#Playlist: Como seria meu programa Feito em Casa

A Rádio Inconfidência tem um programa chamado Feito em Casa, em que convida personalidades de diversas áreas para fazerem um programa personalizado, cada qual contando quais músicas mais marcaram sua vida. Vai ao ar na 100,9 FM às segundas, às 22h, ou aos sábados, às 11h, quando costumo ouvir com mais frequência.

Toda vez que escuto esse programa, não consigo deixar de pensar em como eu teria feito a seleção de músicas se eu estivesse no lugar do convidado da vez. Às vezes o convidado coloca uma música tão ruim, mas tão ruim, que penso: pô, você tem direito a escolher as 12 melhores músicas DA SUA VIDA e é esta que você coloca, meu chapa?!

De todas as milhares de músicas brasileiras maravilhosas que existem no universo, é difícil pacas escolher apenas 12, três para cada um dos quatro blocos do programa. Resolvi montar esta playlist de hoje com algumas opções que eu teria feito neste programa. Eis as escolhas, com suas respectivas justificativas: Continuar lendo

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Coloque o filtro da poesia!

dylan

Em tempos duros, vale a pena baixar o filtro da poesia. Pode ser na lente dos óculos, se você for adepto delas. Vejam o que vi nesta semana, com meu filtro ótico:

 

Um casal bem jovem se beijava carinhosamente em frente a uma balada cult de Beagá. Teriam se conhecido lá na véspera e se despediam, quase às 10h de segunda-feira? Ou são um casal apaixonado em começo de namoro? Um reencontro após vários dias? Só sei que a trilha sonora foi bem apropriada: o uó-uó-uó-uó de uma ambulância subindo a rua Rio Grande do Norte. Paixão-febre-infarto. Achei que combinou.

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Duas velhinhas passeando com os cachorros. Encontram uma mulher de uns 40 anos, também com o cachorrinho. Se cumprimentam alegremente. Será que se encontram todos os dias, no mesmo horário, para aliviar as bexigas dos bichinhos? Conversam sobre os peludos, trocam figurinhas sobre pet shops, cartões da nova clínica veterinária?

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Mais adiante, uma mãe com dois filhos. Um de uns 4 anos, outro, idêntico mas maior, com uns 6 anos. Os três se equilibram, braços bem abertos, no meio-fio do canteiro. Riem, como se estivessem numa corda-bamba, no picadeiro de um circo, a 10 metros de altura do respeitável público. Que divertido é brincar pelas ruas, mãe e filhos! Não precisa de celular, de Pokemons, de brinquedos caros de Dia das Crianças: brincar é da natureza humana, requer apenas imaginação.

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E assim vou seguindo, um quarteirão após o outro, diante de casais apaixonados, velhinhas simpáticas e mães com filhos brincalhões. O mundo ainda não está perdido, mesmo que Dórias, Joões Leites, Kalils e Crivellas me digam o contrário.

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A propósito: achei justíssimo que o grande poeta Bob Dylan tenha sido reconhecido com um Nobel de Literatura. Definitivamente, The Times They Are A-Changin’… Ainda bem!

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Um domingo cultural em Beagá

Nos últimos anos, Belo Horizonte definitivamente virou um polo cultural muito bacana. Há festivais enormes, com trocentas atrações, todos os fins de semana. E o melhor é que boa parte das melhores programações é gratuita.

Nos últimos quatro fins de semana, neste mês de setembro, houve pelo menos oito festivais de grande estrutura e com programação para todas as idades (incluindo crianças). Desses, sete eram totalmente gratuitos. Por exemplo, o Noturno nos Museus, a festa de 70 anos do Sesc no Parque Municipal, o Descontorno Cultural, o Domingo no Campus.

Isso sem falar nos trocentos eventos de menor porte que acontecem todos os dias na cidade.

Nossos parques, teatros, casas de show e espaços culturais fervilham. E não é preciso enfiar a mão no bolso para se divertir.

No último domingo, por exemplo, passamos quatro horas passeando pela região da Praça da Liberdade: marido, bebê e eu. Começamos a programação no meio da tarde no CCBB, onde vimos — de graça — a exposição “Mondrian e o Movimento Stijl“. Mesmo sendo o penúltimo dia em cartaz, as filas estavam relativamente curtas, a organização do lugar era ótima e deu para aproveitar muito em cada sala. Aliás, é importante destacar o capricho do pessoal do CCBB, que deixou todo o ambiente com cara de Mondrian — das portas e janelas ao espelho nos banheiros.

De lá, passamos pela praça propriamente dita, onde havia pessoas se divertindo de todas as formas — namorando, dançando capoeira, correndo com o cachorro, passeando com carrinho de bebê, fazendo exercícios físicos etc. Tudo de graça, com aquela natureza exuberante. Na hora em que passamos por lá, o sol estava baixo e tudo estava com aquela luz alaranjada tão bonita de fim de tarde. As fotos não precisaram de qualquer filtro:

Veja as fotos maiores no Instagram do blog: https://www.instagram.com/blogdakikacastro

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Terminamos o dia no Festival Fartura, que tinha ingressos a R$ 15. Lá dentro, desembolsava-se um valor um pouco maior para comer as delícias de restaurantes do Brasil inteiro (tipo R$ 18 por quatro “quibes do sertão” ou R$ 16 por seis croquetes de linguiça) ou tomar uma cerveja (R$ 10, se não me engano). Mas mesmo que você não quisesse gastar nada, ainda podia ouvir uma música de muita qualidade, como as apresentações que ouvi: a banda argentina Sonora Marta La Reina (degustação AQUI) e o feríssima Gustavo Andrade, que sempre tocou blues da melhor qualidade aqui em BH, desde os tempos da Hot Spot Blues Band. Sem falar no set list do Clube do LP, entre os shows.

Voltamos para casa exultantes. Família reunida, alegre, depois de um passeio todo feito a pé, com direito a arte, verde, música e gastronomia. E sem desembolsar quase nada no percurso.

Continue assim, Beagá! 😀

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