Os estupros coletivos de jovens meninas ocorrem debaixo do nosso nariz

Vídeo feito por atores indianos ironizando os estupros corriqueiros sofridos por jovens indianas. Reprodução/Youtube.

Vídeo feito por atores indianos ironizando os estupros corriqueiros sofridos por jovens indianas. Reprodução/Youtube.

A cena é a seguinte: uma festa de jovens universitários, todos com 17 a 20 e poucos anos, querendo curtir a vida adoidado, como no filme do Matthew Broderick. Começa a chapação: vodca com suco, cerveja, uísque com energético. Mas os homens bebem em garrafas diferentes das mulheres. Na delas, um pó branco se mistura à bebida, disfarçadamente. Ao beber o batidão “bolado”, elas apagam. São levadas para um quartinho, onde são estupradas, às vezes por vários homens, que se revezam. Estupro coletivo. Muitas, jovens demais, acordam no meio do estupro, morrendo de dor, sangrando. Violentadas em sua primeira vez. O crime é acobertado pela vergonha das vítimas e pela visão dos homens envolvidos, os abusadores, de que tudo aquilo é normal.

A cena descrita acima não aconteceu na Índia, desta vez. Acontece rotineiramente em uma das cidades mais importantes de Minas, e patrimônio cultural da humanidade: Ouro Preto. Mais precisamente, nas repúblicas universitárias que existem aos montes na primeira capital mineira.

A denúncia foi manchete do jornal “O Tempo” desta segunda-feira. Recomendo a leitura a todos que se interessam pelos temas em que a reportagem resvala, como direitos das mulheres e machismo. Que deveriam ser caros a todos nós — mulheres, homens, universitários, ex-universitários, atuais ou futuros pais e mães de meninas e meninos vulneráveis etc.

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