Dia dos avós: quando nossos pais se tornam vovós

Amanhã comemora-se o Dia dos Avós. 26 de julho.

Já escrevi aqui no blog sobre minhas duas avózinhas que conheci na vida, vovó Rosa e vovó Angélica. Mas, quando escrevi aquele post, no já longíquo 2013, eu associava a palavra “avó” apenas a elas. Desde dezembro de 2015, quando meu Luiz nasceu, meus pais, subitamente, também se tornaram avós. Tanto para o Luiz quanto para mim, porque ganhei esta nova perspectiva deles, do papai-vovô e da mamãe-vovó.

(E olha que eles já tinham muitos netos antes, mas é só depois que nasce o nosso bebê que a gente entende essa dimensão, parece…)

Já escrevi também sobre meu pai e sobre minha mãe aqui no blog — váááárias vezes. Tipo aqui, aqui, aqui… e aqui, aqui e aqui. Mas eles eram sempre pai e mãe, eu nunca escrevi sobre eles como avós. Os vovós do Luiz.

É o que farei hoje. Porque minha mãe ficou 20 dias lá em casa comigo, quando eu tinha acabado de parir, para dormir ao lado do Luiz num sofá-cama bem duro, acordar várias vezes durante a madrugada para levá-lo até mim para mamar, me ajudar com o banho, o umbigo e outros mistérios cabeludíssimos que não foram explicados no manual de instruções do bebê. E porque meu pai ficou com o Luiz durante cinco meses, todas as tardes, de segunda a sexta, brincando, trocando fraldas e alimentando, para que eu pudesse encarar uma nova aventura profissional, que era mesmo uma aventura, depois de quase dar um tilt e pifar no trabalho anterior. Continuar lendo

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Músicas para Luiz, meu bebê de 3 meses

CD

Luiz completa hoje 3 meses de idade.

Nesse período, enquanto eu descobria como ser a melhor mãe possível para ele, e passava por algumas dificuldades esperadas, eu também tentei me divertir ao máximo — e, de quebra, alegrar também o dia do meu bebê.

Um dos nossos passatempos favoritos era inventar musiquinhas para todas as horas: do choro, do sono, da mamada, do banho, da dor, do soluço, do cocô, do arroto, e assim por diante. Quando a inspiração batia, eu ligava o gravador do celular e começava a cantarolar, enquanto o Luiz acompanhava tudo com atenção.

As musiquinhas são paródias de canções dos Beatles, do Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Jorge Ben Jor, de canções infantis tradicionais, de uma marchinha de Carnaval e até de um pagode clássico. Todas elas inventadas na hora, com rimas improvisadas, tentando alegrar o Luiz.

Decidi gravá-las para serem uma pequena lembrança dessa fase do meu bebê e também para divertirem outras mães e pais que estão passando por esta mesma época maravilhosa da vida! 🙂

Luiz, meu amor, este é seu presente de mesversário que mamãe te dá, em 17 faixas 😀

As faixas são as seguintes:

  1. Pra que chorar (versão da música do Vinícius de Moraes e Baden Powell, para a hora do choro do bebê)
  2. Hora da Fome (versão do Pintinho Amarelinho para a hora da mamada)
  3. Mistério do Choro ( versão de Escravos de Jó para a hora da dúvida dos pais quando o bebê não para de chorar)
  4. Solução pro soluço (versão de In My Life, dos Beatles)
  5. A Dor da Vacina (versão de Vai Passar, do Chico)
  6. Boa Noite, Luiz (uma canção de ninar)
  7. Canção de ninar baixinha (pra quando o bebê já está quaaaase dormindo)
  8. Banho de Sol (versão de Here Comes the Sun, dos Beatles)
  9. Andar para arrotar (uma canção de ninar para a andadinha depois da mamada)
  10. Lá vem o arrotão (versão do pagode Lá vem o negão, em processo de criação)
  11. Luiz elétrico (música que inventei, a única que não é paródia de nenhum outro ritmo, para quando o bebê está agitadão — o que pode acontecer por mil motivos)
  12. Dor de Barriga (versão da marchinha Alalaô para a hora do cocô)
  13. Balança as Perninhas (versão de Balança Pema, do Jorge Ben, para várias situações)
  14. Delícia de Banhozinho (versão de Teresinha, que conheço na voz de Maria Bethânia)
  15. Música pra aprender o nome (versão de Hey Jude, dos Beatles)
  16. Hora da Fotografia (versão de Quem Tem Medo do Lobo Mau pra distrair o Luiz enquanto envio as fotos para o pai, via WhatsApp)
  17. Pra que chorar (outra versão da primeira faixa, inclusive com letra um pouco diferente, em ritmo mais lento, pra quando o bebê está chorando de sono).

Ah, e vale registrar aqui como é impressionante o tanto que os bebês desenvolvem em tão pouco tempo! Todo dia acontece alguma coisa pela primeira vez, e eu anoto as novidades a toda hora, tentando registrar cada nova habilidade adquirida pelo meu filho. Ele já sorri faz tempo, mas recentemente também gargalhou fazendo barulhinho, já tem um leque de barulhinhos legais que usa para se comunicar, já aprendeu a virar e até rolou uma vez, já brinca com os móbiles, já segura objetos com firmeza, já sabe tirar o bico da boca (mas ainda não consegue colocar de volta), já mama com mais rapidez, já dormiu algumas noites inteiras sem acordar (embora ainda não seja o padrão), já interage com muito mais frequência, já tem toda uma personalidade. Isso sem falar nas dobrinhas das pernas e braços, nos bochechões, na fofura generalizada ❤ Já que o tempo passa tão depressa, vamos tentando guardar cada pedacinho da memória de todas as formas possíveis, não é mesmo? 😉

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+ de 60 conselhos preciosos para quem acabou de ter um filho

Quanto maior a palavra, mais ela foi usada nos conselhos das mães e pais, listados abaixo.

Quanto maior a palavra, mais ela foi usada nos conselhos das mães e pais, listados abaixo. Clique na foto para ver maior.

Recebi tantos conselhos bons naquele post sobre a amamentação que resolvi propor a minhas amigas-mães (e também aos pais!) um desafio maior: pedi que pensassem em UM único conselho que gostariam de ter recebido logo que seus filhos nasceram. Algo que, se tivessem aprendido desde o início, teria poupado estresse ou teria simplesmente ajudado bastante.

Quando viramos mães, acho que desde a gravidez, o que não faltam são palpiteiros brotando ao nosso redor para falar na nossa cabeça. Em muitos casos, até gente que nem conhecemos se intromete o tempo todo. Por isso, sei que nem sempre é útil receber um conselho. Mas, nessa enquete, pedi as dicas que realmente funcionaram para alguma mãe, que foram realmente úteis e valiosas, a ponto de terem sido pinçadas por elas como “o MELHOR conselho”. Como cada bebê é único, pode ser que não ajudem muito no caso de outros papais e mamães, mas sem dúvida estes trazem consigo boas experiências.

Dividi os vários conselhos recebidos em categorias, para facilitar a quem quiser procurar algo que se aplique a uma dúvida do momento. Aí vai:

SAÚDE

  1. “Os hospitais tratam com negligência a ocorrência de icterícia, muito comum. Dão alta para as mães sem fazer exame de bilirrubina nos bebês. Portanto, insista na realização do teste antes da alta. Pode evitar a (re)internação. A avaliação apenas visual engana a gente e pode ser insuficiente.”
  2. “Manter a casa arejada, as janelas abertas pro ar circular e fortalecer a imunidade do bebê.”
  3. “Usar o Colic Calm se o bebê estiver com muita dor de barriga (a pediatra endossou). Impressionante como ele acalma na hora. Mas só uso nos dias em que ele parece estar sofrendo muito mesmo, nos outros eu tento mais o caminho da massagem.”
  4. “Sobre cólica: eu tentei tudo o que me falaram (colocar no sling, travesseiro de ervas na barriguinha do bebê, banho com ervas, banho com camomila, banho de balde, banho de sei-lá-mais-o-quê) e NADA fazia minha filha parar de chorar a não ser ficar 24 horas grudada no meu peito e no meu colo. As pessoas diziam não faça isso, você vai acostumar ela mal. E eu segui meu instinto e a deixei onde ela ficava bem porque isso fazia bem à minha família. Mas até seguir, foram dias e dias de culpa, em que eu achei que não havia nascido para ser mãe.”
  5. “Escolha um pediatra em quem você confie e que seja acessível, que você tenha liberdade para acioná-lo sempre que precisar.”
  6. “Se o pediatra não acreditar em você, no seu leite, na sua capacidade de amamentar, questione e, se for preciso, consulte outros profissionais. PEDIATRA TEM QUE CUIDAR DA MÃE, NÃO SÓ DO BEBÊ.”
  7. “Quando o bebê engasga, é bom, além de virá-lo com a cabeça voltada pra baixo e dar uns tapinhas nas costas, também dar uns soprinhos na cara dele. Impressionante como já vi esses soprinho fazendo mágica! Ele engasga muito mamando, porque tenho leite em excesso.”
  8. “Tomar cuidado com o superaquecimento. A gente fica com medo de o bebê tar com frio e acaba exagerando na quantidade de cobertores e casacos. Já me peguei fazendo isso e, depois de um tempo, vi o bebê totalmente suado, derretendo no berço.”

AMAMENTAÇÃO, MAMADEIRA E PAPINHA

  1. “Se a amamentação está difícil, busque ajuda de profissionais que apoiam o aleitamento. Há consultoras ótimas que vão até a casa da gente para acertar a pega do bebê, para nos apoiar, ensinar como ordenhar, ensinar como aliviar o peito dolorido.”
  2. “Se você tentar tudo, tirar o leite na bomba e dar no copinho, fazer relactação, acordar bebê que dorme demais e mama de menos e ainda assim a amamentação não fluir, NÃO SE COBRE. A maternidade nos ensina que somos capazes de testarmos todos os nossos limites e irmos além. MAS TODAS TEMOS OS NOSSOS PRÓPRIOS LIMITES. Descubra o seu e se achar que vai pirar, simplesmente pare. Se achar que a amamentação está fazendo mais mal do que bem, reavalie. O que está ruim para a mãe certamente estará ruim para o bebê.”
  3. “Não ficar estimulando o bebê a mamar quando ele dá uma pausa entre uma sugada e outra. Ele precisa desse tempinho de descanso, mamar é cansativo pra ele também!”
  4. “Dar peito com livre demanda só nos 10 primeiros dias e depois estabelecer a rotina, pra ajudar tanto a ganhar peso quanto a criar um ritual do sono.”
  5. “Prestar atenção aos sinais de fome ou sede. Então, mesmo com o bebê já adaptado à rotina das 3 horas de frequência de mamadas, às vezes dou o peito antes porque vejo que ele não estava satisfeito.”
  6. “Parar de ficar tão escrava do relógio, porque eu anotava a duração de cada mamada, até em minutos! Não pra tirar o peito, eu sempre deixei o bebê mamar o quanto queria, mas pra saber quanto tempo ele estava gastando. Na mesma noite eu parei de olhar o relógio e isso foi libertador. Comecei a reparar mais nos sinais de saciedade ou fome. Acho que isso importa mais que o tempo que ele gastou sugando.”
  7. “Tomar sol nos peitos desde a gravidez, pra fortalecer e impedir que rachem nas primeiras mamadas.”
  8. “Se racharem, passar Lansinoh, a melhor pomada de lanolina que tem.”
  9. “Nunca esquente a mamadeira. Sempre dê o leite em temperatura ambiente, isso vai te facilitar a vida quando você não estiver em casa ou nas madrugadas.”
  10. “Não esquentar o leite e a papinha pronta. A partir do momento que comecei a esquentar quando ela já tomava leite de vaca e tinha que ser guardado na geladeira, ela só aceita ele quente. Pode estar o maior calor e ela só quer leite quente.”
  11. “Quando for introduzir a papinha, não se desespere se o bebê recusá-la. Minha filha chorava, gritava, vomitava, um horror, depois passou a se alimentar super bem. Crianças saudáveis não morrem porque estão se alimentando mal nessa época de introdução de novos alimentos, elas têm reservas. Apresente as novidades sempre, mas sem insistir ou se descabelar diante de recusas.”
  12. “Vão falar para começar com papa salgada, outros com frutas. Vão dizer que suco é veneno. Vão esculachar você por dar mamadeira. Vão esculachar você por dar o peito a qualquer hora. Vão bater no peito dizendo “eu só compro orgânicos”, “suco de caixinha nunca entra aqui”, “por isso eu nunca dou açúcar pro fulano”. De novo, veja o que dá certo para vocês e não se cobre, você certamente está fazendo o seu melhor e o melhor para seu filho.”

CHUPETA

  1. “Bebê adora sugar, é uma necessidade. Então quase sempre que eu der o peito ele vai pegar, seja pra mamar seja pra só sugar. Por isso às vezes é melhor dar a chupeta, porque ele não tá com fome, só querendo chupetar.”
  2. “Se informar é preciso: chupeta é, de fato, inimiga da amamentação. Existe a confusão de bicos, o bebê pode desmamar de forma precoce. Pode. Se você optar por dar a chupeta, é um risco que vai correr. Mais uma vez, ouça seu coração, seu instinto, e suas necessidades. E se der, não se culpe além do necessário.”

HIGIENE

  1. “Da minha irmã infectologista: não precisa ferver mamadeira e chupeta. Uma boa lavada com água e sabão já basta para tirar todas as bactérias.”
  2. “Usar algodão com água para limpar coco e xixi e, depois, usar MAIZENA para tirar umidade. Em seguida, passar a pomada americana A+D (super leve, transparente e nem um pouco grudenta). Depois do banho, também passe nas dobrinhas. Não assa de jeito nenhum e evita brotoejas.”
  3. “Não pôr luvas no bebê e nem precisa cortar a unha dele logo que nasce, que “é fina como papel de seda” e não vai arranhar e ferir. Fiz o teste e realmente ela só foi começar a engrossar e arranhar no fim do primeiro mês, quando cortamos.”
  4. “Dar um banho divertido, conversando com o bebê, e depois passar cotonete no narizinho pra ajudar a limpar.”

SONO

  1. “Deixar o bebê dormindo no quarto dos pais nos primeiros 3 meses.”
  2. “Deixar o quarto claro de dia e escuro à noite, pra ele diferenciar as duas coisas.”
  3. “Desde cedo o bebê mostra suas preferências musicais e algumas músicas o acalmam imediatamente. Já montei uma playlist do bebê no meu celular. Mas, apesar de ele ter gostado de uns Beatles e Novos Baianos, nenhum CD foi mais eficaz em acalmá-lo do que o “Sonhos de Bebê”, que toca musiquinhas clássicas, tipo “Cai cai balão”, em caixinhas de música. Ele adora e relaxa na hora!”
  4. “Fique o tempo que quiser com seu bebê no colo, não tenha medo de deixá-lo mal acostumado, no tempo certo ele só vai querer ficar no chão.”
  5. “Entre as minhas melhores lembranças da minha filha bebê eram as tardes inteiras com ela dormindo na minha barriga. Se por um lado era escravizante ter que ficar o tempo todo por conta, por outro lado, era mágico tê-la no meu colo, encaixadinha, fazendo carinho no cabelo, nas orelhas, nas mãozinhas, ficar desenhando o rostinho dela mil vezes. Gostoso demais. E passa. Rápido. Bom que aproveitei e ninguém me tira essa lembrança.”
  6. “Há o grupo de mães que defendem que desde o primeiro dia, você coloque o bebê no berço dele, no quarto dele. E outras que falam que bebê deve sentir o calor materno, ficar perto do seio, que é alimento e conforto e o melhor é fazer a cama compartilhada (as adeptas do pediatra Carlos Gonzales, como eu). Uma coisa é certa, só você e seu parceiro podem saber onde é melhor para os três. Sim, para os três, ou quatro, ou cinco, dependendo do número de membros da família. Aqui fazemos uma parte do sono no berço e outra na cama compartilhada. Assim, conseguimos agradar a todos.”

COMUNICAÇÃO

  1. “Conversar com os bebês. Mesmo que não entendam. Se vamos sair eu digo: “vamos na casa da vovó”. Se dorme no meu colo, eu falo baixinho: “agora você vai pro seu bercinho”. Não sei se tem uma utilidade prática, mas, para mim, ajuda a reforçar que é um serzinho, com direito a saber para onde vai, o que vai acontecer, e também ajudou a criar esse hábito de dialogar, de “fazer combinados”, que é tão útil quando crescem um pouquinho. (Conselho da pediatra: além de conversar, converse olhando no olho.)”
  2. “Não saia escondida de casa, se despeça do bebê, explique que vai voltar. E tenha certeza que, se ele chorar, logo vai parar, vc está deixando ele com alguém de sua confiança e ele ficará bem.”
  3. “Não grite com seus filhos.”

OUTROS MACETES

  1. “Tentar sair de casa pelo menos uma vez ao dia durante a licença-maternidade (depois que passarem os primeiros dias mais intensos). Pode ser com o bebê ou não, pode ser só uma ida à padaria, mas não é bom ficar vários dias dentro de casa, acaba sendo muito cansativo.”
  2. “Mil e uma utilidades: piscina inflável, dessas com laterais e fundo macios. Podem ser usadas como cama, banheira, piscina de bolinhas… Levo comigo para o clube, para praças, para viagens…”
  3. “Só pedir fralda M e Pampers verde para o chá de fralda. M é a que você usa por mais tempo e a Pampers sem dúvida é a melhor. Outra coisa que eu aprendi é dar o cupom fiscal junto com a fralda num chá de fraldas, assim a pessoa pode trocar com mais facilidade.”
  4. “Nunca confie nas etiquetas das roupas, elas não são confiáveis e se não for provando as roupas você perde muita coisa.”
  5. “A minha dica é o quanto a rotina ajuda crianças pequenas. O difícil para os pais é não serem tão reféns dela.”
  6. “Estabeleça rotinas, elas ajudam muito.”
  7. “Facilite sua vida: escolha uma escola perto da sua casa ou do seu trabalho ou da casa dos seus pais/sogros. Esse tempo gasto no trânsito pode ser usado para outras coisas mais importantes e menos estressantes, como ir a reuniões com a professora, assistir apresentações especiais, levá-la ao médico etc. Seria uma mãe muito mais ausente se precisasse enfrentar trânsito pra tudo.”

REFLEXÕES PARA MÃES E PAIS

  1. “Não se cobre pela maternagem não ser como você idealizava. E esse conselho serve para muitos perrengues que eu passei nesse começo difícil chamado puerpério. A palavra que resumo tudo é: RESILIÊNCIA.”
  2. “Quando decidir que é a hora de fazer uma coisa, como tirar o bico ou a fralda, seja firme. Se você escolheu aquele momento para fazer aquilo é porque teve seus motivos para acreditar que era a hora certa, e sua segurança ou oscilação fará diferença na reação positiva ou negativa da criança.”
  3. Crie metas factíveis e de curto prazo e, só depois, vá passando para as metas mais difíceis. Por exemplo, você pode decidir que vai tentar amamentar os seis meses recomendados. Se chegar lá, aí pode pensar em tentar chegar aos oito meses, e assim por diante. Não pense de cara que você tem que chegar aos dois anos.
  4. “Pare de encanar com essas ideias de parto perfeito, bebê perfeito, sono perfeito, amamentação perfeita. Se informe muito bem sobre a parte “técnica” do parto, tenha um/a GO/pediatra ponta firme, confie no seu instinto e aproveite. Todos os fracassos e frustrações fazem parte da incomparável felicidade de botar seu bebê no mundo.”
  5. “Relaxa.”
  6. “Pais inseguros ou estressados deixam o bebê também estressado. Manter a calma, falar com o bebê em tom de voz calmo quando ele estiver chorando, pra ele também se acalmar.”
  7. “Faça sempre, sempre, sempre o que você sente que deve fazer sempre. Ignore os palpites. Se você ainda não se sente preparada para alguma coisa, não faça, ainda que todo mundo diga que é a hora. Intuição de mãe não falha e existe por algum motivo, respeite.”
  8. “Divida tudo com a sua companhia! Tudo mesmo!”
  9. “A gente sempre fala dos (muitos) pais que não assumem seu papel na rotina das crianças, mas também tem muitas mães que não deixam isso acontecer, que acham que só elas sabem cuidar corretamente do bebê. Eu sempre penso que o pai (ou a avó ou qualquer outra pessoa) não vai fazer as coisas como eu faço, e isso não é um juízo de valor. A minha maneira é minha, o que não significa que seja a única correta. Confie nas pessoas que você ama e que amam seu bebê.”
  10. “É claro que a mãe sabe o que é melhor para a sua cria. Mas se você não está sozinha, se tem um companheiro/a, conte com a opinião e ajuda dele. Ele conhece você intimamente, vai saber te ajudar a achar esse limite e dar apoio para que você não se cobre muito.”
  11. “Saiba que tudo é uma fase e que passa.”
  12. “Tudo passa… muito rápido. Exercício exaustivo de paciência.”
  13. “Siga seus instintos”
  14. “Siga seu instinto de mãe. Se você acha que o choro é por dor de barriga, por exemplo, acredite: as chances de estar certa são gigantescas. Mesmo sendo mães de primeira viagem, Deus nos dá um dom de interpretação e comunicação com o bebê que é praticamente infalível. Se eu soubesse disso desde o início não teria dado ouvido a tanta asneira, teria ficado mais segura e sofrido tão menos.”
  15. “Não queira fazer tudo sozinha.”
  16. “Ouça todos os conselhos e agradeça, mas siga seu instinto, só quem está 24 horas com um bebê sabe a necessidade a cada hora. E cada bebê é um bebê, alguns choram mais e exigem mais dos pais, outros não, mas isso não quer dizer que tenham problemas.”
  17. “Meu lema é: se tá ruim vai melhorar e se tá bom vai piorar! Então não se desespere e aproveite os momentos bons, porque tudo passa e muito rápido!”
  18. “Não queira ser a mãe perfeita, esqueça a mãe de manual, seja a mãe possível. E também não queira um filho perfeito. Sem o peso da perfeição, você e seu filho serão mais felizes. Vá ajustando as velas conforme a necessidade. Sempre vai faltar alguma coisa e sempre vai ter alguém para apontar o dedo para o que falta (pouca gente vai te elogiar). Não se importe, seja e melhor mãe que você pode ser e isso já será mais do que suficiente.”
  19. “Seja a melhor mãe que você consegue ser e não se espante se os outros lhe fizerem críticas e não reconhecerem seu esforço, incluindo aí os próprios filhos depois de crescidos… Deve bastar a nós mães o sentimento de dever cumprido.”

Agradecimentos especiais a Beto Trajano, Ludmila Pizarro, Letícia Villas, Eduardo Santos, Silvia Dalben, Viviane Moreno, Ivona Moreno, Mônica Moreno, Cristiane Grandi, Bruna Saniele, Cândido Silva e Nath Turcheti, Paula Moreno, Isis Mota, Paola Carvalho, Juliana Moraes, Tatiana Lagôa, Giovanna Balogh, Ana Paula Pedrosa, Fabiana Rewald, Sandrinha Fontana, Luciana Coelho, Vivi Whiteman, Giulliana Bianconi, Natália Gabriel, José Geraldo, Neuza Lima, Vanessa Pessoa e Stéphanie Sapin-lignières.

E você, tem algum conselho valioso para compartilhar? Deixe aí nos comentários e eu vou acrescentando ao post 😉

Se você é da turma que não gosta de conselho de jeito nenhum, nem de graça e bem-intencionado, aí vai um vídeo para descontrair 😀

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6 dicas de um pai de bebê recém-nascida

Foto: Cesar Brustolin/SMCS / Fotos Públicas

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Depois que contei por aqui as 30 coisas que aprendi durante a gravidez e compartilhei os 15 aprendizados da Ana Paula, mãe de segunda viagem, trago hoje as 6 dicas que o leitor Angelo Novaes me enviou. Ele é pai de segunda viagem e está tendo que reaprender um monte de coisas com sua bebê de apenas 12 dias de vida.

Acho que podem ser dicas muito valiosas a todos os papais e mamães de recém-nascidos ou outras grávidas ansiosas que estão no final da gestação — como esta que vos escreve 😉

Vamos ao texto dele:

“Minha filha nasceu há doze dias. Não sou pai de primeira viagem, mas é quase como se fosse. Tenho que reapreender várias coisas. Desejo aqui apenas dar algumas dicas práticas para quem está para dar a luz.

  1. De ladinho: o bebê nos primeiros dias “golfa” muito. Por isso, quando ele ou ela estiver deitado – nunca de bruços – ficará bem melhor se estiver de lado, de forma que, se expelir líquido, este vai escorrer para o lado e não provocará sufocamento no bebê.
  2. Trocador reserva: a minha bebê “adora” fazer xixi justo na hora em que estou trocando suas fraldas. Se eu não tivesse um trocador reserva, daqueles de plástico, não saberia o que fazer.
  3. Fralda RN: comprei várias fraldas P, achando que estaria tudo bem para o bebê. Elas até que servem, mas não ficam tão confortáveis quanto as fraldas RN. Às vezes é difícil achá-las em algumas farmácias.
  4. Bepantol é uma maravilha: a pomada facilmente encontrada nas farmácias de Belo Horizonte é eficaz mesmo contra assaduras.
  5. Nenê-nuvem: o bebê muda muito de situação em poucos minutos. Então é preciso observá-lo com cuidado e aprender a interpretar os seus sinais, isto é, se ele está com fome, ou se precisa arrotar – e é difícil, às vezes diferenciar uma situação de outra.
  6. Marido para-raio: designe seu marido ou namorado como “assessor” para afastar situações desconfortáveis para você e o seu bebê. O primeiro tipo de situação geralmente acontece durante a gravidez, especialmente no final, e é daquelas pessoas que adoram contar casos médicos horríveis. “Treine” o seu marido para ficar a seu lado e interromper a conversa educadamente com algo do tipo: “querida, me desculpe, mas você ficou de ligar para o marceneiro para resolver aquele problema urgente do guarda-roupa”. O segundo tipo de situação é daqueles parentes e amigos que querem visitar você horas depois (sim, isto acontece!) do parto. Acredite: se não for o seu pai, a sua mãe, o seu irmão ou sua irmã, você não vai querer ver estas pessoas neste momento em que você a) está ainda com dores e recuperando a sua saúde, b) tem que dar toda a sua atenção ao seu bebê que acaba de nascer. “Treine” o seu marido para receber os telefonemas dos amigos e parentes um pouco mais afastados e dizer que você terá muito prazer em recebê-los daqui a um mês, em sua casa.

É isso. Foque no básico.”

Você também quer compartilhar um texto aqui no blog? Envie para mim, vou avaliar se tem a ver com nossa proposta e te respondo no mesmo dia! 😉

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O que aprendi com meu pai*

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Jean Galvão, na “Folha” de hoje.

Aprendi a ser otimista. Toda vez que solto um “tomara que”, ele retruca com um animado: “Isso mesmo! Somos otimistas!”, me lembrando e impedindo que eu esqueça jamais que sou uma otimista nata, impedindo que eu recaia no pessimismo desalentador.

Aprendi a ser bem-humorada. A rir até das desgraças da vida, porque só o bom humor nos mantém mais leves, nos faz flutuar pelos anos, de forma mais doce e suave e imune a todos os zilhões de problemas.

Aprendi a respeitar as vontades dos outros, quando diz respeito a eles. A entender que cada um tem seu ponto de vista. A entender que não há verdades absolutas e que o mundo é um amontoado de versões. Isso teve especial valia no jornalismo também.

Aprendi, bem pequetita ainda, que um cara chamado Sócrates um dia disse que nada sabe e que, se alguém como Sócrates nada sabe, que dirá alguém como eu. Devemos manter a humildade.

Aprendi que, onde quer que eu vá trabalhar, em qual for a profissão ou função, tenho que tentar dar sempre o melhor de mim e fazer da melhor forma possível. Se um dia eu tiver que varrer as ruas da cidade, tentarei ser a melhor varredora que eu puder. E que todas as profissões têm sua importância, são peças de um mesmo grande quebra-cabeças.

Aprendi que dinheiro não é tudo. Que precisamos ter algum desprendimento e cuidar pra não virarmos sovinas, pão-duros ou gananciosos em nome de fazer economia ou não desperdiçar.

“Viva e deixe viver.” / “É a vida.” / “Quem não morreu, vai morrer.” / “Isso também passa.” Podem ser frases conformistas ou, no ponto de vista dos otimistas, frases que nos empurram pra frente diante de uma situação triste ou ruim, mas certamente inevitável. Aprendi que não devemos sofrer com o leite derramado ou lutar contra o inevitável.

Aprendi que pra fazer jornalismo é preciso ter coragem. Se a pessoa for medrosa demais, tem que seguir outro rumo. Não por riscos gigantescos que existem em algumas pautas, mas pelos riscos inerentes da profissão. Jornalista arrisca todos os dias, desde a escolha da pauta, até a escolha do lide, seguindo pela escolha editorial. As grandes histórias surgem de grandes riscos. Veículo que tem medo de se posicionar faz mau jornalismo. Claro que ele também me ensinou que a coragem requer responsabilidade.

Aprendi que o maior bem de um jornalista e de um jornal é sua credibilidade. E que ambos começam a se enterrar justamente quando têm essa credibilidade questionada. Por isso, é preciso sempre cuidar dela. Não basta agir com ética, é preciso deixar claro ao mundo que você é incorruptível.

Aprendi a me sentar numa cadeira, diante da natureza, e apenas contemplá-la. Árvores, pássaros piando. Que aquele quadro, que parece estático, é cheio de movimento e de mudanças a todo instante. Que há muita beleza na natureza. E que a vida na roça é muito gostosa e que quem nasceu na roça e lá viveu durante a infância vai sentir saudades para o resto da vida, como se fosse um órgão à parte, cheio de lembranças, em algum buraco do organismo.

Aprendi como é bom ler! E que os livros são os melhores presentes que alguém pode dar ou ganhar de outro alguém.

Aprendi a sempre tentar (por mais difícil que seja, na minha profissão) evitar a fofoca.

Aprendi a nunca, jamais, dar rasteiras em alguém. E a odiar quem faz isso. E a odiar puxa-sacos em geral.

Aprendi a olhar com desconfiança para políticos, policiais, padres, professores e demais representantes do poder. A duvidar. A questionar. A criticar.

Aprendi que a ironia é uma arma fina contra agressores.

Aprendi a não olhar para alguém diferente por ter outra profissão, salário ou cor da pele. A não aceitar o machismo. A ver com naturalidade homens e mulheres exercendo os mesmos papeis na sociedade e dividindo tarefas domésticas. A acreditar no conceito de igualdade, em suas várias concepções, mesmo que enquanto ideal.

Aprendi a ser idealista.

Aprendi a escrever textos jornalísticos, de análise e de opinião. E que opinião é extremamente importante, é minha, é livre e ninguém tem o direito de me tomar. Que é necessária na democracia e nos jornais. Que jornalismo também comporta opinião. Que é bom que seja plural. Que devemos estar abertos a mudar a nossa opinião, e devemos nos obrigar — principalmente os jornalistas — a ler aquilo que já sabemos de antemão que não segue nossa linha de pensamento. Ler “Veja” e “Carta Capital”. Ler Paulo Henrique Amorim e Reinaldo Azevedo. Aprendi a blogar.

Aprendi que é legal eu manter meu lado criança dentro de mim e que todo mundo deveria ser “Peter Pan” ou “Peter Pana”, ao menos de vez em quando.

A todo momento lembro de mais e mais coisas que aprendi, tento aprender ou sempre aprendo com meu pai-herói, mas, se eu não frear em algum momento, este post vai ficar grande demais e também aprendi que é preciso ser conciso pra alguém querer te ler. Então paro por aqui: obrigada, papai! 😀

* Aprendi ou sigo tentando aprender 😉

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Foto: CMC