Um contraponto sobre o filme ‘Mãe!’

No post de ontem, escrevi como achei o filme “Mãe!” sofrível, apesar de ter seus méritos. Recebi um e-mail do leitor Angelo Novaes, poeta e filósofo que já escreveu várias vezes aqui no blog, trazendo um contraponto interessante. Por isso, com a devida autorização dele, decidi reproduzir aqui no blog, ainda mais levando em conta que este é um dos filmes mais polêmicos dos últimos tempos. Antes de lerem o texto do Douglas, um alerta: contém spoilers! Não muitos, mas contém, porque ele já traz a interpretação que ele fez da alegoria de Darren Aronofsky.

Aí vai:

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‘Mãe!’, um filme para nos fazer sofrer

Em cartaz nos cinemas: MÃE! (Mother!)
Nota 5

Assisti ao filme “Mãe!” há umas duas semanas e, até hoje, ainda estava acabando de digerir e pensar sobre ele.

Na sessão de cinema, que muitas pessoas abandonaram ao longo dos 121 minutos de filme, persisti bravamente até o final, mesmo me sentindo totalmente perturbada em vários momentos.

É claro que o incômodo era proposital e até esperado num filme do diretor de “Cisne Negro“, mestre no terror psicológico. Mas o nível de angústia que esse longa gerou em mim, somado a uma estética horrenda e a uma história repetitiva à exaustão, foram uma coisa realmente difícil de aturar. Saí da sala do cinema atordoada, praguejando contra um dos piores filmes que tinha visto na vida.

Depois, comecei a rever meus conceitos. Por um único motivo: não parei de pensar a respeito do filme por dias. Qualquer momento de ócio e lá vinha o “Mãe!” na minha cabeça, raciocinando sobre as alegorias que Darren Aronofsky pretendeu construir. E acho que uma história que tem tamanha capacidade de nos fazer pensar e que não é tão óbvia em suas chaves deve ter algum mérito. OK, não vai ser nota zero, talvez uma nota 3.

O que me leva a aumentar um pouco mais a nota final é Continuar lendo

Por que denunciar privatizações na Petrobras e Eletrobrás

Texto escrito por José de Souza Castro:

Está sendo discutido na comissão especial da medida provisória 795, que era presidida pelo senador tucano José Serra, se o Brasil quer mesmo impedir que empresas brasileiras continuem participando, como fornecedoras de equipamentos, nos projetos de exploração do petróleo no próprio país. O governo, autor da MP, gostaria de deixar tudo a fornecedores estrangeiros.

O Partido dos Trabalhadores vai combater essa MP, garante o líder do partido na Câmara dos Deputados, Carlos Zarattini, como se vê aqui. Ele afirma que o objetivo da MP é dar aos equipamentos importados o mesmo tratamento tributário dado aos equipamentos produzidos no Brasil, o que enterraria “a indústria naval, a indústria de equipamentos, a tecnologia desenvolvida pela Petrobras e pelas empresas que fornecem à Petrobras”.

E a Fiesp, tão barulhenta com seus patos, no passado, se mantém silenciosa. Não se ouve ali um único quá quá quá “em defesa da indústria nacional de petróleo e gás”. Continuar lendo