Os melhores shows da minha vida: para rememorar e rejuvenescer

No último domingo, fui com meu marido e meu pimpolho ver um show que, teoricamente, era voltado para as crianças, mas que, na prática, era um showzaço com repertório que foi de Paul McCartney a Raimundos, de Titãs a Genival Lacerda. Estou falando do “Música de Brinquedo 2”, da lavra do Pato Fu, com direito a bonecos do Giramundo. Compramos ingressos promocionais do Sesc, num teatro absolutamente lotado (mesmo com divulgação quase nula do evento) e ainda descobrimos que o DVD estava sendo gravado naquele show.

O Luiz já tinha visto Pepeu Gomes na Praça JK e já tinha ido ao Street Blues Festival na Praça da Liberdade, por exemplo. Mas este foi o primeiro show com ingresso pago ao qual levamos ele. Pode-se dizer que foi um dia histórico!

Isso me fez lembrar de tantos outros shows aos quais já fui na vida, e em como é bom ir a shows, de todos os gêneros, e sentir aquela adrenalina boa de entoar canções junto a milhares de pessoas, ou ver seus heróis da guitarra destruindo num palco a poucos metros de você. Torço para ter a oportunidade de ainda levar o Luiz a muitos outros shows, inclusive quando ele já for adulto e eu já estiver velhinha, sem pique de ficar de pé, dançando, durante todo o tempo 😉

Desandei a relembrar os shows da minha vida e resolvi listá-los todos neste post, para deixar um registro deles. Aí vão, em ordem cronológica, desde a foto mais antiga que consegui recuperar, de 2003. Clique sobre qualquer uma para ver todas em tamanho real, com as legendas:

 

Posso ter me esquecido de alguns, mas aí estão os principais: Paul McCartney (três vezes), Eric Clapton, Rolling Stones, Deep Purple (duas vezes), B.B. King, Queen, Buddy Guy, Creedence, Jethro Tull, Mud Morganfield, John Mayall, Focus, Herbie Hancock, Milteau, Sonny Rollins, Maceo Parker, Madeleine Peyroux, Novos Baianos (duas vezes), Mutantes (três vezes), Paralamas do Sucesso, Titãs, Rita Lee, Jorge BenJor, Caetano Veloso, Marisa Monte, Paulinho da Viola (duas vezes), Luiz Melodia, dentre outros.

Vou atualizar este post à medida que for a novos shows. Que venham muitos!

Leia também:

  1. Manual de como se comportar num show de rock
  2. 18 músicas de Paul para você ensinar o quanto antes aos seus filhos
  3. História do rock em 100 riffs
  4. A história do rock em 8 minutos
  5. Heróis do rock que morreram aos 27 anos
  6. O primeiro festival da Galeria do Rock
  7. Vídeos do festival
  8. Festival de gaita no Sesc Pompeia, com vídeo
  9. As meninas que trouxeram Paul a BH
  10. Paul tocando blues
  11. As barbearias de blues
  12. Desenhos musicais de Robert Crumb
  13. Três mineiros no Playing for Change, com Keith Richards
  14. Clipe original de Like a Rolling Stone

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‘Uma Noite de 12 Anos’: filme obrigatório para estes tempos sombrios

Vale ver na Netflix: UMA NOITE DE 12 ANOS (La noche de 12 años)
Nota 8

É ditadura militar. Não existe Estado Democrático de Direito. Grupos de esquerda são presos e assim ficam, por anos, sem nunca passarem por qualquer julgamento legítimo. Prisioneiros tornam-se verdadeiros reféns dos militares. Eles não ficam em presídios normais, com um mínimo de dignidade. Eles ficam em masmorras sujas, sem poder ver a luz do sol, as estrelas, sem nenhuma latrina para fazerem suas necessidades, sem qualquer banho ou atendimento médico. São torturados, rotineiramente. São proibidos de falar. De caminhar – inclusive dentro de suas minúsculas celas. O que se quer é que atrofiem mesmo, que endoidem, que não passem um único dia sem querer morrer.

E isso por 12 longos anos, como somos avisados desde o título do filme.

Proibido passar da linha branca.

Assim é a história relatada em “Uma Noite de 12 Anos”, de Álvaro Brechner, diretor nascido em Montevidéu. Assim foi durante a ditadura sangrenta no Uruguai. E assim também foi em tantas outras ditaduras militares sangrentas em toda a América Latina, inclusive no Brasil.

Este filme, disponível na Netflix, deveria ser obrigatório para estes tempos sombrios que vivemos hoje, com brasileiros pedindo a volta da ditadura militar, elegendo a presidente da República um cara que elogia publicamente um torturador contumaz, com esse mesmo sujeito celebrando o golpe militar de 1964 como se fosse um momento cívico, e não um período de atrocidades na história do nosso país.

Como escrevi há anos, estamos precisando de mais aulas de história no Brasil. Felizmente, existem filmes, como este, que contribuem para mostrar do que o ser humano é capaz. Para algumas pessoas, não basta prender, tem que destruir. O problema disso é que, muitos anos depois, quando a ditadura já acabou, ainda não conseguimos encontrar culpados, porque os soldados sempre podem dizer que “só estavam cumprindo ordens”. Como aconteceu na Alemanha nazista.

Neste filme, conhecemos mais de perto três figuras políticas importantes no Uruguai: Mauricio Rosencof (na pele de Chino Darín, filho do Ricardo Darín), Eleuterio Fernández Huidobro, o Ñato (vivido por Alfonso Tort) e José Pepe Mujica (Antonio de la Torre). Mujica, como sabemos, foi presidente do Uruguai entre 2010 e 2015 e é um dos sujeitos mais admiráveis do planeta.

Estes sobreviveram. Quantos não?

Resposta: 174 ficaram desaparecidos e 100 morreram dentro das prisões na ditadura uruguaia. Den-tro-das-pri-sões.

A propósito: no Brasil foram 434 mortos e desaparecidos durante os 21 anos da ditadura militar. A lista com nomes foi divulgada em várias reportagens, como AQUI.

Justamente porque precisamos conhecer e reconhecer nossa história, porque precisamos relembrar nosso passado e precisamos nos chocar com os absurdos cometidos à época é que filmes históricos como este deveriam ser obrigatórios nas escolas e lares. Porque é o conhecimento do passado que nos previne contra um futuro pior. Mais urgentemente ainda quando esse futuro já começou.

Assista ao trailer oficial legendado do filme:

De brinde, ouça uma belíssima versão de “Sound of Silence” (Paul Simon) que aparece em uma das cenas do filme, arranjada e interpretada pela cantora espanhola Sílvia Pérez Cruz:

Leia também:

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Mais um ano de vida. E a mesma alma de anos atrás

À esquerda, eu aos 26 anos, em 2011. À direita, eu deitada na rede, olhando a paisagem, neste ano de 2019. Diferente, mas igual.

Sempre que chega meu aniversário, gosto de fazer um balanço da vida. Ver os rumos que estou tomando, as curvas ou atalhos que peguei no caminho, os destinos aos quais pretendo chegar algum dia. Desde que este blog foi criado, já fiz sete balanços do tipo (só pulei o de 2016, no auge da licença-maternidade, quando o blog teve que ficar meio abandonado).

Hoje chego aos 34 anos com um certo desânimo, mais ou menos inédito na minha vida. Provavelmente agravado pelo momento político absurdo, surreal, que estamos vivendo, com verdadeiros patetas nas três esferas do poder, fazendo pataquadas diárias, ou várias por dia – e depois tendo que recuar, numa rotina que deprime até os mais otimistas.

Depois de muitos percalços na minha vida, estou com o campo profissional e pessoal finalmente serenos. Ufa. Mas não dá pra dizer que eu esteja “de bem com a vida”. Como em outras ocasiões, resolvi fazer o que faço melhor: arregacei as mangas e tomei providências. Decidi cuidar mais de mim. No início do mês, fiz um check-up na saúde (está tudo bem), me inscrevi em uma atividade física, voltei a fazer reeducação alimentar. Comecei a cortar a internet no momentos de lazer, a trabalhar menos fora do expediente de trabalho. Agora estou batalhando para trabalhar minha cuca, para que se estresse menos, se deprima menos, se abale menos. Quero ser mais zen. Tão pilhada como sou? É tudo um caminho a se perseguir, enfim.

Falei, falei e não falei nada. É que o balanço deste ano está bem menos inspirado que nos outros sete anos. No ano passado, refleti sobre as tantas mudanças pelas quais passei na última década e sobre como é bom mudar para que, no processo, possamos jogar fora os caquinhos guardados inutilmente.

Em 2017, contei a história de uma velhinha que muito me inspirou, e sobre como eu queria poder ser eternamente jovem, como ela, esteja eu em qual idade estiver.

Em 2015, refleti sobre o suposto “divisor de águas” que é chegar aos 30 anos de idade: “Não sou a correspondente internacional, autora de best-sellers, viajante do mundo inteiro, como eu previa que ia ser, quando eu tinha apenas uns 15 anos. Mas aprendi a ser feliz com menos, a curtir minha própria companhia, a gostar de ficar em casa numa sexta à noite, só conversando com meu amor, a gostar de passar uma tarde de domingo com a família, em vez de num churrascão. São coisas prosaicas que, chegados os 30 anos, me parecem o maior dos luxos. E outros sonhos vão surgindo no lugar dos antigos.”

Em 2014, meu texto foi cheio de gratidão pelo caminho percorrido até os 29 anos e, principalmente, pelas pessoas (ou “poeiras cósmicas”) que cruzaram minha jornada.

Em 2013, eu parecia estar explodindo de felicidade. Certa de que todas as mudanças que tinha enfrentado antes tinham culminado no melhor dos mundos.

Em 2012, escrevi, após um período de grande melancolia que eu vivia naquele começo de ano: “A tristeza é útil, para nos fazer reconhecer a alegria. Assim como a morte existe para destacar e distinguir a vida.”

E em 2011, fiz um poema que tentava traduzir minha vida até aquele momento, aos 26 anos. Engraçado que, de todos esses balanços, é esse mais antigo, de quase uma década atrás, o que mais me trouxe identificação neste 2019. É por isso que decidi, nesta noite pouco inspirada, reproduzir o poema daquele ano aqui. Só tomando a liberdade de atualizar a conta de dias, horas e minutos vividos e de destacar meus trechos favoritos:

“Ri, sorri
(fotogenicamente)
Chorei
(de acordar com duas bolas nos olhos)
Quis morrer
(e fiz poema, instead)
Quis chegar aos cem
(como a Maude e a Luísa)
Fiz o bem
(ou o tentei, sempre)
Perdi amigos
(que viraram em outras curvas)
Dispensei outros
(que mostraram não valer o título)
Conquistei pessoas
(mas me conquistaram em cheio)
Amei
(sofri)
Trabalhei e venho trabalhando
(aventuras ou percalços)
Envelheci:

Já tenho cabelos brancos,
barriga de chopp,
linhas de rugas na testa,
olheiras,
mas ainda assim me dão a idade certa
(e há os que suspeitam que minha idade mental seja de criança).

A impressão que tenho é que nunca vou viver o bastante
para o tanto que quero fazer e tentar
(e, ao mesmo tempo, me canso de tanta vida.)

À beira dos 12.410 dias
Mais de 290 mil horas
E de 17 milhões de minutos
Que interferem, como estrelas,
em outras constelações paralelas.
De forma luminosa, pois sim,
mas absolutamente insignificante no todo.

A vida é isso:
um amontoado de insignificâncias,
de encontros e desencontros,
de apontamentos e desapontamentos,
de convivências certas e erradas,
de fugas e momentos de audácia,
de liberdade sempre contida
e felicidade sempre instável.

Seguirei sendo esse ser fundamentalmente bipolar
um poço de defeitos feios
mas de intenções sinceramente boas
(como as que povoam o inferno.)

Que o deus do bom humor me guie,
porque é só dele que precisamos
para que a dura vida dure sendo leve.”

É engraçado pensar que minha vida, hoje, nada tem a ver com aquela da Cris de 2011, de 26 anos, morando sozinha em São Paulo, vivendo exclusivamente para trabalhar, sem marido, sem filho, “foca” na profissão. E que, ao mesmo tempo, tenhamos tanto ainda em comum. Ou seja: a gente cresce, amadurece, vira uma profissional experiente, se casa, publica livros, vira mãe, muda de cidade, muda mil vezes de lar, muda mil vezes de emprego, leva calotes, contrai dívidas, engorda, emagrece, engorda de novo, muda de hábitos, volta a hábitos antigos, lê dezenas de livros, assiste a centenas de filmes. Mas, ainda assim, nossa alma dá um jeito de continuar a mesma.

Torço para que minha alma ainda conserve a alegria e entusiasmo da Cris menina, hoje e para sempre! Como dizia meu pai, “Peter Pana”. Lutando bravamente para transformar este mundo insano numa Terra do Nunca decente.

Leia também:

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Morre o jornalista Dídimo Paiva, um bravo

Texto escrito por José de Souza Castro:

O jornalista Dídimo Paiva, que morreu neste sábado, 9 de março, aos 90 anos, foi aposentado compulsoriamente, dez anos antes, pelo jornal “Estado de Minas”, onde trabalhou por mais de 40 anos.

Há sete anos, quando escrevi um artigo lamentando que aquele jornal havia ignorado solenemente o lançamento de um livro sobre a vida e a obra de Dídimo Paiva, informei que ele estava terminando um novo livro, que já tinha até um título escolhido: “A Maldição dos Países Ricos em Minerais”.

“Um tema importantíssimo para o Brasil”, comentei, “que, com o Pré-Sal, se não tomar cuidado, terá o mesmo destino terrível dos países do Oriente Médio: uma pequena classe dirigente riquíssima a serviço das grandes potências e um grande povo cada vez mais pobre”.

Nunca mais ouvi falar desse livro. Pesquisando há pouco no Google, concluí que ou ele não foi publicado ou foi ignorado pela imprensa, como aconteceu, em geral, com aquele livro sobre Dídimo Paiva.

Uma pena. Acho que o autor teria muito a nos dizer, antes das tragédias em Mariana e Brumadinho, por obra e graça da maior de todas as mineradoras brasileiras – a Vale.

Dídimo era uma espécie de profeta, um batalhador. Convivi com ele, profissionalmente, por algum tempo, mas para descrevê-lo recorro a outro jornalista, José Cleves, que publicou um artigo  no Observatório da Imprensa, na época da publicação daquele livro sobre Dídimo Paiva:

“Conheci Dídimo em meados de 1970”, escreveu José Cleves, “em plena ditadura militar, quando ele era presidente do Sindicato dos Jornalistas de MG, ao lado do também amigo Washington Tadeu de Melo, que anos depois substituí na cobertura do Congresso Nacional pelo jornal Estado de Minas. Fiquei encafifado com aquele baixinho com cara de judeu polonês comandando o sindicato contra os milicos, sem medo e papas na língua. Dídimo não tem distúrbio de personalidade. Ele fala o que sente, de forma destemida, não importa o interlocutor. Ao receber do então governador de Minas Gerais, Aureliano Chaves, a doação de um imóvel para o sindicato, ele perguntou de estalo: ‘Se fosse para o Sindicato das Lavadeiras, o sr. faria a doação?’”

E foi em frente o Cleves:

“Aprendi muito com Dídimo Paiva, não sei se mais pela convivência ou pela leitura de seus editoriais, sempre muito ácidos, diretos (ele não gosta de subjetividades) e ricos em detalhes – é detalhista, pela percepção de que o brasileiro não gosta de ler e a maioria tem dificuldade de interpretação. Dídimo tem birra de jornalista que não sabe perguntar e chega a perder a paciência com os que ignoram literatura. Ele lê muito, até hoje, aos 83 anos, e se diz entediado com a falta de informação de grande parte dos jornalistas e com a má qualidade dos jornais – a maioria, segundo ele, mal escritos por culpa dos baixos investimentos na redação. Aliás, os baixos salários da categoria sempre foram contestados por ele. “Pagam mal, os donos de jornal só querem saber de lucros”, ele diz em voz alta e com a empáfia de quem nunca engoliu sapo.

Dídimo prevê para muito breve o fim do jornal de papel e teme pelo futuro dos jornalistas.”

Nisso, nem é preciso ser profeta…

Quem quiser saber mais sobre esse grande jornalista mineiro, vi um bom testemunho de um filho dele, o jornalista Esdras Paiva, publicado AQUI pelo jornal “O Tempo”.

Leia também:

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O dia em que achei que falaria com Boechat

Nunca vi o Boechat pessoalmente, não peguei elevador com ele, ele não ajudou a alavancar minha carreira, não ganhei prêmio de jornalismo junto com ele, não dividi bancadas com ele, nada disso que li em tantos “eubituários” (expressão maravilhosa que pego emprestada de uma amiga) que surgiram ontem, com homenagens mais autoprestadas do que direcionadas ao grande jornalista da vez que o Brasil perde.

A única história pessoal que tenho envolvendo o Boechat é tão prosaica e tão nada a ver, que vou compartilhar só por isso.

Minha irmã Viviane Moreno era foca e eu estava ou no colégio ou no primeiro ano de faculdade. Ela estava cobrindo o “Criança Esperança” e me ligou de lá, toda empolgada. Uma barulheira infernal do outro lado da linha.

– Alô, Cris? Estou aqui com um grande ídolo seu, um cara de quem você é fãzona, por isso falei com ele que tinha que te ligar!
– Que legal! Quem?
– (Barulheira horrível, a resposta é ininteligível)
– QUEM?
– O (barulho) Bo… (barulho indecifrável)
– Quem?!
– (Impaciente) O (barulho parecendo “boche”)!!!!!!
– Boechat? Ricardo Boechat???
– NÃO, CRIS! O GUSTAVO BORGES! O nadador!
– Ah, tá…

A esta altura, quando ela passou o telefone pra eu falar com ele, Gustavo Borges já estava achando que eu não era fã coisa nenhuma, que minha irmã era doida, e ela já estava morrendo de vergonha. E eu sem saber o que falar com meu atleta favorito, que confundi com um jornalista famoso, graças aos ruídos telefônicos e ambientais…

***

Agora, falando em depoimentos realmente singelos para o jornalista que morreu de forma tão inesperada, recomendo a leitura deste da Mônica Bergamo, que dividiu a bancada com ele durante mais de 10 anos.

Ela também é famosa, também é uma baita jornalista, mas seu depoimento não é sobre ela própria, e sim sobre o carinho que Boechat despertava em seus ouvintes/telespectadores/leitores. Aí, sim!  😀

 

Leia também:

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