Mônica Bergamo fala o que é preciso para ser jornalista

Há exatamente 1 mês, por ocasião da morte do jornalista Clóvis Rossi, recordei aqui:

“Quando eu trabalhava na Editoria de Treinamento da Folha, fiz cerca de 100 vídeos, que foram divulgados no blog Novo em Folha e na intranet do jornal. Eu tinha separado esses vídeos aqui no blog, para quem tivesse interesse em assistir (principalmente estudantes de jornalismo), mas descobri recentemente, com pesar, que não só o blog praticamente sumiu do mapa como todos os vídeos também desapareceram.

Por sorte, eu sou a pessoa mais organizada do universo e tenho todos esses vídeos salvos no meu computador. Um dia em que eu estiver bem à toa, vou colocá-los um por um no YouTube, para que não se percam, porque tem muita história bacana ali.”

Ainda não estive à toa o suficiente para fazer o upload de todas aquelas dezenas de vídeos que gravei e editei, mas decidi começar a subir aos pouquinhos, para que esse material possa ser recuperado, principalmente no interesse dos jornalistas mais jovens e estudantes de jornalismo. Vou tentar subir pelo menos um por semana aqui no blog.

Abro meu esforço com o vídeo da Mônica Bergamo, por ser uma jornalista que eu admiro pra danar, e acho que deus e o mundo também. Ainda na série “O que é preciso para ser jornalista”:

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Clóvis Rossi fala o que é preciso para ser jornalista

Quando eu trabalhava na Editoria de Treinamento da Folha, fiz cerca de 100 vídeos, que foram divulgados no blog Novo em Folha e na intranet do jornal. Eu tinha separado esses vídeos aqui no blog, para quem tivesse interesse em assistir (principalmente estudantes de jornalismo), mas descobri recentemente, com pesar, que não só o blog praticamente sumiu do mapa como todos os vídeos também desapareceram.

Por sorte, eu sou a pessoa mais organizada do universo e tenho todos esses vídeos salvos no meu computador. Um dia em que eu estiver bem à toa, vou colocá-los um por um no YouTube, para que não se percam, porque tem muita história bacana ali.

Hoje eu ainda não estou à toa, mas fiz questão de fazer o upload do vídeo com o jornalista Clóvis Rossi, indiscutivelmente um dos melhores e maiores do Brasil, que morreu aos 76 anos. Ele participou de uma das séries do Novo em Folha, em que um jornalista fera dizia o que era preciso para ser um bom jornalista. Além dele, teve gente como a Mônica Bergamo, a Renata Lo Prete, a Eliane Cantanhêde, a Claudia Collucci, a Elvira Lobato, o Fernando Rodrigues, o Frederico Vasconcelos, o Gilberto Dimenstein, a Laura Capriglione, o Rubens Valente etc. Uns falaram por vários minutos, outros foram mais objetivos.

Clóvis Rossi faz parte do segundo grupo. Apesar de ser repórter especial no jornal e um dos mais premiados jornalistas do Brasil, ele me recebeu com a maior simpatia, simplicidade e falta de vaidade do mundo. Não me lembro exatamente o que disse, mas foi algo na linha de: “Quem sou eu pra falar o que um bom jornalista deve fazer”. Como se fosse um foca, e não o Clóvis Rossi. Zero arrogância, zero antipatia. Quando dei o “rec” na câmera, ele falou sua receita, de uma tacada só, em uma frase só, levando apenas 12 segundos para passar o recado.

Com certeza foi o vídeo mais curto que já fiz. Não por isso o mais raso.

Foi depois de conhecer pessoas como Clóvis Rossi que tive a convicção de que os melhores jornalistas quase sempre são os mais humildes, quase sempre são os menos vaidosos. Pode anotar aí: aqueles que ficam toda hora fazendo autopropaganda não passam de enganadores.

Hoje o site da “Folha” traz vários depoimentos emocionantes de gente que conviveu de verdade com Clóvis Rossi, foi amigo dele, aprendeu com ele. (Até chorei lendo o do Ricardo Kotscho). E todos são unânimes em dizer o quanto ele era generoso. E como esta é uma característica rara, viu! Ainda mais neste meio de vaidades do jornalismo. Por isso, mesmo sem ter realmente convivido com ele, lamento, como leitora de suas colunas, por sua morte. Ainda mais diante do otimismo que ele demonstrou no último texto publicado. Deu até um aperto no coração.

Eu só tenho a compartilhar estes generosos 12 segundos que ele me deu, com muita simpatia, num meio de tarde. Ficam sendo uma lembrança valiosa, que agora volto a compartilhar com todos.

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Blogueira há 12 anos!

Há exatamente 12 anos, em 20 de março de 2003, coloquei no ar meu primeiro blog. Eu tinha 17 anos (quase 18) e estava começando na faculdade de jornalismo. De lá pra cá, tive muitas experiências na blogosfera e posso dizer que blogar é um dos meus hobbies favoritos, uma das coisas que me dão mais prazer de fazer nas horas vagas. E estou prestes a completar 30 anos (ô, tempo, pega leve aí! 😛 ), formada há oito e já no meu terceiro emprego como jornalista.

Meu primeiro blog era principalmente sobre política e durou de março de 2003 a setembro de 2008. Era bastante amador, mas tenho orgulho do aprendizado que conquistei com esse exercício de pensar sobre política e até consegui que ele fosse reproduzido na revista digital NovaE e, algumas vezes, no Observatório da Imprensa. Encerrei em 2008, porque eu estava começando minha atribulada vida de repórter na “Folha de S.Paulo” e achava que não conseguiria sustentar o blog. Além disso, foi quando comecei a colaborar mais frequentemente com o blog Novo em Folha, da editoria de Treinamento do jornal, tarefa que assumi mais de perto a partir de fevereiro de 2009. Fiquei mais diretamente responsável pelo NEF até agosto de 2010, quando fazia pelo menos 4 posts por dia, inclusive várias séries de videoaulas. Mas continuei colaborando até setembro de 2012, quando me despedi de vez.

Antes disso, no Natal de 2010, resolvi criar este blog. Minha ideia original era fazer um espaço bem leve, para descarregar minhas crônicas, contos, poemas, resenhas e fotografias, sem tanto compromisso, como devem ser os hobbies. Mas acabou virando um lugar também para publicação de reportagens, entrevistas, análises e outras coisas próprias do ofício de uma jornalista. Assumi um compromisso com meu blog, de postar ao menos uma vez por dia, e acabei expandindo a página com a reprodução no portal O Tempo e no Brasil Post.

O que é blogar? Para mim, é poder escrever sobre tudo o que me dá na telha, num espaço dinâmico, que comporta todas as mídias, e extremamente interativo. Um espaço onde os comentários dos leitores são essenciais e fornecem subsídios para novos posts. Outro dia um leitor me perguntou porque tenho tanta “determinação” em responder aos comentários. Veja o que respondi a ele.

Não é à toa que ontem, ao listar as dicas para quem quiser criar o próprio blog, eu frisei a importância de se valorizar os comentaristas. Eles são o maior patrimônio de um blog. E posso dizer, vendo em portais de notícias e nas redes sociais, que bons comentaristas estão em extinção. Mas, por grande sorte minha, alguns dos melhores sempre aparecem para comentar aqui e deixar meu dia mais alegre 🙂

Aprendo muito fazendo o blog e interagindo com as pessoas inteligentes que passam por aqui. São leitores muito qualificados: segundo o censo do blog, a maioria tem entre 25 e 45 anos, a maioria tem alta escolaridade (40% com pós-graduação, 28% com curso superior, 7% com mestrado, doutorado ou pós-doutorado — totalizando 75% com pelo menos um diploma universitário), há pessoas de várias regiões do país e de várias áreas profissionais. Eu me sinto privilegiada por ter atraído um público tão eclético e especial 😀

Apesar das dificuldades e dos momentos de desânimo, prevejo vida longa para o blog — este ou outros que surgirem no futuro. Que venham mais 12 anos!

Um brinde!

Um brinde!

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15 dicas para criar seu próprio blog

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Amanhã vou comemorar 12 anos de blogueira. Vou contar um pouquinho de como entrei neste mundo mágico da blogosfera e falar sobre os blogs que já editei. Também estou aberta a responder às eventuais perguntas que algum leitor tenha sobre qualquer coisa que queiram fazer: até pensei em fazer no estilo “eu nunca”, que o Samuel Costa fez dia desses (sugestão da minha amiga Paty), com vídeo, pileque e tudo o mais, mas não encontrei tempo para gravar, editar etc. Então vou fazer do jeito tradicional mesmo… Ou seja, se tiver dúvidas, deixe aí no comentário ou envie por email e eu respondo no post de amanhã.

Enquanto isso, nesta véspera de efeméride, queria compartilhar um post que fiz em 2010, quando ainda tinha apenas cinco anos de blogosfera, para o Novo em Folha, blog da editoria de Treinamento da “Folha de S.Paulo” que eu ajudava a editar. Nele, eu dava sugestões bem práticas sobre como manter um blog e fazê-lo seguir em frente, sem morrer na praia. Eu estava relendo o post agora e não mudaria nem uma vírgula do que listei ali.

E, como acho que tem dado certo para mim, compartilho com aqueles de vocês que tiverem interesse em criar o próprio blog 😉

CLIQUE AQUI para ler o post original.

Abaixo, listo as 15 principais dicas:

  1. Escolha um tema para seu blog, algo que tenha a ver com sua especialidade ou com sua paixão pessoal. Blogs muito genéricos têm a desvantagem de não formar leitores cativos, embora possam atrair muitos leitores de passagem. Sendo apaixonado pelo tema, você terá facilidade em encontrar tempo para alimentar seu blog, mesmo nos fins de semana ou madrugada adentro. A ideia é que seu blog dure muito, né?
  2. Pense em atrair esses leitores fiéis, que vão sempre acrescentar informações úteis na troca de comentários com você. Eles não são os que entram para esculhambar e nem se dão ao trabalho de ler sua resposta; são os que entram, criticam, comentam, opinam, dividem e voltam várias vezes para continuar o processo.
  3. Uma das formas de atrair esses leitores é aproveitar muito o que eles oferecem, interagir muito com eles, mostrar que seu blog é um espaço coletivo (que é a ideia central de todo blog) e não um diário voltado para seu umbigo (como eram os primeiros blogs, lá de 2001/2002, felizmente em extinção).
  4. Pensando no item anterior: responda a TODOS os comentários dos leitores, tentando agregar mais informação à informação que eles trazem. Publique posts com as ideias trazidas por eles, sempre que couberem na proposta do blog.
  5. Vale a pena moderar os comentários, para evitar ofensas gratuitas, estar sempre ciente de quando há novos comentários e possibilitar que sua resposta a eles venha sempre junto, caso o leitor volte para conferir.
  6. Nunca, jamais, apele com um leitor. Em tempos de fla-flu político, tem sido cada vez mais comum a existência de leitores de passagem, movidos por interesses ideológicos (ou financeiro$, porque muitos são pagos para isso), que não acrescentam, só esculhambam. Em blogs sobre política ou futebol, isso é mais comum ainda. Às vezes é difícil, mas respire fundo e responda sempre com educação, elevando o debate. E aprenda com as críticas.
  7. Tente outras formas de interação com o leitor, além dos comentários: enquetes, pedido de sugestão de posts, debates e provocações, envio de exercícios para que eles façam (num blog como o Novo em Folha) etc.
  8. Não tem tempo para atualizar seu blog todos os dias? Então nem precisa começar.
  9. Seus leitores precisam de satisfações a todo momento. Então, se você não puder atualizar o blog por uns dias, avise isso a eles. Tente sempre achar um jeito para liberar os comentários, mesmo nos fins de semana.
  10. Blog comporta fotos, vídeos, artes animadas e outra porção de ferramentas, todas fáceis de inserir. Não desperdice a chance.
  11. Crie uma pasta em algum lugar, chamada “pautas para o blog”, e coloque suas ideias para posts futuros lá. É bom não publicar taaaantos posts por dia, porque os leitores não lêem só seu blog. Tente criar ganchos entre os posts, mas também diversificar os assuntos (dentro da proposta geral).
  12. Evite posts longos demais. Se não der, divida-os em tópicos ou ponha subtítulos (ok, sei que não cumpro muito isso…).
  13. Divulgue seus posts pelo twitter, facebook e outras redes sociais. Divulgue por e-mail apenas aos que quiserem receber seus e-mails. Não coloque o post inteiro no e-mail, apenas uma chamada e o link para o blog. Vale até fazer cartão com o endereço do blog para entregar aos amigos e novos conhecidos, se for levar o projeto a sério. E comprar um domínio pra que o endereço do seu blog, impresso nesses cartões, fique mais curtinho e fácil de memorizar (é barato, coisa de R$ 30 por ano).
  14. Escreva posts didáticos, sem linguagem muito rebuscada, dirigindo-se ao seu público-leitor, como se numa conversa. E viva o bom humor 😀
  15. Torne seu blog atraente, com vários links espalhados no texto, remissões a outros blogs, fotos, um perfil dizendo quem você é, histórico do blog, formas de contato, visual sem muitas firulas, endereço fácil de memorizar.

Leia também:

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Aulas de jornalismo em pílulas

pilulas

Criei mais uma seção para este blog, aí na abinha acima. Chama “Miniaulas de jornalismo” e, nela, agreguei links para dezenas de vídeos que fiz para o blog Novo em Folha com várias dicas e verdadeiras aulas para quem tem interesse em jornalismo (principalmente estudantes, professores e profissionais de Redação, mas também eram muito vistos por pessoas de outras áreas que simplesmente tinham muita curiosidade sobre essa profissão-paixão).

Explico melhor lá na página, então é mais fácil lerem direto lá.

Podem CLICAR AQUI também 😉