85 charges sobre o escândalo da #VazaJato (para compartilhar com aquele tio reaça que adorava o Sergio Moro)

Se alguém ainda não entendeu a gravidade do conluio entre um juiz federal de primeira instância que queria virar ministro do STF pelo caminho mais fácil e um procurador da República que ficou famoso por denunciar, sem provas muito claras nem pra ele, o candidato favorito à presidência da República, para justamente evitar que esse candidato ganhasse nas eleições, bom, se alguém ainda não entendeu a gravidade disso, talvez valha a pena desenhar.

Para isso, peço ajuda aos universitários. Ou melhor, aos chargistas, esses mestres do desenho prolixo, mestres da palavra desenhada. Selecionei, até o momento, 17 charges [número atualizado para 85 charges até o dia 19.6.2019] sobre o escândalo da #VazaJato, que, se o Brasil fosse um país sério, deveria levar à anulação de todas as condenações feitas pelo juiz Sergio Moro, deveria levar ao afastamento imediato de Moro e Dallagnol de seus cargos e deveria levar à revisão e eventual anulação do pleito de 2018. Mas, como o Brasil não é sério, não vai dar em nada. Então, resta-nos rir um pouco desta situação toda e continuar dizendo, como temos dito há quase seis meses, em alto e bom som:

Eu avisei!

Agora vamos às charges (vou atualizando a galeria à medida que encontrar novas charges por aí):

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10 charges sobre a prisão de Eduardo Cunha

Só para não passar em branco aqui no blog.

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30 charges sobre o impeachment/golpe contra Dilma

Quando estou sem palavras para comentar alguma coisa, apelo sempre aos mestres das imagens, os chargistas. Que conseguem dizer muito — tudo — usando apenas uma frase curta, ou nem isso. Selecionei ainda na noite desta quarta-feira (31) algumas charges publicadas recentemente, em vários veículos, que traduzem este triste momento da História do Brasil, do impeachment golpe de contra uma presidente eleita democraticamente. Veja na galeria abaixo: Continuar lendo

Nem tudo é o que parece – parte 2

Depois que escrevi o post de ontem, meu pai comentou: “Se tivesse a minha idade teria se lembrado de Carlos Estêvão, um humorista e desenhista pernambucano que morava em BH e era colaborador semanal da revista O Cruzeiro quando eu era adolescente.”

Fui procurar saber e descobri um gênio! E lamentei que esse tipo de coisa do passado custe tanto a nos alcançar no presente. Todos os amantes das charges, da ilustração e do cartum deveriam, por obrigação, conhecer este pernambucano da geração de Millôr Fernandes, que tanto contribuiu para essa arte no Brasil.

Como o tema do post são os pré-julgamentos, nada melhor do que reproduzir algumas tirinhas que Carlos Estevão fez para a revista “O Cruzeiro”, numa série que ele criou chamada “As aparências enganam”:

ce1

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ce7Tirei todas as ilustrações do site Memória Viva, que traz também a biografia de Carlos Estevão e muitos outros desenhos! Clique AQUI para ver.

Também li uns causos bem interessantes sobre a figura que Estevão era NESTE blog.

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De novo, mais um caso de tentativa de censura à imprensa

dukecensurado

Quem acompanha este blog desde os primórdios (ou me acompanha desde os primeiros blogs) sabe que não transigimos com nenhuma tentativa de censura à liberdade de imprensa, de expressão e de opinião. Várias vezes tivemos que abordar o assunto neste espaço, e nós mesmos já fomos vítimas de tentativas de cerceamento  intimidação, ao longo dos anos (leia no pé do post). Trata-se da maior e mais antiga bandeira que eu e meu pai carregamos por esta internet.

Por isso não podíamos deixar de registrar uma decisão judicial absurda, que obriga o chargista Duke, do jornal “O Tempo”, e a Sempre Editora, responsável pelo periódico, a indenizarem em R$ 15 mil cada um árbitro de futebol que se sentiu ofendido por uma charge. Detalhe: o árbitro em questão também é assessor jurídico da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, mesmíssimo lugar onde o caso foi julgado.

Ninguém melhor que o próprio Duke para relatar o fato, como ele fez em sua página do Facebook, no dia 24 último. Um trecho:

A charge se refere ao jogo Cruzeiro x Ipatinga pelo Campeonato Mineiro de 2010, em que foram cometidos pelo juiz quatro erros bisonhos contra o Ipatinga. A arbitragem neste jogo foi tratada por toda a imprensa como vergonhosa e desastrosa.
O caso foi julgado pela 11ª Câmara Cível, exatamente onde Ricardo Marques trabalha como assessor jurídico do presidente, o desembargador Wanderley Salgado de Paiva, que é conselheiro do Cruzeiro.
A 11ª Câmara Cível não só manteve a condenação em 1ª instância como mais que dobrou o valor da indenização.
O desembargador Wanderley Paiva, presente na sessão, se declarou impedido de julgar o caso por ser cruzeirense, não mencionou o fato de Ricardo Marques trabalhar na 11ª Câmara como seu assessor jurídico.
Vale ressaltar que o desembargador possui vários processos contra veículos de comunicação em Minas Gerais, incluindo rádios e TVs.
São fatos. Acho que ninguém poderá me processar agora apenas por relatar fatos, espero eu.
Da minha parte, fico temeroso pelos rumos que nosso país tem dado à liberdade de expressão e criação. Acho que este caso abre um precedente perigosíssimo para os chargistas, humoristas e jornalistas. Ainda nos resta tentar recurso no STJ, tenho esperança de que isso se reverta.
Caso se mantenha a condenação, serei obrigado a fazer uma vaquinha como o Genoíno e o Delúbio, pois tenho mulher e 3 filhos para sustentar, e o salário de chargista não é lá essas coisas.
A parte da “vaquinha” foi uma piada, ok? Pois não posso perder o humor mesmo estando abalado psicologicamente e emocionalmente.
O resto é tudo verdade.

A charge em questão é a seguinte:

chargedukeO caso completo pode ser lido AQUI e AQUI e a íntegra da decisão está AQUI.

Nem vem ao caso dizer que o Duke é um grande chargista, talentoso, engraçado, crítico e muito respeitado, cheio de seguidores e fãs. Porque o absurdo caberia mesmo se ele fosse um péssimo chargista. A liberdade de expressão e de imprensa é uma garantia constitucional de todos os brasileiros.

Acho difícil que essa condenação não seja derrubada pelo STJ, se o processo tiver que chegar até lá. Mas, enquanto isso, vamos fazer nossa parte de divulgar bastante, aos quatro ventos, tanto o teor da condenação quanto a charge, e sem esquecer do “nome aos bois”: o árbitro de futebol Ricardo Marques Ribeiro, o desembargador relator Marcos Lincoln e os demais desembargadores que votaram com ele, Alexandre Santiago e Mariza de Melo Porto. Essa deve ser uma bandeira de todo mundo que preze pela democracia real no país que, há 50 anos, recebia seu mais recente golpe de Estado.

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