‘Passageiros’: uma boa história desperdiçada

Para ver no cinema: PASSAGEIROS (Passengers)
Nota 6

passageiros

A premissa de “Passageiros” é muito legal. O filme se passa em um futuro em que é tão possível viajar a outro planeta quanto hoje é possível pegar um avião para ir a Miami. Em que é até corriqueiro o transporte intergalático, e a “companhia aérea” faz esse transporte o tempo todo. Os 5.000 passageiros da nave ficam hibernados durante os 120 anos de viagem e são acordados apenas quatro meses antes de chegarem ao planeta colonizado paradisíaco, como se tivessem tirado apenas uma soneca em todo o período. Mas uma pane, logo nos minutos iniciais do filme, faz com que um único passageiro seja acordado antes da hora. Noventa anos antes da hora. Continuar lendo

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Marisa Letícia, uma entrevista histórica do tempo em que a esperança podia vencer o medo

Lula e Marisa. Foto: Carta Maior

Lula e Marisa. Foto: Carta Maior

Texto escrito por José de Souza Castro:

Na sexta-feira, 27 de janeiro, a Carta Maior recuperou uma entrevista de Marisa Letícia Lula da Silva dada em 2002 ao site da campanha do PT. Na época, eu era editor da Rádio Alvorada e muito ligado à política, mas nunca soube dessa entrevista. Nem eu e, quero crer, nenhum dos jornais que eu lia, rádios que ouvia e canais de televisão a que assistia.

Quinze anos depois, com a entrevistada num hospital, lutando pela vida, e com o marido ameaçado de prisão a qualquer momento, faz sentido a publicação agora da entrevista. Uma entrevista histórica, que pode ser lida AQUI, abaixo do editorial de Saul Leblon. Continuar lendo

Com que roupa eu vou? Escolha a melhor fantasia para o Carnaval 2017

Desde que o Carnaval de BH começou a bombar, aproveitei todas as folgas dos plantões para curtir um pouquinho a festa. E uma das minhas maiores diversões sempre foi observar as fantasias ultracriativas que os foliões inventam e fotografar as mais legais (hábito que adquiri ainda nos tempos de cobertura da Parada Gay de São Paulo).

Foi assim que montei a galeria de fotos “As Melhores Fantasias do Carnaval de BH“. Tem algumas bem diferentes, como: Continuar lendo

Em 5 anos, Carnaval de BH quintuplica número de foliões

carnavalbh

 

Te convido a dar uma boa olhada neste gráfico aí em cima, feito por mim a partir de dados da Belotur.

Repare que, em 2013, ano do “boom” do Carnaval de Belo Horizonte, a estimativa de público circulante (fluxo de pessoas) girava em meio milhão.

Naquele ano, a estrutura que a prefeitura tinha montado era para um Carnaval com até 150 mil pessoas. Afinal, até então, a capital mineira virava uma cidade-fantasma no feriadão, enquanto cidades como Ouro Preto, Diamantina, Tiradentes, Bom Despacho, Abaeté e outras bombavam de gente.

Carnaval de 2015: A multidão do bloco do Peixoto, no bairro Santa Efigênia. Foto: CMC

Carnaval de 2015: A multidão do bloco do Peixoto, no bairro Santa Efigênia. Foto: CMC

Depois do susto que a PBH notou com o público mais de três vezes maior que o previsto (leia AQUI uma notícia da época), BH passou a atrair mais e mais foliões e teve que repensar radicalmente sua relação com a data. Em 2014, o fluxo de pessoas ainda dobrou. Em 2015, aumentou mais meio milhão. Idem, em 2016. E, neste ano, a estimativa da Belotur já é de que 2,4 milhões de pessoas participem da festa, sendo 500 mil turistas.

Você tem o direito de duvidar desses números, porque a população moradora da cidade, segundo o IBGE, é de 2,5 milhões. Mas uma coisa é fato: nunca se viu Beagá tão lotada assim! E, a cada ano, nosso Carnaval bomba mais.

O que isso significa, na prática? Segundo o Observatório do Turismo de Minas Gerais, significa: Continuar lendo

‘O advogado rebelde’ de John Grisham e os males da Justiça, lá e cá

Texto escrito por José de Souza Castro:

advogadoJohn Grisham bate duro em “O advogado rebelde”, seu 28º romance ambientado no meio jurídico dos Estados Unidos. Lançado em dezembro de 2015, ocupa desde então listas de mais vendidos em seu país. No Brasil, o livro foi publicado há um mês pela Rocco.

Os leitores da transcrição que faço abaixo, com vários cortes, encontrarão na fictícia Milo uma cidadezinha do interior brasileiro. No réu Gardy e nos policiais e promotores de Justiça, alguém que conhecemos de perto. No crime hediondo do acusado, a mesma sopa que nos é servida aqui, com tempero brasileiro, pela imprensa e pela justiça nossa de cada dia.

Cada uma das 400 páginas desse “thriller” é um convite irresistível à leitura. Dito isso, vamos ao autor – o advogado Sebastian Rudd, o personagem novo e inesquecível de Grisham. É Rudd quem “escreve” o livro, traduzido por Geni Hirata:

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