As 3 melhores marchinhas do Carnaval de BH em 2019

Hoje é a finalíssima do Concurso de Marchinhas Mestre Jonas e, desde o início da semana, já é possível escutar as 15 marchinhas selecionadas. Basta clicar AQUI 😉

Pra falar a verdade, neste ano não achei que nenhuma se destacou, como em anos anteriores, de pérolas como “Baile do Pó Royal” e “Cidadão de Bem”. O pessoal estava menos inspirado. Senti muita falta de marchinhas criticando a Vale e a tragédia em Brumadinho/Mariana e em todas as outras cidades mineradoras que já estão começando a gerar centenas de desabrigados. E não se pode dizer que foi por falta de tempo: as inscrições iam até 12 de fevereiro, muito depois do dia do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em 25 de janeiro. A única marchinha que faz alguma referência ao episódio mais triste de 2019 foi a “Vale pra mim”, mas num tom que achei extremamente inadequado.

Dito isso, selecionei minhas três marchinhas favoritas e, coincidência ou não, todas elas zoam deste presidente ridículo que puseram no poder. Afinal, tem hora que temos que rir para não chorar (mesmo quando o cara destrói o direito dos mais pobres de se aposentarem algum dia, dentre outros absurdos – em menos de dois meses de governo).

Divirta-se:

Vou torcer para que uma delas leve o prêmio principal da noite, o Oscar das marchinhas politizadas de Beagá! Saberemos na madrugada de amanhã 😉

Máscaras que estão sendo vendidas na rua 25 de Março, em São Paulo. Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press

 

Agora, que tal relembrar as vencedoras dos últimos anos? Cada uma foi melhor que a outra!


 

Leia também:

 

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Tuiuti, a campeã moral do Carnaval carioca

Texto escrito por José de Souza Castro:

Na tarde desta quarta-feira de cinzas, a leitura de artigo de Kiko Nogueira, diretor do Diário do Centro do Mundo, antes de conhecidos os vencedores do Carnaval carioca, lembrou-me uma passagem de meus tempos de repórter de “O Globo”, meses antes das eleições municipais de 1992.

Soube por um jornalista nascido em São Lourenço, Manoel Marcos Guimarães, que um neto do famoso bicheiro carioca Tenório Cavalcanti, o “Homem da Capa Preta”, filme de 1986 estrelado por José Wilker no papel do bicheiro, era candidato a prefeito. Natalício Tenório Cavalcanti Freitas Lima, o neto, tinha grandes chances de ganhar, pois estava gastando muito dinheiro na campanha. Newton Cardoso, quando governador de Minas, entre 1987 e 1991, havia facilitado a penetração dos bicheiros cariocas em São Lourenço e outras estâncias do Sul de Minas.

Depois de entrevistar moradores, cheguei ao neto de Tenório. Natalício relutou em me dar entrevista, e, depois de ouvir minhas perguntas, avisou: “Você está perdendo seu tempo: vou telefonar para meu tio, que é amigo do Dr. Roberto Marinho, e a reportagem não será publicada”.

Caprichei, mesmo assim. Na noite de sábado, a TV Globo anunciou a minha, entre as principais reportagens do jornal de domingo. Soube depois que ela seria publicada na página 3. Mas, no lugar dela, saiu um calhau de página inteira. Calhau é um anúncio frio, do próprio jornal, que fica na gaveta para ser publicado no lugar de uma reportagem retirada na última hora. Liguei para o editor, e ele me disse: foi ordem do próprio Roberto Marinho. Ele viu a chamada na tevê, ligou para o jornal e mandou tirar.

Mas por que me lembrei disso? Porque Kiko Nogueira contava “como eram os réveillons no triplex de Roberto Marinho em Copa, vendido ao bicheiro Aniz Abraão, patrono da Beija Flor”. Começa assim:

“A Globo curtiu a Beija Flor e seu enredo lavajateiro do Carnaval. A relação da emissora com a escola é muito antiga. São instituições cariocas. Em 2014, Boni foi tema. Ficou em sétimo lugar.

O bicheiro Aniz (Anísio) Abraão David, patrono da agremiação, comprou uma cobertura de 2 mil metros quadrados em Copacabana, na Avenida Atlântica, que era de Roberto Marinho. Em 2011, ela foi invadida por policiais civis na Operação Dedo de Deus.

Estadão aproveitou a ocasião para contar como eram os réveillons mais chiques do Rio de Janeiro no tempo em que o doutor Roberto era dono do imóvel”.

E mais não digo, porque o texto merece ser lido na íntegra AQUI.

Depois de anunciado que a Beija Flor havia sido eleita campeã, Kiko Nogueira escreveu  outro artigo, sustentando que a verdadeira campeã é a Tuiuti, que ficou em segundo lugar.

Não acompanhei os desfiles, não entendo de Carnaval e não tenho como opinar. Mas, julgando pelos enredos das duas escolas, tendo a concordar com Kiko Nogueira. Eu não saberia escrever tão bem assim, como ele: Continuar lendo

Marchinha vencedora do concurso de 2018 fala sobre piada que é metrô de BH; ouça

“Há tempos tou esperando, esperando o metrô! Eu era criancinha, hoje sou avô!”

Quem mora em Belo Horizonte vai se identificar imediatamente com esta marchinha, de autoria de João Batera e Dimas Lamounier, que venceu o Concurso de Marchinhas Mestre Jonas neste ano. A final foi no último domingo (4).

Beagá só tem uma linha em operação, de 28,1 km, apenas em trechos de superfície, que liga o Eldorado, em Contagem, a Vilarinho, em Venda Nova. O tempo de viagem é de 44 minutos. Passa por uma pequena porção da região central da cidade. Não tem nenhuma estação na região da Savassi, por exemplo, que é extremamente movimentada e com grande concentração de prédios comerciais. Nada também na Pampulha ou no Barreiro:

São 25 trens, mas só 21 em operação, cada um com capacidade para atender 1026 passageiros. Eles atingem velocidade máxima de 80 km/h. O intervalo entre as viagens chega a 7 minutos em horário de pico e 12 minutos nos demais horários (ou até 15, nos sábados). Estas informações estão AQUI.

Uma linha, minha gente!

E não é por falta de promessas: leia AQUI, AQUI e AQUI três boas reportagens sobre o assunto, em ordem cronológica de publicação.

Pra piorar, o noticiário da semana informa que o metrô de BH corre o risco de ter o funcionamento reduzido ou até parar, por falta de recursos. Ou seja, o que já era insuficiente e ineficaz vai ficar ainda pior. E dá-lhe carros nas ruas!

Por tudo isso, a marchinha vencedora do concurso carnavalesco mais politizado do Brasil mereceu o prêmio. Estava atualíssima!

OUÇA ABAIXO: Continuar lendo

Com que roupa eu vou? Escolha a melhor fantasia para o Carnaval 2017

Desde que o Carnaval de BH começou a bombar, aproveitei todas as folgas dos plantões para curtir um pouquinho a festa. E uma das minhas maiores diversões sempre foi observar as fantasias ultracriativas que os foliões inventam e fotografar as mais legais (hábito que adquiri ainda nos tempos de cobertura da Parada Gay de São Paulo).

Foi assim que montei a galeria de fotos “As Melhores Fantasias do Carnaval de BH“. Tem algumas bem diferentes, como: Continuar lendo

Em 5 anos, Carnaval de BH quintuplica número de foliões

carnavalbh

 

Te convido a dar uma boa olhada neste gráfico aí em cima, feito por mim a partir de dados da Belotur.

Repare que, em 2013, ano do “boom” do Carnaval de Belo Horizonte, a estimativa de público circulante (fluxo de pessoas) girava em meio milhão.

Naquele ano, a estrutura que a prefeitura tinha montado era para um Carnaval com até 150 mil pessoas. Afinal, até então, a capital mineira virava uma cidade-fantasma no feriadão, enquanto cidades como Ouro Preto, Diamantina, Tiradentes, Bom Despacho, Abaeté e outras bombavam de gente.

Carnaval de 2015: A multidão do bloco do Peixoto, no bairro Santa Efigênia. Foto: CMC

Carnaval de 2015: A multidão do bloco do Peixoto, no bairro Santa Efigênia. Foto: CMC

Depois do susto que a PBH notou com o público mais de três vezes maior que o previsto (leia AQUI uma notícia da época), BH passou a atrair mais e mais foliões e teve que repensar radicalmente sua relação com a data. Em 2014, o fluxo de pessoas ainda dobrou. Em 2015, aumentou mais meio milhão. Idem, em 2016. E, neste ano, a estimativa da Belotur já é de que 2,4 milhões de pessoas participem da festa, sendo 500 mil turistas.

Você tem o direito de duvidar desses números, porque a população moradora da cidade, segundo o IBGE, é de 2,5 milhões. Mas uma coisa é fato: nunca se viu Beagá tão lotada assim! E, a cada ano, nosso Carnaval bomba mais.

O que isso significa, na prática? Segundo o Observatório do Turismo de Minas Gerais, significa: Continuar lendo