Ir para conteúdo

Um thriller moderno de antigamente

Para ver no cinema: MILLENIUM – OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (The Girl With the Dragon Tattoo)

Nota 9

Fui ao cinema para ver “Millenium” depois de receber trocentas recomendações positivas.

Mas eu não sabia nem do que se tratava o filme, nem se era a primeira parte da trilogia, nem qual era o enredo ou mesmo o gênero. Nem sabia que era um remake de outro feito apenas dois anos antes. Ou que era do David Fincher (dos ótimos A Rede Social, O Curioso caso de Benjamin Button, Zodíaco, Clube da Luta, Seven etc).

Fui desarmada.

E saí do cinema eletrizada pela trama cheia de mistério, suspense e cenas fortes interpretadas por atores impecáveis, mesmo os figurantes.

O diferencial é, sem dúvida, Rooney Mara, que faz a punk transtornada e meio maluca, que parece capaz de fazer qualquer coisa, depois de já ter passado por tanta coisa.

Não é à toa que concorreu ao Oscar ao lado de pesos-pesados como Meryl Streep, Glenn Close e Viola Davis.

Não quero tirar de vocês a beleza que é ir ao cinema sem saber nadinha de um filme e se surpreender com ele. Mas adianto por aqui que trata-se de um filme com todos os quesitos das velhas histórias de detetive: um jornalista atrás de pistas sobre um assassinato antigo, uma ilha cercada de personagens macabros, onde todos parecem inimigos etc.

Como adoro isso!

E o roteiro é bem amarradinho, não deixa pontas soltas. Dá vontade, obviamente, de ver todas as sequências que vierem depois.

Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

8 comentários em “Um thriller moderno de antigamente Deixe um comentário

  1. Confesso, Cris: sou órfão do Stieg Larsson. O cara era genial. Como jornalista não sei, mas como escritor foi brilhante. Tenho a trilogia, há algum tempo, com (digamos) orgulho. É uma pena que ele não pode conferir o sucesso que as obras dele desencadearam. Tem uma centena de bocós que não gostam dele. Enfim.

    Mas, vamos ao filme. David Fincher é cabeça, genial, grande diretor, mas não gostei tanto da adaptação dele, embora tenham cenas que são fabulosas. Entretanto, a montagem (e os cortes), na qual ganharam o Oscar por isso, não ficou legal. Sem contar que eles fizeram umas mudanças inúteis. A interpretação do Daniel Craig ficou legal, interessante, assim como da Rooney Mara. Mas… prefiro a versão sueca. A direção, os atores, a montagem etc. etc. ficaram bem superiores, fiéis ao livro do Larsson.

    A diferença entra a versão hollywoodiana para a sueca é, sem dúvida, o investimento. E, claro, digamos, o prestígio do Fincher, do Craig e da Mara. Isso dá um upgrade em qualquer obra cinematográfica. Não foi a toa que com essas características o filme ganhou proporções gigantescas. Já o sueco – que já rodou os três filmes e que, por sinal, são difíceis de encontrar (só assisti o primeiro) – coitado… está no limbo. Hollywood é como o Google: se não está lá, ou se não foi divulgado por lá, é porque não existe, ou reconhecido.

    Curtir

      • Achei a fotografia, a edição, o som e entre outros fatores bem melhores, além da brilhante atuação da Noomi Rapace no papel de Lisbeth Salander. Excelente. Era ela quem deveria concorrer ao Oscar, não a agora pop Rooney Mara. Tudo bem, a garota é nova etc., mas não deu química com a Lisbeth que o Stieg Larsson criou. A personagem, que tem um peso enorme na trama, tem atitude etc, características essas que a Noomi captou muio bem. A Mara ficou, digamos, superficial.

        E a versão sueca é fiel ao livro, apesar de ter cortado sutilmente algumas coisas, assim como todo bom filme baseado em livros. Dá para passar de série, hehehe. Também ela é bem mais pesada, tem cenas mais sensuais e mais violentas também… algo que foi bem explorado pelo Larsson. E, claro, explicou melhor como Lisbeth ficou rebelde etc., além da moral da história ter sido mais detalhada, que não é só o desaparecimento da Harriet Vanger. Tem um contexto maior por trás.

        Sem contar o final da versão do Fincher, que forçou a barra ao mudar o desfecho da primeira obra do Larsson. Ele meio que tentou tornar a protagonista em uma pessoa “normal”. Atitudes hollywoodianas.

        Portanto, o filme até que é parecido, mas inferior ao original. A proporção de diferença entre o sueco e o americano é a grana, o “currículo glamoroso” dos atores etc. O original, que teve distribuição internacional, chegou ao País e não teve repercussão. Infelizmente. É como eu lhe disse sobre a semelhança entre os filmes de Hollywood e o Google.

        Veja se encontra a versão sueca nas Lojas Americanas. Vale a pena e é baratinho. Uma amiga minha comprou por R$ 19. Ou melhor, leia primeiro o livro (é os da capa preta e da Companhia das Letras) e depois assista a versão do Niels Arden Oplev.

        Curtir

      • Ela ficou bem bacana, mas a Noomi estava indiscutível. Great! Também sou que nem você em relação a ver dois filmes com a mesma trama. Relutei para ver a versão do Fincher, mas acabei indo. Minha curiosidade e ansiedade são Freud’s. E a grande e boa notícia do dia aqui no blog: a Laura tem o DVD do filme sueco e lhe propôs (e você aceitou) emprestar. Ô, ô, ô! Supimpa demais. 😀

        Curtir

Deixe aqui seu comentário! ;)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: