#PérolasDoLuiz – Educação no trânsito

– Bosta!, exclamou o Luiz.

– Onde você ouviu isso, filho?

– Papai fala no carro.

– E o que quer dizer “bosta”?

– É quando o povo dirige mal.

 

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O melhor da Copa do Mundo…

… são histórias como ESTA.

(Ou neste link, no original, em inglês)

Não deixe de ler ela do início ao fim 😉 Baita texto!

Não consegui deixar de pensar em como essa história de Romelu Lukaku daria um filme maravilhoso, daqueles que levam o Oscar de melhor roteiro. Tem todos os ingredientes, a começar pela jornada de superação, pelas emoções fortíssimas, pela força de vontade, pela garra. E ele é só um dos vários jogadores de futebol com histórias de vida assim, impressionantes.

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‘George, O Curioso’ e como podemos ensinar educação financeira a uma criança de menos de 3 anos

Dia desses eu estava vendo o desenho “George, O Curioso” com o Luiz. Pra quem não conhece, trata-se de um desenho animado lançado em 2006 e transmitido no Brasil pela Discovery Kids. Está também na Netflix e o listei na minha seleção de melhores séries para crianças de até 3 anos.

O personagem principal é George, um macaquinho muito sagaz, alegre, extremamente inteligente. No episódio a que assistimos naquele dia, ele e o amigo foram a uma loja e ficaram encantados por uma pipa gigante que estava exposta ali. Mas ela era muito cara, eles não tinham dinheiro suficiente para comprá-la.

O que decidiram fazer, então? Fazer bicos para conseguir o dinheiro necessário.

George e o amigo entraram em contato com vários vizinhos oferecendo pequenas tarefas, tais como cortar grama, empilhar latas, passear com cachorros, coletar frutas etc. Conseguiram ser contratados para diversas tarefas.

Eles tinham pouco tempo para executar tudo, porque a pipa só ficaria reservada para eles até a manhã de segunda-feira, e já era sábado. Então, o que fizeram? Traçaram um percurso para aproveitar o tempo ao máximo e estimaram a duração de cada tarefa, para conseguir realizar tudo.

No meio do caminho, tiveram outros desafios e acabaram encontrando novas soluções para seus problemas, como dividir os trabalhos entre si, em vez de fazerem em dupla, e separarem o que era feito ao ar livre do que era a portas fechadas, para aproveitar as condições climáticas.

O desenho inteiro deve durar uns bons 10 minutos, ou mais, com grande aprendizado por parte de George e seu amigo. Ao final, não careço dizer, os dois conseguem fazer tudo e ganham o suado dinheirinho para comprar a desejada pipa.

Agora vamos imaginar se no lugar de George, o personagem principal  fosse alguma das crianças que conhecemos por aí, filhos de amigos e parentes nossos, ou até mesmo muitos dos nossos filhos.

O desenho não ia levar nem dois minutos de duração: a criança chega na loja, olha o preço da pipa, pede para o pai ou a mãe, que desembolsam a grana, e o menino brinca um tempinho antes de enjoar do brinquedo novo. Fim.

Qual aprendizado nossos pequenos estão tendo, quando recebem tudo de bandeja? Quão satisfeitos ficam com a conquista do brinquedo desejado?

Deixo esta reflexão para todos nós. Para quem se interessar, achei o episódio completo no Youtube, em inglês:

 

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Contribuição de leitor: ‘Neymar, por favor, pede pra sair’

O texto abaixo foi enviado pelo leitor Douglas Garcia, que já colaborou outras vezes aqui no blog. Concorda com o ponto de vista dele? Deixe sua opinião aí nos comentários 😉

Neymar durante jogo contra a Costa Rica | Reprodução

Neymar, por favor, pede pra sair

“O jogador Neymar, no último jogo da seleção brasileira de futebol contra a seleção da Costa Rica, em 22 de junho, perpetrou as seguintes ações:

1. Xingou um jogador adversário com palavras muito baixas, na frente do juiz, situado a poucos centímetros de si, gesto filmado e captado pela televisão e exibido no mundo inteiro.

2. Caiu diversas vezes em campo, diante de faltas efetivamente realizadas pelos jogadores adversários, em alguns casos, e de forma injustificada, em outros.

Charge do Duke

3. Reclamou de modo espalhafatoso com o juiz em diversas ocasiões a respeito de suas marcações. Em uma delas, golpeou raivosamente a bola com a mão, gesto pelo qual levou cartão amarelo.

4. Opôs-se a uma devolução de bola ao adversário, gesto de retribuição comum chamado de fair play, xingando o seu capitão e colega de time, Thiago Silva, que a havia realizado. O caso foi relatado à imprensa pelo próprio Thiago Silva.

5. Caiu de joelhos ao chão, em lágrimas, após o final, atraindo para si a atenção das câmeras.

Esses são os fatos.

Alguns espectadores que viram o jogo, com base na sua percepção dessas ações, poderiam dizer que:

Neymar agiu de modo desrespeitoso em 1, 3 e 4.

Neymar agiu de modo irresponsável em 2.

Neymar agiu de modo pouco solidário em 5.

Em todas essas ocasiões, Neymar terá agido mal.

Foi dito que Neymar gostaria de ser para o povo brasileiro uma espécie de novo Ayrton Senna.

Neymar, se é esse o seu propósito, nesse momento e nessas condições físicas e psicológicas, por favor, pede pra sair.”

 


Você também escreve análises, contos, crônicas, poemas, resenhas…? Envie para meu e-mail e seu texto poderá ser publicado aqui no blog, na seção de textos enviados pelos leitores 😉

 

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Capas de revistas, charges e a política nazista de Donald Trump

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Só se você tiver um coração de pedra para não se chocar, indignar e emocionar com as crianças separadas dos pais pelo governo de Donald Trump.

Eu, pessoalmente, me senti como esta jornalista:

Sem muitas palavras ou mesmo conhecimento para escrever sobre o assunto, apelo para a indicação de um texto escrito por Max Boot para o Washington Post, e traduzido pelo “Estadão”. Um trecho:

“Muitas pessoas têm alertado que os EUA pagarão um preço muito alto no longo prazo por esses atos destrutivos de Trump. No entanto, é difícil citar pessoas que já foram atingidas. As guerras comerciais, por exemplo, já afetam principalmente os fazendeiros de Iowa e as montadoras de Michigan, mas grande parte do impacto se dissipará para os consumidores e pode nem ser notado imediatamente.

No entanto, com sua política desumana de separar os filhos de imigrantes ilegais de seus pais na fronteira com o México, o presidente finalmente oferece um exemplo ao vivo, direto para a câmera, de como suas medidas estão destruindo as vidas de pessoas comuns. Este caso vai muito além de outros anteriores, como o dos imigrantes deportados depois de décadas contribuindo para o país, O sofrimento de adultos não desperta tanto a simpatia popular como no caso de crianças maltratadas.

As mais de 2 mil crianças tiradas de suas famílias em um período de seis semanas e estocadas em locais que algumas pessoas comparam aos campos de concentração nazistas, não são vítimas teóricas e presumidas. São muito reais e sua terrível situação é algo deplorável. Finalmente, o impacto do trumpismo tem um rosto: o de uma menina hondurenha de 2 anos aos prantos cuja foto foi estampada na capa do New York Daily News com o título: “Cruel. Brutal. Covarde. Trump.””

CLIQUE AQUI para ler na íntegra.

A comparação com o nazismo é automática para todo mundo que tenha um mínimo de conhecimento de História. Pode ser exagerada, mas é automática. Trump se esquece que os Estados Unidos foram forjados por imigrantes desde o nascimento do país e agora cria uma política racista, xenófoba e agressiva, que causará danos irreparáveis a inocentes crianças.

Os ilustradores, como não me canso de dizer aqui no blog, têm um dom de traduzir em poucos traços o que os jornalistas levam muitas palavras para dizer. Por isso, resolvi mais uma vez criar uma galeria com algumas charges que encontrei nos últimos dias, que escancaram bem o absurdo da situação (clique sobre qualquer uma para ver todas em tamanho real):

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