Duas tragédias em duas semanas: as capas dos jornais desses dias tristes

Como bem diz o genial Duke em sua prolixa charge de hoje nos jornais mineiros “O Tempo” e “Super Notícia”, o Brasil tem uma tragédia atrás da outra, não temos descanso. A mais recente foi esse incêndio no CT do Flamengo, que funcionava de forma precária e sem alvará, que levou a vida de dez adolescentes em busca de seu sonho. No mesmo dia, cerca de 500 pessoas foram retiradas de suas casas na marra, em duas cidades mineiras, porque duas barragens corriam o risco de se romper a qualquer momento, como acontecera 15 dias antes em Brumadinho (e três anos e três meses antes, em Mariana).

No post de hoje, registro as capas de jornais desses dois dias de episódios tristes e históricos que aconteceram neste início de 2019, num intervalo de apenas duas semanas, e que resumem bem o caos em que se encontra nosso sofrido Brasil.

TRAGÉDIA ANUNCIADA MATA MAIS DE 300 PESSOAS EM BRUMADINHO – 25/1/2019. CAPAS DOS JORNAIS DE 26 DE JANEIRO DE 2019:

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TRAGÉDIA ANUNCIADA MATA 10 GAROTOS NO CT DO FLAMENGO – 8/2/2019. CAPAS DOS JORNAIS DE 9 DE FEVEREIRO DE 2019:

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Veja mais capas de jornais em dias históricos:

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Um crime, um acidente e a mesma causa em comum: arma de fogo em mãos erradas

1) No auge dos 32 graus do calorão de Beagá, um pai foi a uma sorveteria com o filho de 10 anos para comemorar o aniversário do garoto, que faria 11 no dia seguinte. Lá dentro, ouve outro cliente chamando seu filho de “gordo” e bate boca com ele, dizendo que aquilo era bullying. A discussão se estende até a rua, e o outro cliente saca uma arma menor que a palma de uma mão e atira no olho do pai da criança, na frente do filho. Depois de disparar, vira-se e sai caminhando tranquilamente, até ser detido por uma testemunha, que chama a polícia. Enquanto isso, a criança chora, tentando reanimar o pai, já morto. [Leia a reportagem de Aline Diniz e Letícia Fontes]

2) Um adolescente de 17 anos, seu priminho, de 10, e outras crianças, estavam em um culto da igreja, no interior de Minas, e, em seguida, foram ter uma aula de música. Chegando à casa, o adolescente encontrou uma espingarda em cima de uma mesa de sinuca e, por curiosidade, pegou a arma. Apontou para uma lavoura de café em frente, atirou – puf! –, mas não saiu nada. Achando que a arma estava descarregada, apontou para o primo mais novo, atirou – bum! – e, desta vez, saiu um projétil que foi parar bem no peito da criança. Pouco depois, o garoto morreu. O outro, que atirou acidentalmente, foi apreendido. O filho do dono da espingarda ficou tão transtornado que quebrou a arma. [Leia a reportagem de Natália Oliveira]

O que esses dois casos têm em comum?

Sim, ela: a arma de fogo. No primeiro caso, foi usada em uma briga por motivo banal, fútil, que poderia ter sido facilmente resolvido entre os dois desconhecidos se tivessem conseguido terminar a discussão com serenidade. Mas, no calor do bate-boca, um deles estava armado. Mirou: bum! E ao menos três vidas foram destruídas graças a esse gesto. O pai era um bandido? Não, de jeito nenhum, estava só tentando proteger o filho do que considerou uma ofensa verbal. O “cidadão de bem” que atirou era um bandido? Não sei dizer, mas agora tornou-se um assassino.

No segundo caso, a arma de fogo foi usada por acidente, ou por ingenuidade. Não existisse arma ali, e as crianças teriam voltado para casa naquele fim de tarde, depois de uma tarde normal com orações e aula de música. Mas a espingarda estava à mão, atraiu a curiosidade da criança mais velha e, bum!, ao menos três vidas foram destruídas graças a essa curiosidade.

Armas de fogo devem ser restritas ao máximo. Quanto mais estiverem disponíveis, à mão de pessoas inabilitadas para manuseá-las (como aquelas sem controle, muito esquentadas ou as crianças), mais frequentes serão os casos de mortes por motivos fúteis (brigas de trânsito são um prato cheio para isso), acidentes com crianças e suicídios.

No entanto, nosso digníssimo presidente e sua equipe planejam, em vez de restringir mais, ampliar o acesso à posse de armas. Mesmo antes de a legislação ter efetivamente mudado, só pelo fato de o país estar vivendo esta atmosfera bélica dos seguidores de Bolsonaro, a venda de armas já disparou (literalmente) no mercado.

Eu chorei lendo estas duas notícias acima, imaginando a dor desses parentes que perderam seus entes queridos para o acaso, facilitado pela presença de uma arma de fogo. Chorarei muito mais, nos próximos anos, com os vários outros crimes ou acidentes evitáveis que certamente vão pipocar por todo o Brasil. Na torcida para que ninguém que eu amo também vire manchete de jornal.

Leia também:

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8 anos de blog em 8 estatísticas

Ando tão exausta/relapsa/atolada neste fim de ano (mais que no fim de 2017, eu diria) que nem me lembrei de fazer o tradicional post de aniversário do blog. Idealizado no dia de Natal de 2010, quando eu voltava de um passeio pela iluminada Praça da Liberdade com meu pai, este site tem suas estatísticas compartilhadas com os leitores todo dia 25 de dezembro. Neste ano, excepcionalmente, aqui vão elas com dois dias de atraso:

1. Posts (quase) diários

Em 2018, publiquei 186 posts. Um a cada dois dias, em média. Esses posts vieram espalhados em 8.012 tags e 21 categorias (criei as Pérolas do Luiz no dia 3 de janeiro), sendo que as mais populares são Maternidade, Eu Achei por Aí e Músicas (no ano passado eram Noticiário, Divagações e Artigos do meu Pai, o que denota alguma mudança no perfil dos leitores também). Somando os 8 anos de blog, já são 2.066 posts, média de 0,7 por dia. Foram 107 mil palavras que escrevi, junto com meu pai, só neste ano – uma média de 575 palavras por post.

2. Top 20

Os 20 posts mais lidos neste ano foram os seguintes:

Para ver em 2018: as 56 melhores séries da Netflix, segundo os leitores do blog More stats 96.117
13 desenhos animados lindos e educativos para crianças de 0 a 2 anos More stats 55.038
147 maneiras de chamar o seu amor More stats 53.495
Página inicial / Arquivos More stats 39.807
Elefantes com o bumbum pra porta More stats 17.566
Samuel Costa, o Menino Maluquinho More stats 11.951
Depoimentos emocionantes sobre o alcoolismo More stats 11.627
Dos milagres do levedo de cerveja More stats 11.481
15 presentes para recém-nascidos de R$ 20 a R$ 200 (e cinco ideias para evitar) More stats 11.054
Por onde anda a turma do filme Menino Maluquinho, 20 anos depois More stats 9.842
Os 25 melhores filmes que já encontrei na Netflix, com resenhas e trailers More stats 9.454
7 poemas de Drummond que eu gostaria que meu filho conhecesse More stats 8.381
15 filmes para assistirmos e refletirmos neste Dia da Consciência Negra More stats 7.582
João Barbosa Romeu, o Bocão More stats 6.947
O que tem em bolsa de mulher? More stats 6.691
Desbravei os segredos do desenho russo ‘Masha e o Urso’, o favorito do meu filho More stats 6.605
293 canções de blues (algumas raríssimas) para baixar de graça More stats 6.162
Mega coletânea de 15 álbuns de blues para download grátis More stats 6.096
Fernanda Guimarães Miranda, a Nina More stats 5.492
Cristina Castro, a Julieta More stats 5.030
As 7 melhores séries, de todos os tipos e gêneros, para ver na Netflix More stats 4.851

3. Dia e hora favoritos

O dia da semana com maior número de visitantes neste ano foi a segunda-feira (16% das visualizações) e o horário com mais acesso foi às 20h.

4. De onde vêm os leitores e o que procuram

Primeiro, disparado, a maioria vem do Google. Em seguida, do site do portal O Tempo, onde o blog era reproduzido até maio de 2017. Logo depois, do aplicativo do WordPress para Android. Depois, do site da Canguru, que reproduzia os posts sobre maternidade do blog até junho deste ano, quando saí de lá. Em seguida, do Facebook e do Twitter. Para chegar aqui por meio de buscadores, a maioria procurou os termos “melhores séries (ou filmes) Netflix”, “fotos de grafites da cidade de BH”, “artes #elenão”, “presente para recém-nascido”, entre outros.

5. Visitantes e assinantes

Enquanto escrevo, este blog já recebeu quase 2,5 milhões de visitantes — dos quais 665 mil só neste ano, sendo este o recorde anual (viva!!!). O blog possui 777 assinantes (77 a mais que no ano passado), que o recebem por e-mail de graça e na íntegra, sem necessidade de clicar para acabar de ler por aqui. No Feedly ele tem mais 42 assinantes e, na fan page do Facebook, 1.291.

6. Comentários e compartilhamentos

Ao todo, o blog já recebeu mais de 10.000 comentários, sendo 398 neste ano, e 438 curtidas. Obrigada por terem enriquecido tanto o debate, amigos!😀 Ao todo, os leitores compartilharam posts, usando as ferramentas oficiais do WordPress, 13.229 vezes – a maioria delas pelo Facebook (5.065), em seguida pelo Twitter (2.576)

7. Anúncios

Comecei a colocar os anúncios do próprio WordPress no blog em 2016. Naquele ano, foram veiculados 121 mil ads. Em 2017, o número cresceu para 331 mil e, neste ano, saltou para 2,3 milhões. São só aqueles ads que aparecem no pé do post e no alto do blog, sem pop-ups e outras chatices, então não incomodam os leitores. Neste ano, geraram receita suficiente para pagar minha despesa com o WordPress Premium. Sempre que vocês fizerem uma compra a partir de um anúncio veiculado aqui no blog, vocês vão me ajudar a ganhar uns centavos a mais 😉 OBS.: Não faço parcerias comerciais, posts pagos (isso é especialmente incogitável) nem aceito qualquer outro anúncio além dos ads do próprio WordPress.

8. Pelo Mundo

Neste ano, vieram visitantes de 148 países. Depois do Brasil, a maioria chegou dos Estados Unidos, de Portugal, do Canadá e de Moçambique.

 

Muito obrigada pela leitura e um FELIZ ANO NOVO a todos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 😀 

Tá baratim, tá baratim!! ;)

Tá baratim, tá baratim!!😉

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‘Por que você trabalha?’ Me ajude a responder a uma enquete!

Cena do curta argentino de 2008 “El Empleo” (o emprego), que recebeu mais de 100 prêmios internacionais

Acabei de criar uma pequena-nem-tão-pequena enquete que vai me ajudar com algumas reflexões para um futuro artigo para o blog. Se você, assim como eu, é do tipo que adora responder a pequenas pesquisas, que tal tirar 5 minutinhos do seu dia para responder à minha enquete?

É anônima 😉

Aí vai:

Leia também:

 

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Começou a contagem regressiva para as férias!

Eu tive muito poucas férias na vida.

Mesmo quando era “funcionária pública”, concursada pelo Banco do Brasil — a empresa mais certinha em termos de direitos trabalhistas na qual já trabalhei na vida –, eu sempre tirava férias quando já estava quase vencendo o prazo de dois anos. Na época, o esforço era para conciliar as férias no trabalho com a pausa na faculdade, em meses muito disputados também por outros colegas.

Daí entrei na “Folha de S.Paulo” e, bom, fiquei quatro anos sem férias de verdade. No máximo, uns dias de pausa perto do Natal.

Depois voltei a Beagá em outubro de 2012 e fui tirar minhas primeiras férias em maio de 2014. Merecidíssimas, desejadíssimas, foram minhas melhores férias de que consigo me lembrar. Pegamos o carro e descemos vários quilômetros em uma road trip até Santa Catarina, com diversas paradas por praias, cachoeiras e pela maravilhosa Serra da Mantiqueira. Lavei a alma e voltei com pique total para o jornal “O Tempo”.

Depois tive férias de novo em julho de 2015, já grávida, bastante prejudicadas por uma sinusite que me derrubou por uma semana. E em maio de 2016, emendando com a licença-maternidade, que eu não considero que tenham sido férias de verdade, porque era o dia inteiro por conta do Luiz, naquela fase da vida de mãe em que eu mal conseguia sair de casa por meia hora sozinha, porque tinha que amamentar toda hora e blablablá. E foi isso.

Daqui a exatamente 1 mês, terei minhas primeiras férias de verdade desde 2015, férias com direito a viajar, a desconectar, a refugiar, a esquecer senhas, a ler um bom livro, a sair da rotina até cansar. Ahhh, mais uma vez, espero ansiosamente pela oportunidade de lavar a alma, para voltar renovada, desestressada, pronta pra dar o gás total de novo.

Eu sou uma pessoa quase workaholic, custo a me desligar do trabalho no dia a dia, dou um gás sobre-humano em todos os empregos, visto a camisa completamente do trabalho que eu estiver exercendo no momento, nunca faço só o que me é pedido, sempre tento ir além, e além, e além. Mas considero o descanso uma das coisas mais essenciais do universo. Pra alguém com tanta carga de energia como a que eu dedico, se não tiro um descanso nos fins de semana, uma hora, eventualmente, eu pifo.

Folgas são fundamentais.

Com isso em mente, e curiosa, fui pesquisar sobre a origem das férias. Fiquei surpresa ao constatar que são poucos os textos a respeito no Google, e poucos com qualidade. O melhor que achei foi este do TST, que traz um histórico mundial da adoção das férias, além de algumas regras e curiosidades. Recomendo a leitura na íntegra, mas destaco uns trechos muito interessantes:  Continuar lendo