Memorial Minas Vale: um museu sobre a cultura e a história mineiras

No ano passado fui turistar pela primeira vez no Museu das Minas e do Metal, como contei aqui no blog. Neste ano, finalmente fui conhecer direito o Memorial Minas Vale, que também fica no Circuito Cultural da Praça da Liberdade, bem ao lado do outro museu.

É fundamental conhecermos bem os museus e outros espaços culturais que existem em nossa cidade – antes que acabem sendo destruídos, como aconteceu recentemente com o Museu Nacional, no Rio, que nunca tive a chance de conhecer e agora não terei mais…

No caso deste memorial, não se trata de um museu de acervo, mas de memória mesmo, um espaço cheio de cenários que nos transportam para os séculos 18, 19 e início do século 20. Tem a sala dos poetas e escritores, com Drummond e Guimarães Rosa, a sala das grutas e arte rupestre, a sala da arte do Vale do Jequitinhonha, e muito mais. Saí de lá encantada!

Pra melhorar, o memorial está no antigo prédio da Secretaria do Estado da Fazenda de Minas Gerais, datado de 1897, o que já vale uma visita por si só, porque o edifício de três andares é lindíssimo.

Ah, e a visita é gratuita 😉

Vejam algumas fotos que tirei por lá (clique em qualquer uma para ver todas em tamanho real):

Fiz também dois videozinhos, mostrando duas salas especiais na exposição. O primeiro é este, sobre o turismo radical na natureza mineira, que tem um som de mato-grilo-sapo-passarinho delicioso de ouvir:

O segundo é este, na sala da gruta com arte rupestre, que me transportou para minha infância, quando meu pai me levou para ver a Gruta Rei do Mato e a Gruta da Lapinha:

(Uma dica para quem tem criança: peça o kit da trilha da criança na recepção, para seu baixinho se divertir mais! Ele contém um mapa, uma lanterna, uma lupa, um espelho e um binóculo. Deve ser devolvido no final da visita. Dei bobeira e não pedi para o Luiz…)

Quer conhecer?

  • Funcionamento: Terças, quartas, sextas-feiras e sábados: das 10h às 17h30, com permanência até 18h; Quintas: das 10h às 21h30, com permanência até 22h; Domingos: das 10h às 15h30, com permanência até 16h
  • Endereço: Praça da Liberdade, 640, esquina com Rua Gonçalves Dias. Tel.: (31) 3308-4000
  • Gratuito
  • Mais informações AQUI

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Barra de São Miguel (AL): a melhor praia para ir com crianças

Panorâmica da praia de Barra de São Miguel

Já começo destacando como é pretensioso da minha parte dizer que uma praia que visitei é “a melhor”, seja para o que for. Afinal, não visitei todas as praias do país para poder fazer uma comparação tão ampla assim. Mas é que este paraíso alagoense foi tão bom, mas tão bom, e todos que estavam lá (90% com crianças a tiracolo) destacavam com tanta felicidade a tranquilidade de levarem os pequenos, que me permiti essa extravagância no título do post.

Dito isso, passo a compartilhar agora as experiências que tivemos, entre 12 e 17 de julho, em Barra de São Miguel (AL), assim como fiz em Porto de Galinhas (PE), Itacaré (BA) e tantos outros destinos.

INTRODUÇÃO: ALAGOAS É DEMAIS

Ultimamente a gente escolhe nossos destinos de férias com base dos descontos oferecidos pelas companhias aéreas. Foi assim que, faltando apenas duas semanas para nosso descanso, sem ainda ter decidido o destino, descobrimos um descontaço na passagem Confins-Maceió, com rápida conexão em Galeão. E passamos a pesquisar as praias de Alagoas, Estado que ainda não conhecíamos e que é apelidado de “Caribe brasileiro”. Logo ficamos sabendo da Praia do Francês, destacada por sua beleza, mas percebemos que era muito badalada, provavelmente cheia. Alguns nos falaram de Maragogi, mas depois descobrimos que a praia em si é normalzinha, o legal lá é fazer passeios de barco, e a gente não queria se aventurar no mar com o Luiz, que está com 2 anos e 7 meses. Aos poucos, fomos recolhendo recomendações que sempre levavam a Barra de São Miguel, descrita como linda & sossegada & boa para levar crianças & perto de Maceió. Como a gente não queria ficar passeando de carro desta vez, mas ficar de boa num só lugar, acabamos concluindo que ali era perfeito.

Para não chegar exaustos ao aeroporto de Maceió no fim de um dia de viagem e depois ainda ter de pegar estrada, optamos por pagar duas diárias de uma kitnet mobiliada na praia de Pajuçara, na capital. Custou um total de R$ 270, já com as taxas de limpeza e de eletricidade, num apezinho muito simpático e bem-localizado, a um pulo da feirinha de artesanato, com proprietários muito gentis. Fica num prédio com porteiro 24 horas, piscina, churrasqueira, a um quarteirão de um supermercado. Recomendo.

Vista da sala do apezinho 😉

A praia de Maceió, em si, me pareceu muito poluída, apesar de bonita. Achei a estrutura dos quiosques péssima, todos sem ducha, e cobrando taxa pelo uso das mesas e cadeiras. Mas foi bom fazer essa pausa antes de ir para Barra, inclusive para conhecer a capital de Alagoas. Na feirinha, é possível comprar as deliciosas castanhas típicas (que você não vai encontrar em Barra), chapéus e saídas lindos, além de diversos produtos bordados com o tradicional filé alagoano.

Pajuçara, em Maceió, é bonita, mas mar estava muito poluído.

No dia seguinte, já conseguimos um motorista (excelente, e posso passar o contato por e-mail), que nos deixou em Barra de São Miguel, a 32 km da capital. O caminho, desta vez, foi mais bonito, mostrando uma parte histórica da cidade, além de uma orla maravilhosa. Aqui também vale destacar como TODAS as pessoas com que tivemos algum contato em Alagoas foram extremamente gentis, atenciosas e, principalmente, educadíssimas. Vimos os carros parando na faixa de pedestres para as pessoas atravessarem a rua – coisa impensável em Beagá, e que sempre se diz que acontece em Brasília e Curitiba, mas eu nunca tinha ouvido falar que também era comum em Maceió.

BARRA DE SÃO MIGUEL: NATUREZA E ESTRUTURA

Barra é uma cidade de praia absolutamente encantadora. Com areia clarinha e grossa, o muro de recifes mais adiante forma um piscinão de mar – absurdamente azul – sem ondas, para delícia das crianças pequenas (faz lembrar Muro Alto, em Pernambuco). As ondas ficam represadas atrás do recife. A água do mar é limpíssima, transparente, quente. Um aquário natural, a céu aberto: você vai andando e enxergando seus pés, cardumes de peixinhos que chegam bem pertinho, mais adiante vê uma estrela do mar (vimos duas), siris, caramujinhos do mar, conchinhas mil. Dica de ouro: se você tem equipamento de mergulho, não deixe de levar!

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A piscina é bem rasa, dando segurança às crianças, que brincam na beiradinha, fazem amigos, vão e voltam sozinhas para buscar água no mar, que está a poucos passos de distância da mesa. Com a tranquilidade dos baixinhos, sobra tranquilidade também para os adultos, que podem relaxar, descansar, tomar uma cervejinha, conversar, namorar.

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Nesse piscinão sem ondas, praticamente sem corrente, também é uma delícia praticar stand-up paddle (R$ 20 para 40 minutos), canoagem, ficar de bobeira numa boia… Todas essas diversões são oferecidas lá, de forma até um pouco exagerada (montaram inclusive uma cama-elástica no mar!). Trabalhadores ambulantes passam oferecendo água de coco, queijo coalho e todas as outras coisas típicas de todas as praias, mas sem insistência e a preços decentes.

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A estrutura de barracas/quiosques é ótima, todas com banheiros limpos, duchas, mesas e cadeiras na parte coberta ou na areia. Elegemos a barraca Vitória’s para ficar, por causa do atendimento supereficiente e gentil do garçom Elias. O preço também era bom – a cerveja de 600l custava R$ 8, enquanto em outras a mesma marca chegava a R$ 12. Recomendo. Ficávamos sentados na mesa à beira do mar, com um guarda-sol gigante fazendo sombra para o Luiz, enquanto ele brincava com os baldes e pás, fazendo amizade com outras crianças de mesas próximas (a viagem foi ótima para ele socializar; em 5 dias, fez 11 amiguinhos!).

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A cidade também tem algumas opções de restaurantes e bares próximos, mas não muitos e não foi a culinária que se destacou nestas férias. Recomendo duas paradas: a Fornaria, que tem ótimas pizzas e massas, além de um escorregador pras crianças; e os sanduíches do Delícias da Barra, que também abre nas segundas-feiras. O restaurante Filé do Mané também teve almoço agradável e um espaço kids singelo que fez a alegria do filhote.

Espaço kids do Filé do Mané

HOSPEDAGEM

Ficamos hospedados na pousada Sete Mares, a um pulo da praia, e bem em frente da pizzaria Fornaria. Vou repetir o que escrevi lá na avaliação do Trip Advisor:

A pousada preenche todos os requisitos que uma boa pousada deve ter:
1- O ambiente comum é super agradável, ensolarado, arejado, florido, charmoso, com sofás, uma piscina excelente para adultos e crianças pequenas.
2- O quarto também é ótimo (ficamos no 15), super amplo, com uma cama de casal e duas de solteiro, ar-condicionado potente, cômoda, criados e cabides proporcionando muito espaço para guardar nossas coisas, banheiro enorme (e acessível para cadeirantes!).
3- A hospitalidade incrível do casal de proprietários e de todos os funcionários, sempre atenciosos, sempre fazendo de tudo para agradar e acolher.
4- A localização do tipo melhor-é-impossível: a dois quarteirões da praia, no ponto onde há mais quiosques (recomendo o Vitória, a propósito!), também pertinho de lojas e restaurantes das imediações, um mercadinho no quarteirão seguinte, uma excelente pizzaria bem em frente (Fornaria). Dá pra ficar lá cinco dias hospedados, como ficamos, e fazer tudo a pé, sem carro pra nada. Pra quem está com criança pequena, nada melhor.
5- E o preço não é abusivo.

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DICAS EXTRAS

  • Lá tem Banco do Brasil, um supermercado bem grande, farmácia também grande, mas isso fica numa região mais distante da cidade, no centro.
  • Repelente é fundamental!
  • Vale a pena se hospedar numa pousada com piscina, porque as crianças não aguentam ficar o dia inteiro na praia e a gente ainda chega na pousada a fim de dar uma refrescada.
  • Não esqueça de levar óculos de natação, para ver melhor as maravilhas do mar.
  • É muito difícil encontrar papinhas prontas, mesmo no supermercado grande, mesmo em Maceió. Se você gosta desta opção durante as viagens, leve da sua cidade.
  • Diz que em julho sempre chove no Nordeste, mas pegamos sol em TODOS os dias de viagem. Quando choveu, foi coisa de 15 minutos, no máximo, e logo o tempo abria de novo. Vale dar uma espiada no site do Inmet nos dias antes das férias.

Tem alguma curiosidade ou acha que deixei de abordar alguma coisa no post? Comente aí embaixo ou me envie um email com sua dúvida! 😉

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Um refúgio de paz e alegria, cercado pela natureza, a 48 km de Beagá

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Um pedaço de roça, cercado de natureza exuberante, com serras e vegetação de Mata Atlântica, em que não pega nem telefone.

Para chegar até lá, uma BR em boas condições, uma MG simpática, rodeada por linda paisagem, e uma estrada de terra num curto trajeto de 7 km, mas que, percorrida devagarinho, como a prudência e o sabor obrigam, leva cerca de meia hora de direção.

Uma pousada bem simples, que nos faz sentir em casa imediatamente, com almoço bem temperado, uma coxinha deliciosa de lanche, cerveja gelada, animação e música à noite e, no café da manhã, hummm, quitutes maravilhosos como pão de queijo caseiro, biscoito quebra-queixo, biscoito frito da roça, bolo com calda de chocolate — tudo quentinho, quentinho, feito na hora mesmo.

Um curso d’água limpo que margeia a pousada e, lá dentro, numa pequena represa artificial, vira uma cachoeirinha agradável, de água nem tão gelada assim, em que alguns sentam para conversar e comer um churrasco, e pais e filhos brincam ou relaxam, verdadeira piscina de hidromassagem natural.

Bem perto, cachorros, galinhas, um galo cantador, um pato, dois gansos muito estressados, cavalos de passagem, bois nos pastos distantes, mil passarinhos.

Não tem nenhum luxo, não tem um super parque para as crianças, a piscina não é aquecida. Os brinquedos, tirando a cama elástica, já estão bem desgastados (escorregador, totó, sinuca, balanço de pneu). Mas seu filho fica numa alegria que você nunca viu antes, encantado com a natureza, deixando brinquedos de plástico e celular de lado para catar pedrinhas, sementinhas, folhinhas e galhos, brincar na areia, ver os bichos, nadar e cantar! Continuar lendo

Guia de 21 dicas especiais para curtir Porto de Galinhas com filho pequeno

Viva Porto de Galinhas! Lindo lugar! Todas as fotos deste post são minhas (CMC) ou do Beto Trajano, exceto pelas fotos de Divulgação do artesanato Palmeiral e pela foto do Marcelo, identificadas mais abaixo.

 

Como já fiz outras vezes aqui no blog, vou compartilhar minha experiência na viagem para Porto de Galinhas (PE) e trazer o máximo possível de dicas que possam ser aproveitáveis a quem pretende passear por lá — e curtir bastante sem gastar muito dinheiro. Vou tentar detalhar tanto quanto fiz nos posts sobre Ilha Grande (RJ) e Itacaré (BA), mas, desta vez, com um diferencial: meu foco será nos leitores que pretendem viajar com crianças, já que nossa experiência foi com nosso filhote Luiz, de 1 ano e 10 meses de idade.

Vamos lá: Continuar lendo

Como é bom passear com o filhote no Parque Municipal!

Alguns dias atrás, fomos com o Luiz, de 1 ano e meio, passear no Parque Municipal de Belo Horizonte.

Ele se esbaldou.

Brincou no carrossel, nos barquinhos, no parquinho, andou de trenzinho, desceu de escorrega, correu pela terra, correu atrás dos pombos e demais passarinhos (ele adora!), comeu pipoca, tomou água de coco, viu os burrinhos… Gastamos, todos, um punhado de energia. E gastamos, no máximo, uns R$ 10.

Era um sábado de sol, agradável, mas um pouquinho frio, o que deixou o parque mais vazio, embora ainda alegre.

FOTOS DAQUELE DIA: Continuar lendo