A música do ano: ‘Nenhum Direito a Menos’

Em vez de postar uma descoberta musical, como faço vez por outra, trago hoje esta canção que Paulinho Moska divulgou em julho deste ano e que elejo como a música do ano, diante de todos os retrocessos que coletei em apenas um mês de Jair Bolsonaro eleito.

A letra é sensacional, por isso reproduzo ela na íntegra abaixo do clipe:

Nenhum Direito a Menos (Moska / Carlos Rennó)

Nesse momento de gritante retrocesso
De um temerário e incompetente mau congresso
Em que poderes ainda mais podres que antes
Põem em liquidação direitos importantes
Eu quero diante desses homens tão obscenos
Poder gritar de coração e peito plenos:
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse país em que se vende por ganância
Direito à vida, à juventude, e à infância
Direito à terra, ao aborto e à floresta
À liberdade, ao protesto, ao que nos resta
Eu grito “fora!” esses homens tão pequenos
De interesses grandes como seus terrenos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nessa nação onde se mata e trata mal
Mulher e pobre, preto e jovem, índio e tal
Onde nem lésbica, nem gay, nem bi, nem trans
São plenamente cidadãos e cidadãs
Não quero mais cantar meus versos mais amenos
A menos que antes seus direitos sejam plenos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse Brasil da injustiça social
E de uma tal desigualdade social
Queria ver os grandes lucros divididos
E os dividendos afinal distribuídos
Os bilionários concordando com tais planos
Se revelando seres realmente humanos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse momento de tão pouca luz à vista
E tanto ataque ao que é direito e é conquista
Eu canto tanto desistência, o desencanto
Mas canto a luta, a reexistência, tanto quanto
E quanto àqueles que ainda pensam que detém-nos
Eu canto e grito à pulmões e peito plenos:
Não quero mais nenhum direito a menos.

Leia também:

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As capas dos jornais nos protestos do #EleNão

O jornalista José Roberto de Toledo escreveu na “piuaí“, no sábado, que os protestos daquele dia contra o candidato fascista do PSL foram históricos, “menos na tevê”.

Um trecho:

“A falta de cobertura ao vivo dos atos do #EleNão e, mais grave, a ausência de contextualização e ênfase nas raras reportagens sobre a mais importante manifestação de rua da campanha eleitoral de 2018 até agora não se deve ao departamento jurídico das emissoras. O movimento não é partidário nem promove nenhuma candidatura específica. É contra um candidato, sim, mas não prega que é melhor votar neste ou naquele outro.

O resultado dessa omissão e falta de contextualização é que coisas diferentes são tratadas como iguais. Uma manifestação de dezenas, no máximo centenas de pessoas em um lugar é apresentada da mesma maneira e com a mesma magnitude que dezenas de milhares de mulheres em dúzias de cidades. Na tela da tevê, o ato solitário pró-Bolsonaro em Copacabana foi equivalente à maior manifestação popular capitaneada por mulheres na história do Brasil. Felizmente, a internet provê o que a tevê omite.”

Se ele destaca a cobertura da tevê, eu destaco, como sempre faço aqui no blog, as capas dos jornais.

Separei sete publicações de relevância: “Folha de S.Paulo”, “O Globo”, “O Tempo”, “O Estado de S. Paulo”, “Zero Hora”, “Correio Braziliense” e “Jornal do Commercio”.

Coloco abaixo um ao lado do outro, primeiro a edição de domingo, que poderia repercutir os protestos anti-Bolsonaro, e depois a edição de segunda-feira, que podeira trazer os protestos pró-Bolsonaro:

 

E aí, o que acharam da cobertura? Equilibrada? Proporcional aos tamanhos de cada manifestação? Qual jornal se saiu melhor e qual foi decididamente pior?


Ainda sobre o protesto suprapartidário do #EleNão, recomendo este texto da BBC e vídeo do UOL, com imagens no Brasil e no mundo:

Leia também:

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Cada um fazendo sua parte: adesivaço para as manifestações de 29 de setembro

Vejam que incrível esta iniciativa que o Rafael Mendonça e sua esposa, de Goiânia, estão organizando: um adesivaço para fortalecer a resistência na capital do Goiás contra o candidato fascista destas eleições, que é o boçal Jair Bolsonaro.

Recebi um e-mail do Rafael dizendo que encontrou meu post no blog com as 25 artes de #EleNão e perguntando se podia usá-las para fabricar adesivos, pagos com o próprio bolso, para disseminar a campanha. Expliquei a ele que as artes não foram feitas por mim, que fui coletando na internet nos últimos dias (e já surgiram várias outras, excelentes!), mas que tenho certeza que os autores não se importarão em ver o que fizeram sendo usado por uma boa causa.

Vejam que bacana o resultado:

Torço para que sirva de inspiração para que outras pessoas, de outros cantos do país, tenham iniciativas parecidas. E bora lotar as ruas amanhã, em todo o Brasil, contra um projeto de governo fascista, seja qual for seu candidato! #EleNão, #EleNunca!

 

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Você já leu o programa de governo do seu candidato?

O programa de governo de todos os candidatos está disponível no site do TSE – que, diga-se de passagem, a cada ano está mais completo e fácil de navegar, estão de parabéns. Assim como vários outros dados importantes sobre eles: lista de bens declarados, eleições anteriores disputadas, informações sobre o vice, prestação de contas, ranking de doadores etc.

Mas o programa de governo é a proposta que o sujeito em questão tem para o país. Ali não estão contidas necessariamente as medidas concretas para serem implementadas caso a pessoa seja eleita, mas as ideias que ela defende e os temas que considera mais cruciais. Acho que a obrigação de todos os cidadãos é passar o olho pelo menos em parte dos programas de governo, dos candidatos com quem têm mais afinidade. E, no mínimo, ler o programa do candidato em quem pretendem votar.

Faltando duas semanas para o dia do pleito, facilito o trabalho dos (e)leitores compartilhando os programas de governo dos candidatos neste post. Depois de ler, conte aí nos comentários: qual programa você achou mais interessante ou qual ponto mais curtiu no programa do seu candidato – e por quê? 

Candidato(a) Partido Bens declarados (R$) Link programa de governo Número de Páginas do programa
Alvaro Dias PODE 2.889.933 https://goo.gl/r16v6D 15
Cabo Daciolo Patri 0 https://goo.gl/j63U1K
Ciro Gomes PDT 1.695.203 https://goo.gl/vqzvS2 62
Eymael DC 6.135.115 https://goo.gl/8jDm1o 9
Fernando Haddad PT 428.451 https://goo.gl/8bma25 61
Geraldo Alckmin PSDB 1.379.132 https://goo.gl/CPyHBi 9
Guilherme Boulos Psol 15.416 https://goo.gl/KupGzM 228
Henrique Meirelles MDB 377.496.700 https://goo.gl/7rjmCD 21
Jair Bolsonaro PSL 2.286.779 https://goo.gl/NwpHFU 81
João Amoedo Novo 425.066.485 https://goo.gl/xQJ2hJ 23
João Goulart Filho PPL 8.591.035 https://goo.gl/i2ApvU 14
Marina Silva Rede 118.835 https://goo.gl/44YzyW 24
Vera PSTU 20.000 https://goo.gl/3pp4sZ 5

 

Leia também:

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25 artes para a campanha #EleNão: escolha a sua!

Já que é inescapável participar do processo eleitoral também no campo virtual, abracemos as campanhas que estão sendo feitas com objetivos importantes: como, por exemplo, combater o fascismo e esse ovo de serpente dos que querem a volta de uma ditadura militar, que vem sendo chocado desde 2013.

Nos últimos dias, milhares de pessoas aderiram à hashtag #EleNão, para se posicionarem contra o fortalecimento do único candidato que não pode ganhar de jeito nenhum, pelo bem da já frágil democracia brasileira (para não falar da economia, da saúde, da segurança pública, dos direitos trabalhistas, dos direitos humanos etc). Essa campanha une pessoas de todos os matizes ideológicos: de direita, de centro, de esquerda, eleitores de Ciro, de Haddad, de Alckmin, de Marina, de João Amoedo, de Boulos, de Henrique Meirelles, de quem for: a ideia geral é “vote em quem quiser, menos naquele candidato militar completamente boçal do PSL”.

Vale lembrar o que eu disse ontem: nesta altura do campeonato, quem cala consente. Não dá para ficar em cima do muro, não dá para não se posicionar. Porque o que está em jogo é muito sério.

Por isso, escolha sua arte favorita e abrace também esta campanha!

Lembrando que no dia 29 de setembro vai haver protestos ao redor do país contra esse candidato que não merece nem ter o nome citado:

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