#Playlist: 10 canções para Belo Horizonte

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Hoje é aniversário da minha cidade do coração, Beagá, Belo Horizonte, Belô.

Por isso, fiz uma playlist especial, com canções que remetem a BH, muitas delas de artistas locais, como Affonsinho, Skank e Graveola.

Bom proveito!

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13 dicas para um desfralde (diurno e noturno) tranquilo para a criança e para os pais

Já fazia muito tempo que eu não postava nada sobre a lida da maternidade aqui no blog.

(Parêntesis para explicar que, até junho, eu trabalhava em uma revista sobre criação de filhos e, por isso mesmo, sempre tinha inspiração para pelo menos um post semanal a respeito. Hoje tenho tido menos ideias de textos e inclusive menos vontade de escrever sobre isso.)

O momento político do país anda tão árduo que parece ingênuo tratar de primeira infância e dos dilemas que envolvem os pequenos. Mas, querendo ou não, com presidente democrático ou ditador, as crianças continuam aí, nos envolvendo todos os dias, não é mesmo?

Com isso em mente, achei que valia escrever sobre um assunto que tira o sono de muitas mães e pais, que é o desfralde. Eu era uma que achava que seria um pesadelo, dificílimo. Fiquei muito surpresa ao constatar que o processo todo foi muito simples, quase que natural mesmo. (O mesmo tinha acontecido com o desmame, diga-se de passagem.) Eu estava esperando o desfralde noturno também se consolidar para poder escrever a respeito. Como isso já aconteceu, sinto-me à vontade para compartilhar estas 13 dicas, torcendo para que sejam úteis para quem estiver passando por essa fase agora (ou temendo passar):

#1 SINAIS – Muito antes do desfralde, a gente já vinha estimulando há tempos que o pequeno avisasse sobre o cocô. Esse primeiro passo, de conseguir avisar que estava querendo fazer cocô, foi um dos sinais de que o momento do desfralde estava próximo. Outro sinal foi o incômodo com a fralda cheia de xixi, por exemplo.

#2 PARTICIPAÇÃO – Há bastante tempo já, toda vez que ele fazia cocô na fralda, a gente jogava o dito-cujo no vaso e deixava ele acompanhar o processo – assistir, ver a gente dando descarga, dar tchau etc.

#3 FERRAMENTA ÚTIL – Outro passo meramente educativo foi a compra do peniquinho, que fizemos acho que em janeiro ou fevereiro. Levei ele junto, deixei que escolhesse o modelo, expliquei pra que servia. No começo, não queria nem assentar. Aos poucos, foi ficando mais curioso.

#4 MOMENTO ESTRATÉGICO – Aproveitamos um momento em que ele estava ficando mais tempo em casa conosco (a greve na escola dele, em maio), para deixá-lo sem fralda. (Momento de férias também é útil.) Pra facilitar, deixávamos sem cueca também. Ensinamos ele a abaixar as próprias calças na hora de fazer xixi. Ele estava com 2 anos e 5 meses.

#5 SEM PRESSÃO – O processo todo de desfralde levou umas 3 semanas. Fizemos tudo com calma, sem pressão. Tirando a fralda durante o dia, colocando ao sair de casa, por exemplo. No dia em que ele pedia pra usar fralda, colocávamos, sem problemas. Discordo de gente que diz que desfralde tem que levar dois dias, acho que não tem a menor necessidade de fazer as coisas na correria.

#6 ESCAPULIDAS – Ao longo dessas três semanas, ele fez xixi na calça pouquíssimas vezes. Quando aconteceu, tratamos com tranquilidade, sem estresse, falando que pode acontecer e tal. Cocô ele nunca fez na calça. Foi o que aprendeu primeiro a avisar e fazer na hora certa, acho que muito por causa dos itens 1 e 2. Nos outros momentos todos, quando avisava sobre a vontade de fazer xixi ou ia sozinho até o banheiro, sempre elogiamos bastante, pra ele valorizar o gesto.

#7 O QUE FOR MAIS CONFORTÁVEL – Estimulamos a fazer só xixi no penico e cocô no vaso, usando redutor. Em pouco tempo, não precisava nem do redutor, ele mesmo aprendeu a se segurar e equilibrar. No começo, ele só fazia xixi sentado – e tudo bem, o importante é o que deixa a criança mais confortável. Aos poucos, foi preferindo fazer em pé, até porque ele cresceu um pouco e não teve mais que ficar na ponta do pé pra alcançar o vaso. Nesse momento, ele aposentou o peniquinho — e até já o doamos a outra criança, agradecidos pelos serviços prestados.

#8 TRUQUE DO XIXI – Às vezes ele ficava “travado” pra fazer xixi na privada, isso acontece até hoje. Truque simples: ligo a torneira e deixo fazer o barulhinho de água escorrendo, e ele logo solta o xixi.

#9 INDEPENDÊNCIA CONQUISTADA – Quando assustei, ele já tava indo sozinho ao banheiro, fazendo xixi no penico, jogando ele mesmo o xixi no vaso e subindo as calças de novo! Nem avisava mais!

#10 LEMBRETES – Uma dica que adoto até hoje é perguntar se quer ir ao banheiro de tempos em tempos e em momentos estratégicos, como antes de sair de casa ou antes de dormir. Porque eles às vezes se esquecem no meio de brincadeiras muito longas.

#11 DESFRALDE NOTURNO VEM DEPOIS – No fim de maio, já estava desfraldado durante o dia. Mas mantive a colocação de fralda logo antes de dormir.

#12 NÃO TEM PROBLEMA VOLTAR ATRÁS –  Em agosto, percebi que as fraldas estavam amanhecendo sempre secas e resolvi fazer o desfralde noturno. Durou bem por umas semanas, mas teve uma semana em que ele fez xixi na cama todas as noites e resolvi voltar com a fralda noturna, com medo de a pressão fazer ele regredir no desfralde diurno (o que não aconteceu). É importante entender o tempo da criança, e respeitá-lo. O mesmo recuo poderia ter acontecido no desfralde diurno, se fosse o caso.

#13 DESFRALDE NOTURNO – Em outubro tentei de novo (mais uma vez porque as fraldas estavam amanhecendo sempre secas) e, desta vez, deu certo. O desfralde noturno foi aos 2 anos e 10 meses. Nunca fez xixi à noite desde então. Às vezes até acontece de acordar no meio da noite pra pedir pra ir fazer xixi. Sempre peço pra ele fazer xixi antes de dormir e, no começo, gostava de reforçar que ele podia me chamar no meio da noite se ficasse apertado. Hoje em dia prefiro não bater mais nessa tecla, porque ficou desnecessária.

 

Agora que meus dois maiores temores da primeira infância – o desmame e o desfralde – já passaram, e sem grande estresse, estou pelejando é pra passar pelo desapego da chupeta… Esta eu ainda não consegui superar, e o processo tem sido bastante árduo, viu! Se der certo, volto aqui ao blog para contar como foi 😉

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Campos de concentração nazista de loucos no governo Bolsonaro?

Texto escrito por José de Souza Castro:

Foto: Luiz Alfredo/Museu da Loucura (1961)

Entre as regressões possíveis no governo Bolsonaro, uma já foi assinalada, sem que a imprensa e os eleitores tomassem conhecimento, ainda durante o governo Temer: a volta dos manicômios. Tenho interesse especial nesse tema, mas só tomei conhecimento da novidade ontem no blog Viomundo.

Soube da existência de manicômios ainda menino, ao ouvir, no começo dos anos 50 do século passado, que um irmão de meu pai – o tio Vital, nascido em 1899 em Santo Antônio do Monte, vivia desde jovem num hospício de Barbacena.

O horror dessa situação, porém, só me bateu forte quando o “Jornal do Brasil”, onde eu trabalhava, acompanhou a visita do psiquiatra italiano Franco Basaglia, em 1979, no hospital psiquiátrico de Barbacena, fundado em 1903.

Estudioso do problema dos manicômios, Basaglia comparou o Hospital Colônia de Barbacena, o maior do Brasil, a um campo de concentração nazista. Na época, o psiquiatra italiano liderava uma campanha mundial pelo fechamento dos manicômios.

Não sei se foi nesse manicômio – havia outros em Barbacena – que meu tio Vital, que ao nascer fora homenageado com o mesmo nome do pai acrescido de um Filho, passara a maior parte de sua vida. Uns sete anos antes da ida de Basaglia, Vital tinha sido libertado por um irmão, Abelardo.

Assim, ele pôde passar os últimos anos de vida em sua terra natal, na casa de uma irmã. Tinha então 74 anos. Dez anos mais novo, Abelardo, um simples empresário, descobrira que a doença do irmão podia ser tratada em casa, tomando um comprimido diário.

Algo que talvez a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Nova Política Nacional de Saúde Mental e da Assistência Hospitalar Psiquiátrica, lançada no último dia 27 de novembro na Câmara dos Deputados, não saiba.

Ou sabe, mas são deputados com interesses outros que ultrapassam a saúde mental. É possível que não tenham um tio que será condenado a viver, até morrer, num desses hospícios. Talvez, os loucos da família sejam apenas eles – os defensores da nova política nacional de saúde mental.

Nova? Basaglia riria disso, se não houvesse morrido em 1980, um ano depois de sua última visita ao Brasil.

Recorro agora ao artigo do Viomundo, assinado pela jornalista Conceição Lemes. Trecho:

“Entre os que discursaram [no lançamento da Frente Parlamentar Mista], Quirino Cordeiro Júnior, que chegou ao Ministério da Saúde em maio de 2016, com o golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff (PT).

(…) Quirino desqualifica tudo o que foi feito na política de saúde mental no Brasil nos “últimos 30 anos” acusando-a de ”absolutamente ideológica”, entre outras coisas.

Como Quirino é coordenador de Saúde Mental desde maio de 2016, suponho que ele se refira ao período que vai de 1986 a 2016.

Quirino, aliás, tem se apresentado como o executor das políticas elaboradas por representantes do setor privado e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Há anos a ABP tenta o retorno ao modelo baseado em hospitais, que garante ao psiquiatra o controle absoluto do ‘mercado’ da psiquiatria.

É nesse contexto que se insere o artigo de Ana Paula Guljor sobre a apresentação de Quirino no lançamento da frente parlamentar.

Ana Paula é médica psiquiatra, pesquisadora da Fiocruz, no Rio de Janeiro, e diretora da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme).”

E o que diz a diretora da Abrasme? Alguns parágrafos:

“(…) A fala de Quirino no lançamento da Frente Parlamentar Mista Pró-Manicômio é a síntese do projeto político do governo Temer e também sinaliza o caminho que seguirá o presidente eleito.

A proposta deste grupo político se faz representar desde o ministro da saúde anterior, Ricardo Barros, por uma lógica privatista, que busca privilegiar o mercado de planos de saúde e medicina privada.

Reduz a concepção de saúde à ausência de doença.

Desta forma, o tratamento retoma um modelo biologizante restrito a intervenções centradas na medicalização e excluindo os determinantes sociais do processo saúde-doença.

Esta lógica se contrapõe ao processo proposto pela Reforma Psiquiátrica que direciona seu olhar para o sujeito e suas necessidades, não buscando apenas a remissão de sintomas.

A política em curso busca desconstruir o Sistema Único de Saúde em prol do favorecimento de nichos de mercado (indústria de fármacos, corporações médicas, medicina de grupo e planos de saúde), que passam a ditar as diretrizes dos “tratamentos eficazes”.

Esse processo leva quem tem condição econômica mediana e alta à compra de assistência médica privada e conveniada para obter seu tratamento, enquanto condena a massa da população vulnerável à desassistência.”

Desassistência? Ah, bom. Se for só isso, não teremos campos de concentração nazista para loucos no governo Bolsonaro…

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A música do ano: ‘Nenhum Direito a Menos’

Em vez de postar uma descoberta musical, como faço vez por outra, trago hoje esta canção que Paulinho Moska divulgou em julho deste ano e que elejo como a música do ano, diante de todos os retrocessos que coletei em apenas um mês de Jair Bolsonaro eleito.

A letra é sensacional, por isso reproduzo ela na íntegra abaixo do clipe:

Nenhum Direito a Menos (Moska / Carlos Rennó)

Nesse momento de gritante retrocesso
De um temerário e incompetente mau congresso
Em que poderes ainda mais podres que antes
Põem em liquidação direitos importantes
Eu quero diante desses homens tão obscenos
Poder gritar de coração e peito plenos:
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse país em que se vende por ganância
Direito à vida, à juventude, e à infância
Direito à terra, ao aborto e à floresta
À liberdade, ao protesto, ao que nos resta
Eu grito “fora!” esses homens tão pequenos
De interesses grandes como seus terrenos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nessa nação onde se mata e trata mal
Mulher e pobre, preto e jovem, índio e tal
Onde nem lésbica, nem gay, nem bi, nem trans
São plenamente cidadãos e cidadãs
Não quero mais cantar meus versos mais amenos
A menos que antes seus direitos sejam plenos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse Brasil da injustiça social
E de uma tal desigualdade social
Queria ver os grandes lucros divididos
E os dividendos afinal distribuídos
Os bilionários concordando com tais planos
Se revelando seres realmente humanos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse momento de tão pouca luz à vista
E tanto ataque ao que é direito e é conquista
Eu canto tanto desistência, o desencanto
Mas canto a luta, a reexistência, tanto quanto
E quanto àqueles que ainda pensam que detém-nos
Eu canto e grito à pulmões e peito plenos:
Não quero mais nenhum direito a menos.

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Em 1 mês de Jair Bolsonaro eleito, ao menos 40 retrocessos e absurdos; veja a lista

Charge do Duke em 26.11 no jornal “O Tempo”. O sábio ainda está otimista com sua dúvida. Eu só espero trevas para 2019…

 

Quando tinha se passado apenas uma semaninha desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República, contabilizei aqui no blog ao menos 14 medidas anunciadas que significariam grande retrocesso ou que eram simplesmente absurdas. Continuei computando uma a uma (com as devidas atualizações, já que houve também vários recuos, após a péssima repercussão que alguns anúncios tiveram), e hoje divulgo a lista fechada do primeiro mês de Bolsonaro eleito. Cheguei ao número redondo de ao menos 40 retrocessos e absurdos – embora, vendo os parêntesis com links explicativos, o número possa ser bem maior, porque cada uma das coisas tem vários desdobramentos. Isso significa uma média de mais de um por dia. E olha que o novo presidente nem tomou posse ainda. Boa sorte para nós a partir de janeiro!

CLIQUE AQUI PARA VER A LISTA COMPLETA

Dentre as várias coisas escabrosas da lista, destaco as várias imbecilidades no campo diplomático, a começar pela escolha desastrosa de chanceler para o Itamaraty, mas seguindo com a ideia de trocar a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém (comprometendo as relações com os países árabes, sem qualquer vantagem em troca dessa insanidade) e com o colapso do Mais Médicos a partir de fala estabanada do Bolsonaro, colocando em risco o atendimento de milhares de brasileiros.

Mas tem ainda um monte de coisas terríveis, como a investida contra jornais e jornalistas, a perspectiva de rifarem o patrimônio brasileiro para o capital estrangeiro (a começar pelo pré-sal), a escolha de um ministro da Educação que é contra o Enem, é pró-golpe militar e acha que democratizar as universidades é “bobagem”, e a convocação de vários outros nomes esdrúxulos ou corruptos para compor a equipe de transição e os futuros ministérios (que, diga-se de passagem, devem ser 20, e não os 15 prometidos em campanha).

Enfim, como muitos de nós temíamos, as perspectivas para o Brasil nos próximos quatro a oito anos não são nada boas.

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