O que o encantamento dos bebês pode nos ensinar

Foto: Pixabay

Quando passeio com Luiz de carrinho – coisa que ele adora! – é um encantamento só.

Ele vê um passarinho e aponta o dedo para lá, exclamando em sua língua de bebê:

– Hum!

Vê um cachorro mais adiante, e repete o ritual:

– Ãhn!

O mesmo com as árvores, flores, carros, prédios, e, claro, outras pessoas.

Ele é um explorador. Mesmo quando não está livre, engatinhando ou andando, está observando tudo, com as anteninhas do radar ligadas.

O mundo enche seus olhos, atiça sua curiosidade.

Cada “Hum!” dele é como se dissesse:

– Olha que coisa mais interessante é esse passarinho, mamãe! Ele voa! Ele tem asas! Tem penas coloridas! Tem bico! Mas que coisa maravilhosa que ele é!

(Quando ele aprender a falar, tenho certeza que suas palavrinhas serão exclamativas e admiradas assim)

Às vezes, distraída em meus pensamentos e mergulhada na rotina massacrante em que estamos todos, ando pela rua como se estivesse no automático. Meus olhos não enxergam muito além dos meus próprios passos batendo no chão da calçada.

E sou interrompida a cada “Ãhn!” que o Luiz solta. Saio da absorção direto para a ponta do dedinho dele, que guia meu olhar para alguma nova maravilha, bem ali, à minha frente. Olha só, que pássaro lindo pousado na fiação! Quem diria, tem uma flor colorida nascendo naquele arbusto!

O encantamento do meu filhote me lembra que o mundo é sim, um lugar mágico, cheio de coisas interessantes, curiosas, às vezes maravilhosas. Nós, adultos, é que fechamos nossos olhos para tudo isso, às vezes preocupados demais com algum problema do serviço, ou viciados demais nas telas do smartphone. Ou, simplesmente, cansados demais.

Que o encantamento dos bebês possa nos contagiar e ensinar nossos olhos a mirar para o que realmente importa!

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Presidente da Andrade Gutierrez cospe no prato em que comeu

Texto escrito por José de Souza Castro:

Em entrevista publicada domingo pela “Folha de S.Paulo“, o presidente da Andrade Gutierrez, Ricardo Sena, cospe no prato em que comeu. Melhor dizendo, cospe em Aécio Neves: “Não tenho o menor apreço”, diz, mas votou nele em 2014: “Votei no Aécio porque eu achava ele menos ruim que a Dilma. Mas sou do Aécio? Sou nada!”.

Esse trecho da entrevista feita pela repórter Renata Agostini foi suprimido pela edição impressa do jornal. O portal parece ter sido menos prudente – ou não deu a devida atenção à pretensa força de Aécio junto aos Frias, donos da Folha/UOL.

O mais interessante é que o próprio presidente do Conselho de Administração do Grupo Andrade Gutierrez, Ricardo Sena, que assumiu o cargo em 2015, depois que seu antecessor foi preso pela Lava Jato, parece também ter-se esquecido de como Aécio foi importante para a empresa, quando governador de Minas. No mínimo, o governador não pôs obstáculo a que a AG comprasse, em 2009, 32,96% do capital votante da estatal mineira adquiridos sem licitação, durante o governo do também tucano Eduardo Azeredo, pelo consórcio formado pelas americanas AES e Mirant e pelo Banco Opportunity. Mais informação sobre isso AQUI e AQUI.

Logo no começo da reportagem, afirma-se que Ricardo Sena não está envolvido nas irregularidades confessadas pela empresa às autoridades, mas “seu nome já apareceu na Lava Jato”. Diz que numa troca de mensagens entre executivos do grupo, ele aparece reclamando da vitória da petista Dilma Rousseff em 2014, quando derrotou o tucano Aécio Neves. Reportagem anterior da “Folha” sobre o tema cita Ricardo Sá – e não Sena.

Um erro. Ricardo Sena não desmentiu, quando Renata Agostini fez a seguinte pergunta: “ O senhor tem birra do PT? O senhor aparece na Lava Lato numa troca de mensagens com outros executivos da Andrade reclamando da vitória de Dilma Rousseff em 2014.” Resposta: Continuar lendo

Morreu Luiza, cuja foto eu guardava na carteira para me lembrar sempre de quem quero ser

Andei por muitos anos com a foto de Luiza em minha carteira.

Velhinha, enrugadinha, maquiadíssima, cheia de bijuterias coloridas, roupas também coloridíssimas. Sorrisão.

Assim era ela na foto, bela tradução da figura real, que conheci quando eu tinha 14 anos e ela, 75.

Brigas de família que não vêm ao caso me fizeram morar em sua casa, com minha mãe, durante cerca de quatro meses. Continuar lendo