Com qual apelido carinhoso você chama seu amor?

Há quase 3 anos, fiz essa pergunta aos amigos nas redes sociais e recebi nada menos que 147 apelidos carinhosos como resposta à enquete. Alguns mais comuns, como “linda”, “gatinho”, “baby” e “mozão”, e outros mais inusitados ou divertidos, como “bumbumbejito”, “monstrinha”, “nojento” e “chucruta”.

Contei as histórias por trás desses apelidos AQUI.

Quanto maior o tamanho da letra, mais vezes o apelido foi repetido.

Como hoje é Dia dos Namorados, além de ressuscitar tal post tão romântico, aproveito para repetir a pergunta, à espera de novos apelidos incríveis. Deixem aí nos comentários ou, se preferirem, enviem por e-mail ou deixem uma mensagem privada no Facebook 😉 Depois farei um apanhadão de tudo o que chegar e vou acrescentar à lista anterior, para multiplicar ainda mais esses vocativos apaixonados pela internet afora! ❤

E aí, conte pra gente: como você chama seu eterno namorado ou namorada?


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Criança namora ou não namora? E agora?

Foto: Pixabay

Já contei aqui a história do meu primeiro namoradinho. Como foi um dos primeiros posts do blog, escrito em 2010, vou reproduzir o trechinho aqui:

“Aos 6 anos eu também tinha um namoradinho, desses que davam tênis da Xuxa no dia 12 de junho. (…) Nos conhecemos aos 3 anos, vizinhos de prédio e colegas de maternal 🙂

Deve ter sido amor à primeira vista – dos nossos pais, já que eu não saberia o que é amor àquela idade e nem me lembraria disso, anyway.

Quando mudei de colégio, para ir ao pré-primário, ele mudou junto. Naquela altura já tínhamos 6 anos. Era um romance maduro, como se vê.

Um belo dia, a sala de aula numa bagunça danada, a professora fazendo algo do lado de fora, os capetinhas gritando e pulando e fazendo coisas que crianças fazem, quando meu namoradinho me chamou: vamos lá pra frente, quero falar uma coisa com você.

Cochichando no meu ouvido, longe da balbúrdia do resto da sala, ele me perguntou: “Vamos terminar?” E eu respondi, solícita: “Tudo bem!”. Seria minha primeira DR, daquele jeito direto e descomplicado.

Tudo teria ficado bem se, no recreio, eu não tivesse visto meu ex-namoradinho de mãos dadas com a Ju, minha melhor amiga. Aos 6 anos, descobri o que era deslealdade. E esse tipo de lição, por mais que envolta no clima de brincadeira, a gente carrega pela vida afora.

O bom é que naquela época não existia no meu vocabulário a palavra fossa. A Ju continuaria sendo minha melhor amiga e eu gastava os recreios seguintes brincando de aprontar planos mirabolantes contra uma turma rival, só de meninos.”

Mais tarde, quando eu tinha 9 anos, participei do filme “Menino Maluquinho”. Meu papel era de Julieta, apresentada para mim como “a namoradinha do Menino Maluquinho”.

Reprodução

Como se vê, cresci achando a coisa mais normal do mundo uma criança namorar. Bom, não namoraaaar de verdade, como adultos namoram, mas namorar como criança namora, como Julieta e Menino Maluquinho, como eu e meu amiguinho que me dava tênis da Xuxa. Mãos dadas, posar pra foto, essas coisas.

Para mim, era algo corriqueiro como uma criança brincar de casinha ou uma criança calçar o sapato do pai ou da mãe: é tudo brincadeirinha, brincar de ser adulto, parte do processo de imaginar e de amadurecer.

Eis que uma campanha, iniciada lá no Amazonas e repercutida em todo o Brasil graças às redes sociais, deu uma sacudida em meus pensamentos. A campanha parte da hashtag #criançanãonamora e prossegue com um “nem de brincadeira!”. A discussão que se levanta é que incentivar uma criança a achar que tem namorado ou namorada é incentivar a sexualização e erotização precoce, é incentivar casos de abusos sexuais contra crianças e até mesmo pedofilia.

Na primeira vez que vi a campanha, fiquei cabreira. Afinal, tenho todo esse histórico me dizendo que a brincadeirinha não me fez mal algum. E olha que sou o oposto da menina que queria virar adulta logo: fui criança até uns 15 anos de idade, meu sonho era ser criança pra sempre, como Peter Pan.

Meu segundo olhar mudou depois de ler os argumentos dos entendidos do assunto, como o pessoal do CNJ, que endossou a campanha. Afinal, sou uma mera jornalista, não sou entendida de nada. Se há quem veja o namoro de crianças com preocupação, os mais entendidos devem ter motivos para isso.

No meu atual terceiro olhar, sigo um pouco em cima do muro, na tendência da não radicalização e da ponderação, que vem sendo minha tendência pra muita coisa ultimamente. Só um ponto já me parece bem razoável na minha cabeça: os adultos não devem ESTIMULAR que a criança pense que está namorando, não devem incitar a ideia, fazer uma criança dizer para a outra que é namorado ou namorada dela, essas coisas. Mas daí a condenar veementemente se a própria criança resolver se imaginar namorando, aí eu já não sei. Tenho medo de que isso gere o efeito reverso, de fazer a criança se preocupar com algo que deveria ser apenas a brincadeira inocente dela. Volto à estaca zero da minha ignorância nessas horas.

E você, o que pensa desse assunto? Tem uma enquete rolando sobre isso no Facebook da Canguru, e você pode registrar seu voto clicando AQUI. Mas melhor ainda se deixar um comentário 😉

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Grupos de WhatsApp: 10 dicas de BOM SENSO para seus participantes

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O post que entrou hoje no blog da Flexis merece ser compartilhado por aqui, porque é um assunto que eu queria abordar há séculos!

Confira as dicas de convivência e bom senso:

 

1. Não conversar especificamente com uma pessoa, sobre um assunto que só interessa a vocês dois, por meio de um grupo.

Se você está num grupo de trabalho, por exemplo, que tem uma equipe com dez pessoas, pense que, a cada mensagem que você enviar, estará fazendo com que outras nove pessoas pensem no trabalho mesmo fora do horário do expediente. Use esse grupo apenas para compartilhar o que pode interessar a todos! Você tem uma dúvida que diz respeito a apenas uma pessoa e não interessa a mais ninguém? Mande para o WhatsApp DAQUELA pessoa, e não para o grupo.

2. Evitar a formação de “panelinhas” dentro do grupo.

Imagine um grupo de amigos de infância que tem pessoas hoje morando em várias partes do Brasil. Metade delas está em São Paulo, o restante em outros Estados. E essas pessoas de São Paulo ficam o tempo todo marcando saídas para os botecos locais ou falando de situações locais que apenas interessam a elas. Ou um grupo de dez mulheres com três que já são mães e ficam falando sobre maternidade o tempo todo, assunto que não interessa às demais. Que tal formar outro grupo, menor, só para tratar desses interesses específicos? Assim você evita que uma porção de amigos se aborreça e perca tempo recebendo mensagens desinteressantes a toda hora.

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3. Não falar de política (futebol e religião) em grupos de trabalho.

Se nos grupos da família e dos amigos já é melhor evitar discussões, por ser o WhatsApp tão pouco adequado para um debate tranquilo, esta vira uma regra de ouro em grupos de trabalho. A tensão pode prejudicar toda a equipe e até criar problemas para a empresa. Se alguém tocar nos assuntos espinhosos, vale a pena desconversar ou responder de forma neutra.

4. Não compartilhar informações sigilosas pelo WhatsApp.

Já reparou que a coisa mais fácil do mundo é compartilhar uma mensagem do WhatsApp para outros usuários, né? Basta pressionar e apertar uma simples setinha para que os textos ou imagens vão parar em outra conta. Isso sem mencionar as capturas de imagem das telas do celular. Não se comprometa. Segredos, informações delicadas, fofocas, nada disso combina com esta rede social (ou com nenhuma rede social, podemos dizer).

CLIQUE AQUI para ler todas as dicas no post original.

 

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Os 10 relatos mais marcantes do #EuEmpregadaDoméstica

Laudelina de Campos Melo, mineira de Poços de Caldas, fundadora do primeiro sindicato de trabalhadoras domésticas do Brasil, em 1936. Foto: Reprodução / Facebook

Laudelina de Campos Melo, mineira de Poços de Caldas, fundadora do primeiro sindicato de trabalhadoras domésticas do Brasil, em 1936.

Primeiro, eis um breve raio X do trabalho doméstico no Brasil:

  • 92% dos empregados domésticos são mulheres;
  • 14% das brasileiras ocupadas no Brasil trabalham como domésticas;
  • Elas são 5,9 milhões de mulheres;
  • Salário médio das domésticas é de R$ 700 (lembrando que, desde janeiro deste ano, o salário mínimo nacional é de R$ 880);
  • Mais de 70% não têm carteira assinada;
  • As negras têm situação ainda pior que as brancas (salário mais baixo e menos carteira assinada)

Vendo esses números, dá para concluir que, quantitativamente, a situação das empregadas domésticas é péssima. São muitas mulheres que ganham mal e trabalham informalmente.

Apesar de elas terem conquistado vários direitos trabalhistas importantes, qualitativamente, continuam sendo tratadas como escravas modernas, ao menos em muitos lares.

Preta-Rara. Foto: Divulgação

Preta-Rara. Foto: Divulgação

É aí que eu queria chegar. Se você senta pra conversar com qualquer doméstica, ouve histórias de arrepiar os cabelinhos da nuca. Imagine ler dezenas de relatos, de várias trabalhadoras diferentes, compilados de uma vez só?

Foi o que fez a rapper e professora Preta-Rara, ex-doméstica, ao divulgar com muita habilidade, por meio do Facebook, os relatos de várias domésticas, ex-domésticas, filhos de domésticas. Tudo sob o guarda-chuva da hashtag #EuEmpregadaDoméstica, que também já repercutiu no Twitter.

Ela conta como teve a ideia de fazer essa divulgação:

preta

Repare que a página foi criada no dia 19 de julho, ou seja, há exatamente uma semana. E, enquanto escrevo este post (noite de segunda-feira), a página criada por Preta-Rara já está com mais de 100 mil seguidores. Em apenas quatro dias de existência, ela já tinha recebido mais de 5.000 relatos.

O que explica tamanho sucesso? Depoimentos como estes abaixo, que selecionei para o blog. São um soco no estômago e suscitam reflexões, debates, INCÔMODOS. São almas sendo lavadas, ainda que tardiamente: Continuar lendo