#PérolasdoLuiz – Freud explica

Sigmund Freud, fundador da psicanálise, fotografado por seu genro, Max Halberstadt. Foto: Domínio Público

 

– Mamãe, quando eu crescer, quero casar com você!

– Não pode, filho. Filho não pode casar com mãe.

– Por quê?

– Porque não pode. Mas você pode procurar uma moça parecida com a mamãe para se casar, quando for adulto.

– Tá bom. Vou procurar uma moça parecida com você.

E ele se lembra e acrescenta:

– E com a voz IGUAL à sua, mamãe!

 

Leia também:

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150 coisas que aprendi em quatro anos de maternidade: dicas práticas para mães e pais

Maio está chegando ao fim, mas não sem antes eu falar alguma coisa sobre maternidade. Afinal, dizem que este é o “mês das mães” e, desde 2015, a maternidade se tornou mais um tema frequente no blog, com a chegada do Luiz. Virou uma categoria e, vez por outra, em meio a posts sobre política, literatura e cinema, compartilho nela minhas experiências e aprendizados como mãe de primeiríssima viagem.

Neste post, fiz um compilado de algumas coisas que aprendi nestes quatro anos (contando a gestação, que também é um aprendizado à parte). Espero que possam ser úteis a outras mães e pais que passarem por aqui 😉

 

Durante a gestação:


Para recém-nascidos e bebês de até 1 ano:


Para bebês de 1 a 2 anos:


Para crianças de 2 a 3 anos:


Bônus:

 

 


Leia sobre outros aprendizados:

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‘Tully’: Um filme curto, de roteiro simples e, ao mesmo tempo, profundo

Vale a pena assistir: TULLY
Nota 8

Numa época em que todos os filmes estão ultrapassando as duas horas de duração – inclusive as animações destinadas ao inquieto público infantil –, é bom demais quando surge um filme como este “Tully“, que, em apenas 1h35min, consegue amarrar um roteiro cheio de drama, suspense, reflexões importantes sobre o universo da maternidade e sobre a vida a dois, e ainda umas poucas pitadas de humor.

Estamos falando de um filme com a seguinte sinopse: uma mãe, completamente exausta após o nascimento da terceira filha, resolve acatar o conselho do irmão rico e contratar uma babá noturna, que tem a missão de facilitar sua vida e propiciar momentos de descanso e de noites bem dormidas. A chegada de Tully causa uma reviravolta da vida desta mãe. Fim.

Seria um filme entediante e talvez interessante só para o público restrito daquelas mães que já passaram pela extenuante tarefa de trocar mil fraldas/amamentar o tempo todo/sentir dores/administrar a casa/etc, que só quem teve um recém-nascido em casa sabe como é, mas “Tully” acerta ao trazer reflexões mais amplas e ainda abrir o leque do gênero drama, com suas pitadas de mistério.

Uma das reflexões que o filme traz é sobre a necessidade de a mulher-mãe se cuidar, e sobre como isso é importante inclusive para que ela tenha condições, físicas e psicológicas, de cuidar também das crianças. Há ainda a abordagem da participação paterna na criação dos filhos, além de outros temas paralelos, como as preocupações extras que um filho com espectro autista traz para a mãe. Mas eu diria que o mote principal do filme é uma palavrinha: EXAUSTÃO.

Em dado momento, a personagem interpretada pela sempre ótima Charlize Theron diz que às vezes a exaustão é tão grande que ela não sente forças nem para trocar de roupa. Abre o guarda-roupa e pensa: “Nossa, não fiz isso ainda?”. A frase é algo nesta linha. Eu me identifiquei demais. Já tive fases da minha vida, inclusive no período logo após o retorno da licença-maternidade, em que eu só conseguia me definir como uma pessoa exausta. Até que um dia dei um tilt no meu emprego e decidi inclusive iniciar a busca por um novo trabalho. Quando não sobram forças nem para pensar, estamos no limite da exaustão. E muitas mães de crianças recém-nascidas passam por isso e certamente vão se identificar com a protagonista e sonhar com uma babá supostamente perfeita, como é a Tully (Mackenzie Davis) para ela.

Mais do que isso, acho melhor eu não contar, para não estragar as surpresas que são reservadas para os espectadores.

Acredito que a lista de indicados ao Oscar, que vai ser divulgada amanhã, deve trazer Charlize Theron no páreo das melhores atrizes, assim como o Globo de Ouro já tinha feito. Ela, que já foi indicada duas vezes antes e levou uma estatueta para casa, engordou 22 kg para o papel, e está muito convincente. Mas torço ainda para que esse roteiro tão singelo, e ao mesmo tempo tão profundo, que consegue se amarrar tão bem em apenas 1h35min, também seja valorizado pela academia. O mérito aqui é da escritora Diablo Cody, que já havia escrito o roteiro do aclamado “Juno”, do mesmo diretor, Jason Reitman (que também dirigiu outros filmaços, como “Amor sem escalas” e “Obrigado por fumar”). Veremos amanhã.

Assista ao trailer do filme:

Leia também:

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As 20 coisas que já fiz e as 25 que ainda não fiz com meu filho

Há mais de quatro anos, escrevi aqui no blog o post “As 34 coisas que já fiz e as 17 que ainda não fiz“. Que, aliás, se fosse atualizado para hoje, já estaria em 37 coisas feitas e 14 não feitas. (E troquei tantas fraldas de lá pra cá que até acho graça que, naquele momento, ainda não tivesse trocado nenhuma.)

Eis que me cai no colo, ou melhor, ganho de presente de um amigo, o livro “101 Coisas Para Fazer com as Crianças Antes que Elas Cresçam“, de Roberta Faria.

Muito legal, com ilustrações bacanérrimas, este livreto tem sido vendido nos caixas de lojas de brinquedos pelo país afora, geralmente a um preço bem cabível no bolso de qualquer um (R$ 6,50). As vendas são revertidas para o Instituto Ayrton Senna, então, além de virar presente para alguém, o livro também é uma forma de exercer a solidariedade.

Para mim, que adoro esses joguinhos, serviu ainda para montar a lista abaixo, do que já consegui fazer nos 2 anos de vida do Luiz e do que ainda espero conseguir nos anos seguintes, durante a infância dele.

Veja aí e depois me conte nos comentários o que você já fez ou ainda ficou devendo fazer com seu filhote 😉

O que já fiz: Continuar lendo

Meu filho de 2 anos é tímido. E agora? (Ou: e daí?)

“Ele está com sono, né?”

Desde que o Luiz nasceu, há mais de dois anos, esta é uma das frases que mais escuto nas ruas, quando passeio com ele.

Motivo: a pessoa (geralmente desconhecida) brinca com ele, ou manda um beijo para ele, ou diz como ele é lindão, e ele esconde o rosto com a mão, seriíssimo.

Isso quando não são mais diretos:

“Nossa, ele tem a cara fechada!”

“Ele está bravo, hein!”

“Não quer conversa, não!”

E por aí vai.

Quase sempre, eu me dou ao trabalho de responder: “Não está com sono, não.” E acabo caindo na armadilha de completar: “É que ele é tímido.”

Sei que não posso ficar rotulando meu filho assim. Ele é tímido mesmo, mas pra que martelar na testa dele a plaquinha com o adjetivo, que ele provavelmente vai carregar por uns bons anos?

Tenho mudado um pouco a fórmula, quando consigo me lembrar a tempo: “Ele está com vergonha”. Com isso, ele muda do ser para o estar. Estar é transitório, ser é permanente.

Tem vez que minha vontade é ser mais rude: “Ele não quer conversar com você, ele não te conhece, por que ele teria que dar confiança para você? Ele não tem obrigação de te responder, nunca te viu na vida!”

Mas a gente vive em sociedade, etc e tal.

O fato é que nem eu mesma, do alto dos meus quase 33 anos, sei lidar com minha própria timidez; como saberia o que é melhor para fazer a respeito da timidez do meu filho?

“VOCÊ, TÍMIDA?!”. Nossa, quantas vezes já ouvi isso também!

As pessoas confundem meu jeito despachado e risonho de ser com aqueles que eu já conheço/tenho intimidade com ser extrovertida sempre.

Você pode ser extrovertida com seus amigos e ser tímida com desconhecidos. Falar pelos cotovelos com os colegas de escritório e tremer diante de um auditório lotado. Ambas as personalidades coexistem num mesmo complexo ser humano.

(Às vezes acho que sou até um bocado anti-social, mas isso seria tema para outro post…)

Voltando ao meu pequeno: Continuar lendo