Ouro Preto em 21 fotos + uma dica de hospedagem e uma de refeição

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Aqui em casa a gente ama Ouro Preto e, sempre que temos uma folguinha de dois dias juntos (o que é raro), damos um jeito de escapar para lá.

O turista que vai a Ouro Preto encontra dez milhões de sites com informações preciosas e, lá chegando, também acha guias turísticos aos montes, dispostíssimos a mostrarem todas as maravilhas históricas desse patrimônio da humanidade, que muitas vezes é mais valorizado pelos gringos do que pelos próprios mineiros, infelizmente.

Por isso, não serei mais uma a dedicar um post só para os museus e igrejas sensacionais que podem ser visitados na antiga Vila Rica.

Quero, aqui, compartilhar apenas algumas fotos que fizemos em nosso mais recente passeio. E aproveitar para trazer duas dicas de brinde: uma de hospedagem e outra de refeição.


#1 HOSPEDAGEM

Não deixe de experimentar a pousada do Sesc, Estalagem de Minas Gerais. Fica fora da cidade de Ouro Preto, então, se sua intenção for apenas bater perna por lá, talvez o mais indicado seja uma hospedaria de centro. Mas se quiser unir o turismo cultural e as compras ao descanso em meio a muito verde, o Sesc é uma ótima pedida.

Tem o melhor custo-benefício da cidade, principalmente se você for comerciário e tiver a carteirinha do Sesc. A diária em período de férias, que é o mais caro, sai a R$ 200 de sábado para domingo, no quarto do prédio novo (com aquecedor e varanda com linda vista para as montanhas), incluindo café da manhã e jantar fartíssimos. De domingo pra segunda, R$ 160, com café. Tem também o chalé, que tem dois andares, comportando dois casais ou uma família maior, por exemplo. O almoço e demais refeições que você quiser fazer são cobrados à parte, mas em valor bastante justo. O frigobar do quarto é limpo, para você ficar à vontade para colocar o que quiser lá dentro.

O Sesc promove atividades para as criança e o restante da família e tem trilhas muito agradáveis para fazer caminhadas em meio à natureza, com esquilos, jacus e passarinhos. À noite, é uma delícia tomar um vinho na lareira comunitária ou na varanda do quarto mesmo. Se não estiver tão frio, a melhor pedida é ir lá para o alto ver o sol se pondo. Só a piscina de lá que deixa a desejar, porque é muito-muito gelada, mesmo para o verão. Eles podiam aproveitar e estender o aquecimento solar para as piscinas (fica a sugestão!).

Outra coisa legal é que eles têm vans gratuitas que vão e voltam do Sesc até o centro de Ouro Preto em vários momentos do dia. Assim, podemos ir passear na cidade, almoçar por lá e até tomar umas cervejas, sem termos que nos preocupar em pegar no volante depois. Mais informações AQUI.


#2 ALIMENTAÇÃO

Em nossa primeira viagem em família para Ouro Preto, descobrimos por acaso um restaurante que começa numa portinha na rua, ao som de um piano bem tocado, continua escada abaixo num ambiente bastante escuro, parecendo um pub, e termina num quintal iluminado ao fundo, sempre com um jazzinho tocando no ambiente. É o Escadabaixo.

Viramos fãs de lá e, desde aquela primeira vez, sempre que vamos a Ouro Preto damos um jeito de almoçar ali. O cardápio tem várias opções deliciosas e também uma carta de cervejas artesanais diversificada (mas a gente sempre acaba optando pela Ouropretana, pra prestigiar a marca da cidade). O atendimento também é excelente. Nossa mesa favorita é a que fica bem no corredor, entre a parte escura e o quintal dos fundos, em frente à cozinha. Ali é claro, bate um solzinho agradável, e a música ambiente é sempre da melhor qualidade.

Fica na rua Direita, 122. Mais informações AQUI.

 

No mais, boa viagem! Não deixe de voltar aqui depois para contar como foi sua experiência nesta cidade mágica 😉


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Contribuição de leitor: um pouco de filosofia

Depois de receber o conto romântico de Sue Amado, o blog recebeu outra contribuição de um leitor — desta vez, uma resenha da última edição da revista “Artefilosofia”, publicada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Douglas Garcia, que nos apresenta a revista, é doutor em filosofia pela UFMG e professor de teoria crítica na UFOP (este blog tem uns leitores muito chiques, hein! 😀 ).

Vamos ao texto dele:

n18“O progresso tecnológico tem um sentido? Devemos avaliar nossas vidas somente por nosso desempenho no trabalho? A natureza tem valor em si mesma, independente de sua utilidade para nós? Nossa relação afetiva com o mundo é menos importante do que nossa capacidade de conhecer? Perguntas que atravessam a obra de Herbert Marcuse.

Herbert Marcuse (1898-1979) foi um filósofo alemão de origem judaica. Forçado a emigrar para os Estados Unidos com a ascensão do nazismo, desenvolveu extensa obra nos campos da teoria social, da filosofia da cultura e da estética. Escreveu dois dos clássicos da filosofia do século XX: “Eros e Civilização” (1955) e “O homem unidimensional” (1964).

Sua obra é associada com o trabalho colaborativo desenvolvido nos anos trinta e quarenta do século passado pelo Instituto de Pesquisa Social, da Universidade de Frankfurt – movimento intelectual que recebeu o nome de “Escola de Frankfurt”.

Na base do pensamento de Marcuse encontra-se a tentativa de pensar experiências decisivas do século XX: a ascensão do nazi-fascismo, a ameaça nuclear, o impacto da tecnologia nas formas de vida contemporâneas e a degradação planetária do meio-ambiente.

A “Revista Artefilosofia” é uma publicação do Programa de Mestrado em Estética e Filosofia da Arte da UFOP. Em seu número atual (18), ela traz uma série de artigos de conhecidos especialistas brasileiros e estrangeiros na obra de Marcuse, que abordam diversos aspectos de seu pensamento, como a relação com a psicanálise, a arte e a cultura contemporânea, com destaque para seu livro “O homem unidimensional”. Todos os artigos estão disponíveis online em www.raf.ufop.br.”

Fico pensando: como seria ótimo se todos mergulhassem um pouco mais nos pensamentos de grandes filósofos para ver se a verborragia cheia de ódio desta era da internet ganharia um pouco de lucidez… A leitura desta revista pode ser um bom começo! 😉

Você também quer enviar um texto para o blog? CLIQUE AQUI e compartilhe comigo! Pode ser conto, crônica, poema, reportagem, resenha (de filme, livro, CD, show, restaurante…), artigo de opinião, divagações etc. Vou avaliar e, a menos que não tenha nada a ver com a proposta do blog, seu trabalho será publicado aqui nesta categoria dos textos enviados por leitores.

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Os estupros coletivos de jovens meninas ocorrem debaixo do nosso nariz

Vídeo feito por atores indianos ironizando os estupros corriqueiros sofridos por jovens indianas. Reprodução/Youtube.

Vídeo feito por atores indianos ironizando os estupros corriqueiros sofridos por jovens indianas. Reprodução/Youtube.

A cena é a seguinte: uma festa de jovens universitários, todos com 17 a 20 e poucos anos, querendo curtir a vida adoidado, como no filme do Matthew Broderick. Começa a chapação: vodca com suco, cerveja, uísque com energético. Mas os homens bebem em garrafas diferentes das mulheres. Na delas, um pó branco se mistura à bebida, disfarçadamente. Ao beber o batidão “bolado”, elas apagam. São levadas para um quartinho, onde são estupradas, às vezes por vários homens, que se revezam. Estupro coletivo. Muitas, jovens demais, acordam no meio do estupro, morrendo de dor, sangrando. Violentadas em sua primeira vez. O crime é acobertado pela vergonha das vítimas e pela visão dos homens envolvidos, os abusadores, de que tudo aquilo é normal.

A cena descrita acima não aconteceu na Índia, desta vez. Acontece rotineiramente em uma das cidades mais importantes de Minas, e patrimônio cultural da humanidade: Ouro Preto. Mais precisamente, nas repúblicas universitárias que existem aos montes na primeira capital mineira.

A denúncia foi manchete do jornal “O Tempo” desta segunda-feira. Recomendo a leitura a todos que se interessam pelos temas em que a reportagem resvala, como direitos das mulheres e machismo. Que deveriam ser caros a todos nós — mulheres, homens, universitários, ex-universitários, atuais ou futuros pais e mães de meninas e meninos vulneráveis etc.

CLIQUE AQUI para ler e ajude a compartilhar.

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O milagre deste Natal

canetabic

Todo dia acontecem milagres, às vezes pequenos, às vezes imensos. O do Natal deste ano foi especial. Eu estava entalada com a tristíssima notícia da criança de 2 anos atropelada e morta por um garoto de 18 que tinha enchido a cara (ainda vou escrever sobre isso), quando fui incumbida da apuração sobre uma criança que tinha se afogado em um balde, em Ouro Preto.

Num balde? Sim. E ficou dez minutos desacordada. E sua mãe, que é surda-muda, não conseguia pedir por socorro. E a casa onde ela estava ficava em um morro, sem acesso por meio de carro. E os bombeiros que chegaram fizeram massagem cardíaca, mas não conseguiram reanimá-la no caminho para o carro.

Até que um dos socorristas, o sargento Moisés, agora batizado de herói por vários leitores e comentaristas da notícia, teve um estalo: como a cânulo não entrava pela garganta da pequenina, enfiou uma caneta sem carga por ela, para soprar ar. Deu certo: ela chorou, se debateu, suas pupilas voltaram ao normal. Antes quase morta, agora estava bem viva de novo, respirando normalmente.

Um milagre de Natal, graças ao esforço dos bombeiros, esses profissionais que ganham salário inicial de pouco mais de R$ 2.000, em Minas.

Vejam a notícia inteira AQUI. E vivam as boas notícias que, vez ou outra, cruzam nosso caminho!

Mais janelas, mundo afora

Depois de ver meu post da última quarta, o professor Ricardo Faria me mandou por emails as fotos que ele fez de várias janelas, de várias cidades lindas.

Vejam só que beleza:

Trancoso (Todas as fotos: Ricardo Faria)

Amsterdã

Brumadinho

Caraça

Caraça 2

Congonhas

Diamantina

Floripa

Fortaleza

Frankfurt

João Pessoa

Londres

Mariana

Ouro Preto

Ouro Preto 2

Ouro Preto 3

Ouro Preto 4

Ouro Preto 5

Ouro Preto 6

Rhienfall

Tiradentes

Veneza

As janelas mineiras eu conheço bem, mas um dia ainda espero conhecer todas essas outras janelas que ele viu por aí 🙂