Exposição da DreamWorks no CCBB: por que ela é imperdível

Exposição da DreamWorks no CCBB-BH. Fotos: CMC

No último fim de semana – o primeiro da exposição Dreamworks Animations no CCBB de Belo Horizonte –, as filas para entrar no Centro Cultural Banco do Brasil estavam tão grandes que davam a volta no quarteirão. Fazia tempo que eu não via uma exposição assim tão popular em Beagá. Acho que desde o Escher, que lotou o Palácio das Artes.

Por isso, aproveitei a folga que tive hoje pelo fim de semana de plantão dobrado e fomos para lá. Em plena quarta-feira, às 10h, mesmo com excursão de estudantes, estava tranquilo o movimento, praticamente com zero filas, e foi possível curtir bastante.

E, olha, já vimos muita exposição bacana no CCBB – Kandinsky, Mondrian, a sensacional Patricia Piccinini, Los Carpinteros, Ai Weiwei, e muitas outras –, mas esta da Dreamworks com certeza está entre as melhores.

Não se engane pensando se tratar de um evento para crianças. Elas se divertem também, é claro, mas são os adultos que percebem melhor a maravilha que é esse trabalho de concepção, ilustração, animação, roteirização e sonorização desses filmaços que agradam a públicos de todas as idades. Estou falando de Shrek, Madagascar, Croods, Como Treinar Seu Dragão, Kung Fu Panda e outros.

Na exposição, vemos os esboços para criar personagens, as esculturas e moldes de cada um, brincamos um pouco com a animação em computadores interativos, assistimos a uma aula de roteiro, conhecemos os craques por trás dessas histórias, nos inserimos em paisagens estonteantes, vemos muita-muita arte. E, no fim, somos presenteados com um filmete de 3 minutos em 180 graus que nos coloca voando em cima de um dragão. Também tem um espaço educativo para fazer teatro de sombras, que meu filhote Luiz adorou – foi juntando gente para assistir à pecinha dele, sem ele saber e, quando ele saiu lá de trás, todo mundo aplaudiu (umas 15 pessoas!) e o bichinho ficou morrendo de vergonha, rs.

São mais de 400 itens, e levamos cerca de uma hora para visitá-los todos, mais rápido do que gostaríamos. A exposição já passou por sete países e, antes de chegar a Beagá, esteve no CCBB do Rio, onde foi vista por 600 mil pessoas. Por aqui, deve bater o recorde da ComCiência, que recebeu 312 mil visitantes.

Enfim, a diversão é garantida para todos que se interessem minimamente por animação e cinema. Meu celular não faz fotos muito boas, mas coloco algumas como degustação [clique sobre qualquer foto para ver todas em tamanho real]:

SERVIÇO

O quê: Exposição Dreamworks Animation
Onde: CCBB BH – Praça da Liberdade, 450
Quando: até 29 de julho, de quarta a segunda, das 10h às 22h
Quanto: gratuito
Sugestão: Se possível, vá durante a semana, que é mais vazio!


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Carrancas: o paraíso brasileiro das serras e cachoeiras

Vista da matriz de Carrancas. Todas as fotos deste post são minhas.

Acho que ouvi falar de Carrancas pela primeira vez quando eu tinha uns 20 anos. A fama já era grande naquela época: era a cidade com mais cachoeiras em Minas, com mais de cem atrações naturais e paisagens exuberantes etc. Desde então, já se passaram 14 anos, e meu sonho de ir a esta terrinha, que fica a apenas 280 km de Beagá, ficou adormecido.

Faltando cerca de um mês para o feriado da Semana Santa, quando eu e meu marido, milagrosamente, teríamos folga juntos, lembrei de repente de Carrancas. Pesquisamos, adoramos tudo, fizemos reservas e começamos a contagem regressiva. O tempo demoroooou a passar, mas finalmente o dia 18 de abril chegou. E, ao chegar lá, constatamos que Carrancas é mesmo tudo aquilo que eu tinha tanto escutado, anos atrás – e muito melhor ainda!

Com certeza voltarei mais vezes. Neste post, compartilho a experiência, inclusive porque descobrimos que os paulistas e cariocas exploram muito mais aquele paraíso do que os belo-horizontinos, que estão tão próximos. Então talvez valha a pena espalhar um pouquinho mais que aquele município, descoberto em 1718 e emancipado há 70 anos, deveria ser rota turística obrigatória para os mineiros!

Aí minhas dicas:

TRANSPORTE

É possível ir de Beagá a Carrancas pela Fernão Dias ou pela BR-040, passando depois pela 383, de São João Del-Rey. O trajeto pela Fernão Dias é 13 km mais comprido, mas a estrada está em ótimas condições, e optamos por ele, tanto na ida quanto na volta. Gastamos 4h30 de viagem, de porta a porta, sem parada para refeição. Só pegamos um pouco de congestionamento em um dos postos de pedágio (são três, a R$ 2,40 de tarifa em cada).

Dentro de Carrancas, usamos bastante o carro, para deslocar da pousada até as cachoeiras. Mas a cidade é bem servida de estrutura como vans, para quem estiver sem carro.

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HOSPEDAGEM

Ficamos na pousada Roda Viva, que fica bem no centro da cidade, ao lado da igreja matriz Nossa Senhora da Conceição, erguida em 1721, numa praça muito agradável, com parquinho, e perto de restaurantes e mercado.

A pousada é imensa, mais parece um hotel. Tem quartos mais simples até outros mais sofisticados, com banheira hidromassagem e ar-condicionado. Ficamos num quarto sem ar, com ventilador de teto, frigobar (livre para os hóspedes encherem com o que quiserem, para ficarmos bem à vontade), uma cama de casal e uma de solteiro, uma varandinha com vista para a montanha e um sofazinho muito agradável, para a hora do vinhozinho no fim do dia.

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A pousada estava com preço ótimo, ainda mais considerando que tem uma boa estrutura para quem viaja com crianças – playground (novinho!) e duas piscinas (sendo uma coberta e aquecida), com atendimento de bar – e tem ótimo atendimento. Destaco a cortesia e gentileza da Elizete, da Sara e do Anderson, que nos atenderam superbem, nos deixaram usar o micro-ondas sempre que precisamos e deram dicas valiosas de passeios e refeições.

O café da manhã, incluído na diária, era farto, simples e delicioso, ao mesmo tempo. Check-in às 13h e check-out às 12h. A limpeza do quarto foi feita todos os dias, com troca de toalhas diária. No último dia, ainda tiveram a simpatia de deixar um bilhetinho desejando Feliz Páscoa, com três barras de chocolate dentro. Enfim, recomendo!

PASSEIOS

É impossível conhecer as mais de 70 cachoeiras, além das grutas e trilhas de Carrancas em apenas três dias, que foi o que tivemos. Mas pudemos, pelo menos, ir a duas cachoeiras famosas de lá.

1. Esmeraldas – A primeira foi a Esmeraldas, do Complexo Vargem Grande. São 9 km de estrada de terra até lá e mais cerca de 30 minutos de caminhada em uma trilha muito agradável, até o poço das Esmeraldas. No meio do caminho, há vários outros pequenos poços e piscinas naturais, ideais para os pequenos nadarem.

O Luiz se cansou um pouco no caminho, e teve que ser carregado em parte do percurso, mas a trilha é de dificuldade baixa e fomos recompensados por um poço de água transparente-esverdeada, sem muitas pedras, ideal para nadar, mergulhar e boiar à vontade.

Na saída (ou entrada) do complexo, tem um restaurante e é cobrada uma taxa de R$ 5 pelo estacionamento do carro. Não há taxa de visitação. Não é permitido entrar com bolsa térmica, para desestimular os farofeiros. No caminho do centro de Carrancas para Esmeraldas, tem a cachoeira da Fumaça, que é interditada para banho (porque é poluída e tinha alto índice de afogamentos), mas é linda de se ver e fotografar. Outras cachoeiras do complexo da Fumaça podem ser desfrutadas para banho, mas não chegamos a conhecê-las.

Todo o caminho até o complexo e lá dentro é muito bem sinalizado com placas.

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2. Complexo da Zilda – Este é mais distante do centro de Carrancas, separado por 13 km de estrada de terra, mas o trajeto é uma atração à parte. São muitos pastos, onde se vê muito gado, muito verde, eucaliptais, bambuzais e plantações de todo tipo. É um verdadeiro mergulho na natureza!

Lá chegando, paramos o carro e temos que andar pouquíssimo, coisa de 100 metros, para chegar à Cachoeira dos Índios. O poço desta é cheio de pedras escorregadias, bem menos propício para o mergulho e para levar crianças, mas, em compensação, a praia desta cachoeira é ampla, cheia de areia brilhante, que foi ótima para o Luiz brincar à vontade (ele até fez uma amiguinha). Ficamos horas por ali.

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Na saída, ainda passamos pelo sítio arqueológico, com algumas poucas pinturas rupestres, que dão uma sensação interessante de saber que outros humanos estiveram ali, naquele mesmo paraíso, há milhões de anos. Não é cobrada taxa de visitação para essa parte do complexo. Mas ali tem muito mais atrações, que não tivemos tempo de explorar, e algumas têm taxas de R$ 5 a R$ 30.

Todo o caminho até o complexo e lá dentro é muito bem sinalizado com placas.

3. Igreja matriz – Esta igreja, que começou a ser erguida em 1721, fica no meio da praça principal de Carrancas. É bem bonita por fora e por dentro, toda construída com blocos de quartzito, e com pintura no teto atribuída e um discípulo de Aleijadinho. Lemos depois que Carrancas é uma cidade famosa por sua grande religiosidade, que se torna até mesmo um retiro espiritual durante o Carnaval. Em plena Semana Santa, pudemos constatar essa fé do povo carranquense: houve missa todos os dias, às vezes com duração de horas, e sempre “transmitida” por alto-falante, além de procissões que envolviam toda a cidade. O sino da igreja badala a cada 15 minutos, o que me transportou direto para minha infância de passeios em Bom Despacho, cuja matriz tinha o mesmo costume de badalar as horas.

A praça da igreja foi um espaço muito agradável de passear, com aparelhos de ginástica e um grande parquinho, além de coreto e fonte de água. Um detalhe que vale a pena destacar: a praça estava sempre limpíssima, como, aliás, toda a cidade. Não vi nenhum pedacinho de papel no chão. Várias lixeiras espalhadas. A cidade inteira é muito limpa, organizada e bonita, com canteiro central todo florido para nos recepcionar desde a avenida principal, e seguindo assim pelas outras ruas, muito bem sinalizadas com placas.

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REFEIÇÃO

Os que mais gostei:

Tempero da Nair – Almoço delicioso, com comidinha caseira e bastante fartura. Você paga R$ 18 e come à vontade (R$ 9, no caso do Luiz). Fica numa casa e você entra, literalmente, na cozinha da dona Nair para se servir. Atendimento prestativo e simpático. Aceita cartões. Rua 9 de Abril, 81, Centro.

Uai Tchê – Outro com comida deliciosa, simples e farta, a preço fixo de R$ 27 por pessoa. Fica num ambiente muito agradável e bem decorado. Aceita cartões. Rua 8 de Dezembro, 686, bairro Além das Formas.

Virada do Largo – Restaurante mais caro (gastamos R$ 150 para as três refeições, mais bebidas), mas com comida muito saborosa e num ambiente muito bonito, com redes, almofadas, abajures e muitas plantas, num amplo quintal de fundo de casa. Aceita cartões, mas não estava funcionando e não nos avisaram, o que considerei um problema, já que tínhamos levado pouco dinheiro para a viagem. Fica bem atrás da igreja matriz.

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Não recomendo:

Recanto Bar – Achei caro e muito fraco, embora o ambiente seja agradável. Chegamos às 19h15 e nos sentamos na varanda, logo sendo informados de que ali era “só pra quem quisesse pedir pizza” (!). Mudamos de lugar e pedimos meia porção do queijo a pururuca e meia de filé, mas depois o garçom voltou para dizer que não podia fazer desse jeito. Então optamos por um prato simples, de filé com fritas. Ele só foi chegar às 20h40, mesmo tendo sido pedido mais de uma hora antes. Detalhe: o couvert artístico só é cobrado depois das 20h30… Pra piorar, o prato era bem pequeno. A cerveja da casa, que vendem como se fosse fabricada em Carrancas, é bem gostosa (tomamos a pale ale e a ipa), mas o rótulo diz que é feita em Conselheiro Lafaiete… No fim, a conta ficou supercara, tivemos que pagar o couvert por causa da demora no atendimento e ainda saímos com fome.

LEMBRANCINHAS

Carrancas é um ótimo lugar para comprar souvenires, porque tem de tudo e a um preço muito bom! Na Aarca, a associação de artesão da cidade, é possível encontrar dezenas de peças feitas com cabaça, além de tapetes, quadros feitos de pedra, carrancas, bolsas, cachaças, mel e doces. Fica na rua Padre Toledo Taques, 263. Deu pra comprar presentes pra toda a família, e pra nossa casa, gastando menos de R$ 100 ao todo.

Também vale comprar queijos, viu? Levamos o nosso da Casa do Queijo.

DICAS EXTRAS

  • Tem um posto Ale em Carrancas, com um preço não muito diferente do que encontramos em Lavras.
  • O único banco da cidade é o Banco do Brasil, e estava fechado porque tinha sido assaltado dias antes. Apesar de todo canto aceitar cartão, é melhor levar mais dinheiro para não passar aperto.
  • Vi ainda duas farmácias e um hospital na cidade.
  • Não precisamos usar muito repelente por lá, por incrível que pareça. Sou mais atacada por pernilongos em casa, em Beagá, do que no mato de Carrancas. Mas protetor solar foi fundamental. Principalmente nas trilhas, que são mais longas e a gente acaba esquecendo a proteção.
  • ESTE SITE é muito completinho e tem o mapa da cidade também. Mas a pousada nos forneceu um ótimo mapa de bolso, que foi muito útil!

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3 frases de Ai Weiwei para estes tempos sombrios de bolsonarismo no Brasil

Um bote salva-vidas há de nos salvar? Fotos: CMC. Obras: Ai Weiwei

Estive no domingo na maravilhosa exposição gratuita, no CCBB de Belo Horizonte, com obras inéditas e outras já consagradas do artista e ativista chinês Ai Weiwei. Gostei muito de várias das esculturas, fotografias e pinturas de Weiwei, mas o que mais me chamou a atenção foram as frases.

Não sei se ele escreveu aquelas frases pensando no Brasil, já que esteve imerso na nossa cultura por um ano, para esta exposição. Muitos daqueles pensamentos têm validade universal. Mas o fato é que alguns se encaixam perfeitamente no momento político sombrio que o Brasil está vivendo.

Pincei três destas frases, para nossa reflexão:

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Sobre a primeira delas, aproveito para dizer algo que me traz muito alívio neste início de 2019: posso dormir todas as noites, com a consciência tranquila, sabendo que estou do lado certo da história. Bem distante do lado daqueles que idolatram torturadores e que querem tirar direitos consagrados (conquistados a duras penas) dos mais pobres e dos trabalhadores.

De brinde, mais três belas frases, de caráter mais universal, que também me encantaram durante a visita ao CCBB:

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Das obras em si, fiz poucas fotos, mas é possível encontrá-las à exaustão no Google. Aí uma degustação, para quem não pôde ir ao CCBB, já que o último dia de exposição foi anteontem (clique sobre qualquer imagem para ver todas em tamanho real):

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Memorial Minas Vale: um museu sobre a cultura e a história mineiras

No ano passado fui turistar pela primeira vez no Museu das Minas e do Metal, como contei aqui no blog. Neste ano, finalmente fui conhecer direito o Memorial Minas Vale, que também fica no Circuito Cultural da Praça da Liberdade, bem ao lado do outro museu.

É fundamental conhecermos bem os museus e outros espaços culturais que existem em nossa cidade – antes que acabem sendo destruídos, como aconteceu recentemente com o Museu Nacional, no Rio, que nunca tive a chance de conhecer e agora não terei mais…

No caso deste memorial, não se trata de um museu de acervo, mas de memória mesmo, um espaço cheio de cenários que nos transportam para os séculos 18, 19 e início do século 20. Tem a sala dos poetas e escritores, com Drummond e Guimarães Rosa, a sala das grutas e arte rupestre, a sala da arte do Vale do Jequitinhonha, e muito mais. Saí de lá encantada!

Pra melhorar, o memorial está no antigo prédio da Secretaria do Estado da Fazenda de Minas Gerais, datado de 1897, o que já vale uma visita por si só, porque o edifício de três andares é lindíssimo.

Ah, e a visita é gratuita 😉

Vejam algumas fotos que tirei por lá (clique em qualquer uma para ver todas em tamanho real):

Fiz também dois videozinhos, mostrando duas salas especiais na exposição. O primeiro é este, sobre o turismo radical na natureza mineira, que tem um som de mato-grilo-sapo-passarinho delicioso de ouvir:

O segundo é este, na sala da gruta com arte rupestre, que me transportou para minha infância, quando meu pai me levou para ver a Gruta Rei do Mato e a Gruta da Lapinha:

(Uma dica para quem tem criança: peça o kit da trilha da criança na recepção, para seu baixinho se divertir mais! Ele contém um mapa, uma lanterna, uma lupa, um espelho e um binóculo. Deve ser devolvido no final da visita. Dei bobeira e não pedi para o Luiz…)

Quer conhecer?

  • Funcionamento: Terças, quartas, sextas-feiras e sábados: das 10h às 17h30, com permanência até 18h; Quintas: das 10h às 21h30, com permanência até 22h; Domingos: das 10h às 15h30, com permanência até 16h
  • Endereço: Praça da Liberdade, 640, esquina com Rua Gonçalves Dias. Tel.: (31) 3308-4000
  • Gratuito
  • Mais informações AQUI

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Barra de São Miguel (AL): a melhor praia para ir com crianças

Panorâmica da praia de Barra de São Miguel

Já começo destacando como é pretensioso da minha parte dizer que uma praia que visitei é “a melhor”, seja para o que for. Afinal, não visitei todas as praias do país para poder fazer uma comparação tão ampla assim. Mas é que este paraíso alagoense foi tão bom, mas tão bom, e todos que estavam lá (90% com crianças a tiracolo) destacavam com tanta felicidade a tranquilidade de levarem os pequenos, que me permiti essa extravagância no título do post.

Dito isso, passo a compartilhar agora as experiências que tivemos, entre 12 e 17 de julho, em Barra de São Miguel (AL), assim como fiz em Porto de Galinhas (PE), Itacaré (BA) e tantos outros destinos.

INTRODUÇÃO: ALAGOAS É DEMAIS

Ultimamente a gente escolhe nossos destinos de férias com base dos descontos oferecidos pelas companhias aéreas. Foi assim que, faltando apenas duas semanas para nosso descanso, sem ainda ter decidido o destino, descobrimos um descontaço na passagem Confins-Maceió, com rápida conexão em Galeão. E passamos a pesquisar as praias de Alagoas, Estado que ainda não conhecíamos e que é apelidado de “Caribe brasileiro”. Logo ficamos sabendo da Praia do Francês, destacada por sua beleza, mas percebemos que era muito badalada, provavelmente cheia. Alguns nos falaram de Maragogi, mas depois descobrimos que a praia em si é normalzinha, o legal lá é fazer passeios de barco, e a gente não queria se aventurar no mar com o Luiz, que está com 2 anos e 7 meses. Aos poucos, fomos recolhendo recomendações que sempre levavam a Barra de São Miguel, descrita como linda & sossegada & boa para levar crianças & perto de Maceió. Como a gente não queria ficar passeando de carro desta vez, mas ficar de boa num só lugar, acabamos concluindo que ali era perfeito.

Para não chegar exaustos ao aeroporto de Maceió no fim de um dia de viagem e depois ainda ter de pegar estrada, optamos por pagar duas diárias de uma kitnet mobiliada na praia de Pajuçara, na capital. Custou um total de R$ 270, já com as taxas de limpeza e de eletricidade, num apezinho muito simpático e bem-localizado, a um pulo da feirinha de artesanato, com proprietários muito gentis. Fica num prédio com porteiro 24 horas, piscina, churrasqueira, a um quarteirão de um supermercado. Recomendo.

Vista da sala do apezinho 😉

A praia de Maceió, em si, me pareceu muito poluída, apesar de bonita. Achei a estrutura dos quiosques péssima, todos sem ducha, e cobrando taxa pelo uso das mesas e cadeiras. Mas foi bom fazer essa pausa antes de ir para Barra, inclusive para conhecer a capital de Alagoas. Na feirinha, é possível comprar as deliciosas castanhas típicas (que você não vai encontrar em Barra), chapéus e saídas lindos, além de diversos produtos bordados com o tradicional filé alagoano.

Pajuçara, em Maceió, é bonita, mas mar estava muito poluído.

No dia seguinte, já conseguimos um motorista (excelente, e posso passar o contato por e-mail), que nos deixou em Barra de São Miguel, a 32 km da capital. O caminho, desta vez, foi mais bonito, mostrando uma parte histórica da cidade, além de uma orla maravilhosa. Aqui também vale destacar como TODAS as pessoas com que tivemos algum contato em Alagoas foram extremamente gentis, atenciosas e, principalmente, educadíssimas. Vimos os carros parando na faixa de pedestres para as pessoas atravessarem a rua – coisa impensável em Beagá, e que sempre se diz que acontece em Brasília e Curitiba, mas eu nunca tinha ouvido falar que também era comum em Maceió.

BARRA DE SÃO MIGUEL: NATUREZA E ESTRUTURA

Barra é uma cidade de praia absolutamente encantadora. Com areia clarinha e grossa, o muro de recifes mais adiante forma um piscinão de mar – absurdamente azul – sem ondas, para delícia das crianças pequenas (faz lembrar Muro Alto, em Pernambuco). As ondas ficam represadas atrás do recife. A água do mar é limpíssima, transparente, quente. Um aquário natural, a céu aberto: você vai andando e enxergando seus pés, cardumes de peixinhos que chegam bem pertinho, mais adiante vê uma estrela do mar (vimos duas), siris, caramujinhos do mar, conchinhas mil. Dica de ouro: se você tem equipamento de mergulho, não deixe de levar!

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A piscina é bem rasa, dando segurança às crianças, que brincam na beiradinha, fazem amigos, vão e voltam sozinhas para buscar água no mar, que está a poucos passos de distância da mesa. Com a tranquilidade dos baixinhos, sobra tranquilidade também para os adultos, que podem relaxar, descansar, tomar uma cervejinha, conversar, namorar.

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Nesse piscinão sem ondas, praticamente sem corrente, também é uma delícia praticar stand-up paddle (R$ 20 para 40 minutos), canoagem, ficar de bobeira numa boia… Todas essas diversões são oferecidas lá, de forma até um pouco exagerada (montaram inclusive uma cama-elástica no mar!). Trabalhadores ambulantes passam oferecendo água de coco, queijo coalho e todas as outras coisas típicas de todas as praias, mas sem insistência e a preços decentes.

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A estrutura de barracas/quiosques é ótima, todas com banheiros limpos, duchas, mesas e cadeiras na parte coberta ou na areia. Elegemos a barraca Vitória’s para ficar, por causa do atendimento supereficiente e gentil do garçom Elias. O preço também era bom – a cerveja de 600l custava R$ 8, enquanto em outras a mesma marca chegava a R$ 12. Recomendo. Ficávamos sentados na mesa à beira do mar, com um guarda-sol gigante fazendo sombra para o Luiz, enquanto ele brincava com os baldes e pás, fazendo amizade com outras crianças de mesas próximas (a viagem foi ótima para ele socializar; em 5 dias, fez 11 amiguinhos!).

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A cidade também tem algumas opções de restaurantes e bares próximos, mas não muitos e não foi a culinária que se destacou nestas férias. Recomendo duas paradas: a Fornaria, que tem ótimas pizzas e massas, além de um escorregador pras crianças; e os sanduíches do Delícias da Barra, que também abre nas segundas-feiras. O restaurante Filé do Mané também teve almoço agradável e um espaço kids singelo que fez a alegria do filhote.

Espaço kids do Filé do Mané

HOSPEDAGEM

Ficamos hospedados na pousada Sete Mares, a um pulo da praia, e bem em frente da pizzaria Fornaria. Vou repetir o que escrevi lá na avaliação do Trip Advisor:

A pousada preenche todos os requisitos que uma boa pousada deve ter:
1- O ambiente comum é super agradável, ensolarado, arejado, florido, charmoso, com sofás, uma piscina excelente para adultos e crianças pequenas.
2- O quarto também é ótimo (ficamos no 15), super amplo, com uma cama de casal e duas de solteiro, ar-condicionado potente, cômoda, criados e cabides proporcionando muito espaço para guardar nossas coisas, banheiro enorme (e acessível para cadeirantes!).
3- A hospitalidade incrível do casal de proprietários e de todos os funcionários, sempre atenciosos, sempre fazendo de tudo para agradar e acolher.
4- A localização do tipo melhor-é-impossível: a dois quarteirões da praia, no ponto onde há mais quiosques (recomendo o Vitória, a propósito!), também pertinho de lojas e restaurantes das imediações, um mercadinho no quarteirão seguinte, uma excelente pizzaria bem em frente (Fornaria). Dá pra ficar lá cinco dias hospedados, como ficamos, e fazer tudo a pé, sem carro pra nada. Pra quem está com criança pequena, nada melhor.
5- E o preço não é abusivo.

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DICAS EXTRAS

  • Lá tem Banco do Brasil, um supermercado bem grande, farmácia também grande, mas isso fica numa região mais distante da cidade, no centro.
  • Repelente é fundamental!
  • Vale a pena se hospedar numa pousada com piscina, porque as crianças não aguentam ficar o dia inteiro na praia e a gente ainda chega na pousada a fim de dar uma refrescada.
  • Não esqueça de levar óculos de natação, para ver melhor as maravilhas do mar.
  • É muito difícil encontrar papinhas prontas, mesmo no supermercado grande, mesmo em Maceió. Se você gosta desta opção durante as viagens, leve da sua cidade.
  • Diz que em julho sempre chove no Nordeste, mas pegamos sol em TODOS os dias de viagem. Quando choveu, foi coisa de 15 minutos, no máximo, e logo o tempo abria de novo. Vale dar uma espiada no site do Inmet nos dias antes das férias.

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