15 filmes para assistirmos e refletirmos neste Dia da Consciência Negra

Se o Dia da Consciência e Negra serve para alguma coisa certamente é para nos fazer refletir sobre o racismo, que existe até hoje em todo o mundo. Uma das coisas que mais me fazem refletir sobre as tragédias da vida é o cinema. É por isso que, neste post, resolvi selecionar alguns filmes que vi e que me marcaram muito. O primeiro critério que usei para escolhê-los foi a abordagem do racismo — seja como temática principal do filme ou como questão secundária, que inevitavelmente aparece nas experiências desses inspiradores protagonistas negros. O segundo critério foi bem simples: meu gosto pessoal. Só coloquei abaixo filmes que realmente me comoveram, deixando de lado, por exemplo, a recente produção “Um Limite Entre Nós“, que achei chatíssimo, apesar das atuações de Denzel Washington e Viola Davis.

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Uma observação aos leitores com crianças em casa: como racismo é um crime, e que muitas vezes gera violências graves para a vítima, físicas e/ou emocionais, é difícil encontrar uma produção que adocique o tema a ponto de entrar para a classificação indicativa livre. Por isso é muito comum que os filmes abaixo sejam indicados apenas para maiores de 16 ou 18 anos. Mas ninguém melhor do que os próprios pais para avaliarem o nível de maturidade que os filhotes têm para entenderem tamanha tragédia social que se perpetua até hoje. A partir de quantos anos as crianças devem saber que existe racismo no mundo, uma vez que, na minha opinião, crianças não nascem racistas? Só você, pai ou mãe, saberá avaliar o caso do seu filho. O que eu acho é que este mês deveria propiciar a reflexão em toda a família, daí porque estou colocando filmes de todos os tipos aí embaixo.

Segue minha relação, em ordem de classificação indicativa: Continuar lendo

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Um contraponto sobre o filme ‘Mãe!’

No post de ontem, escrevi como achei o filme “Mãe!” sofrível, apesar de ter seus méritos. Recebi um e-mail do leitor Angelo Novaes, poeta e filósofo que já escreveu várias vezes aqui no blog, trazendo um contraponto interessante. Por isso, com a devida autorização dele, decidi reproduzir aqui no blog, ainda mais levando em conta que este é um dos filmes mais polêmicos dos últimos tempos. Antes de lerem o texto do Douglas, um alerta: contém spoilers! Não muitos, mas contém, porque ele já traz a interpretação que ele fez da alegoria de Darren Aronofsky.

Aí vai:

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‘Mãe!’, um filme para nos fazer sofrer

Em cartaz nos cinemas: MÃE! (Mother!)
Nota 5

Assisti ao filme “Mãe!” há umas duas semanas e, até hoje, ainda estava acabando de digerir e pensar sobre ele.

Na sessão de cinema, que muitas pessoas abandonaram ao longo dos 121 minutos de filme, persisti bravamente até o final, mesmo me sentindo totalmente perturbada em vários momentos.

É claro que o incômodo era proposital e até esperado num filme do diretor de “Cisne Negro“, mestre no terror psicológico. Mas o nível de angústia que esse longa gerou em mim, somado a uma estética horrenda e a uma história repetitiva à exaustão, foram uma coisa realmente difícil de aturar. Saí da sala do cinema atordoada, praguejando contra um dos piores filmes que tinha visto na vida.

Depois, comecei a rever meus conceitos. Por um único motivo: não parei de pensar a respeito do filme por dias. Qualquer momento de ócio e lá vinha o “Mãe!” na minha cabeça, raciocinando sobre as alegorias que Darren Aronofsky pretendeu construir. E acho que uma história que tem tamanha capacidade de nos fazer pensar e que não é tão óbvia em suas chaves deve ter algum mérito. OK, não vai ser nota zero, talvez uma nota 3.

O que me leva a aumentar um pouco mais a nota final é Continuar lendo