Finalmente! Beagá volta a ter uma rádio do rock!

registrei por aqui meu protesto contra as rádios de Beagá, especialmente contra a ausência quase completa do rock nelas.

A CDL tem um programa bem bom na manhã de sábado chamado “Café com Rock”, mas fora isso é bem pop. Inconfidência tem “Esse Tal de Rock ‘n Roll”, com o Márcio Ronei, na noite de sábado, dedicado ao rock nacional. Mas, olha, difícil ver um “rock’n’roll” por ali de verdade, viu. UFMG Educativa tem alguns programas de rock e até pílulas de blues, ao estilo das barbearias que eu fiz por um tempinho, mas não são o forte da rádio.

Então fiquei feliz demais quando a 98FM anunciou que voltaria a suas raízes longínquas e tocaria exclusivamente rock em seus programas de música. Excelente iniciativa!

Na última vez que sintonizei, só ouvi monstros do rock, um atrás do outro: Lynyrd Skynyrd, Beatles, Stones, Sabbath, Springsteen, Pink Floyd, Led, U2, The Who… Só clássicos!

A galera do rock de Beagá curtiu tanto que fizeram até um vídeo agradecendo à rádio: Continuar lendo

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Mais uma opção aos órfãos da Guarani

Tatuagem bonita de alguma outra fã de rádios.

Tatuagem bonita de alguma outra fã de rádios.

Nesta sexta-feira, alguns ex-funcionários da rádio Guarani FM colocaram no ar uma webrádio, que pode ser ouvida AQUI. No momento em que escrevo este post, há 199 pessoas ouvindo um George Harrison.

Eles vão manter pelo menos três programas que tocavam na rádio que foi fechada no dia 30 de abril: Cinema Songs, Kacophonia e Um Toque de Clássico. A rádio tem um aplicativo para ouvir no iPhone e no Android. Eles também abriram uma página de Facebook.

Você prefere ouvir rádio no aparelho de som? Então CLIQUE AQUI e veja as seis alternativas que postei aqui no blog dia desses.

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Ficou órfão da rádio Guarani? Conheça 6 alternativas

Tatuagem bonita de alguma outra fã de rádios.

Tatuagem bonita de alguma outra fã de rádios.

Há pouco mais de um mês, no dia 30 de abril, a rádio Guarani fez sua última transmissão, com locutores superemocionados, e deixou uma porção de ouvintes reclamando de saudades. Escrevi sobre isso no dia e até publiquei os últimos minutos de transmissão ao vivo da rádio (ouça AQUI).

Apesar de sentir falta da rádio, seu fechamento teve um efeito muito bom: me fez ir além das estações que já estavam gravadas no meu dial e descobrir outras que eu nem sabia que existiam e que me surpreenderam positivamente.

Anotem aí todas as boas rádios que eu já conhecia e as que encontrei nessa busca:

  1. Elo FM (87,9 FM. Ela pega meio mal no rádio, mas é boa para se ouvir na internet)
  2. Saturno FM (92,3 FM. Pega muito bem em vários pontos de BH e toca boas músicas)
  3. CDL (102,9 FM. O ponto alto é o Café com Rock, no sábado de manhã e quarta à noite)
  4. UFMG Educativa (104,5 FM. Toca muita música boa e alguns gêneros bem diferentes)
  5. Inconfidência (100,9 FM. Dispensa apresentações)
  6. Alvorada (94,9 FM. Não é sempre que gosto da programação deles, mas às vezes acertam)

Outra opção são aplicativos gratuitos, como Spotify e Deezer.

Você já conhecia todas elas? Depois diga o que achou das sugestões 😉

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27 anos do Bazar Maravilha

Tutti Maravilha prestes a comer o bolo de comemoração dos 27 anos do Bazar, na semana passada.

Tutti Maravilha prestes a comer o bolo de comemoração dos 27 anos do Bazar, na semana passada. Foto: Divulgação / Rádio Inconfidência

“Vai começar a hora do recreio!”

Assim o jornalista Tutti Maravilha dá início ao seu bazar, ou programa de rádio, diariamente, às 14h, na Inconfidência. E faz isso há 27 anos, sempre no mesmo local e horário, até as 16h.

São duas horas tão animadas e sobretudo bem-humoradas como indica essa frase de abertura. Afinal, quando estávamos na escola, a hora do recreio era a mais ansiada por todos. Era a hora de brincar, de ouvir música, de lanchar, de bater papo com os amigos, jogar truco — fazer tudo, menos estudar. Ou seja, era a hora de relaxar o cérebro, desanuviar.

O mesmo acontece comigo desde que comecei a ouvir o Bazar Maravilha, em 2012 (faz pouco tempo assim mesmo). Passo pelo menos uma hora do dia ligada no programa, desanuviando. Na maior parte do tempo, estou no trânsito, dirigindo, tendo que enfrentar barbeiros de toda a espécie e congestionamentos mal-humorantes. Mas não tem problema, porque me distraio da amolação escutando a várias músicas de ótima qualidade, entrevistas inteligentes e dicas de roteiros culturais.

Eu já trabalhei em rádio e sei como é difícil não deixar a peteca cair. Silêncios são um convite para que o ouvinte mude de estação. Então é preciso estar tudo bem preparado e, quando surgirem imprevistos (e eles sempre ocorrem), saber improvisar. Imagine fazer isso durante duas horas inteiras e com entrevistas sempre ao vivo, sem poder deixar que a conversa desande para o tédio? Tem que ter competência para isso, além de muito preparo, experiência e conhecimento do que faz, por isso acho hoje que o Tutti Maravilha é um dos jornalistas de cultura e de rádio mais competentes que existem por aí.

Mas o mais legal de seu programa é o fato de manter-se sempre jovem e atualizado. Ele poderia tocar Chico, Caetano, Gil e Mutantes e agradar a todo mundo com as músicas que todo mundo conhece e gosta de escutar. Mas o que ele mais faz é o oposto: abrir espaço a músicos e bandas de que ninguém nunca ouviu falar, que estão lançando seu primeiro CD, e mostrar o que eles fazem — e é assim que descubro muitos bons músicos por aí. Ou seja, ele nos apresenta a bandas que depois podem virar um estouro nacional (como aconteceu com o Pato Fu, que foi tocado pela primeira vez no Bazar Maravilha, ainda em formato de fita K7) e as intercala com músicas de (e entrevistas com) grandes mestres, que todo mundo já conhece e respeita (e que ele conhece de perto, por ter sido produtor dos maiores músicos do país, no passado). E não só mestres da música: vai muita gente do cinema, da literatura, do teatro e da dança também.

Outra coisa legal e jovial do Tutti — que tem 64 anos de idade, talvez valha ressaltar — é promover a interação constante com seus ouvintes. Ele atende aos telefonemas durante o programa (eu mesma já falei com ele duas vezes!), responde a alguns emails (poderia responder a mais… Enviei sete vezes e só me retornou duas =/) e a alguns comentários em sua página do Facebook, que foi criada há menos de um ano e já tem 4.200 curtidas. Também cria pegadinhas, perguntas, promove sorteios e faz toda a programação de segunda-feira a partir de pedidos musicais de ouvintes. Eu, que sou do mundo da blogosfera, acho essencial esse tipo de conversa constante com quem admira o que ele faz. Dá vontade mesmo de baixar lá na avenida Raja Gabaglia só para conhecê-lo pessoalmente, como muita gente deve fazer 😀

Por toda essa generosidade com os novos artistas, por todo o espaço para obras culturais de qualidade, velhas ou novas, por toda a simpatia e bom humor ao vivo, por fazer entrevistas inteligentes sem deixar a peteca cair, por interagir com seus ouvintes e leitores – por tudo isso, enfim, recomendo que todos escutem o Bazar Maravilha sempre que puderem, de qualquer parte do mundo (em BH, é na 100,9 FM. No resto do mundo, é no site www.inconfidencia.com.br. Em qualquer caso, é de segunda a sexta, de 14h às 16h). Não é à toa que ele comemora 27 anos no ar, o que deve ser algum tipo de recorde. É porque seu programa é leve e agradável como a hora do recreio mesmo.

Fica a dica, especialmente para quem não conhece ainda o Bazar Maravilha 😉

Atualização no dia 4/8: Faltou eu elogiar a equipe que trabalha junto ao Tutti Maravilha: o Zelu, que trabalha com ele há 12 anos, pelo que ele diz ao vivo, como técnico de som (trabalho também essencial para evitar que a peteca caia) e que toca violão muito bem, como já mostrou ao vivo algumas vezes; o “pai do João”, Flávio Henrique Silveira, que é produtor do programa; e José Augusto Toscano, coordenador de esportes da rádio, que comenta sobre futebol toca segunda-feira durante o programa. Ele é cruzeirense assumido, mas faz excelentes comentários, muito isentos, que agradam até aos atleticanos como eu (a propósito, Tutti é Galo!). Também é muito legal a postura que os dois assumem e sempre pregam de crítica à violência nos estádios e aos episódios de racismo e de homofobia tão comuns, infelizmente, no nosso futebol.

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Protesto contra as rádios de Beagá

Tatuagem bonita de alguma outra fã de rádios.

Tatuagem bonita de alguma outra fã de rádios.

Gosto muito de escutar rádio. Meu primeiro (e único) estágio foi em uma rádio, a UFMG Educativa (104,5 FM), e foi uma experiência maravilhosa. A dinâmica das rádios é legal, a notícia é o mais hard possível, tem muita prestação de serviço. Eu tinha muita dúvida entre trabalhar em rádio ou em jornal impresso. E eu sou doida com música, como quem frequenta este blog sabe bem, então sempre que estou em casa ou no carro, a caminho do jornal, estou escutando alguma música. Enquanto escrevo este post, estou com a rádio Inconfidência (100,9 FM) sintonizada e, neste exato momento, toca Paralamas do Sucesso (e toca também a britadeira de uma obra ao lado do meu prédio).

E a rádio tem uma vantagem sobre CDs, LPs e até sobre um pen drive lotado de MP3s gravados: o fator surpresa. Deixo dois pen drives, cada um com capacidade para 1.000 músicas, dentro do carro. Mas já enjoei dos dois, mesmo ouvindo em modo “random”. Não vejo a hora de subir com eles e dar uma variada nas gravações. Já a rádio vive me pegando de surpresa. Me apresentando novos sons ou resgatando músicas que eu nem lembrava que existiam. Programas como o Bazar Maravilha (um dos melhores programas de rádio do país), apresentado pelo Tutti, sempre dão oportunidade a novos talentos de Minas e do Brasil, que estão apenas começando a carreira. Sem contar que também é uma surpresa boa ouvir aquela música que eu adoro, que tem no pen drive e no celular, mas sendo tocada por decisão de um programador que nem me conhece. É um tipo de veículo que acho que nunca vai acabar, mesmo com séculos de avanço tecnológico.

Dito tudo isso, venho aqui lamentar por termos tão poucas opções de boas rádios em Belo Horizonte. Deixo seis gravadas na memória do som do carro: as duas já citadas, a Guarani (96,5 FM), a Alvorada (94,9 FM) e duas de notícia: Itatiaia (95,7 FM) e CBN (106,1 FM). As que mais escuto são Inconfidência (que só toca MPB e pop rock brasileiro) e Guarani, que alterna as brasileiras com músicas internacionais. A Alvorada vai de mal a pior, optando por tocar, na maioria das vezes, umas músicas internacionais estilo lounge ou pop da pior qualidade. A UFMG Educativa, apesar de ter boa música e também abrir espaço a novos talentos, tem um grave problema: não pega em boa parte do meu trajeto de carro e pega muito mal na minha casa.

E cadê uma rádio dedicada ao rock, por exemplo? É dificílimo escutar rock nas rádios de BH! Quando eu era criança, tinha a 107 FM, que depois foi comprada por evangélicos. Aí veio a 98 FM, que tocava um Pearl Jam, mas hoje só toca pop. Tinha a Geraes, que acabou em 2006. E hoje não tem mais nada para relembrar os clássicos do rock dos anos 60 e 70. Quando quero ouvir algum blues, por exemplo, preciso recorrer, de novo, ao pen drive.

Ontem fiquei pensando sobre isso, num momento em que a Inconfidência estava tocando uma música ruim, migrei para a Guarani e ela também estava péssima, passei pra UFMG e ela não pegava e arrisquei a Alvorada e ela não me surpreendeu. As outras faixas tocam sertanejos (maioria esmagadora) ou músicas evangélicas. E aí desisti.

Mas também me ocorreu que, talvez, quem sabe, eu é que tenha um gosto musical muito ruim (ou exigente), já que as rádios devem seguir, em tese, uma programação que agrade a seus ouvintes 😉

Vocês concordam comigo? Quais são suas rádios favoritas em Beagá? O que acham que deveria melhorar nas que já existem? Que tipo de rádio especializada poderia surgir na nossa cidade?