Por um 2018 com uma sociedade mais sadia

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Os 30 desenhos acima foram feitos pelo argentino de Buenos Aires Matías, que usa o pseudônimo Al Margen, e ficou famoso na internet por ilustrar a sociedade nua e crua, de forma bem crítica, ácida, até agressiva.

Em seus desenhos, alguns dos quais você vê selecionados na galeria acima, estão críticas ao consumismo, ao noticiário, ao culto à beleza, à pressão sobre os jovens e sobre os velhos, ao casamento, ao excesso de trabalho e de internet, e por aí vai.

Quando vi o trabalho de Al Margen pela primeira vez, senti um grande impacto e identifiquei várias das cenas no corriqueiro da nossa sociedade atual. A começar pelos escravos da internet. Basta olhar ao redor, em qualquer restaurante, para você ver a interação pessoal sendo interrompida a todo instante pela checagem “rapidinha”, viciante, do smartphone. Que pena!

Bom, neste fim de ano, o que desejo a todos é, mais o que nunca, uma sociedade mais sadia. Que consigamos ultrapassar mais este ano, este 2018 novinho em folha, com menos brigas virtuais, menos olhares cansados, menos distâncias de quem a gente tanto ama, menos preguiça, menos consumismo enlouquecido, menos frieza, menos anonimato. Menos dessa sociedade de Al Margen, de certa forma também exagerada por “Black Mirror”, e mais daquela comunidade que discute voz-a-voz, que para um pouco pra pensar antes de falar, que consegue abrir um espacinho na mente para o contraditório, para quem sabe mudar de ideia, para o aprendizado, para o encantamento. Cada vez mais acho que temos a aprender com as crianças, antes que as estraguemos. Por um 2018 com mais crianças despertadas, em toda sua ingenuidade/vontade de conhecer o mundo de verdade.

É o que desejo a você, querido leitor. E desejo para mim tudo isso também e mais um bocado de tempo e disposição para manter este blog que tanto curto.

Que venha 2018, com sua Copa, sua eleição, seu bafafá! Estamos preparad@s! Tum-tum-tum! \o/

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As experiências das leitoras que estudaram em escola pública e hoje são mães

Foto que fiz de um dos pátios internos do Barão, no fim de 2012.

Há um mês, postei aqui no blog que eu ainda tinha vontade de colocar meu filho para estudar em escola pública. Foi um post nostálgico, lembrando os tempos em que eu estudei na querida Escola Estadual Barão do Rio Branco, aqui em Beagá.

Váááárias leitoras comentaram em cima do post, em sua maioria relatando as próprias experiências como ex-alunas de escola pública, mas dizendo que, hoje mães, nem cogitam deixar o filho no ensino público.

Achei que valia a pena compartilhar essas ótimas reflexões por aqui, para nos ajudar no debate:

 

*****

“Tive ótima experiência pessoal. Foram nove anos em escola pública, sendo oito na Escola Estadual Afonso Pena, aquela construção laranja em frente ao Detran-MG, na avenida João Pinheiro. Tive aulas de artes (coisa que a escola particular não me proporcionou no ensino médio), convivia com gente de todas as classes econômicas, de todas as cores. Tive excelentes (exceleeeeentes) professoras (também tive professor que dava aula bêbado). Levei amigos pra vida toda. Mas sinto que a minha turma foi uma das últimas que experimentou o ensino de qualidade por lá. Conheci poucas pessoas que estudaram lá depois, e parece que a coisa foi se deteriorando.

Meu afilhado (9 anos) estudou no Barão. Mas não estava legal e optamos por tirá-lo de lá há pouco mais de um ano. Infelizmente, o que me pareceu foi que a escola não estava preparada para lidar com as divergências naturais entre os alunos e os casos de bullying. Triste.

Não sei o que faria com meu filho, mas a princípio acho que o colocaria em uma escola particular cuidadosamente escolhida.”

– Raíssa Maciel

 

“Não concordo que aprender a aplaudir a Maria seja o mais importante, mas concordo que seja uma das coisas importantes. Gostaria de conhecer boas escolas públicas pra colocar meu filho também, acho importante este ponto do texto, mas acho igualmente importante o ensino de qualidade.”

– Renata Silva Coutinho Pereira

 

“Eu estudei em escola pública, e normalmente sempre faltava professor presente, a única professora boa que tive de inglês foi no 3º ano do ensino médio, era tudo muito difícil, para algumas matérias nem professor tinha, quase sempre era aula vaga, perdi muito coisa com isso. Quando terminei a escola já estava matriculada na faculdade para cursar psicologia, mas antes de as aulas começarem, descobri que estava grávida, então troquei o curso de psicologia para pedagogia. Hoje sou formada e tenho a visão que nas escolas públicas são poucos profissionais que estão disposto a transmitir o conhecimento e as crianças vão passando de série em série com diversas dificuldades. Acredito que a falta de interesse de fazer um bom trabalho acaba com as escolas públicas. Para finalizar, não tenho coragem de deixar meu filho em escola pública, com medo do atraso que pode ocorrer.

– Fernanda Queiroz Sampaio

 

“Sinceramente respeito a opinião de quem escreveu o texto. Mas enquanto eu tiver condições não colocaria meus filhos em escolas públicas. Estudei grande parte da minha vida nelas e eram boas. Quanto a aplaudir Maria, acredito que isso deva ser ensinado em casa, assim, onde seu filho estiver o fará.”

– Jacqueline Macedo

 

“Quando na cidade só tem escola pública, onde estuda o roceiro, o filho do prefeito, todos, o ensino é de primeira e de lá saem prontos para a faculdade. Com tanta escola na cidade grande o ensino é péssimo e não se trabalha por amor à profissão.”

– Suely Pavan

 

“Eu estudei do 1º ano até a 4ª série (hoje 5º ano) numa escola pública de bairro: Sarah Kubitschek (eu escrevia o nome da escola certinho, rs). Escola tranquila e familiar no bairro da Graça. Mas na 6ª série fui para o Batista e penei para dar conta… O ensino na particular era bem mais puxado! Então nem pensei nisso com minhas filhas e já coloquei logo na particular! Estou satisfeita!”

– Jane Gusmão Freitas

 

 

“Fiz ensino médio em duas escolas públicas de excelência e já inscrevi a mais velha para fazer também.

Não são as mesmas que frequentei. São de inauguração mais recente, mantidas em parceria entre o governo e a iniciativa privada. Esse cuidado é necessário em função da estrutura e manutenção das condições do edifício e também da conclusão do curso, porque o meu Estado está em crise, e se o governo concluir que não tem condições de manter essas escolas abertas, acredito que as empresas vão manter as turmas em funcionamento pelo menos até a formatura da última turma a ingressar.

Fora isso, na escolha considerei o curso técnico oferecido e a facilidade de acesso por transporte público independente do bairro do qual se saía. Porque moro de aluguel, sempre há chances de se mudar de bairro ao longo dos anos de formação.

Da escola particular que frequenta, no mesmo bairro em que as estaduais estão, minha filha é a única a fazer a opção pelo ensino público. Respeito a opinião desses pais e estudantes, mas como pessoa que frequentou a rede pública e estudou pedagogia, não posso evitar de pensar que muitas vezes a decisão está abalizada por um conceito equivocado.

Existe uma educação pública de qualidade superior inclusive à que é oferecida na rede privada, ou ao menos superior àquela que os nossos salários achatados nos permitiria pagar…

O problema é que as pessoas que não vivenciam a educação pública por dentro não conhecem a rede o suficiente para fazer essa distinção, e ficam reféns da generalização baseada nas informações da mídia, que sempre foca naquilo que dá errado. Porque coisa boa não serve para vender jornal, nem para dar audiência!”

– Aurea Beart

 

“Muito bom o texto! Parabéns! Algo vivido é melhor que algo imaginado! Eu também estudei no Barão e fui feliz lá, fiz vários bons amigos que carrego até hoje!

“Penso que existem pessoas e pessoas, cada uma reage e reflete de diferentes formas as vivências, e a escola pública oferece vivências boas, mas muitas vezes ruins e precoces, infelizmente muitas vezes são famílias menos estruturadas e isso reflete no ensino dos conteúdos e no social. Sou educadora e sempre trabalhei na escola particular e meu filho sempre estudou na que eu trabalhava (por benefícios, como bolsas e praticidade, preferi assim). Hoje estou pela primeira vez na rede pública e meus filhos também, sentimos bastante diferença, quanto a estrutura, a ordem, o apoio de material para desenvolver as atividades. Mas, como você mencionou, cria-se sim uma possível “redoma”, mas cria-se muitas coisas positivas também, as duas têm suas características e pontos fortes, mas também os fracos. Claro que uma escola pública bem estruturada em um bairro não muito violento com um grupo social mais próximo da realidade do aluno (para não ser um drama), pode muitas vezes ser bem melhor que uma escolinha qualquer particular, inclusive. Eu ainda gostaria mesmo é que meu filhos fossem educados na escola Waldorf, desde sempre, até a formação. Mas como não consigo garantir financeiramente essa realidade, tento agregar em casa as vivencias que julgo importantes. Meu filho tem sofrido um pouco e a realidade que vejo também, me dói. Na escola pública, muitas vezes os professores são convidados, parece que isso faz com que se acomodem demais, são muitas vezes grossos com os alunos, xingam e tratam mal, muitos gritos ouço onde trabalho, de engasgar com a vontade de arrancar aquela professora da sala. Crianças tão pequenas, com uma tirana educadora. Pensem bem! E ninguém faz nada, isso em uma escola particular, nunca! Porque o professor é mandado embora mesmo, inaceitável! Na rede pública, fica aqueles professores que nem sabem o que estão fazendo lá. Enfim…meu ponto de vista!”

– Rana Potiaci

 

“Também estudei no Barão da 1° à 4° série, lá aprendi muita coisa, como você disse, convivíamos com pessoas de todas as classes, credo e cores. Acho que foi a melhor escola na qual estudei. Na 5° série fui para o Magnum e era uma das melhores alunas da sala, que tinha quase que em sua exclusividade alunos que estudaram a vida toda em escola particular. Também compartilho da ideia dos meus filhos (ainda não os tenho) poderem estudar em escola pública, mas uma BOA escola. Pois estudei no Instituto de Educação depois do Magnum e foi um tempo de retrocesso na minha vida acadêmica.”

– Mari Galvão

Entenda a política partidária no Brasil com a ‘Família Dinossauros’ dos anos 90

Ando tão desencantada com a política no Brasil (para não dizer que com muitas outras coisas), que hoje só me ocorreu postar por aqui esta paródia feita pela série “Família Dinossauros”. Essa sátira foi feita no início da década de 1990 e se referia à sociedade norte-americana. Mas como se encaixa bem com o que vivemos ainda hoje e em outro país…!

Vejam se não é verdade: Continuar lendo