Para ver em 2019: as melhores séries da Netflix, segundo os leitores do blog

Há pouco mais de um ano, postei aqui as 56 melhores séries da Netflix de acordo com os leitores do blog. O post, colaborativo, recebeu contribuições até recentemente, algumas bastante detalhadas e descritivas.

Mas um ano se passou, dezenas de novas séries surgiram na rede de streaming e muitas outras são promessas para este ano que acaba de começar. Por isso, eu gostaria de lançar o mesmo desafio aos leitores agora:

quais as séries novíssimas, que estrearam nos últimos três meses, que vocês indicam para quem quiser escolher algo novo para acompanhar neste ano novo?

Vou acrescentar por aqui, nas próximas semanas, as respostas que forem chegando, para que este seja o post de consulta de 2019.

Começo compartilhando o vídeo do leitor Paulo Damasceno, que estreou recentemente seu canal de YouTube e fala sobre cinco séries que são aguardadas para 2019, para todos os gostos:

Aí vão as dicas dos amigos e leitores do blog:

Recomendação da Thaís Mannoni:

1. O Perfume – 16 anos – Policial – 1 temporada, com 6 episódios.

Recomendações da Isis Mota:

2. Segurança em jogo – 16 anos – Drama, policial – 1 temporada, com 6 episódios

3. The Good Place – 16 anos – Comédia – 3 temporadas, total de 34 episódios

Recomendações da Gabi Castro:

4. Você – 16 anos – Drama – 1 temporada, com 10 episódios

5. O Método Kominsky – 14 anos – Comédia dramática – 1 temporada, com 8 episódios

6. Narcos México –  16 anos – Drama, crime – 1 temporada, com 10 episódios

7. Marcella – 16 anos – Drama, policial – 2 temporadas, total de 16 episódios

Recomendações da Luciana Coelho:

8. Wanderlust – 18 anos – Comédia dramática – 1 temporada com 6 episódios

9. Ozark – 16 anos – Drama, crime – 2 temporadas, 10 episódios em cada

10. The Sinner – 16 anos – Policial – 2 temporadas, 16 episódios ao todo

Recomendação do Pedro Grossi:

11. A Maldição da Residência Hill – 16 anos – Terror – 1 temporada, com 10 episódios

Recomendação de Leonardo Shikida:

12. O Mundo Sombrio de Sabrina – 16 anos – Terror, fantasia – 1 temporada, com 11 capítulos

 

Não deixem de comentar com suas recomendações! 😉

 

Leia também:

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A música do ano: ‘Nenhum Direito a Menos’

Em vez de postar uma descoberta musical, como faço vez por outra, trago hoje esta canção que Paulinho Moska divulgou em julho deste ano e que elejo como a música do ano, diante de todos os retrocessos que coletei em apenas um mês de Jair Bolsonaro eleito.

A letra é sensacional, por isso reproduzo ela na íntegra abaixo do clipe:

Nenhum Direito a Menos (Moska / Carlos Rennó)

Nesse momento de gritante retrocesso
De um temerário e incompetente mau congresso
Em que poderes ainda mais podres que antes
Põem em liquidação direitos importantes
Eu quero diante desses homens tão obscenos
Poder gritar de coração e peito plenos:
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse país em que se vende por ganância
Direito à vida, à juventude, e à infância
Direito à terra, ao aborto e à floresta
À liberdade, ao protesto, ao que nos resta
Eu grito “fora!” esses homens tão pequenos
De interesses grandes como seus terrenos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nessa nação onde se mata e trata mal
Mulher e pobre, preto e jovem, índio e tal
Onde nem lésbica, nem gay, nem bi, nem trans
São plenamente cidadãos e cidadãs
Não quero mais cantar meus versos mais amenos
A menos que antes seus direitos sejam plenos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse Brasil da injustiça social
E de uma tal desigualdade social
Queria ver os grandes lucros divididos
E os dividendos afinal distribuídos
Os bilionários concordando com tais planos
Se revelando seres realmente humanos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse momento de tão pouca luz à vista
E tanto ataque ao que é direito e é conquista
Eu canto tanto desistência, o desencanto
Mas canto a luta, a reexistência, tanto quanto
E quanto àqueles que ainda pensam que detém-nos
Eu canto e grito à pulmões e peito plenos:
Não quero mais nenhum direito a menos.

Leia também:

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Um poema para os que ainda acreditam num ‘coração do Brasil’

Arnaldo Antunes, um gênio. Um dos maiores poetas do Brasil. Um dos maiores conhecedores da nossa língua portuguesa (e olha que ouvi isso do Pasquale Cipro Neto). Um ser político, e não apolítico, como tantos por aí. Nos presenteia, aos que ainda acreditam num “coração do Brasil”, com este poema tão importante, tão eloquente, antes que seja tarde demais. Ouça/leia/compartilhe:

Ainda é tarde de menos. Podemos todos votar contra a institucionalização da barbárie de Bolsonaro, do capitão que até o Exército expulsou de seus quadros. Do sujeito que, pela primeira vez, corre risco de ser eleito sem participar de debates nem apresentar propostas, mas apenas inventando mentiras (“fake news”) para arregimentar um exército de fanáticos. Que, aliás, já promove a barbárie antes mesmo do segundo turno. Segundo a Agência Pública, já são pelo menos 50 ataques de bolsonaristas, principalmente contra mulheres e negras. E o “mito” covarde nem vem a público repudiar esses crimes cometidos em seu nome. Claro, porque compactua com eles. Imagina quando estiver no Palácio do Planalto… A porteira da bestialidade será aberta de vez.

#BolsonaroNão #DemocraciaSim #DireitosCivisSim #LiberdadeDeImprensaSim #LiberdadeDeExpressãoSim #DeixemOBrasilEmPaz #PeloFimDaBoataria #FakeNewsÉCrime #HaddadÉNossaMelhorEsperança

‘George, O Curioso’ e como podemos ensinar educação financeira a uma criança de menos de 3 anos

Dia desses eu estava vendo o desenho “George, O Curioso” com o Luiz. Pra quem não conhece, trata-se de um desenho animado lançado em 2006 e transmitido no Brasil pela Discovery Kids. Está também na Netflix e o listei na minha seleção de melhores séries para crianças de até 3 anos.

O personagem principal é George, um macaquinho muito sagaz, alegre, extremamente inteligente. No episódio a que assistimos naquele dia, ele e o amigo foram a uma loja e ficaram encantados por uma pipa gigante que estava exposta ali. Mas ela era muito cara, eles não tinham dinheiro suficiente para comprá-la.

O que decidiram fazer, então? Fazer bicos para conseguir o dinheiro necessário.

George e o amigo entraram em contato com vários vizinhos oferecendo pequenas tarefas, tais como cortar grama, empilhar latas, passear com cachorros, coletar frutas etc. Conseguiram ser contratados para diversas tarefas.

Eles tinham pouco tempo para executar tudo, porque a pipa só ficaria reservada para eles até a manhã de segunda-feira, e já era sábado. Então, o que fizeram? Traçaram um percurso para aproveitar o tempo ao máximo e estimaram a duração de cada tarefa, para conseguir realizar tudo.

No meio do caminho, tiveram outros desafios e acabaram encontrando novas soluções para seus problemas, como dividir os trabalhos entre si, em vez de fazerem em dupla, e separarem o que era feito ao ar livre do que era a portas fechadas, para aproveitar as condições climáticas.

O desenho inteiro deve durar uns bons 10 minutos, ou mais, com grande aprendizado por parte de George e seu amigo. Ao final, não careço dizer, os dois conseguem fazer tudo e ganham o suado dinheirinho para comprar a desejada pipa.

Agora vamos imaginar se no lugar de George, o personagem principal  fosse alguma das crianças que conhecemos por aí, filhos de amigos e parentes nossos, ou até mesmo muitos dos nossos filhos.

O desenho não ia levar nem dois minutos de duração: a criança chega na loja, olha o preço da pipa, pede para o pai ou a mãe, que desembolsam a grana, e o menino brinca um tempinho antes de enjoar do brinquedo novo. Fim.

Qual aprendizado nossos pequenos estão tendo, quando recebem tudo de bandeja? Quão satisfeitos ficam com a conquista do brinquedo desejado?

Deixo esta reflexão para todos nós. Para quem se interessar, achei o episódio completo no Youtube, em inglês:

 

Leia também:

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‘Love’: uma série curtinha da Netflix que une amor, drama e humor

Para ver na Netflix: LOVE
Nota 9

admiti aqui que não sou seriemaníaca – na verdade, meu repertório de séries assistidas de cabo a rabo é bem curto. Custo a ter coragem de encarar uma série nova, do zero, com medo de gostar e isso me tomar tempo demais. Afinal, o tempo que se toma para ver uma dessas grandonas renderia uns 20 bons filmes. E meu tempo anda preciosíssimo ultimamente.

Um dos motivos que me levou a acatar a dica do leitor Juliano Paiva e começar a assistir à série “Love” foi ele ter dito que trata-se de uma “série curtinha com duas temporadas e cerca de 30 minutos cada episódio. Dá para ver numa tarde/noite de férias.”

Na verdade, quando fui ver, já eram 3 temporadas, mas acho que não vem mais por aí. Ao todo, 34 episódios, sendo que cada um tem cerca de 30 minutos de duração. Fazendo as contas: 17 horas para ver tudo. E não é que assisti num piscar de olhos? Foram algumas noites durante a semana e umas três tardes de sábado em casa, logo depois da mudança, tomando cervejas, conversando com meus dois amores, e assistindo a uma série sobre amor. De repente, acabava um episódio e eu ficava doida pra saber como continuaria. Deixava rolar, e assim fui vendo dois, três, quatro, cinco… X episódios seguidos!

Além de ser boa por ser rápida, curta, ágil – e, para isso, cheia de diálogos bem sacados, histórias cheias de desenlaces e roteiro inteligente, o que me lembra “Gilmore Girls“, minha série favorita –, “Love” parte de uma premissa muito legal sobre o amor: de que não precisa dar tudo certo de cara para que dê certo. Se é que dá pra dizer que dá certo. Nem lembro mais qual foi o primeiro episódio que o nerd Gus (Paul Rustficou com a porra-louca Mickey (Gillian Jacobs), mas demorou pra danar. E foram tantos encontros e desencontros, e são tantas histórias paralelas, de outros personagens cheios de personalidade, que é difícil você não se identificar com pelo menos uma situação daquelas. “Ah sim, eu vivi isso com fulano.” “Nossa, por pouco não ficamos daquele jeito” etc.

Mas o mais legal é que, apesar de ter seus momentos de drama, “Love” é muito mais comédia. É leveza para falar de assuntos tão pesados quanto alcoolismo ou dependência de sexo. É saber usar o humor de forma inteligente, porque o humor cabe, sim, em qualquer contexto.

No dia em que terminei de ver “Love”, levei o maior sustão. Não estava prestando atenção em qual episódio estava, já que só ia deixando rolar a Netflix, um atrás do outro. E acabou. Não foi adiante. Falei: “Uai, já acabou? Acaba assim mesmo?”. Chequei, é, tinha acabado. E me deu um daqueles vazios que a gente sente quando está feliz na companhia de personagens – de livros, filmes, e, por que não, séries – e percebe que eles não estarão mais preenchendo as tardes de sábado. Que sejam felizes em suas jornadas.

Aí o trailer:

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