Cada um fazendo sua parte: adesivaço para as manifestações de 29 de setembro

Vejam que incrível esta iniciativa que o Rafael Mendonça e sua esposa, de Goiânia, estão organizando: um adesivaço para fortalecer a resistência na capital do Goiás contra o candidato fascista destas eleições, que é o boçal Jair Bolsonaro.

Recebi um e-mail do Rafael dizendo que encontrou meu post no blog com as 25 artes de #EleNão e perguntando se podia usá-las para fabricar adesivos, pagos com o próprio bolso, para disseminar a campanha. Expliquei a ele que as artes não foram feitas por mim, que fui coletando na internet nos últimos dias (e já surgiram várias outras, excelentes!), mas que tenho certeza que os autores não se importarão em ver o que fizeram sendo usado por uma boa causa.

Vejam que bacana o resultado:

Torço para que sirva de inspiração para que outras pessoas, de outros cantos do país, tenham iniciativas parecidas. E bora lotar as ruas amanhã, em todo o Brasil, contra um projeto de governo fascista, seja qual for seu candidato! #EleNão, #EleNunca!

 

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Você já leu o programa de governo do seu candidato?

O programa de governo de todos os candidatos está disponível no site do TSE – que, diga-se de passagem, a cada ano está mais completo e fácil de navegar, estão de parabéns. Assim como vários outros dados importantes sobre eles: lista de bens declarados, eleições anteriores disputadas, informações sobre o vice, prestação de contas, ranking de doadores etc.

Mas o programa de governo é a proposta que o sujeito em questão tem para o país. Ali não estão contidas necessariamente as medidas concretas para serem implementadas caso a pessoa seja eleita, mas as ideias que ela defende e os temas que considera mais cruciais. Acho que a obrigação de todos os cidadãos é passar o olho pelo menos em parte dos programas de governo, dos candidatos com quem têm mais afinidade. E, no mínimo, ler o programa do candidato em quem pretendem votar.

Faltando duas semanas para o dia do pleito, facilito o trabalho dos (e)leitores compartilhando os programas de governo dos candidatos neste post. Depois de ler, conte aí nos comentários: qual programa você achou mais interessante ou qual ponto mais curtiu no programa do seu candidato – e por quê? 

Candidato(a) Partido Bens declarados (R$) Link programa de governo Número de Páginas do programa
Alvaro Dias PODE 2.889.933 https://goo.gl/r16v6D 15
Cabo Daciolo Patri 0 https://goo.gl/j63U1K
Ciro Gomes PDT 1.695.203 https://goo.gl/vqzvS2 62
Eymael DC 6.135.115 https://goo.gl/8jDm1o 9
Fernando Haddad PT 428.451 https://goo.gl/8bma25 61
Geraldo Alckmin PSDB 1.379.132 https://goo.gl/CPyHBi 9
Guilherme Boulos Psol 15.416 https://goo.gl/KupGzM 228
Henrique Meirelles MDB 377.496.700 https://goo.gl/7rjmCD 21
Jair Bolsonaro PSL 2.286.779 https://goo.gl/NwpHFU 81
João Amoedo Novo 425.066.485 https://goo.gl/xQJ2hJ 23
João Goulart Filho PPL 8.591.035 https://goo.gl/i2ApvU 14
Marina Silva Rede 118.835 https://goo.gl/44YzyW 24
Vera PSTU 20.000 https://goo.gl/3pp4sZ 5

 

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A guerra farmacêutica em nome das 700 mil vítimas de hepatite C

Texto escrito por José de Souza Castro:

O Brasil tem mais de 700 mil brasileiros que sofrem de hepatite C, dos quais 96% poderiam se curar se fossem tratados com o Sofosbuvir, medicamento que só poderá ser comercializado no Brasil pela Gilead Sciences, cuja patente – reconhecida nos Estados Unidos, sede da empresa, mas não em todos os países – o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) acaba de conceder a essa empresa americana. Se o reconhecimento da patente não for revertido, o custo do SUS aumentará em R$ 1 bilhão a cada 50 mil tratamentos que forem feitos com o Sofosbuvir.

No ano passado foram registrados no Brasil 24 mil novos casos de hepatite C. Uma verdadeira mina de ouro para a Gilead, que cobra R$ 16 mil por 12 semanas de tratamento de cada paciente do SUS.

Ocorre que existe um Sofosbuvir genérico registrado na Anvisa pelo laboratório Far-Manguinhos, da Fiocruz, vinculada ao Ministério da Saúde. Esse genérico começaria a ser produzido pela autarquia federal em parceria com laboratórios brasileiros e custaria ao SUS R$ 2,7 mil por 12 semanas de tratamento de cada doente.

Proibido de comprar o genérico brasileiro, o SUS não terá recursos suficientes para importar o Sofosbuvir norte-americano e tratar tantos doentes, a menos que a Gilead – do mesmo modo que conseguiu dobrar o INPI, apesar das críticas de sua área técnica, de doentes e seus familiares e de especialistas em saúde pública – convença o governo que esse gasto é indispensável.

Não faltará à Gilead empenho. A decisão do INPI lhe deu o monopólio da venda do Sofosbuvir no Brasil por 20 anos, contados a partir de 2004, data do depósito da patente nos Estados Unidos. E não faltará dinheiro, se optar por molhar as mãos das autoridades, pois só no primeiro ano de comercialização no mercado dos Estados Unidos, em 2014, a Gilead faturou US$ 12,4 bilhões com a venda dos produtos baseados nos Sofosbuvir.

Pergunta pertinente: ela terá molhado as mãos de alguéns muito importantes do governo de Michel Temer, para conseguir o reconhecimento da patente no apagar das luzes (?) dessa administração?

Leio aqui que o médico Arthur Chioro, que foi ministro da Saúde e atualmente é responsável pelo programa de saúde do petista Fernando Haddad, chamou de “injustificável a mudança de entendimento do INPI”. E que em entrevista ao jornal “Valor”, afirmou que “o governo foi omisso e o interesse da população colocado em segundo plano”. Disse ainda que “tem algo de estranho, que é de outra órbita, não técnica”, no reconhecimento da patente do Sofosbuvir.

Muito estranho mesmo. Não lhe parece, Ministério Público? Polícia Federal?

A própria história do lucro fabuloso da Gilead com o Sofosbuvir não passou despercebida ao conhecido economista americano Jeffrey Sachs. Ele acha razoável que investidores privados recebessem em torno de 5 a 10 vezes os investimentos realizados na pesquisa, considerando o horizonte de tempo dispendido e as altas incertezas que envolvem a produção de medicamentos. Mas, no caso do Sofosbuvir, esta remuneração fica em torno de 40 vezes ou mais.

Com um agravante: o medicamento não foi descoberto pela Gilead, mas por uma equipe da Universidade de Emory liderada pelo professor Raymond Schinazi. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento da droga totalizaram US$ 62,4 milhões, durante 10 anos, até 2011. Tudo financiado pelo National Institute of Health, pertencente ao governo dos Estados Unidos.

Confiante no sucesso do empreendimento, o professor Schinazi fundou em 2004, ano em que fez o depósito da patente, a Pharmasset, para viabilizar sua produção e comercialização. Em janeiro de 2012, a Gilead pagou US$ 11,2 bilhões pela Pharmasset, dos quais US$ 440 milhões embolsados pelo líder da pesquisa. Em dezembro de 2013, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou o uso do Sovaldi e de outra fórmula similar baseada no Sofosbuvir. Dona da patente e do monopólio no mercado, a Gilead estabeleceu preço de US$ 84 mil para o tratamento de 12 semanas. Cada pílula do Sovaldi era vendida por mil dólares, mas custava ao fabricante entre 68 e 136 dólares, conforme estudos da Universidade de Liverpool.

Não há racionalidade, concluiu Sachs, na indústria de medicamentos. Se houvesse, a Gilead teria pagado US$ 1 bilhão pelos direitos do Sofosbuvir e US$ 40 milhões ao professor Schinazi.

E milhões de contribuintes que mantêm os sistemas governamentais de saúde seriam bem menos sacrificados no esforço de salvar a vida de 700 mil doentes de hepatite C.

25 artes para a campanha #EleNão: escolha a sua!

Já que é inescapável participar do processo eleitoral também no campo virtual, abracemos as campanhas que estão sendo feitas com objetivos importantes: como, por exemplo, combater o fascismo e esse ovo de serpente dos que querem a volta de uma ditadura militar, que vem sendo chocado desde 2013.

Nos últimos dias, milhares de pessoas aderiram à hashtag #EleNão, para se posicionarem contra o fortalecimento do único candidato que não pode ganhar de jeito nenhum, pelo bem da já frágil democracia brasileira (para não falar da economia, da saúde, da segurança pública, dos direitos trabalhistas, dos direitos humanos etc). Essa campanha une pessoas de todos os matizes ideológicos: de direita, de centro, de esquerda, eleitores de Ciro, de Haddad, de Alckmin, de Marina, de João Amoedo, de Boulos, de Henrique Meirelles, de quem for: a ideia geral é “vote em quem quiser, menos naquele candidato militar completamente boçal do PSL”.

Vale lembrar o que eu disse ontem: nesta altura do campeonato, quem cala consente. Não dá para ficar em cima do muro, não dá para não se posicionar. Porque o que está em jogo é muito sério.

Por isso, escolha sua arte favorita e abrace também esta campanha!

Lembrando que no dia 29 de setembro vai haver protestos ao redor do país contra esse candidato que não merece nem ter o nome citado:

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Um recado ao eleitor que vai votar nulo ou branco

Arte do Guto Respi: www.facebook.com/guto.respi

Oi! Tudo bem? É com você mesmo que eu quero falar. Com você, que diz para quem quiser ouvir que não vota, que nunca votou na vida. Que repete que “todos os políticos são iguais”. Que nem sabe onde está guardado o título de eleitor, porque nunca foi usado.

Também estou falando com você, que já votou em candidatos do PT, já votou em candidatos do PSDB, “se desiludiu com a política”, e hoje prefere ficar em cima do muro. Vai votar branco, só pra não ter que pagar multa no TRE.

E você aí! Que vai estar em trânsito, mas, em vez de dar um jeito de votar, vai preferir justificar, “para não ter que participar desse circo”. Afinal, “um voto não faz a menor diferença”, não é mesmo?

Isso para não falar de você, que acredita naquele boato, já desmentido zilhões de vezes, de que, se mais da metade dos eleitores anularem o voto, uma nova eleição é convocada. Isso é mentira. O que vai acontecer é que todos esses votos nulos serão considerados inválidos e será preciso bem menos pessoas para eleger um boçal.

Ôxe, eu até entendo a desilusão com a política, entendo que um voto parece não fazer a menor diferença, mas não entendo alguém abrir mão de um direito tão sagrado, conquistado a tão duras penas, que é o direito de exercer a cidadania e votar em um representante. Porque, obviamente, a maior falácia do universo é acreditar que “todos os políticos são iguais”. Isso é discurso populista de quem nunca acompanhou a política de perto, de pessoas completamente despolitizadas e desinformadas.

E, mais grave que abrir mão do direito de votar é fazer isso nestas eleições polarizadíssimas, em que temos o grande risco de um sujeito que defende a ditadura militar, que defende o assassinato de cidadãos, cujo livro de cabeceira é de um reconhecido torturador brasileiro, de um sujeito com este naipe ser eleito.

Quem cala consente.

Quem fica em cima do muro, também.

Estas não são eleições para dar de ombros e deixar o barco andar, não. São eleições para se posicionar.

O risco à democracia, com o fortalecimento desse Jair Bolsonaro, é tão grande, que eleitores de todos os matizes ideológicos, gente que vai votar em Boulos/Ciro/Haddad, em Marina/Alckmin, em João Amoedo/Meirelles, em tudo quanto há, estão se unindo por uma causa comum: #EleNão. Pessoas que em 2014 estavam se estapeando nas ruas hoje estão unidas para tentar evitar a tragédia que seria para nosso país se um sujeito como Bolsonaro fosse eleito, ou mesmo chegasse ao segundo turno.

Tragédia não só dos direitos humanos, que os eleitores do sujeito parecem desdenhar mesmo, mas de todas as outras áreas importantes para dar sustentação a este frágil país: economia, educação, saúde, trabalho. Porque o sujeito, além de tudo, é um boçal, que nada entende de nada.

Por isso, amigo que está em cima do muro, amiga que nunca votou na vida, talvez seja a hora de sentar no computador, passar os olhos nos programas de governo que esses 13 presidenciáveis têm a apresentar para o Brasil, tirar um tempo para racionalizar em torno da sua escolha, e dar valor ao incrível benefício que foi conquistado para você por seus pais ou avós, essa dádiva que é poder votar a cada dois anos. Aproveite enquanto esse direito ainda não tiver sido arrancado de você, porque existe sim o risco de, em breve, não termos nem os mais básicos pilares da democracia em nosso país, como bem escreveu Celso Rocha de Barros nesta semana, em sua coluna na “Folha de S.Paulo”:Segundo o Datafolha, 13% dos eleitores pretendem anular o voto, um percentual altíssimo. Esses 13% poderiam virar o jogo do tabuleiro das eleições deste ano, poderiam dar asas a pelo menos uns cinco candidatos que ainda estão no páreo, poderiam enfraquecer este senhor que levou uma facada mas foi fazer pose de arminha na cadeira do hospital. (Como se não estivesse cercado por seguranças armados quando levou a facada…)

Se você faz parte dessa turma, saiba que tem um grande poder em mãos. E, com ele, como bem sabem os super-heróis, vem uma grande responsabilidade.

Você sempre se perguntou como um Hitler conseguiu chegar ao poder e fazer tudo o que fez? Ou como o golpe militar pôde acontecer no Brasil e perdurar por 20 anos? Eu também, mas hoje isso é claro como água. Quem avisa amigo é…

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