Carrinho-de-mão

Na praça destinada aos ricos da cidade

um senhor já mais velho, indefinida idade

sentado no meio-fio, com as mãos no rosto

tinha o olhar mais triste de desgosto

e um carrinho-de-mão logo ao seu lado

que ilustrava o emprego malfadado

estava transbordante de mexerica

que não interessava àquela gente rica.

 

O olhar do senhor era só desalento

suas mãos calejadas compunham o lamento

podia parecer que era só preguiça

mas este é o julgamento da pouca justiça

o que lhe pesava era uma vida dura

e o seu olhar não escondia a agrura

o carrinho-de-mão escorrendo laranja

a um preço irrisório que o rico esbanja.

 

As mãos são ossudas, ele é todo magro

em seu desespero, pede por um trago

as olheiras profundas mal escondem o olhar

do escravo das ruas, que nunca vai sonhar

a tristeza que paira toda a seu redor

ofende aos ricaços, não inspira dó

o carrinho-de-mão cheio de tangerina

decreta um destino, narra sua sina.

(20/07/2007).

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Moral da história

Quero compartilhar com vocês meu lado mau:

lembram do proprietário do meu antigo apartamento, que, ao renovar o contrato, pediu o DOBRO do valor do aluguel? O dobro, com a cara mais lavada do mundo? Para esta pessoa que vos escreve, cujo salário NÃO dobrou? Pois bem: passado mais de um mês depois que saí de lá, ele ainda não conseguiu alugar pra ninguém! Huohuohuohuohuohuo! ( = risadinha malevóla) E digo mais: espero que fique MESES com o apê às moscas, perdendo dinheiro, até se ver obrigado a abaixar o aluguel! Huohuohuohuohuohuo!

***

Ok, vou me recompor agora. Mas é sério: não desejo as melhores coisas do mundo a pessoas gananciosas e exploradoras assim, não. É graças a elas (e a imobiliárias incompetentes) que está se formando essa bolha no Brasil desde o segundo semestre do ano passado (mais precisamente em Beagá e em São Paulo). O lado bom é que, graças a elas, pude mudar para um apartamento ainda melhor. Como diz aquele sábio ditado, há males que vêm para o bem.

E essa história toda me lembrou outro ditado, que aprendi quando eu ainda era criança e, nas férias de julho, frequentava a roda de um contador de histórias de uma biblioteca pública perto de casa. Ele era ótimo!

Esta fábula me marcou muito nos meus 8 ou 9 anos. Vou contar para vocês a partir da minha memória fraca:

Era uma vez um pescador paupérrimo, casado com uma lavadeira muito gananciosa.
Um dia ele foi pescar e deu a sorte de pegar um peixe enorme, gigante mesmo, quase do tamanho de uma baleia.
Ele ficou todo feliz pensando que poderia levar aquele peixão pra casa e ter fartura de comida por várias semanas ou meses. Sua mulher nem acreditaria quando chegasse!
Foi aí que, surpreendentemente, o peixe falou!
Ele quase caiu pra trás, mas o bichão estavam falando mesmo. E dizia: “Homem de bem! Sou um peixe mágico! Se você me soltar, prometo realizar um sonho seu! Basta acreditar em mim e seu desejo se realizará!”
O pescador, que tinha mesmo um bom coração — e estava com medo, obviamente –, soltou o peixão e foi para casa, sem saber se tinha tomado a melhor decisão.
Lá chegando, ele encontrou, no lugar do casebre de papelão, uma casinha simpática, feita de tijolos, confortável e aconchegante.
A mulher estava exultante e quis saber o que tinha acontecido. Mas, quando ele disse que tinha sido atendido por um peixe mágico, ela cobrou: “E você só pediu isso? Volte lá agora mesmo e peça uma casa maior!”
Ele, que além de bonzinho era pau mandado, obedeceu. Chegando ao mar, chamou pelo peixão e explicou a ele a situação. O peixão cedeu.
Ao voltar para casa, encontrou uma mansão de dois andares, com piscina e carro na garagem, daquelas que o Faustão sempre sorteia. Um caminhão de móveis também tinha passado por ali. A esposa estava bem vestida, parecia outra pessoa.
(E assim vai indo a história, com aumento gradual da riqueza do casal, sempre a partir dos delírios da ex-lavadeira, como vocês já devem ter entendido.)
Até que uma hora ela soltou esta: “Ora essa! Se o peixe é mágico, e você ainda lhe salvou a vida, podia te pagar direito, né! Quero um travesseiro de penas de ganso! E jóias, muitas jóias! Quero mais imóveis, uma casa nos alpes!”
E o pescador voltou e encontrou o peixão e o mar estava cinza ilustrando a braveza com que o peixão foi ficando! Aliás, cinza era antes — agora o mar estava vermelho como sangue! E o pescador, humildemente, relatou as novas exigências da mulher. O peixão bufou e bradou: “Tudo bem, homem do bem! Vá para casa e, de novo, encontrará o que me pede!”
Quando o pescador lá chegou, ficou abismado: o que via era o mesmo casebre de papelão em que morava antes, quase sem móveis. A esposa lhe apareceu maltrapilha, vestindo os trapos de antes. Estava possessa: “O que aconteceu com aquele peixe louco? Pifou?? Volte agora mesmo lá e diga a ele que é bom devolver tudo, ou será pescado de novo!”
Confuso, o pescador voltou ao ponto de sempre e chamou seu peixão como aprendera antes (com alguma frase que me escapa nesta contação malfeita). Um redemoinho surgiu do mar, revoltadíssimo, vermelhíssmo, cinzíssimo, um vendaval quase arrastou o pobre homem para fora do barco, uma nuvem de areia se formou na praia e um vozeirão ecoou, qual trovão:
Quem tudo quer, tudo perde!

Moral da história: vai dobrar o aluguel da sua AVÓ! 😛

Novo ataque à Serra do Curral

Texto de José de Souza Castro:

“Esta serra tem dono. Não mais a natureza a governa. Desfaz-se, com o minério, uma antiga aliança, um rito da cidade. Desiste ou leva bala. Encurralados todos, a Serra do Curral, os moradores cá embaixo.”

Versos de “Triste Horizonte”, poema escrito em 1976 por Carlos Drummond de Andrade, em protesto contra a concessão dada pelo regime militar a uma mineradora para explorar o minério daquela serra, rico símbolo da capital mineira. Passados 35 anos, é preciso protestar de novo em favor desse nosso “destroçado amor”, destas pedras que “se vão desfazendo em forma de dinheiro”.

Desta vez, sem o poeta que morreu em 1987 e sem o risco de levar bala, mas com os cuidados necessários para não levar um processo nas costas. Pois vamos protestar contra a ação de grupos econômicos poderosos que planejam cavucar parte da serra para construir mais uma avenida pavimentada, dezenas de ruas e centenas ou milhares de prédios residenciais e comerciais. E que já demonstraram grande poder de fogo junto ao Judiciário.

E que empregam sem pudor técnicas de marketing para enganar as pessoas. Como a promessa de que farão também um parque para que os futuros condôminos daqueles prédios residenciais e comerciais cuidem dele. E que, por ironia, esperam contar com o apoio de um prefeito que um dia esteve preso por combater a ditadura e que, agora, tem dado mostras de haver se rendido à ditadura do dinheiro.

Estou me referindo à Mineração Lagoa Seca, às construtoras Patrimar e Caparaó e ao prefeito Marcio Lacerda. As três primeiras, já se sabe, se uniram para lotear parte de uma área de quase um milhão de metros quadrados que deveriam ser destinados à preservação ambiental.

A notícia, como costuma ocorrer em casos assim, foi dada em primeira mão por uma revista a serviço dos ricos, chamada “Encontro”, e que vem sendo ignorada pela chamada grande imprensa, certamente mais interessada nos anúncios imobiliários que vão se originar do empreendimento.

Com uma fonte como a “Encontro”, onde o contraditório não existe, o que se sabe, na verdade, é muito pouco. A revista afirma que a família Pentagna Guimarães vendeu para as duas construtoras o terreno, sem informar valores. Não informa, mas sabe-se que a família é dona da mineradora, cuja concessão, renovada várias vezes, se extingue em 2012 e não poderia mais ser renovada. Também a revista não sabia ou não achou conveniente informar aos leitores que a mesma família loteou o bairro Belvedere III, de forma considerada ilegal e que sofre na Justiça uma ação proposta pela prefeitura, ainda não transitada em julgado.

Mas a revista se apressa a dizer que dois terços da área serão preservados. Cita a diretora de planejamento e projeto da Caparaó, Maria Cristina Valle, dizendo que o projeto foi discutido com ambientalistas, lideranças comunitárias e autoridades e que “descobrimos que não bastava entregar um belo parque para a comunidade. Era preciso encontrar uma forma de cuidar dele”. Acrescenta a senhora que “os empreendimentos imobiliários serão responsáveis pela manutenção de toda a área”.

Ah, bom… Os empreendedores vão dividir a área em lotes, vão construir nos lotes e os compradores, além de pagar o condomínio para o funcionamento e a manutenção dos prédios, vão pagar para a manutenção do parque. Um parque público, porque não será condomínio fechado!

Há quem acredite em Papai Noel.

Mais uma boa notícia transmitida pela diretora da Caparaó à revista: o coeficiente de aproveitamento da área será dez vezes menor que o do Belvedere e as torres serão baixas para não prejudicar a vista da Serra do Curral.

Um parêntesis: no começo da década de 1980, quando o bairro Buritis começou a ser vendido, o contrato de promessa de compra e venda garantia que os lotes seriam para residência unifamiliar. Ou seja, apenas casas. Já se sabe o que aconteceu ali nesses 30 anos.

Selva de pedra

Como não estou entre os privilegiados leitores da revista “Encontro”, só tomei conhecimento do assunto por email enviado por Paulo Cangussu, o cartunista Guz. Ele escreveu:

“Todos nós ainda vivenciamos o resultado do último “acordo” entre a família Pentagna Guimarães, prefeito e vereadores de então, que resultou na construção de compacta selva de pedra no Belvedere, que alterou drasticamente o clima de uma cidade, arruinou o trânsito na área, responsável pelos mega congestionamentos diários que sofrem os moradores da região”.

Ao pesquisar o assunto, descobri no Google um estudo assinado pelo professor Edimur Ferreira de Faria, do programa de pós-graduação em Direito Público da PUC Minas, e pela aluna Letícia Junger de Castro Soares, intitulado “A verticalização do Bairro Belvedere III, os impactos ambientais gerados e a responsabilidade do Estado”. Os autores analisaram os “aspectos jurídicos que legitimaram a verticalização do bairro, às avessas da legislação existente, sem o devido estudo ambiental, contrariando, inclusive, limitação administrativa (tombamento da Serra do Curral) existente, o que prejudicou de diversas maneiras o meio natural da cidade, interferindo na qualidade de vida de seus habitantes. Procurou-se demonstrar a responsabilidade do poder público pela gestão urbana sustentável, conciliando o meio ambiente natural e o construído, de forma a proporcionar o desenvolvimento econômico, sem, contudo, depredar o patrimônio ambiental.”

Não vou me alongar, pois a íntegra do estudo está disponível na Internet. Ele aponta dúvidas sobre a real propriedade da área, que havia sido desapropriada pelo Estado na década de 1950 para a proteção do manancial do córrego do Cercadinho. Da leitura, assaltou-me nova dúvida: será que o prefeito atual fará como Sérgio Ferrara, que faltando poucos dias para transmitir o cargo a Pimenta da Veiga fez aquilo relatado pelos autores?

De forma conturbada

Dizem Edimur Faria e Letícia Soares que, no dia 5 de dezembro de 1988, o loteamento foi aprovado. “O então prefeito, Sérgio Ferrara, assinou na própria planta apresentada pelos empreendedores a alteração no zoneamento da área do bairro Belvedere. O novo zoneamento caracterizava a área como Zona Residencial 4, Zona residencial 4B e Zona Comercial 3.” Como o loteamento se deu “de forma conturbada”, afirmam, o Belvedere III “é objeto de discussões judiciais até os dias de hoje”.

No final da década de 1980, a Associação dos Moradores do Bairro Belvedere, com o apoio do prefeito Pimenta da Veiga, ajuizou ação para discutir a alteração no zoneamento. Em 1990, foi promulgado pela Câmara de Vereadores o Decreto 6.690, que estabeleceu como categorias de uso permitidas no bairro a Zona Residencial 2 (ZR2), Zona Comercial 1 (ZC1) e Setor Especial 1 (SE1). Este último compreende os espaços sujeitos à preservação. O tombamento do alinhamento montanhoso da Serra do Curral vai dos bairros Barreiro ao Taquaril e, em 1992, o perímetro do tombamento foi definido em 30 km2. A empresa Comercial Mineira, dos Pentagna Guimarães, ajuizou ação contestando o Decreto 6.690 e obteve ganho de causa. Em 1994, o juiz da ação proposta pela Associação dos Moradores liberou o loteamento. Assim, os empreendedores conseguiram a liberação pela prefeitura de alvarás para a construção de 18 projetos. No ano seguinte, um juiz excluiu a área do Belvedere III do tombamento e ratificou as características do zoneamento como ZR-4 e ZC-3. Com isso, iniciaram-se em 1998 as obras em ritmo acelerado. No ano 2000, “era considerado o maior canteiro de obras do país”. Três anos depois, o bairro “contava com 80% de área construída e 90% dos apartamentos ocupados”.

Acrescentam os autores que a prefeitura, na gestão de Eduardo Azeredo, ingressou com ação de anulação de registro de loteamento, mas perdeu na 1ª instância. O município alegou que o registro era nulo, “pois esse apresentava vícios formais de sobreposição de assinaturas do prefeito à época da aprovação, conforme prescrição do art. 23, da Lei 6.766/79; na ausência de oitiva da Comissão Especial de Zoneamento (prevista pelo Decreto Municipal 4.997/85); na ausência de apresentação do RIMA e do EIA; na ausência de oitiva do Instituto Estadual de Floretas; na rapidez da aprovação do projeto (28 dias); na violação do art. 13 da Lei 6.766/79”. A prefeitura recorreu e a decisão de 2ª instância manteve a sentença favorável aos empreendedores.

Pelo relatado, pode-se antever o que esperar do novo bairro, que a revista “Encontro” diz ser apenas um pouco menor que o Bairro de Lourdes e cujo metro quadrado construído será de cerca de 10 mil reais.

Teremos assim mais um bairro nobre em Belo Horizonte. Ou, como disse a diretora da Caparaó, “a cidade vai ganhar um presente”.

Tem algumas senhoras que sabem ser irônicas – ou cínicas!

6 meses depois

 

Tá baratim, tá baratim!! 😉

Passou batido por mim, mas no sábado este blog fez aniversário de seis meses.

Ele nasceu justamente no último Natal, quando seu espírito começou a me assombrar numa caminhada noturna na Praça da Liberdade. Eu não queria mais fazer um blog exclusivamente sobre política, como era meu anterior, nem necessariamente jornalístico, já que isso poderia gerar conflito com o meu trabalho no jornal, que, afinal, me paga para produzir pautas.

Por outro lado, comecei a pensar que seria legal ter um cantinho pessoal onde eu pudesse dividir minhas fotos, poemas, crônicas e contos, críticas de filmes e livros, músicas, achados na internet e divagações gerais (além de 23 ótimos artigos do meu pai, que atraem os leitores sérios também :D). Ou seja: um hobby.

E, orgulhosamente, venho anunciar que parece estar dando certo. Desde que criei este blog, já produzi 197 posts. Ou seja, em média mais de um por dia, já que se passaram 185 dias até hoje. Só deixei de atualizar em 13 dias — e garanto que isso deve ter acontecido porque eu estava sem condições mesmo. Às vezes chego em casa bem tarde do jornal e escrevo três, quatro posts de uma vez, já agendados para os dias seguintes. Às vezes esses posts frios têm que ser atropelados pelo noticiário, que é a categoria mais cheia no blog, com 58 inserções (jornalista não tem jeito: até o hobby tem notícia no meio!).

Com esse ritmo, acho que consegui atrair uma meia dúzia de pessoas que criaram a rotina de entrar aqui de vez em quando e comentar (não vou nem contar pra ninguém que minha família nuclear tem seis pessoas… ;)). Mas assim chegamos aos 1.560 comentários e mais de 23 mil visitantes únicos.

Pra encerrar logo com essa bateção de bumbo, antes que eu perca toda a meia-dúzia de leitores que conquistei, vou só colocar aqui umas curiosidades que este maravilhoso WordPress me permite saber:

  • O post que mais bombou até hoje, com 803 acessos únicos, foi sobre os prós e contras de viajar de busão e avião. Em seguida, o que contou o caso da revolução da praça de alimentação (659) e, em terceiro, o artigo do meu pai sobre a prefeitura de Marcio Lacerda (403).
  • O triste é que um dos posts mais fracassados, com apenas seis acessos diretos, foi com dois vídeos de show ao vivo do filho de Muddy Waters, o fodíssimo Mud Morganfield, em festival inédito na Galeria do Rock de São Paulo. Vai entender 😦
  • (Mas vale lembrar que muita gente lê os posts quando ainda estão na home, que teve 6.422 acessos diretos.)
  • Os termos de busca no Google que trouxeram gente pro meu blog incluem coisas como “corte de cabelo da piu piu”, “que saco meu namorado”, “Bolsonaro fumando unzinho”, “putas na escola”, “acordei com um caroço na boca” e “refrigerante de uva é racismo”. Não quero nem saber o que acharam do meu blog…
  • O link mais clicado foi uma charge sensacional do Laerte que postei aqui. Depois, um pequeno manual civilizatório em ônibus publicado no ótimo NAQ. E em terceiro o incrível http://www.futureme.org.
  • As palavras que mais se destacam na nuvem são Amor, Blues, Cinema, Natureza, Racismo, Preconceito, Política, São Paulo, Chuva, Viagens, Jornalismo, Morte… Dão ideia do que diz o blog? 😉
  • O dia que o blog mais bombou foi em 9 de junho, com 481 acessos únicos.
  • Também é legal dizer que o canal que mais traz acessos para o blog é o Twitter, seguido, distantemente, do Facebook.

O mais legal de ter um blog é que, diferentemente de publicar uma matéria no jornal, você interage diretamente com seu leitor e vê o impacto de um post na hora. É claro que, como este blog é um hobby, não espero nada de espetacular dele. Mas já acho espetacular poder interagir com tantas pessoas legais e inteligentes que surgem por aqui e vivem me surpreendendo, agregando novas informações, piadas, links, conhecimentos, me deixando pra cima, me virando de ponta cabeça.

Espero que também gostem desta cachaça e voltem sempre, pelos próximos aniversários 😀

Cenas da Parada Gay 2011

Idéias

No trio da paz, cheio de religiosos de vários grupos, a ideia era pregar contra a homofobia.(Todas as fotos: CMC.)

O anjo e o sábio salmo.

Trio dos preservativos.

Trio dos preservativos.

"Jogue a homofobia e o seu lixo só no lixo", dizia a campanha da prefeitura (que não deu certo).

 Figuras

Cruela, dos 101 Dálmatas.

Xuxa, em fantasia de 900 reais, e seis paquitas.

Chapeuzinho Vermelho e Branca de Neve.

Drags em cores.

 Cenas

Valsa alternativa.

Muito lixo e lama nojenta.

Frio.

Chuva.

Marquises lotadas.

Restos.

Boxe e polícia.

Casal assiste da janela, dança e dá tchauzinho 🙂

Ambulância tenta navegar na multidão da Consolação.

Veja também: fotos do Reveillon da Paulista 2010/2011.

Cobertura da Folha.com.