Sobre o imprevisível da minha profissão

Foto: CMC

Estou meio sem inspiração/tempo/assunto, então deixo o blog hoje com um post que escrevi ontem para o Novo em Folha, sobre um dos aspectos mais interessantes do jornalismo: a imprevisibilidade.

Vejam AQUI 🙂

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Um thriller moderno de antigamente

Para ver no cinema: MILLENIUM – OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (The Girl With the Dragon Tattoo)

Nota 9

Fui ao cinema para ver “Millenium” depois de receber trocentas recomendações positivas.

Mas eu não sabia nem do que se tratava o filme, nem se era a primeira parte da trilogia, nem qual era o enredo ou mesmo o gênero. Nem sabia que era um remake de outro feito apenas dois anos antes. Ou que era do David Fincher (dos ótimos A Rede Social, O Curioso caso de Benjamin Button, Zodíaco, Clube da Luta, Seven etc).

Fui desarmada.

E saí do cinema eletrizada pela trama cheia de mistério, suspense e cenas fortes interpretadas por atores impecáveis, mesmo os figurantes.

O diferencial é, sem dúvida, Rooney Mara, que faz a punk transtornada e meio maluca, que parece capaz de fazer qualquer coisa, depois de já ter passado por tanta coisa.

Não é à toa que concorreu ao Oscar ao lado de pesos-pesados como Meryl Streep, Glenn Close e Viola Davis.

Não quero tirar de vocês a beleza que é ir ao cinema sem saber nadinha de um filme e se surpreender com ele. Mas adianto por aqui que trata-se de um filme com todos os quesitos das velhas histórias de detetive: um jornalista atrás de pistas sobre um assassinato antigo, uma ilha cercada de personagens macabros, onde todos parecem inimigos etc.

Como adoro isso!

E o roteiro é bem amarradinho, não deixa pontas soltas. Dá vontade, obviamente, de ver todas as sequências que vierem depois.

Acertei 6 dos 14

Neste ano meu desempenho foi bem pior! Mas, como se diz, “azar no jogo…” 😀

Os acertos foram:

  1. Melhor filme: O Artista
  2. Melhor atriz: Meryl Streep
  3. Melhor atriz coadjuvante: a mais que merecida Octavia Spencer (foto acima)
  4. Melhor roteiro original: Meia-noite em Paris
  5. Melhor filme estrangeiro: A Separação
  6. Melhores efeitos visuais: A Invenção de Hugo Cabret

Mas foram bons acertos, eu achei, hehe.

Comentários:

  • Colin Firth é um dos sujeitos menos carismáticos do cinema. Por outro lado, viva Billy Crystal!
  • Não entendo mesmo como J.Edgar não concorreu por melhor ator e melhor maquiagem, pelo menos. E como Histórias Cruzadas ficou de fora de melhor roteiro adaptado.
  • Neste ano o páreo mais duro foi o das melhores atrizes. Putz, só fera!
  • Não é porque é brasileira, mas a música de Rio é bem melhor que a dos Muppets. Pena que não tinha a menor chance mesmo.
  • Embora o páreo também fosse duro, ainda acho que o Scorsese merecia levar neste ano. E, embora a Meryl seja mesmo uma das melhores atrizes de todos os tempos, ela já tinha duas estatuetas em casa e acho que este era o ano de Glenn Close, de novo injustiçada.
  • “O Artista” como melhor filme foi o prêmio mais previsível do século. E olha que nem assisti ao filme ainda.
  • Ver o Oscar, como sempre, me deixou doida pra assistir a vários filmes (fiz uma lista de sete urgentes). Claro que esse é um dos objetivos da transmissão, né 😉