‘Love’: uma série curtinha da Netflix que une amor, drama e humor

Para ver na Netflix: LOVE
Nota 9

admiti aqui que não sou seriemaníaca – na verdade, meu repertório de séries assistidas de cabo a rabo é bem curto. Custo a ter coragem de encarar uma série nova, do zero, com medo de gostar e isso me tomar tempo demais. Afinal, o tempo que se toma para ver uma dessas grandonas renderia uns 20 bons filmes. E meu tempo anda preciosíssimo ultimamente.

Um dos motivos que me levou a acatar a dica do leitor Juliano Paiva e começar a assistir à série “Love” foi ele ter dito que trata-se de uma “série curtinha com duas temporadas e cerca de 30 minutos cada episódio. Dá para ver numa tarde/noite de férias.”

Na verdade, quando fui ver, já eram 3 temporadas, mas acho que não vem mais por aí. Ao todo, 34 episódios, sendo que cada um tem cerca de 30 minutos de duração. Fazendo as contas: 17 horas para ver tudo. E não é que assisti num piscar de olhos? Foram algumas noites durante a semana e umas três tardes de sábado em casa, logo depois da mudança, tomando cervejas, conversando com meus dois amores, e assistindo a uma série sobre amor. De repente, acabava um episódio e eu ficava doida pra saber como continuaria. Deixava rolar, e assim fui vendo dois, três, quatro, cinco… X episódios seguidos!

Além de ser boa por ser rápida, curta, ágil – e, para isso, cheia de diálogos bem sacados, histórias cheias de desenlaces e roteiro inteligente, o que me lembra “Gilmore Girls“, minha série favorita –, “Love” parte de uma premissa muito legal sobre o amor: de que não precisa dar tudo certo de cara para que dê certo. Se é que dá pra dizer que dá certo. Nem lembro mais qual foi o primeiro episódio que o nerd Gus (Paul Rustficou com a porra-louca Mickey (Gillian Jacobs), mas demorou pra danar. E foram tantos encontros e desencontros, e são tantas histórias paralelas, de outros personagens cheios de personalidade, que é difícil você não se identificar com pelo menos uma situação daquelas. “Ah sim, eu vivi isso com fulano.” “Nossa, por pouco não ficamos daquele jeito” etc.

Mas o mais legal é que, apesar de ter seus momentos de drama, “Love” é muito mais comédia. É leveza para falar de assuntos tão pesados quanto alcoolismo ou dependência de sexo. É saber usar o humor de forma inteligente, porque o humor cabe, sim, em qualquer contexto.

No dia em que terminei de ver “Love”, levei o maior sustão. Não estava prestando atenção em qual episódio estava, já que só ia deixando rolar a Netflix, um atrás do outro. E acabou. Não foi adiante. Falei: “Uai, já acabou? Acaba assim mesmo?”. Chequei, é, tinha acabado. E me deu um daqueles vazios que a gente sente quando está feliz na companhia de personagens – de livros, filmes, e, por que não, séries – e percebe que eles não estarão mais preenchendo as tardes de sábado. Que sejam felizes em suas jornadas.

Aí o trailer:

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