‘Lion’: a história real de um pequeno indiano que sobrevive e encanta

Para ver no cinema: LION: UMA JORNADA PARA CASA (Lion)
Nota 10

saroo

Oitenta mil crianças se perdem na Índia todos os anos. É como se a população de Ouro Preto inteira se perdesse de suas raízes, de suas famílias. A consequência se expressa em outro número significativo: mais de 11 milhões de crianças vivem nas ruas da Índia. Mantendo minhas comparações geográficas: é uma Bélgica inteira vivendo debaixo da ponte.

Crianças. Perdidas e vivendo de restos de comida. Muitas vezes à mercê de traficantes sexuais e outros predadores.

O protagonista deste filmaço, baseado em fatos reais, é uma dessas crianças: Saroo, um menino que se perdeu da família e foi parar nas ruas com apenas 5 anos de idade. Seu drama e sua sobrevivência são contados na primeira parte do filme, que quase não tem diálogos — e eles são dispensáveis, tamanha a expressividade do ator mirim Sunny Pawar, absolutamente encantador.

Na segunda parte do filme, Continuar lendo

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Os estupros coletivos de jovens meninas ocorrem debaixo do nosso nariz

Vídeo feito por atores indianos ironizando os estupros corriqueiros sofridos por jovens indianas. Reprodução/Youtube.

Vídeo feito por atores indianos ironizando os estupros corriqueiros sofridos por jovens indianas. Reprodução/Youtube.

A cena é a seguinte: uma festa de jovens universitários, todos com 17 a 20 e poucos anos, querendo curtir a vida adoidado, como no filme do Matthew Broderick. Começa a chapação: vodca com suco, cerveja, uísque com energético. Mas os homens bebem em garrafas diferentes das mulheres. Na delas, um pó branco se mistura à bebida, disfarçadamente. Ao beber o batidão “bolado”, elas apagam. São levadas para um quartinho, onde são estupradas, às vezes por vários homens, que se revezam. Estupro coletivo. Muitas, jovens demais, acordam no meio do estupro, morrendo de dor, sangrando. Violentadas em sua primeira vez. O crime é acobertado pela vergonha das vítimas e pela visão dos homens envolvidos, os abusadores, de que tudo aquilo é normal.

A cena descrita acima não aconteceu na Índia, desta vez. Acontece rotineiramente em uma das cidades mais importantes de Minas, e patrimônio cultural da humanidade: Ouro Preto. Mais precisamente, nas repúblicas universitárias que existem aos montes na primeira capital mineira.

A denúncia foi manchete do jornal “O Tempo” desta segunda-feira. Recomendo a leitura a todos que se interessam pelos temas em que a reportagem resvala, como direitos das mulheres e machismo. Que deveriam ser caros a todos nós — mulheres, homens, universitários, ex-universitários, atuais ou futuros pais e mães de meninas e meninos vulneráveis etc.

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Leia também:

Foi estuprada? A culpa é SUA! [sorrisos doces]

O vídeo satírico acima foi produzido na Índia, onde há uma explosão de estupros, inclusive coletivos, contra as mulheres. Mas sua mensagem é tão universal, que ele logo será disseminado por todo o mundo. Até o momento, só a versão original já foi assistida 2,3 milhões de vezes, enquanto escrevo este post. Mas já há diversas outras reproduções, com milhares de visualizações. Escolhi esta acima porque pode ser vista com legendas em português, para quem não entende inglês (e ainda há explicações bastante didáticas sobre termos típicos da Índia).

Com os sorrisos doces, vamos dar este cala-boca a quem ousar dizer que a vítima é a culpada. O impacto desses sorrisos, aliás, é quase tão forte quanto o de um murro.

"A culpa é sua"

“A culpa é sua”

Algumas coisas que quero fazer antes de morrer

Desculpem o post estilo ESTAS BOBAGENS, mas é que estou ouvindo um DVD do Ray Charles ao vivo no Festival de Montreux e me ocorreu como eu gostaria de ir a um desses antes de morrer. Aí fui lembrando de outras coisas e concluí que, em algum momento da vida, vou ter que ganhar MUITO dinheiro, pra conseguir realizar todos estes sonhos:

  • Cobrir uma guerra.
  • Ir a um pub de Chicago para ouvir alguma bandinha local de blues, que tenha aprendido com alguns dos mestres antes de morrerem.
  • Ir a algum pub de New Orleans pra ouvir alguma bandinha local de jazz que tenha pianinho, sax e uma vocalista com a voz da Cassandra Wilson (que é do Mississippi, aliás).
  • Ver o Eric Clapton tocando (outubro tá aí!).
  • Cruzar a rodovia 66 de ponta a ponta, como os caras de On The Road fizeram (mas sem todas aquelas drogas).

  • Passar por toda a rota do vinho da Califórnia, como os caras de Sideways fizeram (e com todo aquele vinho).
  • Subir a BR-101 de sul a norte, parando em várias praias desconhecidas.
  • Cruzar o Expresso Oriente de ponta a ponta, com os meus pais.
  • Cruzar a Abbey Road, só pra falar que cruzei. E descalça, como o Paul 😉

  • Conhecer a Praça Vermelha de Moscou e conhecer São Petersburgo.
  • Conhecer todo o leste europeu.
  • Conhecer Machu Picchu e o Deserto de Sal da Bolívia e o México.
  • Conhecer o Pantanal e a Amazônia.
  • Conhecer Moçambique e Angola; e Marrocos e Egito.
  • Ver de pertim um daqueles ursos das Montanhas Rochosas canadenses.

  • Entrar numa sauna no meio de uma floresta e em frente a um lago congelado da Finlândia.
  • Andar em cima de um elefante na Índia.
  • Voar de balão em Paris; descer de parapente ali na Serra da Moeda mesmo.

(E o post nunca vai acabar, porque sonhos são um novo por dia ;))