#Playlist: a trilha sonora do festival de blues de Rio das Ostras

Vanessa Collier é esta detonando no sax!

Pensa só. Fã de blues como eu sou, e nunca pude ir ao maior festival de jazz e blues do país, o de Rio das Ostras. Geralmente ele era em agosto, se não me engano, quando eu nunca estava nem de férias nem de folga. Neste ano, em sua 15ª edição, o evento vai acontecer no feriado de Corpus Christi: daqui a pouco, entre os dias 31 de maio e 3 de junho. Adivinha só… também não vou poder ir.

E a organização chamou muita gente fera para tocar em 2018, viu. A programação já inclui, de cara, três blueseiros brasileiros das antigas, de quem sou muito fã: o gaitista Jefferson Gonçalves, o guitarrista Igor Prado e Big Gilson, que era da ótima banda Big Allambik.

Além deles, estarão lá, entre uma porção de gente legal, o guitarrista de Chicago Stanley Jordan, acompanhado de Armandinho, e a saxofonista Vanessa Collier, que adorei conhecer agora, enquanto montava esta playlist.

Sim, porque, se eu não vou poder ir ao festival, que ele venha até minha casa. Se você puder ir, vá! Rio das Ostras eu já tive o prazer de conhecer e, só pelas praias, já valeria a visita. Com música boa – e gratuita –, então, nem se fala. Mas se você estiver na mesma que eu, aproveite para curtir as músicas do pessoal que vai se apresentar por lá, e que reuni aí embaixo em uma playlist de 55 minutos de duração:

 

 

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Em 2 anos de governo Temer, estimados 730 retrocessos por dia

 

Quando o (des)governo de Michel Temer completou um mês de existência, eu tinha conseguido colecionar uma lista com 30 retrocessos. Um por dia.

Agora ele completa dois anos de existência e, é claro, fui obrigada a desistir, há tempos, de acrescentar retrocessos à minha lista – ou eu não faria mais nada da vida. Se tivesse continuado, era provável que o ritmo fosse o mesmo, e hoje tivéssemos bem uns 730 descalabros pra contabilizar.

Aí vem o sujeito na maior cara de pau, mal orientado por uma equipe de marqueteiros bem ruim de serviço (e de gramática), e tenta se comparar a Juscelino Kubitschek, com seu famoso slogan “50 anos em 5”. Foi tão tosca a ideia que logo virou piada: todo mundo tirou a vírgula do “Brasil voltou, 20 anos em 2” e o slogan apenas serviu pra desenhar o que todo mundo já sabe: houve retrocesso, e dos bravos.

Todo mundo já escreveu um bocado sobre isso nos últimos dois dias e eu não faria o mesmo, mas gostei tanto do texto zangadíssimo de Ricardo Kotscho que resolvi compartilhá-lo por aqui. Dois trechinhos:

“Só pode ser delírio querer vender a ideia de que o Brasil voltou aos bons tempos nas mãos desta gente corrupta e medíocre, que destruiu os direitos sociais, concentrou a renda, aumentou a mortalidade infantil, fez o brasileiro voltar a cozinhar no fogão a lenha, aumentou o número de desempregados para 14 milhões de trabalhadores e não passa uma semana sem ser ameaçado por novas denúncias.”

“Nesta volta ao passado que o período Temer representou, vai levar bem mais de 20 anos para o Brasil recuperar a confiança e a auto-estima, recuperar os alicerces de um país democrático e o respeito do resto do mundo.”

CLIQUE AQUI para ler na íntegra.

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Mineroduto da Anglo American: transtornos muito além dos rompimentos

Em março, o mineroduto da Anglo American se rompeu duas vezes, “levando poluição a um manancial que abastece a cidade Santo Antônio do Grama (MG), impactando uma população de 4.200 pessoas.” O resultado foi uma multa aplicada pelo Ibama e suspensão das atividades da mineradora por 90 dias.

Meu pai escreveu sobre isso aqui no blog no começo do mês, mas as aspas que peguei emprestadas no parágrafo anterior são do repórter Léo Rodrigues, que publicou uma matéria muito interessante na Agência Brasil, nesta segunda-feira. Ele divulga o lançamento do livro Violências de mercado e de Estado no contexto do empreendimento minerário Minas-Rio, feito por pesquisadores da UFMG, que ouviram moradores das comunidades afetadas pelo empreendimento.

Relata Léo Rodrigues:

“Foram identificados violações e danos ainda não devidamente reconhecidos pela mineradora e pelo Poder Público. Entre as situações descritas, estão a extinção de nascentes, a poluição e o assoreamento de mananciais, que acarretariam a escassez de água. Também são mencionadas remoções forçadas, prejuízos à agricultura e pecuária familiar, morte de peixes, impactos na pesca, trânsito intenso de veículos, incômodos gerados por poeira e lama, barulhos intensos das obras, falta de transparência que impede o direito à informação, invasão de propriedades por máquinas, entre outros.”

A matéria também dá amplo espaço ao “outro lado”, com posicionamentos da mineradora, do Ibama e da secretaria estadual responsável por liberar as licenças ambientais. É possível ler tudinho clicando AQUI.

Mas eu gostaria mesmo era de ler o livro, que foi distribuído gratuitamente no dia de seu lançamento, em 3 de maio, na Casa do Jornalista. Quero me debruçar sobre as histórias dessa gente sofrida, que vê um mineroduto enfiado goela abaixo, levando embora sua água, e nada pode fazer. Se alguém souber como consigo o PDF do livro, favor compartilhar aí nos comentários 😉

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