Músicas para Luiz, meu bebê de 3 meses

CD

Luiz completa hoje 3 meses de idade.

Nesse período, enquanto eu descobria como ser a melhor mãe possível para ele, e passava por algumas dificuldades esperadas, eu também tentei me divertir ao máximo — e, de quebra, alegrar também o dia do meu bebê.

Um dos nossos passatempos favoritos era inventar musiquinhas para todas as horas: do choro, do sono, da mamada, do banho, da dor, do soluço, do cocô, do arroto, e assim por diante. Quando a inspiração batia, eu ligava o gravador do celular e começava a cantarolar, enquanto o Luiz acompanhava tudo com atenção.

As musiquinhas são paródias de canções dos Beatles, do Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Jorge Ben Jor, de canções infantis tradicionais, de uma marchinha de Carnaval e até de um pagode clássico. Todas elas inventadas na hora, com rimas improvisadas, tentando alegrar o Luiz.

Decidi gravá-las para serem uma pequena lembrança dessa fase do meu bebê e também para divertirem outras mães e pais que estão passando por esta mesma época maravilhosa da vida! 🙂

Luiz, meu amor, este é seu presente de mesversário que mamãe te dá, em 17 faixas 😀

As faixas são as seguintes:

  1. Pra que chorar (versão da música do Vinícius de Moraes e Baden Powell, para a hora do choro do bebê)
  2. Hora da Fome (versão do Pintinho Amarelinho para a hora da mamada)
  3. Mistério do Choro ( versão de Escravos de Jó para a hora da dúvida dos pais quando o bebê não para de chorar)
  4. Solução pro soluço (versão de In My Life, dos Beatles)
  5. A Dor da Vacina (versão de Vai Passar, do Chico)
  6. Boa Noite, Luiz (uma canção de ninar)
  7. Canção de ninar baixinha (pra quando o bebê já está quaaaase dormindo)
  8. Banho de Sol (versão de Here Comes the Sun, dos Beatles)
  9. Andar para arrotar (uma canção de ninar para a andadinha depois da mamada)
  10. Lá vem o arrotão (versão do pagode Lá vem o negão, em processo de criação)
  11. Luiz elétrico (música que inventei, a única que não é paródia de nenhum outro ritmo, para quando o bebê está agitadão — o que pode acontecer por mil motivos)
  12. Dor de Barriga (versão da marchinha Alalaô para a hora do cocô)
  13. Balança as Perninhas (versão de Balança Pema, do Jorge Ben, para várias situações)
  14. Delícia de Banhozinho (versão de Teresinha, que conheço na voz de Maria Bethânia)
  15. Música pra aprender o nome (versão de Hey Jude, dos Beatles)
  16. Hora da Fotografia (versão de Quem Tem Medo do Lobo Mau pra distrair o Luiz enquanto envio as fotos para o pai, via WhatsApp)
  17. Pra que chorar (outra versão da primeira faixa, inclusive com letra um pouco diferente, em ritmo mais lento, pra quando o bebê está chorando de sono).

Ah, e vale registrar aqui como é impressionante o tanto que os bebês desenvolvem em tão pouco tempo! Todo dia acontece alguma coisa pela primeira vez, e eu anoto as novidades a toda hora, tentando registrar cada nova habilidade adquirida pelo meu filho. Ele já sorri faz tempo, mas recentemente também gargalhou fazendo barulhinho, já tem um leque de barulhinhos legais que usa para se comunicar, já aprendeu a virar e até rolou uma vez, já brinca com os móbiles, já segura objetos com firmeza, já sabe tirar o bico da boca (mas ainda não consegue colocar de volta), já mama com mais rapidez, já dormiu algumas noites inteiras sem acordar (embora ainda não seja o padrão), já interage com muito mais frequência, já tem toda uma personalidade. Isso sem falar nas dobrinhas das pernas e braços, nos bochechões, na fofura generalizada ❤ Já que o tempo passa tão depressa, vamos tentando guardar cada pedacinho da memória de todas as formas possíveis, não é mesmo? 😉

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Trilha Sonora – Pra ir entrando no clima da Virada Cultural!

Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação

Ontem eu selecionei minhas apresentações favoritas da Virada Cultural 2015 de Belo Horizonte, que acontece neste fim de semana, 12 e 13 de setembro. Criei um cardápio pessoal e compartilhei com todos aqui.

Vocês devem ter reparado que, embora a Virada também conte com várias peças de teatro, oficinas, eventos de gastronomia, exibição de filmes e outras coisas culturais, o que mais me interessou, como sempre, foi a música.

Meu gosto é eclético, então pode agradar a muitos leitores com gostos diferentes: tem blues, jazz, rock, samba, MPB e até uma viola caipira.

De todas as minhas seleções, a única que não se trata apenas de música é a apresentação dos BeHoppers, que são, antes de mais nada, dançarinos — mas guiados por um jazz alegre da melhor qualidade.

Assim, como hoje é sexta, véspera da Virada — e de um fim de semana sem plantão, eba! –, já está na hora de entrarmos no clima. Para isso, separei abaixo algumas faixas, de cada um dos grupos que recomendei ontem, para a gente ir ouvindo e chegarmos bem afiados na hora do show ao vivo 😉 Também é bom pra ajudar os indecisos a se decidirem…

Bom proveito!

Toninho Horta cantando “Manoel, O Audaz”, que compôs com Fernando Brant:

Audergang tocando “Blues for the blues”:

Trechinho do projeto Inéditas, de tributo a Billie Holiday:

Simoninha e Max de Castro, em “Nem Vem que Não Tem”e “Mamãe Passou Açúcar em Mim”:

Frederico Heliodoro toca “Vida Nova Outra Vez”:

Chico Lobo tocando “Caipira”, de sua autoria:

Velha Guarda do Samba de BH:

Banda Take Five tocando Summertime:

Cobra Coral cantando Gatas Extraordinárias:

BeHoppers dançando When You’re Smiling:

Graveola e o Lixo Polifônico toca “Insensatez”:

Otto e Baby do Brasil tocando “Todo Dia Era Dia de Índio” (na Virada Cultural de SP que aconteceu em junho deste ano):

Shello & LoBo Blues Band tocando “My Babe’s Gone” no Uaiktoberfest 2014:

CLIQUE AQUI para acessar a programação completa e montar seu próprio cardápio 😀 E CLIQUE AQUI para baixar o PDF com a programação completa, para acessar mais fácil no seu celular na hora do evento (ou imprimir, se achar melhor).

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O drama eterno da migração

Para ver no cinema: SAMBA
Nota 8

samba

Como narrar a dura vida dos imigrantes africanos na Europa (assunto tão em voga no noticiário) sem ser de uma maneira soturna e cheia de lágrimas? Chamando os dois diretores de “Intocáveis” para fazer isso, eis um bom começo. E o sensacional ator Omar Sy, o Driss daquele mesmo filme, para encarnar o protagonista, que tem nome de ritmo musical brasileiro. Assim surge o filme “Samba“.

O resultado, no entanto, não tem nada a ver com “Intocáveis“. Segue sendo uma comédia dramática — lagriminhas aqui, sorrisos acolá –, com interpretações excelentes, mas os personagens são muito menos cativantes. O destaque nesse quesito nem fica com Omar Sy, que faz um papel meio acanhado demais, mas com o coadjuvante Tahar Rahim, que interpreta Wilson, o falso brasileiro, que consegue todos os bicos para os dois trabalharem, consegue fugir das enrascadas, e ainda conquista toda a mulherada com aquele bom humor e sorrisão de covinhas.

A personagem de Charlotte Gainsbourg (“Anticristo” e “Melancolia“), Alice, desponta do outro lado do drama, que nada tem a ver com o dos imigrantes. Enquanto estes fazem de tudo para trabalhar em qualquer lugar, seja limpando janelas de arranha-céus ou separando o lixo, várias horas ao dia e com remuneração baixíssima, além de zero segurança, Alice é uma executiva bem-remunerada que sofre um burn-out, surta com o estresse e precisa tirar uma licença e afagar pelos de cavalos. São problemas relacionados ao trabalho, em ambos os casos, mas de formas quase antagônicas.

Enfim, é um filme de bons personagens, mas não vá esperando que sejam tão incríveis como a dupla Philippe e Driss, do filme “Intocáveis”. De todo modo, é um jeito de contar uma história que se repete de tempos em tempos, em todas as partes do mundo, que é a história dos migrantes. Estou lendo agora “As Vinhas da Ira”, clássico de John Steinbeck que conta o drama dos “retirantes” norte-americanos que migraram do leste para o oeste do país, em busca de emprego e moradia, no início do século passado. Lembra os nossos retirantes nordestinos, que desceram ao sudeste do país ainda em busca de oportunidades melhores de vida. E é o que ocorre com os imigrantes do norte da África e outras partes do mundo que se amontoam em barquinhos precários no Mediterrâneo em busca de uma vida melhor na França e outros países europeus.

Supostamente melhor. Ao chegarem à tão sonhada Califórnia, os norte-americanos descobrem que existem tantos retirantes para as colheitas que eles ganhariam uma miséria e trabalhariam em regime de semiescravidão. Ao chegarem ao Brasil, haitianos que fugiram de uma miséria e caos absolutos estão sofrendo ataques de um maluco que sai gritando que eles estão “roubando nossos empregos”, no ensandecido centro de São Paulo (leia este horror AQUI). E, ao chegarem à França, os africanos e árabes passam a ter medo da própria sombra, com terror da deportação, e trabalham e vivem em situações também precárias.

Só sambando bastante para conseguir superar o drama e ir tocando a vida com a comédia…

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Ouça as 15 marchinhas que foram para a semifinal do concurso!

resultado

Na quinta à noite a página oficial do Concurso de Marchinhas Mestre Jonas divulgou as 15 marchinhas que foram pré-selecionadas para uma apresentação na Banda Mole (de graça, aberto ao público, na ruuuua!), que será no dia 7 de fevereiro, a partir das 13h.

Lá, cinco serão eliminadas e vão sobrar dez finalistas, dos quais sairão os seis vencedores premiados. Por isso, estou chamando esta fase de semifinal 😉

Já ouvi todas as marchinhas. Achei algumas muito boas, outras acho que fogem da proposta (viraram axé ou samba, mas muito sofisticado para uma marchinha de Carnaval), embora também sejam ótimas. Teve músicos experientes participando, como Chico Amaral, Makely Ka, Gustavo Maguá e Marcos Frederico, além de outros que eu não conheço de nome, mas devem estar na área com suas bandas aqui de BH.

Neste ano, não teve um supertema politizado, como aconteceu nos anos anteriores, em que os vencedores foram marchinhas sobre o helicóptero de Zezé Perrela, a Copa do Mundo e um escândalo encolvendo Léo Burguês, então presidente da Câmara Municipal de BH. Desta vez, os temas são mais leves e variados: calor, falta de chuva, trânsito e mobilidade, canabidiol, juízes que se acham deuses, Charlie Hebdo, pau de selfie (uma das mais divertidas, com aqueles trocadilhos bem típicos de marchinhas), a gourmetização de tudo, a declaração infeliz do prefeito de Guarapari (ótima letra!!!) etc.

Enfim, acho que não tem nenhuma unanimidade neste ano, nenhuma favoritíssima ao prêmio, como aconteceu no ano passado com o Baile do Pó Royal.

Por isso, ouça todas elas e escolha a sua favorita:

  1. Adão e Eva (Mauro Bainha / Douglas Silva / Victor VDS / Ewerton Augusto)
  2. Bibi fomfom (Du Macedo/Francisco Forreaux/Julia Bianchi)
  3. Cordão da Conceição (Chico Amaral)
  4. Do desespero à alegria (Pablo Castro)
  5. Essa cana-bidiol (Ruston Albuquerque, André Albuquerque e Ricardo Gomes)
  6. Eu quero todo mundo dando beijo na boca (Luiz Rocha)
  7. Eu sou Charlie (Valdênio da Adelaide)
  8. Explosão Gourmet (Alexandre Pimentel e Guilherme Freitas)
  9. Marchinha do Chove não move (Maurício Ribeiro)
  10. O Diabo que carregue (Makely Ka)
  11. Rejeitados de Guarapari (Flávio Boca, Rae Medrado, Sérgio Duá)
  12. Rock’and roll de carnaval (Rafael Fares, Thiakov, Nando Goulart)
  13. Selfolia (Gustavo Maguá/Vitor Veloso/Alexandre Horta)
  14. Sudorese em BH (Thiago Dibeto / Marcelo Guerra / Olavo Botelho)
  15. Tira a mão do meu pai (Zezé Daniel e Marcos Frederico)

Minhas favoritas e que ganharão minha torcida são a da gourmetização, a de Guarapari e a do pau de selfie — a única, aliás, a fazer trocadilhos sexuais, que são uma tradição no Carnaval brasileiro desde os tempos da minha bisavó, mas quase não foi explorada pelas outras marchinhas. Eta, povo certinho…! 🙂

E você, gostou mais de qual ou quais delas? 😀

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Melodia eternamente jovem

Todas as fotos: CMC

Todas as fotos: CMC

Na noite deste sábado tive o privilégio e a alegria de assistir ao showzaço de Luiz Melodia, depois de ganhar um par de ingressos num sorteio. Na sexta, eu já tinha ouvido a entrevista com ele no Bazar Maravilha, e escutado as músicas divertidíssimas do novo CD, Zerima, como a ótima “Caindo de Bêbado”, que lembra Sérgio Sampaio:

Infelizmente, apesar do meu grito-pedido, ele não tocou esta no show. Mas emplacou um novo hit instantâneo, como tantos outros que ele tem, com o quase-reggae Papai do Céu, tocada duas vezes:

Apesar de nova, todo mundo já estava cantando a letra toda no final do show. Letra-chiclete, deliciosa de ouvir e de entoar 😉

Adocicar o nosso amor
Com uma taça de licor
Papai do Céu ajuda
Papai do Céu ajuda
Papai do Céu ajuda
Papai do Céu

Liberar o nosso amor
Deixar ir pra onde for
Papai do Céu ajuda
Papai do Céu ajuda
Papai do Céu ajuda
Papai do Céu

Vamos plantar muito amor
Se não der certo, muda
E na estante um Buda
O mundo está sem direção
Miséria, armadilha e arpões
Então beije, faça amor sem pudor
E na orelha, arruda

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Ao longo das duas horas de apresentação, também ouvimos clássicos inescapáveis, como Pérola Negra, Estácio, Holly Estácio, Magrelinha, Congênito, Ébano, etc. Ele também tocou Maracangalha, de Dorival Caymmi, e uma de Roberto Carlos. Além de constatar que Luiz Melodia tem uma voz maravilhosa (meio veludo, meio aguda, alternando ao bel-prazer dele, sempre afinada), uma presença de palco muito boa, passinhos de dança ótimos, e uma grande versatilidade (toca samba, bossa-nova, black music, jazz…), ainda descobri que ele é extremamente bem-humorado, alto-astral e divertido, além de muito carinhoso com seu público. Ah sim, e ele é declaradamente Galo! 😉

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Por fim, tenho que registrar que ele é muito bem acompanhado por uma banda de primeiríssima qualidade, com direito a violão e guitarra de Renato Piau (um fera, que tocou com Gonzagão e com Tim Maia), saxofone de Humberto Araújo, e mais trompete, teclado, baixo e bateria. Na metade do show, Melodia saiu do palco e deixou os músicos tocando um jazz maravilhoso, sozinhos.

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Na hora do bis, toda a plateia — que lotou os 1.300 lugares do teatro do Sesc Palladium — já estava de pé, dançando e cantando e aplaudindo, finalmente se livrando daquelas dispensáveis cadeiras. Sinal de que todos, fãs novos e velhos, adoraram o show daquele senhor de 63 anos que — moderno e renovador — bem poderia ter os 30 anos de seu filho Mahal Reis (rapper que invade e complementa o samba). Que continue assim, eternamente jovem!

CLIQUE AQUI para ouvir o novo álbum de Luiz Melodia, Zerima, na íntegra 😀

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