‘Até o Último Homem’: um personagem extraordinário em meio a mais um filme de guerra

Para ver no cinema: ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (Hacksaw Ridge)
Nota 7

ateoultimohomem

Já perdi as contas de quantos filmes de Segunda Guerra Mundial já assisti. Todos eles, narrados pelo ponto de vista de Hollywood, ou seja, dos norte-americanos. Assim, mesmo que se diferenciassem pelos roteiros, por uma ou outra mudança de perspectiva, acabavam apenas reforçando o que eu já tinha visto num filme anterior.

Essa era minha preguiça com “Até o Último Homem”, de Mel Gibson, por isso fiquei adiando o momento de ver este filme por muito tempo. Até o dia em que escrevi isso na crítica sobre “A Chegada” e a leitora Janaína Castro comentou o seguinte: “O que vi foi um filme incrível. Lindo! Que história. E que maneira boa de contá-la, sem maniqueísmos, com um realismo tocante e que nos faz enxergar e refletir sobre tantos pontos de vistas da guerra. Amei! Pra mim, Mel Gibson está de parabéns!”

Claro que fiquei curiosíssima e passei o filme para o topo da fila. Assisti com menos preconceitos e talvez isso tenha contribuído para eu ter gostado tanto do resultado final. Não sei se concordo com Janaína quanto à falta de maniqueísmos. Isso é difícil em qualquer filme de guerra, quando somos instados a escolher um lado para torcer. Mas concordo que esta é uma baita história.

E, melhor: uma história real!

Aqui, temos um personagem que foge do senso-comum das guerras. Um sujeito extravagante e bastante obstinado (para não usar o termo mais pejorativo, “fanático”), que se recusa a pegar em uma arma, mas quer ter o direito de Continuar lendo

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