Bolão do Oscar 2017: acertei 10 de 17 categorias

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Nunca errei tanto no bolão do Oscar como neste ano. Mas, tudo bem: até o prêmio mais importante da noite foi entregue errado, né? Se eles podem errar diante do mundo inteiro, falando que “La La Land” venceu na categoria “melhor filme”, em vez de “Moonlight“, tá tudo liberado do lado de cá da tela! 😀

Falando sério, eu tive muitas dúvidas ao fazer minhas apostas neste ano. No último minuto antes de publicar meu post, por exemplo, inverti as apostas de melhor montagem e melhor edição de som (se eu não tivesse feito isso, teria dois pontinhos a mais…). Também fiz a burrada de apostar em uma animação sem ter assistido a NENHUMA animação.

Por fim, apostei em Dev Patel para dar ao incrível “Lion” algum prêmio. Para mim, este foi o maior perdedor da noite. Um filmaço, indicado em 6 categorias, que não levou nada. E, claro, apostei em “La La Land” como melhor filme — o que seria coerente, já que levou prêmios de direção, atuação, fotografia, design, trilha, canção…

No fim das contas, acertei 10 das 17 categorias em que resolvi apostar. Ou seja, 59% de acerto: nem passei de ano 😉 Mas fiquei feliz por ter acertado nas categorias mais importantes: melhor diretor, ator, atriz, roteiro, roteiro adaptado e fotografia. Os prêmios mais técnicos são mais difíceis mesmo. Aquela minha planilha ficou assim: Continuar lendo

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Minhas apostas para o Oscar 2017

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Neste ano, consegui assistir a 15 filmes indicados ao Oscar 2017, nas categorias mais importantes da maior premiação do cinema (melhor filme, direção, atuações e roteiros, dentre outras).

Mantendo a tradição do blog, vou fazer minhas apostas para meu bolão do Oscar — que não levam em conta o meu gosto pessoal, traduzido nas notas que dei para cada filme, mas o que considero que a academia vai preferir. Nos dois últimos anos, acertei 11 de 15 categorias (73%), será que neste ano consigo acertar o mesmo tanto? 😀

A safra deste ano está muito boa e foi dificílimo lançar minhas fichinhas. Mas aí estão elas: Continuar lendo

‘Um Limite Entre Nós’: 139 minutos de sermões arrastados

Não assista: UM LIMITE ENTRE NÓS (Fences)
Nota 2

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Este foi o segundo filme do Oscar 2017 que penei para assistir até o fim. Foram intermináveis 2 horas e 19 minutos de diálogos ruins e que mais pareciam sermões, cenas inteiras se passando num mesmo quintal, se arrastando por dez, quinze minutos, monólogos entediantes e, pra piorar, um protagonista completamente irritante, que não consegue provocar nenhuma fagulha de empatia na gente. Um cara agressivo, machista, bronco, que trata mal a mulher e os filhos. Um autêntico babaca.

Assim é “Fences“.

Pra começo de conversa, você pode cronometrar: NADA vai acontecer nos primeiros 55 minutos de filme. Só conversa mole. Depois, finalmente, a narrativa ganha alguns ingredientes, mas os péssimos diálogos prosseguem até o fim.

E eu vou te dizer: fiquei decepcionada. Eu achava que adoraria a história de Fences, porque é uma história com personagens negros, nos Estados Unidos dos anos 1950. Imaginava que seria um filme inspirador e poderoso, como tantos do gênero – como o excepcional “Estrelas Além do tempo“, que também está neste Oscar, ou o maravilhoso “Histórias Cruzadas“, que rendeu indicação ao Oscar 2012 para a mesma Viola Davis que atua neste filme.

 

Dito tudo isso, eu pergunto a vocês, depois de muito quebrar a cabeça perguntando a mim mesma: Continuar lendo

‘Animais Fantásticos’: eu não teria cérebro para imaginar tanta coisa incrível!

Para ver no cinema: ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (Fantastic Beasts and Where to Find Them)
Nota 8

animais

Começo avisando: li todos os livros da saga de “Harry Potter” e adorei cada um deles. Mas não li “Animais Fantásticos e Onde Habitam“. Então, sou a pessoa que assistiu a este filme, baseado na obra de J. K. Rowling, sem ter lido o livro, mas sem ser totalmente alheia ao universo dos bruxos e trouxas criado pela escritora britânica.

Só pra avisar.

Continuando: o filme é muito divertido! Foi gostoso voltar a habitar aquele universo de mágica que conhecemos tão bem em Hogwarts, mas agora com um olhar mais adulto. Os efeitos especiais são ótimos, os animais fantásticos são intrigantes.

Em dado momento, o melhor personagem do filme, “Kowalski” (Dan Fogler), diz, embasbacado pelo cenário de fantasia que estava ao seu redor: Continuar lendo

‘Florence’: a história da dama supérflua que vive numa bolha

Para ver se tiver tempo: FLORENCE: QUEM É ESSA MULHER? (Florence Foster Jenkins)
Nota 6

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Perto dos outros filmes do Oscar deste ano (especialmente aqueles baseados em fatos reais), que retratam conflitos muito mais profundos, este “Florence” é rasinho como um pires. Talvez porque tenha sido pensado como uma comédia, mas, como tampouco guarda muito humor, eu penso mais que é um drama supérfluo, como era supérflua a protagonista retratada.

Estrelas Além do Tempo” nos faz pensar sobre o absurdo do racismo e do machismo, sobre a grandeza daquelas mulheres da Nasa, que ajudaram a mudar o curso da história. “Lion” nos faz pensar sobre o sentido de família, de pertencimento, sobre a vulnerabilidade das crianças de rua, sobre choques culturais. “Até o Último Homem” nos faz pensar sobre a importância (ou não) de nos fiarmos em nossas convicções pessoais, sobre dignidade e lealdade. “Sully” nos faz pensar sobre injustiças, sobre como os heróis são construídos na mídia. Isso só para citar os filmes baseados em fatos reais, porque “Moonlight”, “La La Land“, “A Chegada” e “Manchester à Beira-Mar” também trazem reflexões importantes.

Sobre o que “Florence” nos faz pensar? No máximo, sobre como deve ser péssimo viver dentro de uma bolha de ilusão.

O filme retrata a história real de Florence Foster Jenkins, que tinha o sonho de cantar em uma ópera no Carnegie Hall, mas era dona de uma voz agudíssima, desafinadíssima, talvez uma das piores vozes do mundo (que aos seus ouvidos parecia maravilhosa, porque era o que escutava de todos, o tempo todo). Só que ela era ricaça e influente. E vivia protegida, numa bolha de afeto, mais ou menos forçado. Digna de pena.

O que torna este filme mais interessante é Continuar lendo