Como guardar as memórias dos nossos filhinhos para sempre, como cápsulas do tempo

Outro dia falei com meu filho Luiz, de 3 anos e 10 meses:

– Filho, te amo tanto! Quando você tiver 10 anos vou sentir muita saudade de como você está agora! Está crescendo tão rápido!

E ele respondeu:

– Então é só você fazer muitas fotos, mamãe.

Eu faço milhões de fotos e vídeos, e ainda transformo uma seleção de fotos em álbuns de fotografia, a cada começo de ano. Como sempre tive memória ruim, sempre fui a psicopata das lembranças, guardando e anotando tudo. Anoto na minha agenda como foi meu dia com o Luiz, anoto num álbum dele as principais etapas de desenvolvimento, registro as imagens.

Mesmo assim, toda vez que ele faz algo fofo, o que acontece quase o tempo todo, eu não consigo deixar de pensar: “Gostaria de transformar esta memória em uma cápsula e guardá-la num arquivo mágico, para que pudesse ser acessada sempre que eu quisesse.”

Como eu queria nunca me esquecer destas cenas, destas falas, desta vozinha…!

Decidi encapsular neste post algumas destas coisas que me fazem sorrir, para que eu possa acessá-las sempre que der saudades, no futuro.

#1

O Luiz pedindo para ajudar a fazer a vitamina de banana e mamão, o “sucão”, que ele toma no café da manhã todo santo dia, desde que tinha 1 aninho. Coloca tudo no liquidificador e, quando aperta o botão 7, para bater, começa a dançar freneticamente, dando gritinhos de alegria, acompanhando o barulho do liquidificador. (A propósito, ele dança com muita ginga e canta muito bonitinho.)

#2

O Luiz rindo das minhas brincadeiras e piadas e soltando, com um tom de voz muito engraçado e alegre: “Ô, mamãe doida…!”

#3

Ele acordando de manhã, a qualquer hora que seja, e a primeira palavra que grita é: “MAMÃE!!!”

#4

Ele olhando com a cara mais feliz do mundo ao ver que eu ainda estou em casa, que não fui embora para o trabalho enquanto ele estava dormindo.

#5

Ele me falando que fez um presente pra mim. Chego em casa e encontro um embrulho todo bonito de presente, com laço de fita e tudo. Quando abro, é um monte de papéis amassados. E teve o dia em que ele colocou uns brinquedos lá dentro e disse que estava me dando porque são meus favoritos. E quando pegou um copo, colocou cola colorida, papel higiênico e mais um monte de coisa lá dentro, com água, e disse que era um enfeite para o banheiro? E quando criou uma espécie de móbile com sacolas plásticas de supermercado para ser um enfeite pra porta do meu quarto?

#6

Eu desço um lance de escadas para ir trabalhar e, antes mesmo de chegar lá na garagem, já ouço uma vozinha gritando “MAMÃE! VEM ME VER!”. Olho pra janela no alto e lá está o Luiz, sorrindo, para me dar tchau e falar “Bom trabalho!” Tem dias em que ele faz um coração com as duas mãozinhas e solta um beijo com esse coração, todo carinhoso. Às vezes viro a curva da garagem e ele ainda está gritando: “Tchau, mamãe! Bom trabalho! Te amo! Amor!”

#7 

Eu busco ele na escola, ele me vê de longe e vem correndo e gritando, com os bracinhos estendidos em minha direção, completamente eufórico: “MAMÃE! MAMÃE! MAMÃE!”. Às vezes é “MAMI!” também.

#8

Às vezes ele fala (ou canta) que eu sou a melhor mãe do mundo inteiro ou que eu sou a melhor amiga dele ou que eu sou muito linda (mas também fala que sou gorda). E é assim, do nada, em forma de pergunta: “Mamãe, sabia que você é a mamãe mais linda do mundo?” Ou cantando e dançando pra lá e pra cá: “A mamãe é muito linda! A mamãe é muito linda!”

#9

Uma das coisas que eu mais tinha preguiça de fazer era transformar as meias em bolinhas para guardar na gaveta, depois de lavar. Hoje é diversão pura, porque fazemos isso juntos. O Luiz AMA guardar “meia, cueca e calcinha”. Pede pra eu jogar tudo em cima dele e depois me ajuda a separar. Às vezes fazemos guerra de meias durante o expediente.

#10

Na hora de dormir, eu sempre falo com ele, como meu pai falava comigo: “Só sonha sonho bom”. E ele responde: “Só sonha sonho bom”. E no dia seguinte pergunta se sonhei sonho bom mesmo.

#11

Normalmente ele dorme rápido, mas tem dia em que está sem sono ou com muita saudade e que pergunta: “Mamãe, podemos conversar um pouco antes de dormir?” E aí vai para o pufe onde fico sentada e conversa um pouquinho, me dá mil beijos e depois volta pra caminha.

#12

Sempre que fazemos algo legal eu pergunto a ele: “Gostou muito ou muitíssimo?” E ele sempre responde: “Muitímisso“.

#13

Sempre que eu pergunto o que ele quer fazer, a resposta é “brincar”. O que mais gostou de fazer hoje? “Brincar com a mamãe”. O que mais gosta de fazer no mundo? “Brincar com a mamãe”. E não importa se a gente já brincou o dia inteirinho da silva, ele sempre vai querer brincar mais.

#14

O que ele menos gosta é que eu saia pra trabalhar. Já perguntou mil vezes por que eu tenho que trabalhar, pra que serve o trabalho, se não posso pedir ao meu chefe pra trabalhar menos, pra voltar mais cedo etc. As vezes que mais me partiram o coração foi ele chorando quando eu saía para trabalhar. Ele acha trabalho a pior coisa do mundo.

#15

Ele ama fazer espuma, adora sabão. Quando lava vasilhas comigo, fica pedindo detergente toda hora pra fazer os experimentos dele, com milhões de bolhas. No banho, também sempre pede. Eu tenho que ficar controlando porque, nas poucas vezes em que me distraí e ele teve acesso ao sabão, gastou meio pote de uma única vez.

#16

Quando manda uma mensagem de áudio para alguém no celular (já sabe fazer isso sozinho), sempre termina com um “bêis-tchau”. Quando dita uma cartinha pra eu escrever, sempre tem um “te amo! Amor!”

#17 

Ele fica super feliz quando vamos viajar. Ajuda a preparar as malas, fica todo empolgado. Quando finalmente entramos no carro, grita: “VAMO QUE VAMOOOO!”

#18

De vez em quando, ele pede para fazer um “café da manhã de hotel”, geralmente de surpresa pro papai, ou fala com o pai para fazer de surpresa pra mim.

#19

Luiz adora fazer pose pra foto mostrando a língua. Penteia o cabelo pra trás e fala que está com um “penteado rock’n’roll”. Quando dança a versão de “caranguejo peixe é” da Rádio Osquindô, que é super agitada, dá pulinhos animados e grita: “ROCK AND ROLL! ROCK AND ROLL!”.

#20

Quando brincamos de esconde esconde, logo ouço as risadinhas dele e descubro onde está escondido. Parece que ele quer ser achado logo. Parece não: ele quer, porque às vezes perde a paciência e sai do esconderijo, às gargalhadas, antes que eu tenha tempo de procurar. Se demora muito a me achar, logo pede: “Mamãe, me dá uma dica!”

#21

Suas brincadeiras favoritas hoje são: massinha, comidinha, restaurante, mercadinho, escolinha, cabaninha e a favoritíssima: navio pirata! Ele pega espadas, uma  “luneta” (rolo de papel-toalha), um baú de “tesouros”, um mapa que fizemos e mais um monte de quinquilharias, e repetimos o roteiro de enfrentar bruxas e tubarões e tsunamis, todas as vezes. Seja qual for a brincadeira, Luiz ainda não consegue brincar sozinho (a exceção é a hora do banho).

#22

Ele é muito habilidoso com as mãos. Desenha bem pra idade, adora brincar de dar nós em cordas e adora brincar com tesoura e durex. Enquanto escrevo este post, ele está aqui nas minhas costas fazendo isto (e ficou simétrico pra burro):

 

É tanta coisa, cada hora eu lembro de alguma! Tudo bem que esse durex nas minhas costas me tirou um pouco a concentração, hehehehe. Vou deixar este post ser um arquivo de memórias, como ESTE, e, sempre que eu me lembrar de alguma outra memória que precisa ser encapsulada, vou acrescentar aqui 😉


Acréscimos depois da publicação do post:

#23

Quando abro a porta do carro para o Luiz entrar, ele corre para o banco da frente e fica lá brincando de dirigir e apertando TODOS os botões que vê pela frente. Quando finalmente consigo sentar para dirigir, depois de uma luta para colocá-lo na cadeirinha, ligo o carro e tudo liga junto: seta, limpador de parabrisa, som etc!

#24

Luiz está cada dia mais independente. Dentre as frases que mais escuto ele falar estão: “Deixa que eu faço!”, “Deixa comigo”, “Eu sei fazer isso, mamãe”. Recentemente aprendeu a sair do banho sozinho, se secar e colocar toda a roupa sozinho, inclusive as meias. Demorou um pouco a aprender a tirar as camisas, mas agora já consegue também. Apesar de não ser muito recomendado pelos dentistas nesta idade, às vezes deixo ele escovar os dentes sozinho também. Estimulamos a independência ao máximo – e parece que está surtindo efeito.

#25

Eu queria encapsular a risada do Luiz. Ela é gostosa demais da conta! Tem risada de todo tipo e ele morre de cosquinhas. Às vezes, dá uma crise de riso que custa a parar. Depois de muito rir, facilmente fica soluçando. Neste vídeo dá para ver uma das risadas mais gostosas:

#26

Teve um dia que, quando chegamos à casa dos meus pais, falei pra ele gritar: “Ô de casa!”, pra ver se eles estavam em casa. Desde então, toda vez que ele chega, vai logo gritando: “ DE CASA!”

#27

Luiz adora começar uma frase, geralmente uma pergunta, assim: “Mamãe (pausa demorada)… Sabe…?!”. Esse “sabe” é falado de um jeito muito único, meio em tom de pergunta, meio de afirmação. E a gente nunca imagina o que vem depois!

 

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#PérolasdoLuiz – Pedido de desculpas

Desenho do Luiz, 3 anos e 7 meses.

 

Dia desses o Luiz me entregou o desenho acima. Explicou: é um ônibus com oito pneus, dois corações e uma maçã vermelha, com uma folhinha.

Achei muito lindo e elaborado.

Mas o que mai gostei, e achei mais lindo e elaborado, foi que este desenho foi um pedido de desculpas.

Pouco antes, ele tinha feito uma birra, que acabou levando nós dois ao choro. Ambos por exaustão, eu acho.

Eu deitei no sofá, para descansar, e ele foi até o quarto e fechou a porta.

Estava fazendo esse desenho para mim.

Alguns minutos depois, ele aparece na sala, me estende o papel, me abraça e diz: “Desculpa, mamãe.”

Não sei se isso é uma pérola, mas é um gesto singelo que todos deveriam adotar com mais frequência na vida.

 

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25 charges sobre o discurso vergonhoso de Bolsonaro na ONU

Tudo já foi falado sobre esse discurso ideológico, ultrapassado, atrasado, gritado, deselegante, cheio de ódio e de fake news que o presidente da República nos envergonhou ao fazer diante dos líderes de todo o planeta, na Assembleia Geral da ONU. Para não ter que escrever mais, recomendo a leitura do que o editor de Política do jornal “O Tempo”, Ricardo Corrêa, escreveu em seu artigo “Era melhor não ter ido“. Normalmente concordo com o que o Ricardo escreve, ele é bastante lúcido e vale acompanhar a coluna diária dele no jornal mineiro.

Para não passar batido este vexame aqui no blog, que é absolutamente crítico a Bolsonaro desde os tempos de inúteis mandatos na Câmara dos Deputados, fiz esta galeria com algumas boas charges que foram produzidas a respeito, em todo o país.

Bom proveito:

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E pra não nos aproximarmos do fim da semana tão azedos, vale ler esta utopia escrita pelo José Eduardo Agualusa na revista “Visão”, de Portugal, e reproduzida pelo Juca Kfouri em seu blog há cinco dias. Ao contrário da distopia que publiquei aqui no blog há algumas semanas, esta nos faz sentir um alívio incrível! CLIQUE AQUI e boa leitura 😉

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A vã espera dos defensores de Luiz Inácio Lula da Silva

Texto escrito por José de Souza Castro:

Ministro Edson Fachin durante sessão plenária. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF (25/09/2019)

Depois que o relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, votou na tarde desta quarta-feira (25) “contra o recurso que pode anular uma das sentenças do ex-presidente Lula e provocar uma reviravolta nos casos da operação”, a sessão foi suspensa. Os 10 ministros que votarão na tarde desta quinta (26) vão poder digerir, por algumas horas, o longo voto do relator. Quem votará contra ele?

O trecho entre aspas acima é da “Folha”, que deu a notícia com o título “STF adia julgamento de ação que pode afetar Lula e Lava Jato”, enquanto o G1, do Grupo Globo, escolheu este: “Relator no STF vota contra tese que pode levar à anulação de sentenças da Lava Jato”.

Se um e outro desses gigantes do jornalismo pátrio acreditasse que sentenças da Lava Jato seriam anuladas por causa desse julgamento no Supremo, nenhum teria escolhido títulos tão coincidentes.
Escolheram, porque não acreditam. Escolheram porque, ao não acreditar, não deixariam passar ao largo a oportunidade de reforçar as sentenças de Sergio Moro na Lava Jato, que tão bem fizeram ao atual estado de coisas no Brasil com a prisão de Lula, tão desejada por eles.

Foi também por não acreditar que o presidente do Supremo, Dias Toffoli, marcou para esta semana o tal julgamento. No qual Edson Fachin, que fora derrotado na segunda turma no julgamento do ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine, pôde nadar de braçada ao abraçar a tese da Procuradoria Geral da República, apresentada nesta quarta-feira pelo procurador geral interino, Alcides Martins.

Em julgamento não estava Lula, como a imprensa, espertamente, se esforçou por dar a entender ao público, nos últimos dias. O que os 11 ministros julgavam era um habeas corpus apresentado pelos advogados de um ex-gerente da Petrobras, Márcio de Almeida Ferreira, condenado na Lava Jato em Curitiba a 10 anos e três meses de prisão e cujo recurso no Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre, ainda não foi julgado.

Como no caso de Bendine, a defesa argumenta que réus delatados deveriam apresentar alegações finais no processo após os réus delatores, o que não foi feito neste e em todos os outros casos julgados por Sergio Moro.

A diferença, que facilitou a vida de Edson Fachin, é que, ao contrário do processo contra Bendine, a defesa não apresentou o argumento ao juiz de primeira instância, Sergio Moro, mas só ao Supremo, depois da vitória do ex-presidente do BB na segunda turma do STF. Outra facilidade, segundo o próprio Fachin: a defesa de Ferreira sequer argumentou que a ordem das alegações finais teria causado prejuízo “efetivo, concreto e específico” ao cliente.

Claro, Fachin gastou páginas e mais páginas do seu tedioso voto para afirmar, com base em entendimentos anteriores de ministros do Supremo, que não importa a ordem em que as alegações finais são apresentadas ao juiz, sejam elas da defesa ou da acusação, e que o mais importante é se houve ou não prejuízos à defesa do réu.

É esperar os votos de mais 10 ministros do Supremo. Alguém duvida do resultado do julgamento? Se o resultado for o esperado pelo presidente do Supremo, pela imprensa, pelo ministro da Justiça e, vá lá, por Deus e o Diabo, coitado do Lula.

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‘Sobre a tirania’, de Thimothy Snyder: uma resenha concisa

Texto escrito por Douglas Garcia, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e colaborador frequente deste blog, sobre o livro ‘Sobre a Tirania’:

1. Quem é o autor?

É o americano Thimothy Snyder, professor de história em Yale, escritor e ensaísta. Autor de diversos livros sobre história contemporânea, incluindo “Terra negra: o Holocausto como história e advertência”, de 2015.

2. De que trata o livro?

O tema e o formato do livro são anunciados em seu subtítulo: vinte lições do século XX para o presente. São vinte capítulos curtos, que trazem em seus títulos recomendações éticas e políticas (mas não partidárias, nem sectárias) de defesa da democracia, tais como “Defenda as instituições” (capítulo 2), “Acredite na verdade” (capítulo 10), e “Preste atenção a palavras perigosas” (capítulo 17) – sempre com o comentário de acontecimentos históricos do século XX que abalaram os princípios mais básicos de convivência democrática (com destaque para o nazismo). O livro foi publicado em 2017, isto é, no início do governo Trump nos Estados Unidos, e ele faz menções ao seu estilo político (especialmente sua relação com a mídia) e ao risco que ele pode representar às instituições democráticas americanas.

3. Por que vale a pena ler?

É um livro bem escrito, com propostas claras, e que pode ser lido como uma espécie de “manual de sobrevivência” em qualquer tempo e lugar onde instituições e práticas democráticas estejam sob assalto. Além disso, ele não é redutível a uma polarização totalizante de esquerda e direita, uma vez que é crítico tanto do nazismo quanto do stalinismo, dirigindo seu foco para pensar um mínimo denominador comum de práticas e instituições que sejam defensáveis por ambos os lados do espectro político, na medida em que se mostrem interessados em evitar a implosão da política democrática por um regime que concentre todo o poder na figura de um líder e de um partido.

4. Quais são as áreas de interesse relacionadas ao livro?

Este livro tem um apelo bastante amplo para diferentes leitores, não só àqueles acostumados à leitura de obras de história, mas também a todos interessados em saber mais sobre tendências antidemocráticas na política dos séculos XX e XXI, não só nos Estados Unidos, mas em nível global.

5. É um livro de leitura acessível?

É uma obra de leitura agradável, que não requer conhecimento especializado. Por reportar acontecimentos recentes, ela oferece um pano de fundo factual acessível. E por ser muito bem escrita, apresenta de modo claro suas ideias centrais.

Sobre a tirania: vinte lições do século XX para o presente
Autor: Thimothy Snyder
Tradução: Donaldson M. Garschagen
Editora: Companhia das Letras
Ano de publicação: 2017
168 páginas
Preço: R$ 29,90

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