês e boa sorte para todos nós nos próximos anos.

Leia também:

  1. Brasil, o ex-país do Carnaval
  2. O fanatismo e o ódio de um país que está doente
  3. Fanatismo é burro, mas perigoso
  4. Para uns, para outros e para mim
  5. Tem certeza absoluta? Que pena
  6. Post especial para quem se acha com o rei na barriga
  7. Reflexão para as pessoas cheias de si
  8. A saudável loucura de cada um de nós
  9. Qual é a sua opinião, cidadão?
  10. Azuis X Verdes: uma alegoria do fanatismo no Brasil contemporâneo
  11. Mais posts sobre fanatismo
  12. Mais posts sobre as eleições
  13. Fanatismo é burro, mas perigoso
  14. O que acontece quando os fanáticos saem da internet para as ruas
  15. Há um Jair Bolsonaro entre meus vizinhos?

A fábula do menino de 10 anos que aprendeu a andar de bicicleta

Foto ilustrativa. Crédito: Pixabay.

 

Luiz está com 2 anos e 10 meses. Há uns seis meses, começou a ir para a pracinha com o pai, pela manhã, levando uma bicicleta de equilíbrio que ganhou no aniversário de 2 anos. A bicicleta de equilíbrio é sem pedal e dizem os entendidos que as crianças que aprendem a andar com ela pegam o jeito rapidinho, passando direto para a bike tradicional, sem precisar usar rodinhas.

Nas primeiras duas vezes que o Luiz andou, foi quase arrastando. Não é nem que ele caía, simplesmente saía pouco do lugar. É como se estivesse tentando caminhar com uma bicicleta no meio.

Na terceira vez, já estava desenvolvendo mais, colocando menos o pé no chão.

E assim foi: a cada ida à pracinha, a evolução era maior. Começou a descer morrinhos, ganhando mais agilidade e autoconfiança. Hoje, ele anda pra lá e pra cá, na maior felicidade.

Na semana passada, num desses passeios, um pai que estava com seu filho de 10 anos observou o Luiz e ficou impressionado: como um garotinho de menos de 3 anos estava andando tão bem de bicicleta e o filho dele, de 10 anos, ainda estava usando rodinhas?

Foi até o carro, buscou umas ferramentas, tirou as rodinhas e começou a ensinar o filho a andar de bike também, a exemplo do Luiz, 7 anos mais novo.

Não precisou de muito tempo: logo o garoto tinha aprendido.

A história acima é real, foi relatada pelo meu marido. Mas é das histórias reais que podemos tirar as melhores reflexões. Qual é a “moral da história”? Pensei de imediato em três:

  1. As pessoas podem até não ter nascido com um dom ou talento especial, mas tudo é aprendido com a prática e a persistência.
  2. Se ninguém ensinar algo ao seu filho, vai ser bem mais difícil de ele aprender sozinho.
  3. Nunca é tarde demais para se aprender algo novo, por mais difícil que pareça.

E isso vale para tudo. Ensine seu filho, desde cedo, a interpretar textos corretamente. Isso será fundamental para ele na vida toda. Ensine seu filho, desde cedo, a ter empatia. Ensine seu filho, desde cedo, a respeitar quem é diferente dele. Ensine seu filho, desde cedo, que a violência não é a melhor resposta nunca. Ensine seu filho, desde cedo, que mulheres têm os mesmos direitos que os homens.

Se você não ensinar, ele pode até aprender de outras formas, mas sempre haverá pessoas tentando ensinar o contrário também. Lembre-se disso 😉

Leia também:

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