Dia desses, em abril, eu estava meio pra baixo. Na verdade, foi uma semana inteira meio desanimada, como parte daqueles vales que intercalam os picos de emoções, que sentimos às vezes.
O Luiz, meu filhote de 8 anos, observou:
– Você está triste, mamãe. Não gosto quando fica triste.
E completou:
– Quando você fica triste, eu também fico. Sentimento é contagioso.

Essa pérola final me bateu em cheio. Quanta sabedoria pode caber em uma cacholinha de criança!
Sim, sentimento é contagioso. Eis uma das grandes verdades do mundo. Comportamento também é.
As pessoas se espelham muito em seus pares, naquelas outras que convivem pertinho.
Quantas vezes você foi trabalhar se sentindo alegre e acabou mal-humorada porque todos ao redor estavam assim? E, claro, também o contrário. O bom humor, a tristeza, a alegria, a irritação, o mau humor, tudo isso contagia como um vírus potente.

Também pode acontecer de estarmos com um sentimento tão forte e apertado em nós, que mal percebemos o que se passa ao redor, ou nos fechamos em um casulo protetor que nos impede de sentir o que os outros sentem.
Nesse caso, nada abala nossa tristeza ou nossa alegria: ela é mais forte que nós mesmos e que os outros.
Mas, sem dúvida, o que sentimos e transbordamos funciona como uma nuvenzinha que contribui para o clima ambiente. Tanto o clima dentro de casa, em família, quanto no trabalho ou na escola.
Se levarmos isso em conta, temos grande responsabilidade sobre como nos sentimos. Porque nossa tristeza deixa de ser só nossa, e passa a ter também um impacto sobre outras vidas – como a do nosso filho de 8 anos, que acordara serelepe.
Por isso, deixo a pergunta: como você está se sentindo hoje? E que sentimento quer passar ao mundo ao seu redor?
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