Anúncios do WordPress, posts pagos, publieditorial e um aprendizado constante na blogosfera

Outro dia, meu pai fez um post (dentre vários) sobre a reforma da Previdência. Obviamente, criticando o que estava sendo proposto pela turma do Paulo Guedes. Mas saiu um anúncio, bancado pela Fiemg (ou Fiesp?), justamente em defesa da reforma. Aqui no blog, bem em cima do post.

Uma leitora me procurou para questionar. E tive que responder a ela: são os riscos de se permitir publicidade no blog, coisa que comecei a fazer desde 2016 pra tentar ganhar uns trocados (literalmente). Não tenho qualquer controle sobre o que o WordPress coloca em seu programa de anúncios. Muito provavelmente, escolheram uma palavra-chave para colocar aquele bem ali. Mas o nosso leitor, que nos acompanha nesses quase nove anos, sabe o que a gente pensa a respeito do debate político. Se resolver clicar na campanha da Fiemg para ver o que eles pensam, tudo bem também. Informação se faz assim.

Já recebi inúmeras propostas para escrever posts pagos aqui no blog, e sempre recusei todas elas. Pensava que comprometeria a transparência que sempre tive com os leitores. Vocês entram aqui e sabem que, se estou recomendando um restaurante, é porque eu gostei muito de lá, e não porque recebi para isso. A crítica que faço de um filme é pela qualidade técnica ou pela emoção despertada, não porque um estúdio me remunerou. Sempre achei perigosa a mistura entre jornalismo e publicidade, porque considero que a credibilidade é meu maior trunfo.

Em junho, recebi a proposta de fazer um publieditorial para um site de hospedagem de blogs. Achei legal que o cliente disse que eu poderia escrever do meu jeitinho, com total liberdade, só teria que colocar o link para ele no final. Não viu problema algum na minha principal condição: de deixar claro aos leitores que aquilo era um publi, um conteúdo patrocinado. Pus essa informação no título do post e também numa tarja logo no comecinho do texto. Achei a experiência muito legal, porque me mostrou que é possível fazer uma coisa (publicidade) sem comprometer a outra (jornalismo), e ainda sem afastar meus leitores, desde que eu selecione os assuntos sobre os quais vou escrever. Ou seja, você não vai me ver escrevendo um publi em defesa da reforma da Previdência por aqui 😉

Tudo isso para dizer que ainda estou engatinhando nesse universo da monetização da blogosfera, mesmo que eu esteja neste meio desde 2003. Putz, há 16 anos! Na verdade, nunca fui boa empreendedora. Contraditoriamente, sempre sonhei em um dia viver deste blog, porque é um trabalho-hobby que me faz muito feliz.

Quem sabe um dia eu aprenda?

A partir de agora, passo a publicar, oficialmente, publieditoriais aqui no blog. Deixei tudo explicadinho, com tudo o que eu penso a respeito disso, na página voltada para os anunciantes. Se algum deles vai topar a parada, eu não sei. Como ainda não dependo do blog para sobreviver, posso me dar ao luxo de experimentar, sempre mantendo minha ética acima de tudo. Se algum patrocinador bacana aparecer, ficarei feliz também. E tenho certeza que meus leitores também ficarão, por verem os critérios adotados por aqui.

Pra saber mais, CLIQUE AQUI.

A propósito: se você curte o blog e quer contribuir comigo, saiba que não é só com dinheiro que você pode fazer isso. Tem pelo menos outras seis maneiras. VEJA AQUI 😀

 

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Febeapá comemora a morte de Paulo Henrique Amorim (1943-2019)

Vai fazer falta, PHA!

Texto escrito por José de Souza Castro:

Comecei a prestar atenção em Paulo Henrique Amorim em 1972, ano em que iniciei minha carreira profissional no Jornal do Brasil e em que ele ganhou o Prêmio Esso por uma reportagem sobre distribuição de renda, publicada pela Veja. Uma revista que, naquela época, era impossível de se imaginar que viesse a se transformar naquele “detrito sólido de maré baixa”, satirizado por PHA no seu Conversa Afiada.

Muito aprendi com PHA nos oito anos em que convivemos no JB, quando ele chefiava a redação no Rio e eu a redação da sucursal mineira. Muito antes de o jornal lançar seu primeiro manual de redação, em julho de 1988 (quatro anos depois de Paulo Henrique Amorim ter sido demitido por Nascimento Brito), ele redigiu algumas normas para melhorar o jornal. Apesar dos vários defeitos apontados pelo rigoroso Chefe de Redação, o JB era considerado desde muitos anos o melhor jornal do país.

“Nos últimos tempos”, escreveu PHA no começo da década de 1980, “se tem observado que as entrevistas restringem-se, cada vez mais, a informações reveladas pelo entrevistado. Na verdade, além de tornarem-se áridos à leitura, esses textos não transmitem ao leitor as circunstâncias em que os fatos foram anunciados. Muitas vezes, os ambientes em que se dão as entrevistas – pelo que possam conter de bizarro, de inusitado ou mesmo de adequado – encerram informações tão valiosas quanto as que são fornecidas pelo entrevistado. Esses detalhes dificilmente serão o lead da notícia, mas servirão, certamente, para transmitir ao leitor um quadro completo do acontecimento”.

Os leitores e ouvintes contumazes do Conversa Afiada, como eu, sabem que ele continuava acreditando nisso. E o sucesso do seu blog comprova que estava certo. Nisso e em muitas outras coisas, como a indispensável coragem com que exercia a profissão.

Charge do Latuff

Coragem que lhe rendeu, como prêmio adicional, a condenação, por exemplo, de pagar indenização de R$ 150 mil ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, a quem chamava de “ministrário”. A condenação foi por ter PHA anunciado o “lançamento comercial do ano”, o “cartão Dantas Diamond”, em referência ao banqueiro Daniel Dantas, que havia sido beneficiado por dois habeas corpus do “ministrário” em 2008.

Desde o início do governo Bolsonaro, eu temia que ele passaria a enfrentar novos processos judiciais, dada a ousadia com que vinha atacando o capitão e seus seguidores. Paulo Henrique Amorim teve a sorte de morrer, por enfarte, antes que a milícia bolsonariana, judiciária ou não, o atacasse. Seu afastamento, há alguns dias, do Domingo Espetacular, o mais assistido dos programas jornalísticos da tevê do bispo Edir Macedo, era um prenúncio do que viria a seguir.

A morte do jornalista será motivo para muito pesar para seus leitores e amigos. Mas também de comemoração para muitos inimigos. Não podemos ter ilusão: quanto melhor o jornalismo que se faz, mais os inimigos que se cria.

Paulo Henrique Amorim morreu aos 76 anos, deixando uma filha e a mulher, a jornalista Geórgia Pinheiro. O blog Conversa Afiada postou a noticia com as primeiras repercussões da morte por enfarte, durante a madrugada, de um dos maiores jornalistas da atualidade.

Resta-nos o sentimento de que o destino escolheu um péssimo momento para obrigar Paulo Henrique Amorim a afastar-se de nós. Sem ele, vai crescer o Festival de Besteiras que Assola o País (Febeapá).

Charge do Pires publicada no Charge Online.


Nota da Cris: No livro “Sucursal das Incertezas”, meu pai relembra histórias de seus tempos de “Jornal do Brasil”. Paulo Henrique Amorim é citado no livro três vezes. Numa delas, meu pai conta o motivo pelo qual ele acabou demitido do JB. Você pode baixar o livro gratuitamente na Biblioteca do Blog

 

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Os posts mais lidos do primeiro semestre de 2019

Os posts mais lidos deste início de 2019, e escritos neste ano, são especialmente sobre duas tragédias que se abateram sobre o Brasil em janeiro: a de Brumadinho, com mais de 200 mortos, e a do governo Bolsonaro, com mais de 200 milhões de feridos. Entre mortos e feridos, sobrou vontade de assistir a alguma coisa na Netflix para espairecer.

Pra quem ainda não leu, pra quem gostaria de reler:

#1

Um poema para Brumadinho (ou: ‘O segundo crime da Vale’)

#2

Tragédia em Brumadinho: uma escolha humana

#3

Em 1 mês de governo Jair Bolsonaro, pelo menos 40 retrocessos e absurdos; veja a lista

#4

Para ver em 2019: as melhores séries da Netflix, segundo os leitores do blog

#5

UFMG não é espaço de balbúrdia, é espaço do saber; balbúrdia é este governo federal!

Teve outro post favorito neste ano? Conte aí qual foi! 😉 


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Publieditorial: o WordPress, que já é bom, pode ficar ainda mais profissional

 

 

Já contei aqui no blog algumas vezes sobre como fui parar neste universo mágico da blogosfera, em março de 2003. Quando paro para pensar em tudo o que já vivi, como blogueira, em mais de 16 anos… é coisa pra burro! Mais tempo do que tenho de jornalista profissional.

Muita coisa mudou de lá pra cá, mas, definitivamente, o que mais mudou foi a tecnologia (voltarei a abordar este assunto na semana que vem, inclusive). E tem outra coisinha: se naquele tempo os blogs eram praticamente diários virtuais, com todo o intimismo e o amadorismo inerentes a isso, hoje o que mais tem por aí é blogueiro profissional, gente que vive – e sobrevive, ganhando dinheiro para se sustentar – apenas de seu blog. Isso sem falar em empreendedores e pequenos empresários que preferem a plataforma dos blogs para venderem seu produto, justamente por serem mais dinâmicos e fáceis de atualizar do que os sites convencionais.

A primeira plataforma que usei para publicar meu primeiro blog foi o Blogger, que era vinculado ao site da Globo e foi extinto em junho de 2015, levando consigo diversos sites, provavelmente milhares, que estavam hospedados lá. Por sorte, eu tinha feito backup do meu blog tempos antes.

Também já tive a experiência de postar usando a ferramenta do UOL para blogs, que nem sei se é a mesma que existe hoje. Assim como o Blogger, ela era bem rudimentar, só com o básico do básico mesmo.

Muita coisa mudou de 2003 pra cá, mas o que mais mudou foi a tecnologia… Fotos: Pixabay

Foi aí que, em dezembro de 2010, resolvi criar este blog no WordPress, plataforma que já estava em seu auge. O WordPress é incomparavelmente melhor que qualquer outro editor de textos on-line com o qual eu já tenha trabalhado, incluindo editores de sites dos jornais em que já trabalhei.

Por quê? Porque ele tem inúmeras ferramentas, é bem mais completo, e ainda assim é simples de manusear, mesmo se você não for um expert em programação (como é o meu caso, que não sei nada de programação).

Vejam o meu caso: pouco mais de três anos depois que criei este blog, saí fuçando nos templantes prontos e ferramentas do WordPress e já fiz uma primeira mudança no visual do blog. Seis meses depois, mudei radicalmente, para a versão que se mantém até hoje. Além disso, de lá pra cá, acrescentei vários widgets ao meu template, mudei bastante meu menu principal, criei muito mais páginas fixas, criei o censo do blog, coloquei links para as redes sociais etc.

E já fiz muito mais usando o WordPress: página de formulário de contato, enquetes, contagem regressiva no topo do blog, vários tipos de galerias de imagens (inclusive um dos meus posts mais acessados é uma galeria gigante) e mais um bocado de coisas. Tudo sozinha, e sem conhecimento prévio de programação e desenvolvimento de sites.

Apesar de parecer muito, a verdade é que eu mexo muito pouco no meu blog, e aproveito pouco as potencialidades do WordPress, que hoje em dia inclusive permite instalar diversos plugins para quem paga o seu plano de negócios. Ou seja, daria para eu fazer muito mais coisas ainda do que já fiz.

É que eu (ainda) não vivo de blog e ele (ainda) não ocupa todo o meu tempo dedicado a trabalho, então me sobra pouco tempo para olhar para ele com esse olhar profissional.

A boa notícia é que hoje existem diversos serviços de hospedagem de WordPress, em que você paga um valor fixo mensal e recebe benefícios em segurança, SEO (para melhorar as chances de seus posts aparecerem no topo das buscas do Google), integração com redes sociais e performance.

Uma dessas empresas é a Home Host, com sede no Rio de Janeiro e atuação no mercado desde 2006. Você cria sua página no WordPress, faz a escolha do layout e é responsável pelo que mais interessa: o conteúdo. Ou seja, é você que vai manter seu blog ativo, incluindo imagens, textos e fotos. Mas, estando hospedado no Home Host, você poderá, dentre outras coisas: tirar dúvidas com o suporte técnico deles, criar contas de e-mail com seu domínio, acessíveis via webmail e pelo smartphone, instalar uma loja virtual no seu site, com módulos de frete, correios e transportadoras,

Quanto mais rápido a página carrega, melhor ela aparece nas buscas do Google.

integrar sua página a todas as redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, Youtube e outras), para aumentar o tráfego no seu site, criar bancos de dados e receber as atualizações automáticas do WordPress.

Além disso, a Home Host otimiza o carregamento do seu site e, como aprendi outro dia no curso Cresça com o Google, quanto mais rápido uma página carrega, melhor ela aparece nas buscas do Google.

Enfim, acredito que esse tipo de serviço possa ser muito útil, especialmente a quem tem interesses comerciais em seu blog, em quem pensa em usar ferramentas de marketing digital para que ele seja mais buscado e mais acessado e, com isso, o produto que você oferece no seu blog atinja um público cada vez maior.

Ficou interessado em saber mais? CLIQUE AQUI e conheça o serviço melhor. Há planos mensais a partir de R$ 17. Tipo o preço de uma cerveja artesanal 😉

 


Este vídeo explica passo a passo o que é o WordPress:


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Viva! Blog atinge a marca de 2 milhões de visitas!

Sabe o que passou totalmente batido por mim na semana passada?

Que este blog querido, que é apenas um hobby, já atingiu a marca de 2 milhões de acessos únicos!

São contados apenas os acessos, fora os leitores que recebem o blog no email ou no feed, diariamente, e não precisam clicar no site para ler seu conteúdo. Também não são somados os acessos recebidos na “sucursal” do blog, no portal da Canguru.

Estou feliz até não poder mais, mesmo sabendo que esse número é fichinha para muitos blogs, com contabilizações diárias na casa dos milhões. Afinal, eu mal tenho tido tempo pra me dedicar a este hobby, mas sigo com ele, postando sempre que posso.

Não ganho nenhum centavo com o blog (na verdade, gasto um pouco, por causa do WordPress premium), mas ganho a satisfação de colocar a cuca para funcionar e liberar o verbo sempre que me dá na telha, num espaço só meu e do meu pai, que está aberto a falar de política, cinema, música, literatura, viagens, gastronomia e de tudo o mais que me encanta e alenta.

Estas estatísticas são minha recompensa, meu pequeno troféu. Por isso, me perdoem se pareço besta demais por ficar soltando fogos de artifício. É que, para mim, este é um número bão demais da conta! 😀

Obrigadíssima, queridos leitores que me dão o privilégio de ver vocês aparecerem por aqui! Obrigadíssima em dobro aos que assinam o blog para receber os posts por e-mail gratuitamente! Obrigadíssima em triplo aos que participam, comentam, contribuem com ideias e compartilhamentos. Vocês me dão fôlego para escrever depois de um dia inteiro de trabalho, de cuidados com um bebê, na hora em que eu já deveria estar dormindo 😉 Vida longa ao blog e a estes leitores incríveis! ❤

E que venha o terceiro milhão! 😀

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