3 frases de Ai Weiwei para estes tempos sombrios de bolsonarismo no Brasil

Um bote salva-vidas há de nos salvar? Fotos: CMC. Obras: Ai Weiwei

Estive no domingo na maravilhosa exposição gratuita, no CCBB de Belo Horizonte, com obras inéditas e outras já consagradas do artista e ativista chinês Ai Weiwei. Gostei muito de várias das esculturas, fotografias e pinturas de Weiwei, mas o que mais me chamou a atenção foram as frases.

Não sei se ele escreveu aquelas frases pensando no Brasil, já que esteve imerso na nossa cultura por um ano, para esta exposição. Muitos daqueles pensamentos têm validade universal. Mas o fato é que alguns se encaixam perfeitamente no momento político sombrio que o Brasil está vivendo.

Pincei três destas frases, para nossa reflexão:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Sobre a primeira delas, aproveito para dizer algo que me traz muito alívio neste início de 2019: posso dormir todas as noites, com a consciência tranquila, sabendo que estou do lado certo da história. Bem distante do lado daqueles que idolatram torturadores e que querem tirar direitos consagrados (conquistados a duras penas) dos mais pobres e dos trabalhadores.

De brinde, mais três belas frases, de caráter mais universal, que também me encantaram durante a visita ao CCBB:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Das obras em si, fiz poucas fotos, mas é possível encontrá-las à exaustão no Google. Aí uma degustação, para quem não pôde ir ao CCBB, já que o último dia de exposição foi anteontem (clique sobre qualquer imagem para ver todas em tamanho real):

Leia também:

 

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

Anúncios

Sobre a avenca, a leveza e a sorte

Postei no meu Instagram e compartilho também aqui:

Eu me dei de presente de aniversário esse vasinho de avenca. 🌿🌿🌿 Achei tão linda, tão delicada, tão leve – e leveza é tudo o que espero deste próximo ano de vida 💚 Já em casa, fui ler sobre a planta no oráculo Google. Descobri que ela é muito usada na medicina fitoterápica e que seu chá é bom calmante, bom diurético e bom expectorante, indicado para curar tosse e rouquidão. Já nas páginas mais místicas, disseram que a avenca dá boa sorte e traz muita paz para o lar. Poxa, eu só queria uma decoração pra alegrar a casa (e os olhos) e acabei ganhando um presente completo! Viva a natureza!

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

Mais um ano de vida. E a mesma alma de anos atrás

À esquerda, eu aos 26 anos, em 2011. À direita, eu deitada na rede, olhando a paisagem, neste ano de 2019. Diferente, mas igual.

Sempre que chega meu aniversário, gosto de fazer um balanço da vida. Ver os rumos que estou tomando, as curvas ou atalhos que peguei no caminho, os destinos aos quais pretendo chegar algum dia. Desde que este blog foi criado, já fiz sete balanços do tipo (só pulei o de 2016, no auge da licença-maternidade, quando o blog teve que ficar meio abandonado).

Hoje chego aos 34 anos com um certo desânimo, mais ou menos inédito na minha vida. Provavelmente agravado pelo momento político absurdo, surreal, que estamos vivendo, com verdadeiros patetas nas três esferas do poder, fazendo pataquadas diárias, ou várias por dia – e depois tendo que recuar, numa rotina que deprime até os mais otimistas.

Depois de muitos percalços na minha vida, estou com o campo profissional e pessoal finalmente serenos. Ufa. Mas não dá pra dizer que eu esteja “de bem com a vida”. Como em outras ocasiões, resolvi fazer o que faço melhor: arregacei as mangas e tomei providências. Decidi cuidar mais de mim. No início do mês, fiz um check-up na saúde (está tudo bem), me inscrevi em uma atividade física, voltei a fazer reeducação alimentar. Comecei a cortar a internet no momentos de lazer, a trabalhar menos fora do expediente de trabalho. Agora estou batalhando para trabalhar minha cuca, para que se estresse menos, se deprima menos, se abale menos. Quero ser mais zen. Tão pilhada como sou? É tudo um caminho a se perseguir, enfim.

Falei, falei e não falei nada. É que o balanço deste ano está bem menos inspirado que nos outros sete anos. No ano passado, refleti sobre as tantas mudanças pelas quais passei na última década e sobre como é bom mudar para que, no processo, possamos jogar fora os caquinhos guardados inutilmente.

Em 2017, contei a história de uma velhinha que muito me inspirou, e sobre como eu queria poder ser eternamente jovem, como ela, esteja eu em qual idade estiver.

Em 2015, refleti sobre o suposto “divisor de águas” que é chegar aos 30 anos de idade: “Não sou a correspondente internacional, autora de best-sellers, viajante do mundo inteiro, como eu previa que ia ser, quando eu tinha apenas uns 15 anos. Mas aprendi a ser feliz com menos, a curtir minha própria companhia, a gostar de ficar em casa numa sexta à noite, só conversando com meu amor, a gostar de passar uma tarde de domingo com a família, em vez de num churrascão. São coisas prosaicas que, chegados os 30 anos, me parecem o maior dos luxos. E outros sonhos vão surgindo no lugar dos antigos.”

Em 2014, meu texto foi cheio de gratidão pelo caminho percorrido até os 29 anos e, principalmente, pelas pessoas (ou “poeiras cósmicas”) que cruzaram minha jornada.

Em 2013, eu parecia estar explodindo de felicidade. Certa de que todas as mudanças que tinha enfrentado antes tinham culminado no melhor dos mundos.

Em 2012, escrevi, após um período de grande melancolia que eu vivia naquele começo de ano: “A tristeza é útil, para nos fazer reconhecer a alegria. Assim como a morte existe para destacar e distinguir a vida.”

E em 2011, fiz um poema que tentava traduzir minha vida até aquele momento, aos 26 anos. Engraçado que, de todos esses balanços, é esse mais antigo, de quase uma década atrás, o que mais me trouxe identificação neste 2019. É por isso que decidi, nesta noite pouco inspirada, reproduzir o poema daquele ano aqui. Só tomando a liberdade de atualizar a conta de dias, horas e minutos vividos e de destacar meus trechos favoritos:

“Ri, sorri
(fotogenicamente)
Chorei
(de acordar com duas bolas nos olhos)
Quis morrer
(e fiz poema, instead)
Quis chegar aos cem
(como a Maude e a Luísa)
Fiz o bem
(ou o tentei, sempre)
Perdi amigos
(que viraram em outras curvas)
Dispensei outros
(que mostraram não valer o título)
Conquistei pessoas
(mas me conquistaram em cheio)
Amei
(sofri)
Trabalhei e venho trabalhando
(aventuras ou percalços)
Envelheci:

Já tenho cabelos brancos,
barriga de chopp,
linhas de rugas na testa,
olheiras,
mas ainda assim me dão a idade certa
(e há os que suspeitam que minha idade mental seja de criança).

A impressão que tenho é que nunca vou viver o bastante
para o tanto que quero fazer e tentar
(e, ao mesmo tempo, me canso de tanta vida.)

À beira dos 12.410 dias
Mais de 290 mil horas
E de 17 milhões de minutos
Que interferem, como estrelas,
em outras constelações paralelas.
De forma luminosa, pois sim,
mas absolutamente insignificante no todo.

A vida é isso:
um amontoado de insignificâncias,
de encontros e desencontros,
de apontamentos e desapontamentos,
de convivências certas e erradas,
de fugas e momentos de audácia,
de liberdade sempre contida
e felicidade sempre instável.

Seguirei sendo esse ser fundamentalmente bipolar
um poço de defeitos feios
mas de intenções sinceramente boas
(como as que povoam o inferno.)

Que o deus do bom humor me guie,
porque é só dele que precisamos
para que a dura vida dure sendo leve.”

É engraçado pensar que minha vida, hoje, nada tem a ver com aquela da Cris de 2011, de 26 anos, morando sozinha em São Paulo, vivendo exclusivamente para trabalhar, sem marido, sem filho, “foca” na profissão. E que, ao mesmo tempo, tenhamos tanto ainda em comum. Ou seja: a gente cresce, amadurece, vira uma profissional experiente, se casa, publica livros, vira mãe, muda de cidade, muda mil vezes de lar, muda mil vezes de emprego, leva calotes, contrai dívidas, engorda, emagrece, engorda de novo, muda de hábitos, volta a hábitos antigos, lê dezenas de livros, assiste a centenas de filmes. Mas, ainda assim, nossa alma dá um jeito de continuar a mesma.

Torço para que minha alma ainda conserve a alegria e entusiasmo da Cris menina, hoje e para sempre! Como dizia meu pai, “Peter Pana”. Lutando bravamente para transformar este mundo insano numa Terra do Nunca decente.

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

#PérolasDoLuiz – a história de uma cadeira

O que realmente havia:

uma cadeira usada pelo vigilante do supermercado, no meio da escada, de onde ele tem uma visão privilegiada do ambiente. Naquele momento, vazia, porque o segurança estava em pé.

O que o Luiz, meu filhote de 3 anos, imaginou:

“Mamãe, quem sabe um homem bem mau resolveu levar a cadeira do restaurante lá de cima para casa. Ao descer com ela pela escada, ficou com medo e resolveu deixar ela parada ali no meio do caminho.”

 

A vida é bem mais interessante do ponto de vista das crianças. Lembremo-nos disso 😉

***

P.S. Mesmo com 3 anos de idade, a criança já é capaz de saber que furtar alguma coisa é errado. Afinal, o homem que teria levado a cadeira sem permissão era “bem mau”.


Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

 

Por um 2019 com as melhores conquistas pessoais em meio a um ano tão ruim para o país

Este slideshow necessita de JavaScript.

É impossível pensar em um 2019 que seja bom no campo geral, nacional, social, tendo este presidente eleito que tivemos. Em um mês após as eleições, eu já tinha contado 40 retrocessos e absurdos. Média de mais de um por dia. Depois parei de contar. A lista certamente será maior – e mais definitiva para os brasileiros – a partir deste Primeiro de Janeiro de 2019.

Seguiremos acompanhando o desmonte do patrimônio nacional, a começar pelo petróleo e pré-sal, e as perspectivas de reduções drásticas de direitos civis, principalmente para as minorias. Seguiremos escrevendo a respeito, até onde nos for possível, aqui neste blog. E participando de eventuais protestos, caso os ânimos ressaqueados dos brasileiros os realizem.

E desejamos que, no campo pessoal, 2019 seja um ano de mais conquistas. Afinal, é como me disse meu sábio pai, quando cheguei aos prantos aqui em casa, depois da vitória do milico pró-tortura no segundo turno: “Foi durante a ditadura militar que eu me casei e tive quatro filhos. A vida segue, apesar dos pesares” (algo assim: eu captei com minhas palavras, mas ele deve ter dito bem melhor).

Meu ano de 2018 foi especialmente bem estressante, com três empregos diferentes em um mesmo ano, e um grande calote tomado, sem perspectiva de recebimento algum dia. Torço para que meu 2019 seja mais sereno, com direito a férias remuneradas (não tenho isso desde 2016; não tive quando achei que teria) e tudo o mais.

Mesmo que o cenário fique nublado demais, desejo a todos que consigam tocar suas vidas da melhor forma possível nestes próximos 365 anos, com fôlego renovado após a virada do calendário.

Aí vai uma ajudinha para 15 metas muito comuns, resgatada de um post de quatro anos atrás:

  1. Quero cultivar uma horta dentro de casa. Leia AQUIAQUI e AQUI.
  2. Quero perder peso ou ter uma vida mais saudável. Leia AQUIAQUIAQUI e AQUI.
  3. Quero trabalhar menos, ser menos workaholic ou me estressar menos no emprego. Veja AQUIAQUIAQUI e AQUI.
  4. Quero conseguir um emprego ou mudar para um emprego melhor. Veja AQUI e AQUI (para jornalistas).
  5. Quero aprender coisas novas, como um outro idioma. Leia AQUI.
  6. Quero mudar de apartamento. Leia AQUIAQUIAQUIAQUI e AQUI.
  7. Quero mudar de cidade/Estado. Leia AQUIAQUI e AQUI.
  8. Quero viajar mais. Leia AQUI e todos os posts desta PASTINHA.
  9. Quero ler mais e ver mais filmes. Leia AQUIAQUI e AQUI.
  10. Quero parar de fumar. Veja os seguintes posts: AQUI AQUI.
  11. Quero parar de beber. Leia AQUIAQUIAQUI e AQUI.
  12. Quero fazer trabalho voluntário, doações ou exercer minha solidariedade. Leia AQUIAQUIAQUIAQUI e AQUI.
  13. Quero conhecer um grande amor. Leia AQUI e AQUI.
  14. Quero superar uma grande dor ou uma fossa. Leia AQUI e AQUI.
  15. Quero superar uma doença. Leia AQUI.

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog