Manual para acabar com um Brasil brasileiro, em 15 passos

Texto escrito por José de Souza Castro:

O jornalista Mauro Santayana se aventura no atrativo mercado das obras de autoajuda com o texto “Como manter uma colônia ou eliminar um concorrente” publicado eu seu blog. Em menos de 1.500 palavras, ele dá uma receita, em 15 passos, para o êxito da empreitada. Sim, a mesma empreitada que vem destruindo rapidamente o Brasil, em benefício do grande capital internacional capitaneado pelos Estados Unidos com a inestimável ajuda de uma minoria de brasileiros, com destaque para Michel Temer e seu bando.

Um texto tão conciso, escrito por um experiente jornalista, dispensa um resumo. Então, transcrevo-o na íntegra:

1 – Comece por cortar a sua possibilidade de financiamento, apoiando a criação de leis que impeçam o seu endividamento, mesmo que ele tenha uma das menores dívidas públicas entre as 10 maiores economias do mundo e centenas de bilhões de dólares em reservas internacionais, que você esteja devendo muito mais do que ele com relação ao PIB, e que ele seja o seu quarto maior credor individual externo. Continuar lendo

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#Playlist: uma homenagem a Dolores O’Riordan e Flávio Henrique, nossas tristes perdas da semana

Esta semana ficou triste por conta da morte, tão jovem, com meros 46 anos, da cantora e compositora Dolores O’Riordan, vocalista da banda irlandesa The Cranberries, e em seguida da morte, tão jovem, com meros 49 anos, do compositor mineiro, cantor, produtor cultural, agitador político, fazedor de marchinhas de Carnaval, vocalista e instrumentista do grupo Cobra Coral e presidente da Empresa Mineira de Comunicação, Flávio Henrique Alves de Oliveira.

A playlist da semana não foi criada por mim. Desta vez, resolvi apenas ligar o som e deixar tocar tudo o que foi produzido por Dolores nos Cranberries e por Flávio Henrique, que fez tantas parcerias ao longo da carreira, com gente como Milton Nascimento, Lô Borges, Zeca Baleiro, Ney Matogrosso, e muitos outros. Que seja a trilha sonora de todos no fim de semana!

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Não é brincadeira

Tem coisa melhor que brincar com água e lama? Foto: CMC

 

O Luiz, assim como todas as crianças, fica completamente hipnotizado diante de uma tela. Já decorou os episódios de Peppa Pig e Masha e o Urso e aprendeu a falar “Youtube” antes do próprio nome – e olha que nem eu nem meu marido deixamos que ele fique com smartphone nas mãos por muito tempo.

Mas basta eu falar uma palavrinha mágica e o Luiz larga as telas sem pensar duas vezes: “BRINCAR“.

Pode ser que algum dia, provavelmente quando ele for uma “criança grande”, ou adolescente, nenhuma palavra, mágica ou não, faça com que ele desgrude do celular ou do videogame ou de qualquer que seja a moda da época. Aposto que isso vai me dar um aperto danado no coração também. Mas hoje, com seus 2 aninhos de vida, basta eu chamar pra brincar uma única vez e ele fica na maior alegria. Isso quando não é ele que me chama: “Bincar, mamãe!” Bonitinho demais.

Nada é melhor do que brincar com a mamãe ou o papai!

Não precisa ser nenhuma especialista para saber que nossas melhores memórias afetivas são criadas nesses momentos de brincadeira, lazer, passeios ou viagens. Escrevi sobre isso na semana passada. Basta qualquer um de nós fechar os olhos e se lembrar: nossas próprias lembranças confirmam a teoria. As mais doces envolvem brincadeiras.

Sabem como eu aprendi a ler e a escrever? Brincando de escolinha com minhas irmãs. Lembro direitinho da felicidade da minha mãe num dia em que ela pegou um envelope já usado, que estava sobre seu criado-mudo, e começou a escrever várias palavrinhas nele, enquanto fui lendo uma a uma. “Olha, a Cris já sabe ler!”, ela dizia, eufórica. Depois, ouvi a mesma história sendo repetida para várias pessoas: “Ela aprendeu a ler de tanto brincar com as irmãs, que fingiam ser as professoras e escreviam no quadro-negro de brinquedo”. Eu tinha 5 anos e lembro disso como se tivesse sido ontem. Olha o poder que esta memória tem! Continuar lendo