
Como contei aqui no blog, tivemos uma triste morte na família nos últimos dias. O avô paterno do Luiz descansou, depois de seis anos lutando contra o câncer.
O pequeno chorou por várias horas depois que recebeu a notícia. Foi a primeira vez que sofreu com a morte de alguém próximo e querido. Seu primeiro luto. Eu tinha quase a mesma idade que ele quando também perdi meu primeiro ente querido, meu padrinho Homero, aos 6 anos.
No dia seguinte à morte do avô, Luiz, com seus 5 anos e meio, solta a seguinte pérola:
“Na verdade, o vovô Zezé não morreu, mamãe. Ele ficou muito muito muito brilhante e, lá do céu, junto com os anjinhos e o Papai do Céu e os planetas, a gente vê ele parecendo com uma estrela. Ele não morreu, só ficou brilhante.”
É isso. Ele não morreu, só ficou brilhante.
Todo dia aprendo uma coisa nova com esta criança linda que é o Luiz!
P.S. Não sei se fiz o certo, o recomendável, o ideal. Mas, quando o vovô Zezé morreu, eu contei ao Luiz o que tinha acontecido, sem nenhum subterfúgio. Pensei: ele vai chorar, vai sofrer, mas isso vai acontecer inevitavelmente, seja hoje ou daqui a alguns dias. Então achei melhor falar de uma vez, arrancar o bandaid. É possível que os psicólogos desaprovem o que eu fiz, ou tenham táticas melhores. Infelizmente, a maternidade veio sem manual de instruções…
Leia também:
***
Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!








Deixe uma resposta