Na guerra da criação dos filhos, será que preciso ter sempre um time?

Foto: Pixabay

No domingo retrasado, presenciamos cenas deprimentes de briga generalizada de torcidas em Beagá. Era dia de clássico Galo X Cruzeiro e teve torcedor fanático saindo de casa com porretes, prontos para a pancadaria, logo que o sol raiou. Não foi a primeira nem a última vez que o noticiário esportivo pareceu jornalismo policial.

Mas não é só no futebol que as pessoas se engalfinham apenas por torcerem por times opostos. Na política, é a mesma coisa – e a polarização do Brasil desde 2013, agravada nas eleições de 2014, só piorou o quadro. E até mesmo no nobre universo da maternidade/paternidade/criação de filhos já se nota um radicalismo muito grande, com times sendo formados e um apontando o dedo, raivoso, para o time oposto.

Desde que o bebê nasce — ou até mesmo antes disso, quando está na barriga –, já somos instados a tomar partidos e escolher um time. Veja só algumas das situações de que me lembrei rapidamente agora: Continuar lendo

Anúncios