“Sentaço” em homenagem a Letícia Sabatella

Na semana passada, fomos invadidos por duas notícias muito malas, que chegaram também pelas redes sociais.

  • A primeira: Grazi Massafera estava com as axilas maldepiladas em um evento de que participou. E nem foi a primeira vez que “noticiaram” isso.
  • A segunda: Letícia Sabatella bebeu demais e “deu vexame” (nas palavras do colunista-pop), tendo que ser carregada para se levantar do chão.

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Não vi o que Grazi, linda, deslumbrante e querida por milhares de fãs, disse sobre essa notícia idiota. Toda mulher agora tem que se depilar com cera, e ficar sem nem um micropêlo, pra não incomodar os olhares dos machões? AQUI procês, ó! 😛

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Já Letícia, também linda, deslumbrante, e com mais de 50 mil fãs só no Facebook, resolveu mostrar uma banana pra esses moralistas de plantão. No dia 5 de novembro, ela escreveu em seu Facebook:

“Que auê por causa de uma noitada de cantoria e pisco sauer com os amigos! Deitar no chão de tanto rir, e beber do céu as estrelas! Quem não precisa rir de si mesmo de vez em quando? Me recuso a sentir vergonha com esta pedra(bosta) moralista com que tentam me atingir. A vocês, queridos acusadores, ofereço Um Brinde!”

A publicação já teve mais de 20 mil curtidas, mais de 1.900 compartilhamentos, e rendeu até um evento no Facebook, Deitaço no asfalto com Letícia Sabatella, que, até a noite de domingo, já tinha 17 mil participantes. Minha veterana de faculdade Sílvia Amélia foi quem criou o grupo e diz TUDO na descrição:

“A atriz Letícia Sabatella saiu com amigos e bebeu, e cantou e se divertiu. E até deitou com eles no chão no meio de uma crise de riso. Ou seja, teve uma experiência feliz daquelas que todo mundo deveria experimentar na vida. Mas algo tão simples assim teve cobertura de parte da imprensa como se fosse um “vexame” e provocou comentários dos moralistas, sempre de plantão. Esse evento organizado por feministas pretende reunir admiradoras e admiradores de Letícia Sabatella que adorariam beber, bater papo, rir e deitar no asfalto com ela!”

Fico feliz que esses colunistas que adoram apontar o dedo para as celebridades (e levaram muitas delas ao inferno, como Amy Winehouse) estejam recebendo essa resposta criativa, imediata e SÓBRIA dos leitores. Não queremos mais ler isto, baby.

Grazi, Letícia e mulheres em geral: depilem como, onde e quando quiserem, bebam o quanto quiserem, continuem rindo de si mesmas! Não devemos satisfações a ninguém, não. E, se o machismo apertar, o bom humor será ainda o melhor remédio 😉

 

Eu chorando de rir depois de levar um tombo, em foto tirada por amigos, em abril de 2010. Arquio pessoal :)

Eu chorando de rir depois de levar um tombo, em foto tirada por amigos, em abril de 2010. Não cheguei a deitar, mas estou sentada no chão, e fica como solidariedade à grande Letícia, que também prefere rir dos momentos divertidos da vida 🙂 Foto: Arquivo pessoal

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Frase do ano

“Tá faltando no mundo é senso de humor.”

A frase é da minha colega Ísis Mota e acho que resume bem o que eu tenho sentido nas pessoas, há vários meses já. Está faltando humor, alegria, gente capaz de rir de uma piada, de não levar tudo tão a ferro e fogo. O que tenho visto, cada vez mais, são pessoas sérias, seriíssimas, incapazes de dar um sorriso, bravas com qualquer coisinha, politicamente corretas, dispostas a discutir o tempo todo, irritadiças. Caaaaalma, Bete!, dá vontade de sair falando, entre-risos. Tenho pra mim que o bom humor é a chave da felicidade. E o que tenho visto é um mundo triste. Mais que isso: chato. Um porre! Sem espaço para a diversão pura e simples, para a leveza, para a discordância de pensamentos. Por isso, a frase da Ísis acaba de ser eleita, por mim, como a frase do ano. Quiçá da década. Por mais senso de humor no mundo! — será minha mais nova bandeira, mas sem ativismo e sem gritaria: uma bandeira pra eu estender ao sol na janela do quarto ou pra pendurar na mesa do bar e motivar brindes alegres dos que se sentarem junto a mim 😉

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Carta a duas jovens com Charcot-Marie-Tooth

Breve explicação: na quinta-feira da semana passada, dia 10 de abril, recebi um email de uma leitora de Pernambuco, pedindo que eu escrevesse uma carta a suas sobrinhas, que nasceram com Charcot-Marie-Tooth e não aceitavam bem a condição. No mesmo dia, recebi a notícia de que uma pessoa muito importante na minha vida foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré. Eu nunca tinha ouvido falar de nenhuma das duas doenças, e tive que pesquisar bastante para entender os dois casos. No sábado, escrevi a carta abaixo e enviei à leitora. Pela resposta que ela me deu, percebi que o texto poderia ajudar outros leitores que também tivessem ou conhecessem alguém que tem uma das duas síndromes. Por isso, tendo o cuidado apenas de não citar nenhum nome, decidi reproduzir o texto aqui no blog:

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Queridas meninas,

Vejam que engraçado: até três dias atrás, eu vivia na minha imensa ignorância em relação ao corpo humano. Achava que existiam algumas doenças por aí: gripe, dengue, febre amarela, câncer, cólera etc. Sabe aquelas que a gente aprende na escola ou ouve falar? Seus nomes eram sempre em português, fáceis de falar e pronunciar, e eu achava difícil ter contato mesmo com qualquer uma dessas doenças. Me achava com “saúde de ferro”.

De vez em quando via algum programa de TV que mostrava doenças raras, mas seus nomes eram sempre complicados – os nomes dos cientistas que as descobriram – e elas pareciam ser sempre doenças inatingíveis, distantes, de outro lugar.

Na última quinta-feira, dia 10 de abril, isso mudou. Fui visitar uma pessoa muito importante na minha vida e ela descreveu sensações (sintomas) muito diferentes para mim: suas mãos e pés estavam formigando e sem sensibilidade, ela estava sem o controle dos músculos e caía com facilidade, tinha que andar se escorando nos móveis para se firmar. Levamos ela ao médico, para saber o que a afligia. E, depois de uma bateria de exames, descobrimos um nome completamente novo: Síndrome de Guillain-Barré.

Passaram-se poucos dias e não consegui descobrir ainda muito sobre essa doença. Consegui descobrir que ela atinge no máximo 3 pessoas a cada 100 mil, que ataca os nervos periféricos do corpo e que pode regredir totalmente.

Coincidência ou obra do destino, no mesmo dia, recebi um e-mail da tia de vocês. E ela me falou de outra doença de que eu nunca tinha ouvido falar: Charcot-Marie-Tooth. Fui pesquisar e descobri que ela tem muitas semelhanças com a outra doença: atinge os nervos periféricos e ataca uma parte do corpo que eu nem sabia que existia: a bainha de mielina dos neurônios (meu deus! Como nosso corpo é complexo, né! Se um neurônio já é microscópico, invisível a olho nu, imagine o tamanho dessa tal de bainha de mielina, que é um pedaço do neurônio!).

A diferença gritante que percebi, ao pesquisar sobre a Charcot-Marie-Tooth, é que ela é muito mais comum, inclusive por ser hereditária: pelo que li, a cada 2.500 habitantes, um tem a doença. Ou seja, se o planeta tem 7 bilhões de habitantes, 2 milhões e 800 mil pessoas têm Charcot-Marie-Tooth hoje! É gente pra burro!

Só no Brasil, são quase 80 mil pessoas com CMT (posso chamar assim, né? É mais fácil de escrever e falar, rs!). E cadê todo mundo? Como pude passar quase 30 anos de vida sem nunca ter ouvido falar dessa tal de CMT?

Pesquisei e pesquisei mais e descobri que a “culpa” é de vocês. Explico: as pessoas que têm CMT preferem se esconder, em vez de saírem pelo mundo falando: “Vejam bem, minha gente! Eu sou normal! Eu sou parte de um grupo de quase 3 milhões de pessoas no mundo!”. T-r-ê-s m-i-l-h-õ-e-s! Como podem três milhões se manterem invisíveis?

Se tem uma coisa que aprendi nesse caminho de vida foi que ninguém é “normal”. Não existe essa situação de normalidade, de perfeição. Todo mundo tem alguma condição. E essa condição nem é permanente. Vejam o caso daquela jovem que esperava pelo metrô para ir ao trabalho: de um minuto para o outro, sua vida mudou, depois que um desconhecido resolveu empurrá-la sobre os trilhos. Ela perdeu um braço e teve que se adaptar a essa condição completamente nova. Da mesma forma, os senhores Guillain e Barré invadiram minha vida sem mais nem menos.

Ninguém é 100% feio ou bonito, 100% inteligente ou 100% burro, nada é 100%. Sabem aqueles caras geniais, que têm o QI lá na estratosfera? Albert Einstein e tal? Pois bem, eles eram uns burros em outras áreas da vida. O gênio da matemática e da física muitas vezes é um deficiente social, incapaz de fazer amigos ou manter um relacionamento. Todos temos nossas deficiências e nossas grandes virtudes.

Pesquisando mais sobre a CMT, para entender o que sua tia me disse, descobri que é uma doença (será que podemos chamar de doença? Vou passar a dizer “condição”, porque acho mais real) que passa de pai pra filho e as chances de um bebê nascer com CMT são de 50%. Ou seja, se vocês tiverem dois filhos, é possível, estatisticamente, que um tenha CMT e o outro não tenha. Mas também é possível que o que tem CMT seja feliz, lindo e fera nos estudos e o que não tem seja mal-humorado, meio dentuço e burrinho em matemática. Entendem? Cada um nasce com uma sorte e uma personalidade específicas e podemos sempre tonar nossas condições nesta vida (que, até onde a gente sabe, é uma só!) as melhores possíveis, privilegiando aquilo que temos de melhor e passando por cima das nossas limitações.

Reprodução / "Bernadette"

Reprodução / “Bernadette”

Ainda na minha incansável pesquisa, descobri uma garota linda chamada Bernadette. Ela nasceu nos Estados Unidos e com a mesma condição do pai, com CMT. E sabe o que ela diz? Que seu pai lhe deu um presente, ao passar para ela a tal Charcot-Marie-Tooth. Um presente! Por quê? Porque ela transformou essa condição em uma missão para sua vida. Ela decidiu sair pelo mundo gritando: “Ei, eu tenho CMT! E daí?”, fez um filme, fez reuniões com outras pessoas com CMT, e mostrou que é perfeitamente possível viver uma vida normal e feliz, mesmo em uma condição especial, diferente da de outras pessoas ao redor (mas comum a três milhões de pessoas pelo mundo!).

Vejam como ela é linda: bernadettecmtmovie.com

Nesse site acima, tem os trailers do filme que ela fez. São em inglês, sem legenda. Mas tenho certeza que, mesmo se vocês não falarem inglês, vão conseguir entender a mensagem que é passada ali.

Que tal serem como Bernadette? Não precisam fazer um filme aqui no Brasil (mas quem sabe um dia, hein? Vocês ainda são novas, com toda uma vida pela frente!), mas podem se aceitar e gritar ao mundo, desde aí em Pernambuco, que vocês são tão lindas e perfeitas como a Bernadette, independente de terem nascido com essa tal de CMT.

E se alguém perguntar: “Mas o que você tem? Por que precisa andar com apoio?”, vocês respondem: “Eu nasci com uma condição especial que se chama Charcot-Marie-Tooth, e que outras 3 milhões de pessoas no mundo têm. É a doença neurológica mais comum do planeta. Você nunca ouviu falar???” E bola pra frente, mostrando ao mundo que vocês possuem um conhecimento de uma certa condição de vida que ninguém mais tem, que vocês são mais fortes por isso, que já nasceram conhecendo o significado da palavra “limitação”, que é algo que todo mundo vai conhecer em algum (ou vários) momentos da vida, mas que vocês já enfrentaram de cara, de forma corajosa, e têm a sabedoria de se aceitarem como são, com todas as perfeições e imperfeições típicas dos seres humanos.

E digo mais: se seus filhos também receberem esse “presente” de vocês, como bem definiu a Bernadette, vocês vão mostrar a eles que não têm nada do que se envergonhar e não têm que ficar se escondendo dentro de casa pro resto da vida, porque eles são tão normais como qualquer outro e precisam ser felizes, que é o mais importante 😉

Vocês podem me responder: “Quem é você que fica falando como se tudo fosse assim tão fácil? Você não tem CMT para saber das nossas dificuldades!” É verdade. Sou só uma pessoa que acredita que todo mundo pode ser feliz, seja como for, aproveitando as melhores qualidades que nós temos. E dizem que uma boa qualidade que eu tenho é saber escrever, então também sou uma pessoa que sai escrevendo por aí, rs. Mas, se não acreditam em mim, deveriam acreditar em outras pessoas, outras dessas três milhões de pessoas, que também nasceram com CMT.

Reprodução / Youtube

Reprodução / Youtube

Por exemplo, a Caren, brasileira, linda, que se casou, virou mãe e é feliz. Vejam o vídeo que ela fez. Tem até uma associação brasileira para as pessoas com CMT, sabiam? Vejam o site deles. No Facebook, várias outras pessoas contam suas experiências (descobri o vídeo da Caren lá), vejam que legal.

E tem ainda a bela Bernadette, que não me deixa mentir. Vejam as fotos dela e descubram UMA em que ela esteja com a cara triste. Garanto que não vão achar 😉 Vi lá que ela até aprendeu a dirigir dia desses…

Então é isso, meninas! Bola pra frente, que atrás vem gente! Nada de lamentar a vida, a vida foi feita pra ser vivida, curtida, apreciada em cada minutinho, compartilhada com aqueles que amamos, descoberta! Vocês são novas e precisam descobrir sua missão no mundo. A CMT não será um empecilho nessa trajetória, mas uma parceira. Espero que essa parceria renda frutos, como toda boa parceria!

De cá, em Minas, numa tarde quente de sábado, me preparando para ir visitar minha querida no hospital e passar algumas horas ao lado dela (e descobrir com ela como é essa nova condição por estamos todos passando), desejo a vocês um bom fim de semana e dedico um abraço afetuoso às duas.

Sejam muito felizes! 😀
Beijos da Cris

Uma penca de chaves

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O post de hoje complementa o de ontem. Desde criança, venho martelando para mim o seguinte mantra: a chave da felicidade é o bom humor. Não a consequência, mas a principal motivação. E, embora haja componentes genéticos e da personalidade de cada um para definir quem é mais ou menos bem-humorado, essa conquista é também um exercício diário.

Ontem, concluí, depois de muito pensar a respeito, que a chave da sabedoria é a dúvida. Que os extremamente convictos de tudo estão apenas reforçando um pensamento estreito.

O colega João Gualberto lançou uma definição pouco romântica do que seria a chave da vida, que também me fez pensar: a resiliência. Ele também falou em resignação, mas aí já não concordo. Resiliência, superação, resistência e força têm mais a ver com o conceito de sobrevivência diária sobre duas pernas.

E aí, já em casa, danei a pensar no que seriam as chaves da amizade e do amor. Lembrei daquela frase clássica do Pequeno Príncipe: você é responsável por aquele que cativa. O amor tem algumas doses de responsabilidade e preocupação. Uma mãe e um pai nunca ficam totalmente relaxados depois que ganham um filho, porque o amor os leva a pensar sempre em seu bem estar. O amor não é desprendido, carece de empenho, atenção, apoio. Mas, no caso da amizade, o engajamento é suficiente (mesmo assim, amigos, há que se engajar!). No caso do amor, ainda é preciso ter um bocado de sorte para que ele prospere.

Assim, fechei o dia com o seguinte registro resumido de toda essa piração (que tem tudo pra mudar, quanto mais eu pensar a respeito):

  • A chave da felicidade é o bom humor.
  • A chave da vida é a resiliência (por João Gualberto).
  • A chave da sabedoria é a dúvida.
  • A chave da amizade é o engajamento.
  • E a chave do amor é a mais pura sorte.

(Pronto!, já posso me juntar ao Pinky e Cérebro e tentar conquistar o mundo! :D)

Concordam? O que mudariam em seus próprios receituários?

As 34 coisas que já fiz e as 17 que ainda não fiz

Vi ontem uma espécie de baralho, com 51 cartas, com coisas que deveríamos, segundo as cartas, fazer pelo menos uma vez na vida.

Sabe aqueles livros “1.001 lugares para conhecer antes de morrer”, etc? Pois é, mas numa versão mais enxuta de cartas de baralho.

O que achei legal nem foram as sugestões (algumas ridículas), mas a possibilidade de lembrar de pequenas aventuras que já fiz na vida. Dividi as cartas em dois grupos: um, mais gordinho, com 34 cartas, fala de coisas que eu já fiz, pelo menos uma vez na vida — e não necessariamente foram voluntárias ou satisfatórias. O outro, com as 17 restantes, fala de outras que ainda não pude fazer — e não necessariamente mais difíceis ou desejadas.

Vista no topo do Pico do Pião, em Ibitipoca.

Vista no topo do Pico do Pião, em Ibitipoca. Foto: CMC

Vejam abaixo todas as memórias que foram surgindo do que já fiz:

  1. Ir ao circo (demorei anos para ir, e sempre lamentava por nunca ter sido levada a um circo quando ainda era criança. Mas fui uma vez, com minha irmã, naquele do ator Global que esqueço agora como chama).
  2. Fazer um seguro (fiz aqueles coletivos da empresa. Também já arrisquei fazer uma previdência privada, na época que valia a pena, mas, depois de uns cinco anos investindo um pouquinho do meu salário todo mês, conferi o saldo e vi que tinha menos da metade do que eu tinha aplicado naquele período. Se eu tivesse guardado o dinheiro no colchão e tacado fogo, era capaz de ter sobrado mais. Então fechei o plano).
  3. Fazer uma galinhada e convidar os amigos (já fiz muitas fornadas de pães de queijo para convidar os amigos para casa. Agora estou na fase de fazer uma frangoada e convidar a família).
  4. Fazer uma carta de amor (xi, já fiz várias. Cartaz, emails, poemas e torpedos. Já recebi várias também. E, claro, já levei muitos foras também ;)).
  5. Dormir sob estrelas (na verdade, acho que nunca dormi. Mas deitar sob um céu estrelado e ficar, bem acordada, observando, é bom demais!).
  6. Visitar uma de sete maravilhas listadas (no caso, apenas o Rio de Janeiro, dentre as sugestões que dão, que incluem o vulcão Paricutín, no México, e a barreira de corais na Austrália).
  7. Pegar uma fotografia autografada do ídolo (esta eu adapto para os livros e CDs autografados, que são muito mais legais).
  8. Ver alguma coisa crescer e se desenvolver (além de sobrinhas e priminhas, eu tenho minha horta, que ainda será tema de post aqui no blog. O manjericão cresceu rapidinho e já foi parar na salada de tomates).
  9. Falar em público (já tive que dar algumas palestras. Sempre começo tímida, mas termino feliz. Deve ser por isso que quero tanto dar aulas :)).
  10. Se apaixonar (claro que já, né! Que nunca? Eu, no mínimo umas 30 vezes. E hoje vivo dia e noite apaixonada pelo meu amor).
  11. Comprar um bilhete de loteria (várias vezes, quando passo na frente de uma lotérica e não tem ninguém na fila).
  12. Aumentar a família (eles sugerem um cachorrinho, e eu já tive a Kikinha ;)).
  13. Vestir para arrasar (falam de colocar uma roupa toda diferente do normal, para ocasiões aleatórias. E eu faço isso direto rs).
  14. Um dia todo na cama (também já passei algumas vezes, embora geralmente estivesse doente ou deprê. Quando estou realmente bem, prefiro fazer mil coisas, mesmo que naquele dia de chuva preguicento).
  15. Enviar flores (na verdade, prefiro comprar vasinhos e entregar eu mesma. Minha mãe sempre foi minha vítima favorita ;)).
  16. Relaxar e curtir a vida (ôxe, sempre que posso! Vale até aproveitar o sol que entra na fresta da janela, estender uma canga no chão do quarto, pôr um biquíni e aproveitar umas boas horinhas…).
  17. Comprar poltronas na primeira fila (para algum show ou espetáculo que queremos muito ver. Já fiz isso muito).
  18. Escalar uma montanha (já subi alguns morros, como aquele pico maravilhoso em Ibitipoca. Nenhum Everest da vida).
  19. Fazer um pedido, jogando moeda na fonte (já contribuí muito para o enriquecimento dos poços de cidades pequenas).
  20. Passar uma noite inteira acordada, até o sol nascer (já fiz isso mil vezes, mas geralmente era por força de uma insônia terrível).
  21. Passear de moto (só uma vez, e quando eu era bem pequena, na garupa e uma amiga da minha mãe).
  22. Escrever um livro infantil (já escrevi vários, quando eu mesma era criança. Tinha capa ilustrada por mim, grampinhos fazendo o formato de livro, “diagramação” e tudo o mais).
  23. Visitar o cerrado (Serra do Cipó, meu amor!).
  24. Dançar e cantar na chuva (eu fazia isso com mais frequência quando era mais nova, mas ainda arrisco de vez em quando).
  25. Nadar no mar (sim, e bem depois das bandeirinhas vermelhas!).
  26. Perdoar seus pais (falam pra montar uma lista e ir “perdoando”, item a item. Já fiz isso um monte de vezes, mas também tem as listas com meus próprios problemas a serem perdoados ;)).
  27. Empinar uma pipa (quando eu era criança, e nunca mais =/).
  28. Jogar futebol (na escola eu jogava nas aulas de educação física. Na faculdade, até arriscamos montar um time feminino da sala).
  29. Fazer uma viagem espontânea (sim, mas só pra lugares próximos, como a Serra do Cipó).
  30. Uma semana sem ligar praquela dorzinha (tive que ficar vários meses ignorando o dorzão que sentia no ombro direito, enquanto o técnico falava que atleta tem que “ignorar a dor, porque é normal”. Então sim).
  31. Participar de uma boa causa (algumas).
  32. Fazer uma massagem (menos do que eu gostaria, mas já fiz algumas vezes).
  33. Ler um livro em uma só noite (já fiz algumas vezes, durante as insônias. Dois que lembro de cabeça que comecei a terminei numa mesma noite: “Notas do Subterrâneo”, de Dostoievski, e “A Soleira e o Século”, de Iacyr Anderson Freitas. Pela manhã, até descobri o email do poeta e enviei a ele, dizendo o quanto havia gostado do livro!).
  34. Fazer sua própria lista (sou a pessoa que mais faz listas do universo. Um dos meus prazeres é ir riscando item por item, quando já cumprido. E ver aquele papel todo percorrido, ao final de uma jornada. Bom demais! Aqui no blog, já fiz pelo menos duas: AQUI e AQUI).
Nunca pesquei...

Nunca pesquei…

E o que ainda não consegui ou não quis fazer:

  1. Nadar nua.
  2. Inventar algo incrível.
  3. Convidar um completo estranho pra sair.
  4. Fazer um voo de balão, um safári, e outras coisas do gênero (mas como quero!).
  5. Ganhar um Oscar (ou fazer o discurso que eu falaria se ganhasse).
  6. Provar o gosto da neve (ainda não tive a oportunidade de conhecer a dita-cuja).
  7. Fazer uma mudança radical no visual (no máximo, já cortei meu cabelo da cintura até perto da orelha, umas três vezes. Também já tive que fazer um permanente pra enrolar meu cabelo, quando criança. Mas nem pintar o cabelo eu nunca pintei; nada é “radical”, eu acho).
  8. Fazer uma tatuagem.
  9. Ler só a primeira e última página de um livro (achei uma bobagem sem tamanho. Pra quê? Por que não ler o livro todo?!).
  10. Ordenhar uma vaca.
  11. Alimentar um cavalo.
  12. Gastar um monte de dinheiro e, tipo, comprar um zoológico ou uma ilha (hahahah, essa foi boa!).
  13. Escrever o grande romance brasileiro (quem sabe um dia eu consiga? É meu maior sonho).
  14. Aprender mandarim.
  15. Trocar uma fralda.
  16. Pescar (o fato de eu não gostar de comer peixe tira um pouco a graça).
  17. Fazer a barba à moda antiga (bem, esta não vai dar :D).

E vocês? O que já fizeram? Como foi a experiência? O que ainda sonham em fazer? 😀