Post para meu sábio pai

Ao contrário do pai do Calvin, meu pai nunca se importou em me responder com um simples e direto “Não sei”. Várias vezes, quando criança, eu fazia essas perguntas que só as crianças fazem, dificílimas de responder, e ele dizia simplesmente que não sabia a resposta. E eu insistia: como pode meu pai, que é tão inteligente e é meu herói, não saber me explicar essa dúvida? E ele retrucava: “Eu só sei que nada sei”. Quando a gente não sabe uma resposta, não pode inventar. Ponto. Ficaram pra mim três lições dos tempos em que não era tão simples assim sacar o smartphone e “dar um Google” para ter todas as respostas na ponta da língua. A lição de que não sabemos de tudo, de que não temos que saber de tudo e de que não devemos fingir que sabemos de tudo. A lição de que precisamos checar os fatos antes de sair respondendo qualquer coisa (ah, como seria bom se esta fosse colocada em prática com mais frequência por todo mundo…!). E a lição de que os sábios são aqueles que sabem que, na verdade, sabem quase nada.

Tantas lições importantes! E olha que, nessa época, eu devia ter lá meus 5 anos. De lá pra cá, meu sábio pai já me deixou muitas outras lições e ensinamentos cravados na alma e no caráter. Enumerei algumas delas aqui no blog em 2013.

Neste Dia dos Pais, eu só queria que meu querido pai-herói se certificasse de sua importância para mim, mais uma vez 🙂 ❤

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Dia dos avós: quando nossos pais se tornam vovós

Amanhã comemora-se o Dia dos Avós. 26 de julho.

Já escrevi aqui no blog sobre minhas duas avózinhas que conheci na vida, vovó Rosa e vovó Angélica. Mas, quando escrevi aquele post, no já longíquo 2013, eu associava a palavra “avó” apenas a elas. Desde dezembro de 2015, quando meu Luiz nasceu, meus pais, subitamente, também se tornaram avós. Tanto para o Luiz quanto para mim, porque ganhei esta nova perspectiva deles, do papai-vovô e da mamãe-vovó.

(E olha que eles já tinham muitos netos antes, mas é só depois que nasce o nosso bebê que a gente entende essa dimensão, parece…)

Já escrevi também sobre meu pai e sobre minha mãe aqui no blog — váááárias vezes. Tipo aqui, aqui, aqui… e aqui, aqui e aqui. Mas eles eram sempre pai e mãe, eu nunca escrevi sobre eles como avós. Os vovós do Luiz.

É o que farei hoje. Porque minha mãe ficou 20 dias lá em casa comigo, quando eu tinha acabado de parir, para dormir ao lado do Luiz num sofá-cama bem duro, acordar várias vezes durante a madrugada para levá-lo até mim para mamar, me ajudar com o banho, o umbigo e outros mistérios cabeludíssimos que não foram explicados no manual de instruções do bebê. E porque meu pai ficou com o Luiz durante cinco meses, todas as tardes, de segunda a sexta, brincando, trocando fraldas e alimentando, para que eu pudesse encarar uma nova aventura profissional, que era mesmo uma aventura, depois de quase dar um tilt e pifar no trabalho anterior. Continuar lendo

Minha seleção pessoal de notícias boas que ajudei a divulgar

Foto: Nidin Sanches / Canguru

 

Na semana passada, compartilhei aqui minha exasperação ao ler apenas notícias tenebrosas no noticiário em geral. Crimes e outros relatos, principalmente nas editorias de Cidades, de fazer a gente perder a fé na humanidade. Tipo tatuagem na testa de garoto e afins.

Instei os leitores a procurarem notícias boas nos sites e jornais e me ajudarem a formar uma coleção de histórias bacanas e inspiradoras aqui no blog – mas recebi pouquíssimo retorno, porque a maioria só encontrou notícias péssimas mesmo.

Por fim, meu pai escreveu ontem um contraponto a essas divagações, em que contou do esforço dos governos, desde sempre, em comprarem a imprensa para apenas noticiarem coisas boas sobre o país/Estado/cidade e sobre o interesse maior dos leitores em lerem noticias ruins do que boas.

Pra fechar o assunto, que já está rendendo demais, quero apenas deixar claro que as notícias boas que eu defendo no noticiário não são aquelas pagas ou encomendadas pelo governante-anunciante da vez, mas as várias histórias incríveis que pululam ao nosso redor, e que cabe ao repórter com alguma sensibilidade conseguir descobrir e recontar.

Felizmente, tive a oportunidade de tomar conhecimento de algumas dessas histórias, nos veículos onde trabalhei, e sempre gostei de valorizá-las em minhas sugestões em pauta. Em meio ao negativismo majoritário, dos acidentes, crimes, desvios e cagadas em geral dos governantes, acho que cabe um respiro de humanidade.

Compartilho aqui 20 reportagens que gostei de ter feito e que, mesmo quando não se tratam 100% de “notícias boas”, muitas vezes carregam histórias curiosas que fazem os olhos da gente brilharem um tiquinho: Continuar lendo