Condenação de Lula é ‘desrespeitosa, despropositada, fora da realidade’

Julgamento de recursos da Lava Jato na 8ª Turma do TRF4 – A partir da esquerda, o desembargador Victor Laus, procurador Maurício Gotardo Gerum, desembargador Leandro Paulsen e desembargador João Pedro Gebran Neto – Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4

Texto escrito por José de Souza Castro:

Confesso que não tive paciência para ver pela TV, na íntegra, as longas falas dos três juízes do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre que não apenas confirmaram a sentença de Sérgio Moro contra Lula, como aumentaram a pena de prisão imposta pelo juiz de Curitiba, para 12 anos e um mês.

Por óbvio, não tenho a pretensão de analisar, neste momento, as mais de 400 páginas do juiz relator, acompanhadas na totalidade pelos outros dois. Seria mais fácil ler “Ulysses” de James Joyce em poucas horas.

Acho, porém, que outros mais capacitados poderão destrinchar o calhamaço, no devido tempo, e fazer as críticas que esses juízes estão a merecer.

Duvido que os jornalistas Mino Carta e Paulo Henrique Amorim tenham tido mais paciência que eu, o que não impediu que os dois saíssem logo com uma análise franca das consequência do ato insano praticado pelos três juízes. Quem se interessar pode assistir aqui.

É uma conversa também longa, de 40 minutos, mas que vale a pena acompanhar. Posso garantir que é muito mais interessante que as análises que você pode ver na GloboNews. Muito mais divertida, sem dúvida.

Rir é preciso, num momento como este que o Brasil está vivendo. Rir desses juízes boçais pode nos livrar da depressão e ressuscitar a esperança num Brasil melhor. Afinal, o povo brasileiro é muito melhor que suas elites. E muitíssimo melhor que esses três juízes que, certamente, serão condenados pela História.

Como a TV Globo, que respondeu com arrogância nota divulgada pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, na qual a senadora afirma: Continuar lendo

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Feliz 2018. Feliz?

Texto escrito por José de Souza Castro:

O ano de 2017 acabou sem deixar saudades para a maioria dos brasileiros que começam a sentir os efeitos perniciosos das mudanças na legislação trabalhista, enquanto permanecem como que atordoados diante do que pode acontecer com a Previdência Social e com o destino de nossas riquezas naturais cobiçadas por governos e empresas estrangeiras. Se algo de bom surgiu, foi o início de uma reação à ditadura do Judiciário que se manifesta principalmente pela ação da Lava Jato, de pseudo combate à corrupção.

Para 2018, as forças do retrocesso se organizam para continuar o ataque à “Constituição Cidadã” de 1988 de forma a eliminar o que ainda resta de proteção social. E para derrotar mais uma vez a população nas urnas, começando pelo alijamento, com a inestimável ajuda do Judiciário, do candidato preferido nas pesquisas eleitorais, Luiz Inácio Lula da Silva.

As perspectivas são ruins para a silenciosa maioria dos brasileiros. Se nada mudar nos próximos meses, cairão no vazio as advertências, entre outras, da Frente Brasil Popular – que afirma representar 85 entidades de movimentos sindicais, sociais e populares –sobre a importância de o eleitor escolher bem os candidatos à Presidência da República, à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal.

Enquanto essas entidades se manifestam, o sentimento é de algum alívio para os que, em 2018, ainda vão poder contar, para sua miserável sobrevivência, com um salário mínimo. Mesmo que ele tenha sofrido, a partir de 1º de janeiro, o menor reajuste desde 1995. Ano em que o salário mínimo no Brasil valia pouco mais de 70 dólares e o neoliberalismo a Fernando Henrique Cardoso prosperava. Um avanço interrompido brevemente com a eleição de Lula em 2002. Um presidente que, no entanto, se viu obrigado a fazer imensas concessões aos donos do dinheiro no Brasil e no exterior.

A volta plena do liberalismo, após a derrubada de Dilma Rousseff, que tentou resistir, terá a força de um tsunami. Continuar lendo

‘Teocrasília’, uma HQ que prevê Brasil de futuro obscuro

“Teocrasília é uma história em quadrinhos que fala sobre um futuro distópico não muito distante, no qual a bancada religiosa da política nacional domina o país após um episódio que ficou conhecido como “Revolução da Palavra”, estabelecendo um regime teocrático.”

É assim que o ilustrador Denis Mello resume sua mais nova obra de HQ, Teocrasília, que está sendo produzida, com apoio de financiamento coletivo, e em pré-venda.

Ele explica muito mais sobre o projeto, em texto e vídeo, AQUI no Catarse. Em SEU SITE, é possível conhecer um pouco do trabalho do quadrinista, que já foi bastante premiado.

Ele faz a seguinte provocação: “Se você concorda que a mistura de política e religião pode nos levar por um caminho obscuro enquanto sociedade, apoie esse projeto.” Bom, eu concordo: política e religião jamais deveriam se misturar. Por isso, e por acreditar em trabalhos independentes, já fiz minha contribuição. É possível ajudar com R$ 10 a R$ 250, sempre levando algumas recompensas em troca do apoio financeiro, como em toda vaquinha.

Fica a dica 😉

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