Detector de mentiras desconstrói pronunciamento de Temer

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Texto escrito por José de Souza Castro:

Michel Temer gastou no sábado 12 minutos para tentar se defender da denúncia da Procuradoria Geral da República que se baseou na delação de Joesley Batista, dono JBS e da marca Friboi. No domingo, um laudo técnico da Truster Brasil (Tecnologia em análise de voz) afirmou que o Presidente da República “parece ter conhecimento de que não existe manipulação no áudio divulgado” e que “sabe que não continuará à frente do governo”.

O laudo assinado por Mauro J. Nadvorny – “Perito em Veracidade” – pode ser lido aqui. A Truster Brasil, com sede em Porto Alegre, é representante oficial da Nemesysco. Esta, conforme a Wikipedia, é uma empresa israelense que vende programas de análise de voz, comercializados para prevenção de fraude, entre outros propósitos, e que têm sido usados por companhias de seguro, call centers, bancos e aeroportos.

A Nemesysco precisa ainda provar que sua tecnologia não se sustenta numa pseudociência.

Temer tem muito a agradecer por essa ressalva. Pois, a ser verdade o que diz o laudo, o presidente da República não estava sendo verdadeiro, no seu pronunciamento de sábado, “quando afirma que o áudio estaria sendo impugnado por conta das mais de cinquenta edições realizadas e não tem certeza de que o áudio tenta macular sua reputação e invalidar o país”. Ainda, que não está sendo verdadeiro quando afirma: Continuar lendo

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Aécio Neves e o que não se lia na imprensa mineira até recentemente sobre ele

 

Texto escrito por José de Souza Castro:

Em 2010 resolvi ajuntar num livro os artigos que eu vinha escrevendo no blog Tamos com Raiva, precursor deste, e no blog do Massote, sobre o governo Aécio Neves.

O livro nunca foi publicado, nem na biblioteca do blog.

Acho que chegou a hora de fazê-lo, neste momento em que muitos mineiros, que ao longo dos anos em que Aécio governou Minas nada leram contra ele e seu governo na imprensa mineira, devem estar surpresos com as denúncias que surgem com as delações da Lava Jato, sobretudo as da JBF.

Finalmente, parece que se rompeu o impenetrável manto de proteção que a imprensa brasileira vinha dando ao neto de Tancredo Neves e à irmã dele, Andréa Neves, que teve papel importantíssimo no governo Aécio Neves. E que foi presa hoje.

Os blogs independentes, em Minas, não têm condições de suprir o papel da imprensa, sobretudo nas televisões e rádios, dado o seu pouco alcance. Mesmo sabendo disso, Cris e eu decidimos fazer a nossa parte, como jornalistas e cidadãos que prezam a democracia e o Estado de Direito, ambos muito sofridos neste grande e bobo país.

Na introdução do livro, explico melhor minhas motivações ao escrever os artigos e juntá-los num livro.

CLIQUE AQUI para fazer o download gratuito do livro com 165 páginas. E boa leitura!

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Farmácia Popular caminha para o fim no governo Temer

Foto: João Paulo Chagas / Wikipedia

Quando Michel Temer assumiu a presidência do Brasil, sem ter sido eleito para isso, o remédio contra o colesterol Sinvastatina era vendido nas farmácias conveniadas ao programa Farmácia Popular a R$ 1. Um ano depois, o mesmo remédio é encontrado nas mesmas drogarias por R$ 8. Um aumento de 700% no preço. Isso não é inflação, é política de governo. Que afeta, principalmente, os mais pobres e os mais idosos.

(Lembrando que, atualmente, cerca de 40% dos brasileiros têm colesterol alto e aproximadamente 17 milhões de pessoas morrem em todo o mundo devido às doenças do coração, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No país, são cerca de 300 mil mortes por ano em decorrência de infartos e derrames. Por mês, 10 milhões de pessoas, em sua maioria com mais de 60 anos, são atendidas pelo Farmácia Popular.)

O remédio contra colesterol alto é apenas um dos fornecidos pelo programa Farmácia Popular. Há ainda remédios contra hipertensão arterial, diabetes, asma, glaucoma, doença de Parkinson, rinite, osteoporose, dentre outros.

Não sei dizer qual foi o aumento dos preços dos outros remédios, teria que ser feita uma pesquisa entre os usuários ou os estabelecimentos. Mas o aumento do remédio contra colesterol é um indicativo do que deve ter acontecido aos demais.

No início deste ano, o governo anunciou fechamento de quase 400 unidades próprias do Farmácia Popular. Restaram apenas as farmácias conveniadas.

Agora, no dia 11 de maio, o Brasil 247 informou ter tido acesso a um documento oficializando o encerramento de repasses para o programa. Nenhum outro veículo de comunicação do país repercutiu a notícia. Procurei a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde para esclarecer a questão na segunda-feira (15) e ainda aguardo resposta.

Seja ou não verdade esta notícia bombástica do Brasil 247, todas as outras ações citadas anteriormente mostram um fato: o programa Farmácia Popular não é prioridade deste governo e está caminhando para o fim. Pobres velhos doentes e pobres deste Brasil que se tornou uma fábrica de más notícias!


Atualização às 10h30: Não sou só eu que estou preocupada com o fim do Farmácia Popular. Li agora, no site da Câmara dos Deputados, que hoje será criada uma Frente Parlamentar em Defesa do Farmácia Popular. O evento, às 18h, terá transmissão ao vivo. Diz o texto: “Segundo os farmacêuticos brasileiros, o programa “Farmácia Popular do Brasil” vem passando por inúmeras dificuldades, sendo inclusive ameaçado de exclusão das políticas públicas do Governo federal.”

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