60 músicas de Rita Lee comentadas por ela própria

Rita Lee, a rainha do rock’n’roll brasileiro. Show em outubro de 2008, em Nova Lima. Foto: CMC

Todo mundo já escreveu sobre a autobiografia de Rita Lee, eu acho. Há os que a amaram (como eu!) e os que a odiaram, geralmente o pessoal que achou que ela foi injusta com os Mutantes, etc e tal. Paciência, não vou entrar nesse mérito.

O que me parece incontestável, seja de qual time você for, é que Rita é nossa rainha do rock, uma mulher incrível, criativa, grande compositora e letrista, totalmente porra-louca, e que muito contribuiu para a música brasileira, para a quebra de diversos tabus e para abrir caminhos para outras mulheres fazerem o que lhes desse/der na telha.

É sobre as músicas dela que vou falar neste post, não sobre sua biografia contestadíssima. Porque, sim, dentro dessa autobiografia de histórias conturbadas, que passam pela ditadura militar, pelas drogas, pelos E.T.s, pelos casamentos e até por uma cena de abuso sexual infantil grotesca, há muitas informações sobre as músicas incríveis criadas pela fazedora-de-hits Rita Lee — contadas por ela própria, tem coisa melhor que isso? Explicações, comentários, bastidores, inspirações…

Super recomendo a leitura integral do livro, mas, se você quiser saber especialmente sobre as canções, este post dá um gostinho. Separei algumas dessas partes na biografia em que Rita Lee fala sobre suas composições e transcrevo abaixo, entre aspas, na ordem de aparição no livro. Bom divertimento! Continuar lendo

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Este dia chegou! 4 coisas que aprendi sobre o desmame

Quem acompanha este blog há mais tempo, sabe que, no primeiro mês depois do nascimento do Luiz, passei aperto com a amamentação. Achava todo o processo um verdadeiro saco. Aos poucos, foi ficando mais fácil. As mamadas passaram a acontecer em horários mais definidos (mais ou menos ao fim do primeiro mês), meu filho começou a interagir comigo enquanto mamava (aos 3 meses), minha dor insuportável parou de acontecer (4 meses), ele parou de mamar de madrugada (entre os 4 e os 6 meses), ficou menos dependente ao começar a ingerir outros alimentos (aos 6 meses) etc.

Sem que eu me desse conta, comecei a gostar de amamentar.

Todas as imagens: Pixabay

Tinha, enfim, pegado o jeito. E me sentia bem por alimentar meu filho com uma seiva que eu mesma produzia. Me sentia feliz vendo Luiz crescendo a olhos vistos e ficando forte, e sem nunca ter adoecido. Decidi que continuaria amamentando até que uma destas duas coisas acontecesse primeiro: 1) Luiz completar os 2 anos recomendados pelo Ministério da Saúde e OMS ou 2) até ele não querer mais.

Acabou acontecendo a segunda coisa primeiro, e o desmame se deu naturalmente, quando meu filho estava com 1 ano e 4 meses.

Eu me dei conta de que, quando somos mães de primeira viagem, encontramos toneladas de informações sobre a amamentação, mas muito pouca coisa sobre o desmame. E eu tinha várias dúvidas a respeito do desmame, como, por exemplo:

  • Meu leite ia demorar a secar?
  • Meu peito poderia empedrar, por causa do leite que nunca sai?
  • Meu filho poderia “se arrepender” de não querer mais mamar?
  • Meu leite ia começar a vazar na roupa o tempo todo?
  • Eu sentiria alguma dor?
  • Eu sentiria algum sofrimento por parar de mamar?
  • Seria um processo tranquilo para meu bebê?

Agora que o processo já está devidamente concluído — mais uma pequena etapa vivida, mais um ciclo fechado neste aprendizado diário da maternidade! –, posso compartilhar o que aprendi aqui no blog, como faço uma vez por semana: Continuar lendo

Dirigentes do FMI mostram que a política fiscal no Brasil é burra

Texto escrito por José de Souza Castro:

Vivemos num mundo de mudança econômica dramática, constatam Vitor Gaspar e Luc Eyraud num artigo publicado na última quinta-feira (20) pelo Fundo Monetário Internacional que pode ser lido AQUI em inglês. Traduzindo livremente, tento resumir o artigo, que me parece contraditar a política econômica do governo Temer. Os autores não citam o caso do Brasil. Eles devem ter motivos para isso, eu não – e vou colocando minha colher de pau, entre colchetes.

[Vitor Gaspar foi ministro das Finanças de Portugal e desde fevereiro de 2014 dirige o Departamento de Assuntos Orçamentários do FMI. Luc Eyraud é chefe adjunto do Departamento de Assuntos Fiscais da entidade. Sabem do que estão falando].

As condições atuais no mundo requerem novas e mais inovadoras soluções, às quais o FMI chama de “smart fiscal policies”, que são aquelas políticas fiscais inteligentes que facilitam mudanças, utilizam seu potencial de crescimento e protegem as pessoas que mais sofrem.

Ao mesmo tempo, reconhecem os autores, empréstimos excessivos e níveis recordes de dívida pública têm limitado os recursos financeiros disponíveis para o governo. Assim, a política fiscal precisa fazer mais com menos. Por sorte, muitos começam a compreender que o kit de ferramentais fiscais é maior e mais poderoso [do que a equipe econômica do governo Temer imagina].

Cinco princípios orientadores esboçam os contornos dessas políticas fiscais inteligentes que estão descritas no capítulo primeiro do “Fiscal Monitor” de abril de 2017 do FMI. São elas:   Continuar lendo