10 perguntas e respostas sobre a ocupação de escolas e faculdades em todo o país

Estudantes secundaristas do colégio Pedro II, da unidade Humaitá, ocupam a escola desde 31 de outubro em protesto contra a PEC 241 e a PEC 55. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Estudantes secundaristas do colégio Pedro II, da unidade Humaitá, ocupam a escola desde 31 de outubro em protesto contra a PEC 241 e a PEC 55. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Texto enviado pelo leitor Douglas Garcia, professor de filosofia da UFOP:

 

A esta altura dos acontecimentos, todos sabem que há um movimento de alunos do ensino médio e das universidades públicas.

1. O que eles estão fazendo?

Os alunos de centenas de escolas públicas e universidades estão ocupando unidades de ensino, em diversos Estados do país, em protesto contra medidas anunciadas pelo governo federal.

2. Contra o que eles protestam?

Eles protestam contra duas medidas: um projeto de emenda constitucional que altera a Constituição para que os custeios públicos não tenham qualquer reajuste real nos próximos vinte anos, e uma medida provisória que altera a forma de financiamento, de profissionalização e de oferta de disciplinas do ensino médio, restringindo-os.

3. Por que eles escolheram essa forma de protesto?
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Contribuição de leitor: um pouco de filosofia

Depois de receber o conto romântico de Sue Amado, o blog recebeu outra contribuição de um leitor — desta vez, uma resenha da última edição da revista “Artefilosofia”, publicada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Douglas Garcia, que nos apresenta a revista, é doutor em filosofia pela UFMG e professor de teoria crítica na UFOP (este blog tem uns leitores muito chiques, hein! 😀 ).

Vamos ao texto dele:

n18“O progresso tecnológico tem um sentido? Devemos avaliar nossas vidas somente por nosso desempenho no trabalho? A natureza tem valor em si mesma, independente de sua utilidade para nós? Nossa relação afetiva com o mundo é menos importante do que nossa capacidade de conhecer? Perguntas que atravessam a obra de Herbert Marcuse.

Herbert Marcuse (1898-1979) foi um filósofo alemão de origem judaica. Forçado a emigrar para os Estados Unidos com a ascensão do nazismo, desenvolveu extensa obra nos campos da teoria social, da filosofia da cultura e da estética. Escreveu dois dos clássicos da filosofia do século XX: “Eros e Civilização” (1955) e “O homem unidimensional” (1964).

Sua obra é associada com o trabalho colaborativo desenvolvido nos anos trinta e quarenta do século passado pelo Instituto de Pesquisa Social, da Universidade de Frankfurt – movimento intelectual que recebeu o nome de “Escola de Frankfurt”.

Na base do pensamento de Marcuse encontra-se a tentativa de pensar experiências decisivas do século XX: a ascensão do nazi-fascismo, a ameaça nuclear, o impacto da tecnologia nas formas de vida contemporâneas e a degradação planetária do meio-ambiente.

A “Revista Artefilosofia” é uma publicação do Programa de Mestrado em Estética e Filosofia da Arte da UFOP. Em seu número atual (18), ela traz uma série de artigos de conhecidos especialistas brasileiros e estrangeiros na obra de Marcuse, que abordam diversos aspectos de seu pensamento, como a relação com a psicanálise, a arte e a cultura contemporânea, com destaque para seu livro “O homem unidimensional”. Todos os artigos estão disponíveis online em www.raf.ufop.br.”

Fico pensando: como seria ótimo se todos mergulhassem um pouco mais nos pensamentos de grandes filósofos para ver se a verborragia cheia de ódio desta era da internet ganharia um pouco de lucidez… A leitura desta revista pode ser um bom começo! 😉

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Os estupros coletivos de jovens meninas ocorrem debaixo do nosso nariz

Vídeo feito por atores indianos ironizando os estupros corriqueiros sofridos por jovens indianas. Reprodução/Youtube.

Vídeo feito por atores indianos ironizando os estupros corriqueiros sofridos por jovens indianas. Reprodução/Youtube.

A cena é a seguinte: uma festa de jovens universitários, todos com 17 a 20 e poucos anos, querendo curtir a vida adoidado, como no filme do Matthew Broderick. Começa a chapação: vodca com suco, cerveja, uísque com energético. Mas os homens bebem em garrafas diferentes das mulheres. Na delas, um pó branco se mistura à bebida, disfarçadamente. Ao beber o batidão “bolado”, elas apagam. São levadas para um quartinho, onde são estupradas, às vezes por vários homens, que se revezam. Estupro coletivo. Muitas, jovens demais, acordam no meio do estupro, morrendo de dor, sangrando. Violentadas em sua primeira vez. O crime é acobertado pela vergonha das vítimas e pela visão dos homens envolvidos, os abusadores, de que tudo aquilo é normal.

A cena descrita acima não aconteceu na Índia, desta vez. Acontece rotineiramente em uma das cidades mais importantes de Minas, e patrimônio cultural da humanidade: Ouro Preto. Mais precisamente, nas repúblicas universitárias que existem aos montes na primeira capital mineira.

A denúncia foi manchete do jornal “O Tempo” desta segunda-feira. Recomendo a leitura a todos que se interessam pelos temas em que a reportagem resvala, como direitos das mulheres e machismo. Que deveriam ser caros a todos nós — mulheres, homens, universitários, ex-universitários, atuais ou futuros pais e mães de meninas e meninos vulneráveis etc.

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