Eliane Cantanhêde fala o que é preciso para ser jornalista

Continuo com o resgate da série do blog Novo em Folha, hoje com o vídeo da Eliane Cantanhêde, então colunista de política da “Folha de S.Paulo”, jornal onde trabalhou por 17 anos:

Hoje Eliane é colunista do Estadão e comentarista do Globonews Em Pauta, da rádio Eldorado (SP) e da rádio Jornal (PE).

Veja outros vídeos da série:

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Carla Romero fala o que é preciso para ser jornalista

Continuo com o resgate da série do blog Novo em Folha, hoje com o vídeo da Carla Romero, então editora de Fotografia na “Folha de S.Paulo”:

Veja outros vídeos da série:

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A vã espera dos defensores de Luiz Inácio Lula da Silva

Texto escrito por José de Souza Castro:

Ministro Edson Fachin durante sessão plenária. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF (25/09/2019)

Depois que o relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, votou na tarde desta quarta-feira (25) “contra o recurso que pode anular uma das sentenças do ex-presidente Lula e provocar uma reviravolta nos casos da operação”, a sessão foi suspensa. Os 10 ministros que votarão na tarde desta quinta (26) vão poder digerir, por algumas horas, o longo voto do relator. Quem votará contra ele?

O trecho entre aspas acima é da “Folha”, que deu a notícia com o título “STF adia julgamento de ação que pode afetar Lula e Lava Jato”, enquanto o G1, do Grupo Globo, escolheu este: “Relator no STF vota contra tese que pode levar à anulação de sentenças da Lava Jato”.

Se um e outro desses gigantes do jornalismo pátrio acreditasse que sentenças da Lava Jato seriam anuladas por causa desse julgamento no Supremo, nenhum teria escolhido títulos tão coincidentes.
Escolheram, porque não acreditam. Escolheram porque, ao não acreditar, não deixariam passar ao largo a oportunidade de reforçar as sentenças de Sergio Moro na Lava Jato, que tão bem fizeram ao atual estado de coisas no Brasil com a prisão de Lula, tão desejada por eles.

Foi também por não acreditar que o presidente do Supremo, Dias Toffoli, marcou para esta semana o tal julgamento. No qual Edson Fachin, que fora derrotado na segunda turma no julgamento do ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine, pôde nadar de braçada ao abraçar a tese da Procuradoria Geral da República, apresentada nesta quarta-feira pelo procurador geral interino, Alcides Martins.

Em julgamento não estava Lula, como a imprensa, espertamente, se esforçou por dar a entender ao público, nos últimos dias. O que os 11 ministros julgavam era um habeas corpus apresentado pelos advogados de um ex-gerente da Petrobras, Márcio de Almeida Ferreira, condenado na Lava Jato em Curitiba a 10 anos e três meses de prisão e cujo recurso no Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre, ainda não foi julgado.

Como no caso de Bendine, a defesa argumenta que réus delatados deveriam apresentar alegações finais no processo após os réus delatores, o que não foi feito neste e em todos os outros casos julgados por Sergio Moro.

A diferença, que facilitou a vida de Edson Fachin, é que, ao contrário do processo contra Bendine, a defesa não apresentou o argumento ao juiz de primeira instância, Sergio Moro, mas só ao Supremo, depois da vitória do ex-presidente do BB na segunda turma do STF. Outra facilidade, segundo o próprio Fachin: a defesa de Ferreira sequer argumentou que a ordem das alegações finais teria causado prejuízo “efetivo, concreto e específico” ao cliente.

Claro, Fachin gastou páginas e mais páginas do seu tedioso voto para afirmar, com base em entendimentos anteriores de ministros do Supremo, que não importa a ordem em que as alegações finais são apresentadas ao juiz, sejam elas da defesa ou da acusação, e que o mais importante é se houve ou não prejuízos à defesa do réu.

É esperar os votos de mais 10 ministros do Supremo. Alguém duvida do resultado do julgamento? Se o resultado for o esperado pelo presidente do Supremo, pela imprensa, pelo ministro da Justiça e, vá lá, por Deus e o Diabo, coitado do Lula.

Leia também:

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A censura ao beijo gay dos quadrinhos e o fundamentalismo religioso no Brasil

Esta foi a capa da “Folha de S.Paulo” de hoje:

Me deu um quentinho no peito saber que ainda existe jornal corajoso desse jeito, ainda mais pela história que vivi lá dentro.

Estamos, neste 7 de setembro, nos oito meses de governo Bolsonaro, e parece que ele decidiu de vez se voltar apenas para a ala mais radical e brutamontes do país.

E daí? Você, que não acompanha muito o noticiário político e segue com sua vidinha de sempre, deve estar se perguntando.

E daí que estamos diante de um fundamentalismo religioso crescente, de um fanatismo burro levando a censuras das artes, do ensino e de várias outras áreas caras ao desenvolvimento de uma sociedade.

Vocês sabem como a luta contra a censura sempre foi minha principal bandeira, né? Sempre falo disso por aqui.

Então é de revirar meu estômago ver “fiscais da prefeitura” invadindo uma Bienal do Livro para censurar uma HQ que não tem nenhum conteúdo pornográfico ou mesmo erótico e que não desrespeita o ECA, nem nada disso.

É fundamentalismo puro e simples. É uma violação ao Estado de Direito. É um estupro da nossa Constituição de 1988.

Para quem acompanhou a história recente do Irã e do Afeganistão, dentre outros países, sabe que é fácil e rápido instaurar um regime fundamentalista num país. Em coisa de um ano, tudo pode mudar. Em 15 anos, se nada for feito, a distopia que eu criei pode se aproximar de uma cruel realidade. E aí, pra reverter a coisa toda, será um trabalho realmente árduo.

Inclusive porque muitos estragos que estão sendo feitos em apenas oito meses de governo já serão bem difíceis de recuperar. Na educação e no meio ambiente, por exemplo.

O Brasil é, cada vez mais, o ex-país do Carnaval.

É isso que queremos pra ele?

Charge do Duke publicada no jornal O Tempo de 7 de setembro.

Leia também:

  1. Brasil, o ex-país do Carnaval
  2. O futuro distópico de um Brasil governado por bolsonaristas e olavistas
  3. O fanatismo, o fascista corrupto, as fake news e minha desesperança
  4. O fanatismo e o ódio de um país que está doente
  5. Fanatismo é burro, mas perigoso
  6. O que acontece quando os fanáticos saem da internet para as ruas
  7. Há um Jair Bolsonaro entre meus vizinhos?

 

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Noam Chomsky: Bolsonaro e Trump são piores que Hitler

Noam Chomsky, 90, é um respiro de lucidez em meio a este mundo insano e azedo em que estamos vivendo.

Sua entrevista concedida à repórter especial da “Folha” Patrícia Campos Mello foi uma das coisas mais interessantes que li nos últimos dias.

Minha recomendação é que você CLIQUE AQUI e leia do início ao fim.

Mas coloco abaixo alguns trechos favoritos:

“Dez anos atrás, o Brasil era um dos países mais respeitados do mundo, e Lula era um dos principais estadistas no palco global. Agora, o Brasil virou motivo de chacota.”

(…)

“Nos EUA, [Donald] Trump é muito eficiente, sabe como deixar as multidões inflamadas e direcionar o ódio e o ressentimento das pessoas para bodes expiatórios. Bolsonaro faz o mesmo.”

(…)

“Steve Bannon articulou de forma clara um esforço para criar uma Internacional Reacionária liderada pela Casa Branca, e que inclui gente como as ditaduras do Golfo, como a Arábia Saudita, o país mais reacionário do mundo, Egito sob a ditadura de Abdul Fatah al-Sisi, Israel que migrou para a extrema-direita, [Narendra] Modi na Índia, Bolsonaro, Orbán, Salvini e Nigel Farage [defensor do brexit].”

(…)

“Minha impressão é que a esquerda brasileira está completamente desordenada, há muita apatia, as pessoas estão apenas assistindo a tudo que está acontecendo, pensando “não podemos fazer nada então vamos esperar passar”.”

(…)

“O Brasil ainda não desenvolveu uma oposição [a Bolsonaro]. Talvez agora, no contexto de duras críticas internacionais à destruição da Amazônia, isso surja. Talvez a partir disso surja a oposição real que deveria estar sendo feita. É preciso que a crise na Amazônia funcione como um ponto de inflexão para a oposição. Se a crise na Amazônia continuar, o mundo inteiro vai sofrer.”

“Estamos chegando a um ponto em que os danos ambientais são irreversíveis. Se passar disso, será o fim da vida humana organizada no planeta. E temos gente como Trump e Bolsonaro negando que exista aquecimento global e adotando políticas que o exacerbam. Para mim, eles são os maiores criminosos da história. Hitler queria matar todos os judeus, mas essas pessoas estão dizendo: “Vamos matar toda a sociedade, destruir tudo e ter lucros”.”

 

Leia também:

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