Na guerra da criação dos filhos, será que preciso ter sempre um time?

Foto: Pixabay

No domingo retrasado, presenciamos cenas deprimentes de briga generalizada de torcidas em Beagá. Era dia de clássico Galo X Cruzeiro e teve torcedor fanático saindo de casa com porretes, prontos para a pancadaria, logo que o sol raiou. Não foi a primeira nem a última vez que o noticiário esportivo pareceu jornalismo policial.

Mas não é só no futebol que as pessoas se engalfinham apenas por torcerem por times opostos. Na política, é a mesma coisa – e a polarização do Brasil desde 2013, agravada nas eleições de 2014, só piorou o quadro. E até mesmo no nobre universo da maternidade/paternidade/criação de filhos já se nota um radicalismo muito grande, com times sendo formados e um apontando o dedo, raivoso, para o time oposto.

Desde que o bebê nasce — ou até mesmo antes disso, quando está na barriga –, já somos instados a tomar partidos e escolher um time. Veja só algumas das situações de que me lembrei rapidamente agora: Continuar lendo

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Resultado da enquete: ‘Você quer que tenha impeachment?’

Este é o resultado da enquete que criei na sexta-feira passada e desliguei na noite desta quinta-feira (7):

enquete

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15 textos sobre o caos político das últimas semanas

País dividido. Foto de Lincon Zarbietti para o jornal "O Tempo"

País dividido. Foto de Lincon Zarbietti para o jornal “O Tempo”

Os acontecimentos no país andam tão turbulentos que é difícil tecer qualquer comentário ou análise sobre tudo isso. Num dia, uma revista divulga vazamento de uma delação que ainda nem havia sido homologada, implicando, ainda que sem provas, Dilma e Lula em esquema de corrupção. No dia seguinte, o ex-presidente é levado à força para depor. Logo depois, milhares vão às ruas protestar contra o governo. Aí a delação é homologada e descobrimos que ela também implica, ainda sem provas, o presidente do maior partido de oposição, Aécio Neves, em transações suspeitas. Continuar lendo

Pelo fim da autocensura nos blogs e redes sociais

Saiu a segunda edição da revista “Pauta“, feita pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais. Na primeira edição, eu tinha sugerido a leitura do texto escrito pelo meu pai sobre ser chefe. Desta vez, reproduzo o texto que escrevi lá, porque falo sobre um tema caro a este blog: a censura. Mais especificamente sobre a autocensura de jornalistas em blogs e redes sociais, uma discussão que gosto de abordar desde os tempos do Novo em Folha. Quem quiser ler diretamente na revista, é só clicar AQUI e ir até a página 38.

Mas aí está:

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Sem autocensura, blogueiros

Muito jornalista que trabalha em Redação fica se perguntando se pode emitir suas opiniões livremente em seu blog. Acho que deveríamos poder escrever sobre tudo e, como profissionais da comunicação, ser os primeiros a levantar a bandeira da liberdade de expressão e contra a autocensura.

Mas, se eu criticar o político X em meu blog, depois ele pode usar isso contra mim, em uma reportagem a seu respeito? Pode, se você não tiver sido profissional.

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Alergia a gente chata: principais sintomas, diagnóstico e solução

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Eu sempre tive muita alergia, mas só a poeira. É mexer com meus livros e começo a espirrar. Ou abrir aquele cobertor que estava guardado há muito tempo. Descobri que tinha um nome — rinite — e até fiz um texto só em homenagem aos riniteiros que sofrem com essa alergia, como eu. Mas, de uns tempos pra cá, comecei a desenvolver uma segunda alergia, muito mais intensa: a gente chata. Ou mala. O primeiro sintoma é impaciência aguda. A pessoa começa a falar merda e eu já crio um bloqueio no cérebro, deixo de escutar e, se for preciso manter a aparência de educação, só balanço a cabeça, nodding irresponsavelmente. O segundo sintoma, mais severo, é a manifestação de antipatia. Por fim, em casos raríssimos de gente chatíssima mesmo, de galocha e sem rodinhas (pode?), acabo apelando para as patadas — um antídoto nem sempre eficaz.

Desde que essa alergia surgiu, há uns poucos anos, está cada vez mais forte. E o pior: os chatos começaram a se multiplicar, talvez porque os meus sintomas não permitam que eles passem batido mais. É gente se gabando de tudo o tempo todo, é gente se superhiperexpondo nas redes sociais, é gente criando picuinha só porque tem uma opinião diferente da sua, é gente que só reclama de tudo o tempo todo, é gente que acha que sabe de TUDO DO UNIVERSO e fala com a pompa dos especialistas, é gente querendo chamar a atenção sobre si o tempo todo (sabe aquela que fala gritando pro escritório inteiro notar que ela está lá?), é gente dando pitaco sobre TUDO na sua vida sem você pedir, é gente sem educação que nem te cumprimenta quando vê na rua, é gente que quer que tudo seja feito do jeito dela, é gente que fica tentando te convencer/converter o tempo todo (em religião, política, futebol, gosto musical, culinário, whatever), é gente que só lê o título do texto e já vai meter o pau numa ideia que nem sequer foi defendida pelo autor, NÓ!, tem de tudo. Às vezes bastam cinco minutos de conversa para meu alarme de [chato detected] apitar: AAAAAAAAH-TCHIIIIIIMMMMM!!!!

Alguém mais sofre dessa mesma alergia que eu, com os sintomas listados no primeiro parágrafo? Mais importante: alguém aí se identificou com os sinais de chatura ou malice do segundo parágrafo? Se você tem os hábitos que lembrei logo aí em cima (pior ainda se tiver mais de um), faz favor de vestir a carapuça e dar um jeito de mudá-los. A solução está contigo mesmo, meu amigo! Pelo bem da maioria de gente fina, elegante e sincera que existe neste mundão de deus 😉

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