Chego aos 33 anos de idade e o que aprendi é: precisamos mudar mais

Chego aos 33 anos de idade hoje e a única palavra que passa pela minha cabeça ao tentar me definir, neste momento, é esta:

cansada.

Sim, também estou feliz com algumas conquistas pessoais, estou cada dia mais encantada com meu pequeno filhote, estou ainda na batalha por um jornalismo decente e por um mundo melhor, amo meu marido, e acho que estou aprendendo a valorizar mais essas coisas básicas, como a família e os amigos de verdade. São muitos sentimentos bons passando pelas minhas veias, apesar da inevitável preocupação com os rumos políticos do país.

Ainda assim, sou puro cansaço. Enquanto escrevo estas linhas, são apenas 22h e já estou pescando na frente do computador. Só quero dormir. Vou lá pra cama assim que terminar.

E hoje, neste 27 de março, quando o post vai ao ar, estarei fazendo mais uma mudança de endereço. Nos últimos 10 anos, eu me mudei 8 vezes:

  1. Da casa dos meus pais em Beagá para um hotel em São Paulo, onde vivi por 5 meses durante o trainee da “Folha”;
  2. Do hotel para uma kitnet compartilhada, onde vivi por outros 5 meses;
  3. Da kitnet compartilhada pra uma kitnet onde morei sozinha, durante 18 meses;
  4. Desta para outra kitnet maior e mais barata, quando me avisaram que o aluguel iria dobrar (!);
  5. Desta para uma kitnet em Beagá, para onde voltei depois de quase 5 anos na Terra Cinza;
  6. Desta para um apartamento onde fui morar, já casada;
  7. Deste para outro apartamento, onde fui morar, já com filhote;
  8. E agora que o contrato de aluguel venceu, para um outro apartamento.

Só de lembrar de todas estas mudanças, eu me canso mais. Mas mudar é bom. Seja de profissão, de hábitos, de rotina, ou de vizinhança.

Hoje, estarei off-line, no caos das caixas por fazer e desfazer, dos utensílios por guardar em armários, sem poder receber cumprimentos virtuais de parabéns. Estarei vivendo mais uma mudança. E mudar dá um trabalho do cão, cansa mesmo. Mas também rejuvenesce. Reorganiza. Várias coisas serão doadas ou jogadas fora nesse processo. Só o necessário permanecerá.

Com a vida, quero que o mesmo se dê, cada vez mais. Nesses 33 anos, já desfiz várias amizades que estavam me fazendo mais mal do que bem. Já pedi demissão de três empregos, que também estavam me fazendo mais mal do que bem – um deles era inclusive concurso público disputado. Coisas e pessoas foram dispensadas da minha jornada, por razões diferentes, mas parecidas. Seguirei nesse processo de reciclagem constante, para que os próximos 33 anos, se eu tiver a sorte de vivê-los, tenham a bagagem mais leve possível.

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As 20 coisas que já fiz e as 25 que ainda não fiz com meu filho

Há mais de quatro anos, escrevi aqui no blog o post “As 34 coisas que já fiz e as 17 que ainda não fiz“. Que, aliás, se fosse atualizado para hoje, já estaria em 37 coisas feitas e 14 não feitas. (E troquei tantas fraldas de lá pra cá que até acho graça que, naquele momento, ainda não tivesse trocado nenhuma.)

Eis que me cai no colo, ou melhor, ganho de presente de um amigo, o livro “101 Coisas Para Fazer com as Crianças Antes que Elas Cresçam“, de Roberta Faria.

Muito legal, com ilustrações bacanérrimas, este livreto tem sido vendido nos caixas de lojas de brinquedos pelo país afora, geralmente a um preço bem cabível no bolso de qualquer um (R$ 6,50). As vendas são revertidas para o Instituto Ayrton Senna, então, além de virar presente para alguém, o livro também é uma forma de exercer a solidariedade.

Para mim, que adoro esses joguinhos, serviu ainda para montar a lista abaixo, do que já consegui fazer nos 2 anos de vida do Luiz e do que ainda espero conseguir nos anos seguintes, durante a infância dele.

Veja aí e depois me conte nos comentários o que você já fez ou ainda ficou devendo fazer com seu filhote 😉

O que já fiz: Continuar lendo