Duas tragédias em duas semanas: as capas dos jornais desses dias tristes

Como bem diz o genial Duke em sua prolixa charge de hoje nos jornais mineiros “O Tempo” e “Super Notícia”, o Brasil tem uma tragédia atrás da outra, não temos descanso. A mais recente foi esse incêndio no CT do Flamengo, que funcionava de forma precária e sem alvará, que levou a vida de dez adolescentes em busca de seu sonho. No mesmo dia, cerca de 500 pessoas foram retiradas de suas casas na marra, em duas cidades mineiras, porque duas barragens corriam o risco de se romper a qualquer momento, como acontecera 15 dias antes em Brumadinho (e três anos e três meses antes, em Mariana).

No post de hoje, registro as capas de jornais desses dois dias de episódios tristes e históricos que aconteceram neste início de 2019, num intervalo de apenas duas semanas, e que resumem bem o caos em que se encontra nosso sofrido Brasil.

TRAGÉDIA ANUNCIADA MATA MAIS DE 300 PESSOAS EM BRUMADINHO – 25/1/2019. CAPAS DOS JORNAIS DE 26 DE JANEIRO DE 2019:

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TRAGÉDIA ANUNCIADA MATA 10 GAROTOS NO CT DO FLAMENGO – 8/2/2019. CAPAS DOS JORNAIS DE 9 DE FEVEREIRO DE 2019:

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Veja mais capas de jornais em dias históricos:

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Em 1 mês de governo Jair Bolsonaro, pelo menos 40 retrocessos e absurdos; veja a lista

Todas as charges que ilustram este post foram originalmente publicadas no jornal mineiro “O Tempo” e são de autoria do genial Duke. Recompartilho como uma homenagem a ele.

 

No dia 28 de novembro, quando completava um mês desde a eleição de Jair Bolsonaro, publiquei 40 retrocessos que ele já havia iniciado com sua equipe de transição. Prometi fazer o mesmo depois da posse e, voilà!, acabo de descobrir que a lista que fui compilando nos meus momentos de folga chegou a exatos 40 retrocessos e absurdos, mais uma vez. São coisas diferentes das que divulguei há dois meses: ali, eram anúncios e possibilidades de um governo de transição, agora são decisões já tomadas, estragos já feitos. Tem medidas extremas, que acabam com garantias de direitos para minorias (principalmente os indígenas, tão visados pelas mineradoras e pecuaristas), que prejudicam a transparência no poder público (a Lei de Acesso à Informação foi praticamente para o saco) ou que têm grande potencial de aumentar a violência no país (como o decreto que facilita a posse de armas em casa, que é um prato cheio para os agressores de mulheres). E tem também mostras de corrupção em vários níveis, começando pelo Flávio Bolsonaro, que pelo visto é envolvido até com milicianos.

Eu não tive tempo suficiente para acompanhar o noticiário político como eu queria, principalmente desde o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, mas, mesmo sem poder fazer esse levantamento com o capricho que eu gostaria, cheguei de novo ao número de 40 absurdos deste primeiro mês, mais de um por dia. É por isso que digo que são “pelo menos” 40: porque acho que deve ter acontecido ainda mais coisa péssima, que só o tempo para ler com calma o DOU me permitiria acompanhar e divulgar. Ainda assim, acho que este levantamento é útil para mostrar o caminho perigoso e trágico que o Brasil está trilhando com o novo governo. Felizmente algumas coisas foram tão absurdas que, após a repercussão negativa, até o governo percebeu e teve que recuar. Cada recuo foi devidamente comemorado. Ainda assim, foi um mês de crise ética, acima de tudo. Pobres eleitores do fã-de-torturador do PSL: ou estão frustrados, se conseguem ter algum senso crítico, ou estão passando pano em tudo, o que denota sua falha de caráter.

Fiquem à vontade para acrescentar mais informações nos comentários. Vou encerrar esse levantamento diário, porque não tenho nem tempo nem saúde para tanta coisa ruim. Mas, claro, sempre que surgir algum absurdo que mereça destaque, ele será devidamente comentado aqui no blog, como sempre fizemos, qualquer que fosse o presidente da vez. Fiz o levantamento até a noite de ontem, portanto, se pintar algo novo neste 31 de janeiro, ficará de fora.

Ah, não coloquei na lista o novo slogan do governo, que, além de apelar pro patriotismo barato, carece de uma vírgula. Até o slogan está errado, risos. Deixo isso como um extra, já que (bom) gosto não se discute 😉 No mais, boa leitura (tome um sal de frutas antes!). Coloquei o link para várias informações relacionadas a cada tópico:

Tadinho do Bolsonaro…! Estava APAVORADO em Davos. Sobre isso, vale ler AQUI. Não é um retrocesso, só uma constatação: entrou menor que saiu, e o mundo inteiro viu.

 

Leia também:

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Tragédia em Brumadinho: uma escolha humana

Charge do genial Duke, publicada hoje no jornal “O Tempo”

 

Sem palavras para mais um desastre ambiental em Minas Gerais, pouco mais de 3 anos desde a tragédia em Mariana, agora aqui do ladinho de Beagá, que desta vez deixou cerca de 300 pessoas desaparecidas, republico aqui o poema escrito pelo meu marido, o jornalista Beto Trajano, que participou de toda a cobertura ontem:

ESCOLHA HUMANA

Lama
Que arde
Inflama
Os olhos
As mentes
Os corações
Reclama
A vida
A natureza

Escolha
Humana

Lama
Depravada
Que rasga
Que corta
Transforma
A montanha
Em ferro
E abre
O cofre
Enche
Ganância
Rebate
Na alma
No povo
De minas gerais
Que vive
Em risco
Os rios
Os corpos
Perdidos
De gente
De bicho
De planta
De natureza
Destruída

História
Que se repete
Assassina
Escória
De empresa
Vale
Degola meu povo

Foto de Douglas Magno, repórter-fotográfico do jornal “O Tempo”, que rodou o país.

Leia também:

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Por um 2019 com as melhores conquistas pessoais em meio a um ano tão ruim para o país

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É impossível pensar em um 2019 que seja bom no campo geral, nacional, social, tendo este presidente eleito que tivemos. Em um mês após as eleições, eu já tinha contado 40 retrocessos e absurdos. Média de mais de um por dia. Depois parei de contar. A lista certamente será maior – e mais definitiva para os brasileiros – a partir deste Primeiro de Janeiro de 2019.

Seguiremos acompanhando o desmonte do patrimônio nacional, a começar pelo petróleo e pré-sal, e as perspectivas de reduções drásticas de direitos civis, principalmente para as minorias. Seguiremos escrevendo a respeito, até onde nos for possível, aqui neste blog. E participando de eventuais protestos, caso os ânimos ressaqueados dos brasileiros os realizem.

E desejamos que, no campo pessoal, 2019 seja um ano de mais conquistas. Afinal, é como me disse meu sábio pai, quando cheguei aos prantos aqui em casa, depois da vitória do milico pró-tortura no segundo turno: “Foi durante a ditadura militar que eu me casei e tive quatro filhos. A vida segue, apesar dos pesares” (algo assim: eu captei com minhas palavras, mas ele deve ter dito bem melhor).

Meu ano de 2018 foi especialmente bem estressante, com três empregos diferentes em um mesmo ano, e um grande calote tomado, sem perspectiva de recebimento algum dia. Torço para que meu 2019 seja mais sereno, com direito a férias remuneradas (não tenho isso desde 2016; não tive quando achei que teria) e tudo o mais.

Mesmo que o cenário fique nublado demais, desejo a todos que consigam tocar suas vidas da melhor forma possível nestes próximos 365 anos, com fôlego renovado após a virada do calendário.

Aí vai uma ajudinha para 15 metas muito comuns, resgatada de um post de quatro anos atrás:

  1. Quero cultivar uma horta dentro de casa. Leia AQUIAQUI e AQUI.
  2. Quero perder peso ou ter uma vida mais saudável. Leia AQUIAQUIAQUI e AQUI.
  3. Quero trabalhar menos, ser menos workaholic ou me estressar menos no emprego. Veja AQUIAQUIAQUI e AQUI.
  4. Quero conseguir um emprego ou mudar para um emprego melhor. Veja AQUI e AQUI (para jornalistas).
  5. Quero aprender coisas novas, como um outro idioma. Leia AQUI.
  6. Quero mudar de apartamento. Leia AQUIAQUIAQUIAQUI e AQUI.
  7. Quero mudar de cidade/Estado. Leia AQUIAQUI e AQUI.
  8. Quero viajar mais. Leia AQUI e todos os posts desta PASTINHA.
  9. Quero ler mais e ver mais filmes. Leia AQUIAQUI e AQUI.
  10. Quero parar de fumar. Veja os seguintes posts: AQUI AQUI.
  11. Quero parar de beber. Leia AQUIAQUIAQUI e AQUI.
  12. Quero fazer trabalho voluntário, doações ou exercer minha solidariedade. Leia AQUIAQUIAQUIAQUI e AQUI.
  13. Quero conhecer um grande amor. Leia AQUI e AQUI.
  14. Quero superar uma grande dor ou uma fossa. Leia AQUI e AQUI.
  15. Quero superar uma doença. Leia AQUI.

Leia também:

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Em 1 mês de Jair Bolsonaro eleito, ao menos 40 retrocessos e absurdos; veja a lista

Charge do Duke em 26.11 no jornal “O Tempo”. O sábio ainda está otimista com sua dúvida. Eu só espero trevas para 2019…

 

Quando tinha se passado apenas uma semaninha desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República, contabilizei aqui no blog ao menos 14 medidas anunciadas que significariam grande retrocesso ou que eram simplesmente absurdas. Continuei computando uma a uma (com as devidas atualizações, já que houve também vários recuos, após a péssima repercussão que alguns anúncios tiveram), e hoje divulgo a lista fechada do primeiro mês de Bolsonaro eleito. Cheguei ao número redondo de ao menos 40 retrocessos e absurdos – embora, vendo os parêntesis com links explicativos, o número possa ser bem maior, porque cada uma das coisas tem vários desdobramentos. Isso significa uma média de mais de um por dia. E olha que o novo presidente nem tomou posse ainda. Boa sorte para nós a partir de janeiro!

CLIQUE AQUI PARA VER A LISTA COMPLETA

Dentre as várias coisas escabrosas da lista, destaco as várias imbecilidades no campo diplomático, a começar pela escolha desastrosa de chanceler para o Itamaraty, mas seguindo com a ideia de trocar a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém (comprometendo as relações com os países árabes, sem qualquer vantagem em troca dessa insanidade) e com o colapso do Mais Médicos a partir de fala estabanada do Bolsonaro, colocando em risco o atendimento de milhares de brasileiros.

Mas tem ainda um monte de coisas terríveis, como a investida contra jornais e jornalistas, a perspectiva de rifarem o patrimônio brasileiro para o capital estrangeiro (a começar pelo pré-sal), a escolha de um ministro da Educação que é contra o Enem, é pró-golpe militar e acha que democratizar as universidades é “bobagem”, e a convocação de vários outros nomes esdrúxulos ou corruptos para compor a equipe de transição e os futuros ministérios (que, diga-se de passagem, devem ser 20, e não os 15 prometidos em campanha).

Enfim, como muitos de nós temíamos, as perspectivas para o Brasil nos próximos quatro a oito anos não são nada boas.

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Leia também:

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