Das vantagens de se fazer um chá-de-fraldas antes de o bebê chegar

Fotos: Shutterstock

Não fiz festa de 15 anos, não fiz chá de panela quando fui morar sozinha, não fiz festa de noivado, não fiz festa de casamento, não fiz chá de revelação.

Enfim, como dá para perceber, não sou lá muito ligada a esses rituais festivos da sociedade moderna.

Mas uma coisa que a gente fez eu recomendo fortemente a todas as amigas grávidas que conheço: chá de fraldas!

Bom, na verdade não teve nada de chá. Inspirada na amiga Paola, chamei os familiares e amigos para tomarem uma cerveja gelada na noite mais quente do ano de 2015, em outubro, num bar do bairro Santa Efigênia, em Beagá. Eu, gravidíssima de oito meses, só fiquei no suco e na água. Mas todo mundo se reuniu, num segundo andar bem refrescado pelo ar condicionado, sem TV barulhenta, sem música ao vivo, só no bom e velho papo. Para não dizer que não paguei nenhum agrado aos convidados, comprei duas centenas de docinhos gostosos, que ficaram dispostos na mesa, sem qualquer decoração especial.

Foi uma noite deliciosa! Recebi amigos e parentes de várias turminhas diferentes, gente que estudou comigo há séculos, gente que trabalhou comigo desde o primeiro emprego, as reuniões das famílias minha e do marido. Todo mundo levou um pacote de fraldas, e elas foram formando uma montanha em cima de uma das mesas do salão. A prosa boa durou até depois de 1h da madrugada…

No dia seguinte, depois de descer com todos os pacotes de fraldas que estavam distribuídos em dois carros, lotamos três portas de armário, lá em casa e na casa dos meus pais. Fiz uma conta rápida e simplificada e cheguei à conclusão de que todos aqueles pacotes nos economizariam no mínimo R$ 3.000.  Continuar lendo

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Prometo, é pior do que você pensa

Texto escrito por José de Souza Castro:

O blog do historiador mineiro Ricardo Faria traz resumo do artigo publicado no dia 10 de julho pela “New York Magazine”, intitulado “The Uninhabitable Earth”. Escrito pelo jornalista David Wallace-Wells, que entrevistou cientistas renomados, o artigo despertou em todo o mundo grande interesse, até mesmo pela importância da revista. O blog publica resumo do artigo de mais de 7.560 palavras. O resumo (2.100 palavras) é de autoria de José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas. Vou fazer um resumo do resumo, na esperança de interessar os leitores deste blog para um assunto vital.

Havendo interesse, o artigo de Diniz Alves pode ser lido também no site EcoDebate e o artigo original AQUI. Wallace-Wells começa deste modo sua reportagem: “It is, I promise, worse than you think (Prometo, é pior do que você pensa). O jornalista prevê uma catástrofe climática, até o fim do século, se nada for feito para mudar os rumos da insustentabilidade do crescimento econômico. Continuar lendo

Dia dos avós: quando nossos pais se tornam vovós

Amanhã comemora-se o Dia dos Avós. 26 de julho.

Já escrevi aqui no blog sobre minhas duas avózinhas que conheci na vida, vovó Rosa e vovó Angélica. Mas, quando escrevi aquele post, no já longíquo 2013, eu associava a palavra “avó” apenas a elas. Desde dezembro de 2015, quando meu Luiz nasceu, meus pais, subitamente, também se tornaram avós. Tanto para o Luiz quanto para mim, porque ganhei esta nova perspectiva deles, do papai-vovô e da mamãe-vovó.

(E olha que eles já tinham muitos netos antes, mas é só depois que nasce o nosso bebê que a gente entende essa dimensão, parece…)

Já escrevi também sobre meu pai e sobre minha mãe aqui no blog — váááárias vezes. Tipo aqui, aqui, aqui… e aqui, aqui e aqui. Mas eles eram sempre pai e mãe, eu nunca escrevi sobre eles como avós. Os vovós do Luiz.

É o que farei hoje. Porque minha mãe ficou 20 dias lá em casa comigo, quando eu tinha acabado de parir, para dormir ao lado do Luiz num sofá-cama bem duro, acordar várias vezes durante a madrugada para levá-lo até mim para mamar, me ajudar com o banho, o umbigo e outros mistérios cabeludíssimos que não foram explicados no manual de instruções do bebê. E porque meu pai ficou com o Luiz durante cinco meses, todas as tardes, de segunda a sexta, brincando, trocando fraldas e alimentando, para que eu pudesse encarar uma nova aventura profissional, que era mesmo uma aventura, depois de quase dar um tilt e pifar no trabalho anterior. Continuar lendo