
No domingo retrasado, presenciamos cenas deprimentes de briga generalizada de torcidas em Beagá. Era dia de clássico Galo X Cruzeiro e teve torcedor fanático saindo de casa com porretes, prontos para a pancadaria, logo que o sol raiou. Não foi a primeira nem a última vez que o noticiário esportivo pareceu jornalismo policial.
Mas não é só no futebol que as pessoas se engalfinham apenas por torcerem por times opostos. Na política, é a mesma coisa – e a polarização do Brasil desde 2013, agravada nas eleições de 2014, só piorou o quadro. E até mesmo no nobre universo da maternidade/paternidade/criação de filhos já se nota um radicalismo muito grande, com times sendo formados e um apontando o dedo, raivoso, para o time oposto.
Desde que o bebê nasce — ou até mesmo antes disso, quando está na barriga –, já somos instados a tomar partidos e escolher um time. Veja só algumas das situações de que me lembrei rapidamente agora:
Sou mãe há 1 ano e 7 meses. E, quanto mais sou mãe, mais me convenço de que não precisamos ter opinião formada sobre tudo, que não há coisas totalmente certas ou erradas e que cada um tem que ter o direito de tatear na criação do próprio filho, ainda que sejam bem-vindas as informações científicas e trocas de experiências.
A questão que proponho é: será que precisamos mesmo ter sempre um time para escolher? Que tal criarmos um “time 3”, com alguns meandros e caminhos mesclados dos dois times? Ou então defendermos com unhas e dentes nossas escolhas, mas sem julgar aqueles que adotam caminhos diferentes dos que achamos melhor para nossas crias?
Por menos dedos apontados na cara dos outros e mais abraços de apoio e solidariedade. Por menos guerra e mais debate amistoso ;) <3
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