Programação de janeiro: toda terça-feira, curtas para assistir de graça

Cena do curta ‘Maré Capoeira’

Está na região central de Beagá na terça-feira e disponível para assistir a um filminho curto na hora do almoço? Então anote a programação do mês da mostra Curta Degustação, promovida pelo Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais, sobre o qual já falei aqui no blog 😉 O evento é sempre às terças-feiras, às 13h, aberto ao público a partir de 14 anos.

15 de janeiro:

The Lunch Date (1989, EUA, ficção, p&b, 12 min.)

Direção de Adam Davidson. Sozinha e amedrontada, uma figura provinciana encara o mundo de uma estação de trens urbanos. Melhor curta em Cannes 90.

BMW Vermelho (2000, São Paulo, ficção, cor, 19 min.)

Direção de Reinaldo Pinheiro. Uma família humilde recebe um verdadeiro presente de grego: um carro de luxo, que não pode ser vendido por dois anos. Para piorar a situação, ninguém sabe dirigir. O tempo passa, e o automóvel acaba tendo usos bastante inusitados…

22 de janeiro:

Maré Capoeira (2005, Rio de Janeiro, ficção, cor, 14 min.)

Direção de Paola Barreto Leblanc. Maré é o apelido de João, um menino de dez anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai, dando continuidade a uma tradição familiar que atravessa várias gerações. Um filme de amor e guerra.

Logorama (2009, França, animação, cor, 15 min.)

Direção de François Alaux. Uma perseguição policial desenfreada, pautada por uma sequência vertiginosa de acontecimentos, através de uma cidade onde as marcas e respectivos logos se multiplicam e se cruzam com pressupostos ficcionais das grandes produções de Hollywood. Uma obra-prima da moderna animação francesa, com uma narrativa mais internacional do que nunca.

29 de janeiro:

Vincent (1982, EUA, animação, p&b, 6 min.)

Direção de Tim Burton. O filme conta a história de Vincet Malloy, um menino de 7 anos de idade que sonha em ser Vincent Price. Leitor de Edgar Allan Poe, confunde sua realidade com as histórias do escritor.

Novela Vaga (2007, Rio de Janeiro, ficção, cor, 8 min.)

Direção de Dado Amaral. Comédia cínica sobre a arte de se fazer filmes de arte.

Onde quer que você esteja (2003, São Paulo, ficção, cor, 15 min.)

Direção de Bel Bechara. No programa de rádio “Onde Quer Que Você Esteja”, Lúcia e Waldir quase reencontram aquilo que realmente haviam perdido.

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Serviço:

Onde? Avenida Augusto de Lima, 270, Centro. BH.

Contatos: 31-3237-3497 / 99247-6574 / 98432-0924 / cecmg1951@gmail.com


Outros posts para cinéfilos:

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Um crime, um acidente e a mesma causa em comum: arma de fogo em mãos erradas

1) No auge dos 32 graus do calorão de Beagá, um pai foi a uma sorveteria com o filho de 10 anos para comemorar o aniversário do garoto, que faria 11 no dia seguinte. Lá dentro, ouve outro cliente chamando seu filho de “gordo” e bate boca com ele, dizendo que aquilo era bullying. A discussão se estende até a rua, e o outro cliente saca uma arma menor que a palma de uma mão e atira no olho do pai da criança, na frente do filho. Depois de disparar, vira-se e sai caminhando tranquilamente, até ser detido por uma testemunha, que chama a polícia. Enquanto isso, a criança chora, tentando reanimar o pai, já morto. [Leia a reportagem de Aline Diniz e Letícia Fontes]

2) Um adolescente de 17 anos, seu priminho, de 10, e outras crianças, estavam em um culto da igreja, no interior de Minas, e, em seguida, foram ter uma aula de música. Chegando à casa, o adolescente encontrou uma espingarda em cima de uma mesa de sinuca e, por curiosidade, pegou a arma. Apontou para uma lavoura de café em frente, atirou – puf! –, mas não saiu nada. Achando que a arma estava descarregada, apontou para o primo mais novo, atirou – bum! – e, desta vez, saiu um projétil que foi parar bem no peito da criança. Pouco depois, o garoto morreu. O outro, que atirou acidentalmente, foi apreendido. O filho do dono da espingarda ficou tão transtornado que quebrou a arma. [Leia a reportagem de Natália Oliveira]

O que esses dois casos têm em comum?

Sim, ela: a arma de fogo. No primeiro caso, foi usada em uma briga por motivo banal, fútil, que poderia ter sido facilmente resolvido entre os dois desconhecidos se tivessem conseguido terminar a discussão com serenidade. Mas, no calor do bate-boca, um deles estava armado. Mirou: bum! E ao menos três vidas foram destruídas graças a esse gesto. O pai era um bandido? Não, de jeito nenhum, estava só tentando proteger o filho do que considerou uma ofensa verbal. O “cidadão de bem” que atirou era um bandido? Não sei dizer, mas agora tornou-se um assassino.

No segundo caso, a arma de fogo foi usada por acidente, ou por ingenuidade. Não existisse arma ali, e as crianças teriam voltado para casa naquele fim de tarde, depois de uma tarde normal com orações e aula de música. Mas a espingarda estava à mão, atraiu a curiosidade da criança mais velha e, bum!, ao menos três vidas foram destruídas graças a essa curiosidade.

Armas de fogo devem ser restritas ao máximo. Quanto mais estiverem disponíveis, à mão de pessoas inabilitadas para manuseá-las (como aquelas sem controle, muito esquentadas ou as crianças), mais frequentes serão os casos de mortes por motivos fúteis (brigas de trânsito são um prato cheio para isso), acidentes com crianças e suicídios.

No entanto, nosso digníssimo presidente e sua equipe planejam, em vez de restringir mais, ampliar o acesso à posse de armas. Mesmo antes de a legislação ter efetivamente mudado, só pelo fato de o país estar vivendo esta atmosfera bélica dos seguidores de Bolsonaro, a venda de armas já disparou (literalmente) no mercado.

Eu chorei lendo estas duas notícias acima, imaginando a dor desses parentes que perderam seus entes queridos para o acaso, facilitado pela presença de uma arma de fogo. Chorarei muito mais, nos próximos anos, com os vários outros crimes ou acidentes evitáveis que certamente vão pipocar por todo o Brasil. Na torcida para que ninguém que eu amo também vire manchete de jornal.

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Por que tirar mais dinheiro dos ricos – e não dos pobres

Alexandria Ocasio-Cortez

Texto escrito por José de Souza Castro:

As pessoas ricas no Brasil pagam pouco imposto, pois a alíquota máxima é de apenas 27,5% sobre a renda, excluindo os dividendos, que são isentos. Apesar disso, há alguns dias, Jair Bolsonaro pensou em reduzir a alíquota dos ricos para 25%, e recuou. Enquanto isso, nos Estados Unidos, uma jovem de 29 anos, Alexandria Ocasio-Cortez, chegou à Câmara dos Deputados, pelo Partido Democrata, com uma proposta “insana”: aumentar a alíquota para até 80%.

A direita ligada ao Partido Republicano caiu de pau. Em defesa dela saiu Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia e colunista do jornal “The New York Times”. Seu artigo, intitulado “Tirar dinheiro dos ricos – o lado econômico”,  foi traduzido por Paulo Migliacci e publicado dia 8 de janeiro pela Folha/UOL. Assinantes podem ler AQUI.

Faço um resumo:

Entre os que não acreditam que a proposta seja uma loucura, supõe Krugman, está Paul Diamond, economista ganhador do Prêmio Nobel e possivelmente o maior especialista mundial em finanças públicas. Num trabalho feito com Emmanuel Saez, um dos maiores especialistas dos Estados Unidos em desigualdade, Diamond estimou que a alíquota ideal de imposto de renda para as pessoas de mais alta renda seria de 73%.

Se fosse implementada nos Estados Unidos, não seria uma loucura. E nem uma novidade. Essa alíquota vigorou por 35 anos depois da Segunda Guerra Mundial, “um período que inclui o momento de maior crescimento econômico em nossa história”, lembra Krugman.

Quando Barack Obama governava, uma renomada especialista em macroeconomia, Christina Romer, então presidente do conselho de assessores econômicos da Casa Branca, calculou que a alíquota ideal seria superior a 80%.

Os economistas que defendem a proposta têm como base duas proposições: a da utilidade marginal decrescente e a dos mercados competitivos. A primeira toma por base o senso comum: US$ 1 mil a mais, para uma família com renda de US$ 20 mil ao ano, fará grande diferença em suas vidas. Mas os mesmos mil dólares adicionais mal serão percebidos por um sujeito que ganhe US$ 1 milhão por ano.

O que isso implica para a política econômica, acrescenta Krugman, é que não deveríamos nos incomodar com os efeitos de uma política econômica sobre os muito ricos. Uma política que torne os ricos um pouco mais pobres afetará apenas um punhado de pessoas, e mal afetará sua satisfação com suas vidas, já que elas continuarão capazes de comprar o que quer que desejem.

Desse modo, a política tributária com relação aos ricos não deveria levar em conta os interesses dos ricos, em si, e sim se preocupar com a maneira pela qual os incentivos causam mudança no comportamento dos ricos, e o que essas mudanças significam para o resto da população.

Quanto à segunda proposição, o importante – vou saltar aqui a explicação técnica – ao tributar os ricos, a única coisa que deve nos importar é a arrecadação que isso gera. A alíquota ideal de imposto para as pessoas de renda muito alta é aquela que permite o máximo de arrecadação.

“E isso é algo que podemos calcular”, diz Krugman, “se tivermos provas da reação da renda pré-impostos dos ricos às alíquotas tributárias. Como eu disse, Diamond e Saez estimam a alíquota ideal em 73%, e Romer em mais de 80% – o que bate com aquilo que Ocasio-Cortez vem dizendo. Um aparte: e se levarmos em conta a realidade de que os mercados não são perfeitamente competitivos e existe muito poder monopolista em ação? A resposta é que isso quase certamente ajuda a defender alíquotas ainda mais altas, porque presumivelmente as pessoas ricas extraem boa parte das vantagens desses monopólios.”

Na opinião do autor, Ocasio-Cortez, longe de se mostrar insana, está perfeitamente alinhada a pesquisas econômicas sérias. Seus críticos, por outro lado, têm ideias de política pública verdadeiramente insanas – e a política tributária tem posição central nessa loucura.

“Os republicanos, você precisa entender, advogam quase universalmente que os ricos paguem alíquotas baixas de imposto, com base na suposição de que cortes de impostos para as pessoas de alta renda terão imensos efeitos benéficos sobre a economia. Essa suposição tem por base as pesquisas de… basicamente ninguém, porque as provas concretas contrariam esmagadoramente essas ideias”, ironiza Krugman. “E por que os cofres do partido exigem adesão à insensatez econômica, este prefere ‘economistas’ que são obviamente fraudulentos e não conseguem nem forjar números efetivos.”

Tudo isso é muito bom. Diverte. Mas não há nada a esperar de Bolsonaro e de sua equipe econômica e dos partidos que os defendem, para que deixem de tentar tirar mais dinheiro dos pobres e passem a tirar dos ricos.

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Para ver em 2019: as melhores séries da Netflix, segundo os leitores do blog

Há pouco mais de um ano, postei aqui as 56 melhores séries da Netflix de acordo com os leitores do blog. O post, colaborativo, recebeu contribuições até recentemente, algumas bastante detalhadas e descritivas.

Mas um ano se passou, dezenas de novas séries surgiram na rede de streaming e muitas outras são promessas para este ano que acaba de começar. Por isso, eu gostaria de lançar o mesmo desafio aos leitores agora:

quais as séries novíssimas, que estrearam nos últimos três meses, que vocês indicam para quem quiser escolher algo novo para acompanhar neste ano novo?

Vou acrescentar por aqui, nas próximas semanas, as respostas que forem chegando, para que este seja o post de consulta de 2019.

Começo compartilhando o vídeo do leitor Paulo Damasceno, que estreou recentemente seu canal de YouTube e fala sobre cinco séries que são aguardadas para 2019, para todos os gostos:

Aí vão as dicas dos amigos e leitores do blog:

Recomendação da Thaís Mannoni:

1. O Perfume – 16 anos – Policial – 1 temporada, com 6 episódios.

Recomendações da Isis Mota:

2. Segurança em jogo – 16 anos – Drama, policial – 1 temporada, com 6 episódios

3. The Good Place – 16 anos – Comédia – 3 temporadas, total de 34 episódios

Recomendações da Gabi Castro:

4. Você – 16 anos – Drama – 1 temporada, com 10 episódios

5. O Método Kominsky – 14 anos – Comédia dramática – 1 temporada, com 8 episódios

6. Narcos México –  16 anos – Drama, crime – 1 temporada, com 10 episódios

7. Marcella – 16 anos – Drama, policial – 2 temporadas, total de 16 episódios

Recomendações da Luciana Coelho:

8. Wanderlust – 18 anos – Comédia dramática – 1 temporada com 6 episódios

9. Ozark – 16 anos – Drama, crime – 2 temporadas, 10 episódios em cada

10. The Sinner – 16 anos – Policial – 2 temporadas, 16 episódios ao todo

Recomendação do Pedro Grossi:

11. A Maldição da Residência Hill – 16 anos – Terror – 1 temporada, com 10 episódios

Recomendação de Leonardo Shikida:

12. O Mundo Sombrio de Sabrina – 16 anos – Terror, fantasia – 1 temporada, com 11 capítulos

 

Não deixem de comentar com suas recomendações! 😉

 

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Receita de panquecas com sotaque italiano

Normalmente não dou a menor bola para o Instagram (se bem que diz o app que eu gasto 8 minutos por dia lá dentro, o que não é desprezível…), mas hoje achei que valia a pena compartilhar meu post de lá aqui também, já que foi neste blog que iniciei minha tradição de fazer panquecas natalinas!

O calendário já tinha virado oficialmente de 2018 para 2019, mas o ano parecia ainda empacado na minha cabeça. Tá explicado: eu não tinha ainda feito minhas tradicionais panquecas, ora bolas! Aproveitei um ingrediente especialíssimo, que não se encontra todos os dias aqui em casa, para fazer panquecas com sotaque italiano: o socol, vindo da serra capixaba direto para a serra do Curral! 😉

Vejam que maravilha que ficou:

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Querem fazer panquecas também? A receita é muito fácil e já compartilhei duas vezes no blog: AQUI e AQUI. Bom proveito! 😉

Leia também:

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