#14J – Greve geral de 14 de junho deve acontecer em ao menos 23 capitais; veja locais e horários

Mais uma charge genial de Laerte.

 

Laerte, genial como sempre, disse tudo aí em cima. Com um governo tão catastrófico como este, que quer mexer até com a segurança dos bebês e crianças no trânsito, não dá pra acreditar que não estejam ocorrendo protestos diariamente.

Mas pelo menos amanhã é 14 de junho, e haverá o terceiro dia, em menos de um mês, de grandes manifestações contra o governo Bolsonaro, em todo o país. O mote do protesto será ainda contra os cortes na educação, mas também contra a Reforma da Previdência e por mais empregos.

Protesto do dia 30 de maio lotou o centro de BH. Foto: Humberto Trajano / G1

Mas este dia de greve geral promete ser ainda maior que os dois anteriores, que já lotaram ruas de várias cidades do país, principalmente porque o governo Bolsonaro está às voltas com mais um escândalo, o do #VazaJato. “O governo Bolsonaro? O que ele tem a ver com isso?”, podem perguntar os mais inocentes. Ora, ele foi eleito facilitado pelo conluio entre juiz Sergio Moro e Deltan Dallagnol, que fizeram de tudo para colocar atrás das grades o candidato que tinha o favoritismo em todas as pesquisas eleitorais. E aquele mesmo Sergio Moro, juiz federal de primeira instância, tornou-e ministro de primeira hora de Bolsonaro.

Bom, mas veremos se os protestos estarão mesmo lotados, como se promete. Em BH, por exemplo, até o metrô vai parar, e na tora. Muitas escolas vão aderir também, como a do meu filho.

Veja onde estão marcados os atos nas capitais:

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65 charges sobre o escândalo da #VazaJato (para compartilhar com aquele tio reaça que adorava o Sergio Moro)

Se alguém ainda não entendeu a gravidade do conluio entre um juiz federal de primeira instância que queria virar ministro do STF pelo caminho mais fácil e um procurador da República que ficou famoso por denunciar, sem provas muito claras nem pra ele, o candidato favorito à presidência da República, para justamente evitar que esse candidato ganhasse nas eleições, bom, se alguém ainda não entendeu a gravidade disso, talvez valha a pena desenhar.

Para isso, peço ajuda aos universitários. Ou melhor, aos chargistas, esses mestres do desenho prolixo, mestres da palavra desenhada. Selecionei, até o momento, 17 charges [número atualizado para 65 charges até o dia 14.6.2019] sobre o escândalo da #VazaJato, que, se o Brasil fosse um país sério, deveria levar à anulação de todas as condenações feitas pelo juiz Sergio Moro, deveria levar ao afastamento imediato de Moro e Dallagnol de seus cargos e deveria levar à revisão e eventual anulação do pleito de 2018. Mas, como o Brasil não é sério, não vai dar em nada. Então, resta-nos rir um pouco desta situação toda e continuar dizendo, como temos dito há quase seis meses, em alto e bom som:

Eu avisei!

Agora vamos às charges (vou atualizando a galeria à medida que encontrar novas charges por aí):

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#VazaJato: O furo do ‘Intercept’ sobre Moro e Dallagnol e as repercussões nos portais de notícias

O site “Intercept Brasil” comprovou o que todos nós, pessoas pensantes, já sabíamos. Ou ao menos deduzíamos, diante das evidências: Sergio Moro e Deltan Dallagnol atuaram em conluio para impossibilitar Lula de concorrer nas eleições presidenciais de 2018 – mesmo sem terem provas fortes contra o ex-presidente, segundo a reportagem. A Lava Jato atuou até mesmo para barrar entrevista do Lula no ano passado, evitando ajudar Fernando Haddad, o eventual candidato petista, também de acordo com a denúncia. O resto da história nós acompanhamos nos últimos meses: Jair Bolsonaro acabou eleito (favorecido pela facada que o retirou de todos os debates e evitou que suas asneiras fossem conhecidas pelo eleitorado em geral). E Sergio Moro, u-la-lá, virou ministro da Justiça de Bolsonaro, ainda com a promessa de em breve tornar-se ministro do Supremo Tribunal Federal. (Este deve ser o sonho de consumo de qualquer juiz de primeira instância, não?)

Sobre as reportagens do “Intercept”, deixo aos leitores que tomem seu tempo e leiam com atenção, com direito ao contraditório do MPF, para que cheguem a suas próprias conclusões:

Pois bem. Se você for o tipo de pessoa que sabe juntar A + B, provavelmente vai chegar à mesma conclusão a que cheguei meses atrás, e que está expressa no parágrafo inicial deste post. Depois me conta, tá?

O que me interessa, como jornalista, é a repercussão diante desse furaço do “Intercept”. As reportagens foram publicadas entre 17h57 e 17h58 deste domingo. Às 21h58, entrei nos cinco maiores portais de notícias do Brasil: Folha e UOL manchetaram o furo do Intercept, que é certamente a notícia da semana e, dependendo das repercussões judiciais e políticas, pode mesmo vir a ser a notícia do ano. Já O Globo, G1 e Estadão ignoraram solenemente a notícia em suas home pages.

Se fosse bombástica acusação contra, digamos, o Lula, não só estaria na manchete de todos os portais (como quando vazaram a conversa da Dilma), como o Fantástico daria um jeito de repercutir longamente.

E, olha, não foi por falta de tempo, viu? Quatro horas, em webjornalismo, é o equivalente quase a um século. Deu tempo de os chefes pensarem, repensarem, tomarem um cafezinho, e baterem o martelo. Foi uma escolha editorial e ponto.

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Até quando poderão ignorar a notícia do “Intercept”, descobriremos em breve. Vai depender da resposta que, por exemplo, o STF vai dar ao que é agora denunciado.

O fato é que o “Intercept” promete não parar por aí. Avisa que possui “arquivos enormes e inéditos – incluindo mensagens privadas, gravações em áudio, vídeos, fotos, documentos judiciais e outros itens”. E que “esse é apenas o começo do que pretendemos tornar uma investigação jornalística contínua das ações de Moro, do procurador Deltan Dallagnol e da força-tarefa da Lava Jato – além da conduta de inúmeros indivíduos que ainda detêm um enorme poder político e econômico dentro e fora do Brasil.”

E eles foram precavidos: “Nós tomamos medidas para garantir a segurança deste acervo fora do Brasil, para que vários jornalistas possam acessá-lo, assegurando que nenhuma autoridade de qualquer país tenha a capacidade de impedir a publicação dessas informações.”

Agora nos resta aguardar as cenas dos próximos capítulos. Em qualquer país sério, Sergio Moro pediria para sair amanhã mesmo. E até mesmo o TSE poderia ser acionado para rever as eleições. Em se tratando de Brasil, no entanto, qualquer coisa pode acontecer. Inclusive nada.

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A decisão do Supremo de esquartejar a Petrobras e as lições de Tiradentes

É cada projeto pior que o outro… Mas, desta vez, a navalhada foi do STF. Charge: Gilmar

Texto escrito por José de Souza Castro:

“Um Supremo covarde só toma decisões covardes”. Este é o título do artigo de Fernando Brito no Tijolaço em que analisa a decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir ao governo vender empresas subsidiárias de estatais sem necessidade de lei específica e sem realização de licitação.

Os tais covardes do STF julgavam ação proposta por oposicionistas contra o esquartejamento da Petrobras com a venda de suas subsidiárias, ação concluída na última quinta-feira pelo Supremo. No que eles se basearam e, principalmente, deixaram de se basear, ficou bem claro no artigo de Fernando Brito, cuja leitura eu recomendo.

Ao atender a pretensão do presidente Jair Bolsonaro, do ministro Paulo Guedes e da própria Petrobras, que vem torrando suas subsidiárias a preço de banana, a Justiça age como nos tempos de Tiradentes, em que os juízes se submetiam às ordens da rainha Maria I, “a Louca”, que, à frente de uma monarquia absolutista, mandava em Portugal e em suas colônias. Foi assim que os juízes condenaram à forca o herói da Inconfidência Mineira e mandaram que seu corpo fosse esquartejado.

tiradentesLeio a respeito desse tipo de justiça na página 105 do excelente livro “O Tiradentes”, de Lucas Figueiredo. Anos antes de ser julgado e condenado, o alferes Joaquim José da Silva Xavier não havia compreendido (ainda) que o sistema penal e a segurança pública na colônia eram “um cipoal de aberrações”.

Em Minas, acrescenta Lucas Figueiredo, os homens encarregados de aplicar a justiça eram muitos deles “pusilânimes”. Covardes, como os chamou Fernando Brito. Prossegue Figueiredo: “A corrupção grassava entre os juízes, ouvidores e procuradores”.

Será muito diferente de agora? Vá-se saber. Mas, naquele tempo, diz o autor: “os bandidos entendiam as regras do jogo bem melhor que Tiradentes”.

Hoje, os Tiradentes somos nós, a maioria do povo brasileiro, que pouco sabe da justiça e, ainda mais ignorante, nem percebe que o Brasil está se encaminhando para ser de novo uma colônia. Não mais de Portugal e sim dos Estados Unidos, que estão cobiçando nosso “ouro negro” – o petróleo do pré-sal.

E os bandidos brasileiros que bem entendem as regras do jogo são os muito ricos que vivem da exploração do trabalho e dos juros. Juros até mais elevados do que aqueles que os ingleses cobravam da rainha Maria I, a Louca, e que arruinaram Portugal e suas colônias.

Voltando a Lucas Figueiredo:

“Não era segredo que muitos dos criminosos presos acabavam soltos em pouco tempo, o que sugeria o pagamento de suborno. Houve um caso em Vila Rica de um dragão afastado de suas funções e posteriormente processado por ter prendido um assassino que era protegido por uma autoridade local”.

Dragão, como se sabe, não era o animal mítico, e sim um militar a serviço da coroa portuguesa, como o alferes Tiradentes – até que este, finalmente, entendesse as regras do jogo. Um jogo que persiste no Brasil 227 anos depois do enforcamento do inconfidente mineiro.

Já então, como se lê no livro citado, a “seletividade da Justiça não era apenas escancarada; era prevista na lei. Em 1731, foi criada em Vila Rica uma Junta da Justiça dedicada exclusivamente aos ‘delinquentes bastardos, carijós, mulatos e negros’ – ou seja, à escória”, descobriu Lucas Figueiredo ao pesquisar para escrever a biografia de Tiradentes.

Trinta e oito anos depois, escreveu o autor, o governador de Minas Gerais baixou novas instruções determinando a prisão imediata dos “vadios e facinorosos” sem que fosse preciso cumprir nenhuma formalidade. Já os “homens bons”, os “bem reputados” e as “pessoas bem morigeradas”, esses não deveriam ser incomodados com processos judiciais e muito menos com prisão, mesmo que por algum “caso acidental” tivessem cometido crimes.

Um tucano, por exemplo. Desconfio que subsista no Brasil, hoje, algo parecido. Entre as adaptações modernas às instruções vigorantes em Vila Rica, não é preciso ser preso e processado, se o suspeito for um pobre favelado e, sobretudo, negro e jovem. O policial poderia simplesmente matá-lo a tiros, se sentir-se ameaçado.

Alguma coisa Bolsonaro, com sua estupidez, e Sergio Moro, com seu projeto de lei anticrime, aprenderam com essa antiga história.

Que o povo também aprenda. Só assim ele será livre.

Voltando, porém, à decisão do Supremo que permite o esquartejamento da Petrobras e a venda das subsidiárias sem licitação e autorização legislativa. A consequência é mais grave do que o imaginado, como deixa claro essa nota do Clube de Engenharia (fundado em 1880), assinada pelo seu presidente, Pedro Celestino, e divulgada na noite de ontem:

“O Brasil está de luto

O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem que a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação; entretanto, a exigência de tal autorização não se aplica à alienação de subsidiárias e controladas, desde que a criação delas não tenha sido feita por lei.

Decidiu ainda que a dispensa de licitação não as exime de seguir procedimentos que atendam aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade estabelecidos no art. 37 da Constituição Federal, de modo a assegurar a necessária competitividade.

Estava em causa a alienação de ativos da Petrobrás, política adotada desde a gestão Bendine, no governo de Dilma Rousseff, para reduzi-la à condição de mera produtora e exportadora de petróleo bruto, tornando o Brasil refém das petroleiras privadas multinacionais para o atendimento às suas necessidades de derivados de petróleo e de petroquímicos.

O Supremo atendeu à lógica formal. Se a decisão de investir em determinado ativo, ou de criar subsidiária ou controlada não se baseou em autorização legislativa, não há por que exigí-la nas alienações de controle acionário. Não atentou o Supremo, entretanto, para a fraude intencional à lei, praticada pelas administrações da Petrobrás desde Bendine: criam subsidiárias com o propósito deliberado de permitir a sua venda. Privatizam a Petrobrás por partes (gasodutos, refinarias, petroquímicas), em negócios sem a mínima transparência. Nesta toada, todos os ativos da Petrobrás poderão ser vendidos sem a necessária autorização legislativa. Sob o silêncio atordoante das nossas lideranças empresariais, o Brasil perde uma ferramenta essencial ao seu desenvolvimento.

Décadas de esforços para construir uma das maiores petroleiras do mundo estão postos a perder. Mais de 5000 empresas, nacionais e estrangeiras, cerca de 800.000 empregos qualificados, dos quais os de mais de 60.000 engenheiros, perderão a razão de ser. A nós, brasileiros, no setor de óleo e gás, restarão empregos e negócios nas áreas de segurança, transporte e alimentação. Por isto, está de luto o Brasil.

O Clube de Engenharia continuará a lutar pela preservação do nosso patrimônio. Neste sentido conclama todos quantos tenham compromisso com os interesses nacionais a instarem o Congresso Nacional a, com a urgência possível, adotar legislação que impeça a continuidade do desmonte da nossa estrutura produtiva, que nos remete de volta ao passado colonial e ao risco de uma explosão social.

Pedro Celestino – Presidente”

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A vitória da Avaaz sobre as fake news da extrema direita

Belo Horizonte também resiste contra as fake news e as medidas de terror implementadas por este governo de Jair Bolsonaro! No protesto de ontem contra os cortes na educação, o segundo em apenas 15 dias, a manifestação na cidade estava LOTADA! Bem maior que a anterior, que já estava cheia, e infinitamente maior que a dos bolsonaristas do último domingo. Foto: Humberto Trajano / G1

 

Texto escrito por José de Souza Castro:

Recebi nesta quinta-feira da Avaaz, sobre a qual já escrevi algumas vezes aqui, um e-mail em que anuncia: “Estamos tão orgulhosos de nosso movimento”. E com boa razão: é um movimento que ajudou o Parlamento Europeu a não “se afogar em fake news nas eleições do último final de semana”.

Pena que não tivemos uma Avaaz para nos defender de Bolsonaro nas eleições do ano passado. A ONG se concentrou no problema ao constatar o avanço da extrema direita, depois das vitórias de Trump, do Brexit e de Bolsonaro.

Para enfrentar essa ameaça, “a Avaaz expôs e forçou a derrubada do que, provavelmente, foram as maiores redes de desinformação da História”.

O trabalho da Avaaz foi financiado por 80 mil doadores e contou com a ajuda de outros 80 mil voluntários e quase 2 milhões de membros. A ONG montou uma “sala de guerra” em Bruxelas, onde um “time de 30 pessoas revelou o que 30.000 monitores do Facebook deixaram passar – uma imensa teia de redes de desinformação despejando mentiras tóxicas no coração da Europa. Nós entregamos ao Facebook 700 páginas com os resultados de uma investigação detalhada, mostrando como essas redes operam, coordenam e usam contas falsas para enganar as pessoas”, informou a Avaaz.

Acrescentou:

“E nós não só expusemos essas redes. Nós as derrubamos! Na Espanha, Itália, Polônia, Holanda, Reino Unido, França e Alemanha. Para qualquer lugar que olharmos, nós tivemos um impacto. O Facebook removeu redes que alcançaram um total estimado de 3 bilhões (!!!) de visualizações em apenas um ano!!! É o suficiente para alcançar cada um dos eleitores da Europa mais de vinte vezes!”

Em todos os lugares onde a extrema direita havia ganhado as eleições, como no Brasil, ela inundou as redes sociais com fake news e mentiras tóxicas. “A única maneira de realmente acabar com isso é pressionar governos poderosos para regulamentar o Facebook e o YouTube, limpando assim esse veneno”, sustenta a Avaaz.

Além disso, “já que extremistas cheios de ódio também apostam no não comparecimento dos eleitores às urnas, nós lançamos campanhas inspiradoras de defesa da democracia para incentivar as pessoas a votarem”. Essa campanha “foi vista por mais de 100 milhões de vezes em toda Europa dias antes da eleição! O resultado: a maior participação de eleitores em 25 anos!”

A Europa já resiste contra as fake news propagadas pela extrema-direita, usando principalmente Facebook e WhatsApp para isso. Foto: Avaaz/Divulgação

Aquilo que poderia ter sido a onda de extrema-direita minguou e virou marola. “Os sociais democratas defensores da justiça e a centro-direita pró-Europa seguem sendo os maiores partidos”. Aconteceu, na opinião da Avaaz, verdadeiro tsunami democrático “com os Partidos Verdes, heróis do clima, e os Liberais Democratas, defensores apaixonados da União Europeia, que agora manterão o equilíbrio do poder na nova Europa!”

Tantos sinais de exclamação no texto da Avaaz se explicam pelo entusiasmo com sua vitória sem precedentes contra a desinformação. Uma vitória “que saiu nas capas dos jornais de todo o mundo”.

No Brasil não, até onde sei. Apesar do reconhecimento do diretor-geral do Parlamento Europeu, Jaume Duch Guillot, segundo o qual “a Avaaz tem sido uma força poderosa que ajuda o Parlamento Europeu a engajar as pessoas a votarem nessa eleição de 2019”.

Não basta, porém, se orgulhar do trabalho feito. É preciso continuar, pois, como diz a Avaaz, “a desinformação é uma assassina de democracias e virou a arma secreta da extrema-direita”.

Diante disso, é melhor se informar. Pois, como li em algum lugar, pior do que estar lascado é estar lascado sem o saber.


Nota da Cris:

Olha a que ponto chegamos! Olha o que os jornalistas estão sendo obrigados a checar e noticiar, diante da avalanche de fake news que esse governo de extrema-direita do Jair Bolsonaro, e seus seguidores mais fanáticos, propaga por aí. Percebendo que os protestos de ontem seriam bem mais abarrotados que os de domingo último, os caras inventaram que as pessoas saíram às ruas para protestar contra um decreto fictício de Bolsonaro que proíbe drogas nas universidades. Sinceramente, quem acredita numa paspalhice dessas não merece nem comentários. Mas os jornalistas vão lá e fazem seu trabalho, checam, verificam, publicam, desmentem. O problema é que as fake news se espalham como fogo em palha, enquanto o desmentido com a verdade atinge 4.000 pessoas… Avaaz e os outros temos um longo e árduo trabalho pela frente – contra os mal-intencionados e contra os burros que acreditam neles.


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