13 desenhos animados lindos e educativos para crianças de 0 a 2 anos

A quem interessar possa: aquele vício que meu filho parecia ter em relação à Galinha Pintadinha não durou nem 1 mês. Isso mesmo: um mês! Hoje ele não só não é mais fissurado na galinha como não quer vê-la nem pintada em sua frente. Aquela minha preocupação entrou no topo da lista de dilemas inúteis que a gente enfrenta na maternidade, hehehe. Desde então, o desenho que ele mais quer assistir (e de que, aliás, sempre gostou), é o russo “Masha e o Urso”. Ele chega da escolinha já pedindo: “Urso! Urso!”. Quanto tempo durará esta nova moda? Outro mês? E depois, que virá? Peppa tem alta cotação na bolsa de valores aqui em casa! 😀

Bom, dado que mandei para as cucuias a recomendação das cartilhas de especialistas de alienar completamente meu filho das telas, telinhas e telonas antes dos 2 anos, e que isso já se tornou uma realidade inexorável aqui em casa, resolvi compartilhar com vocês aqueles desenhos que achei mais legais e que o Luiz também gostou de assistir em algum momento (nem que fosse por um mês apenas). Desenhos que acho que acrescentam algo de positivo, não apenas hipnotizam. Não vou colocar nem Galinha Pintadinha na lista nem aqueles desenhos que sei que são legais, beleza, mas que ainda não atraíram meu pimpolho de 1 ano e 7 meses (tipo Beat Bugs e Show da Luna). Mais tarde, se for o caso, repito a lista para uma faixa etária mais ampla 😉

Aí vai: Continuar lendo

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A gente se acostuma a se acostumar

‘E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas’ (Marina Colasanti)

Tenho passado os últimos dias meio cabisbaixa. Dias, semanas, não sei bem. Acho que já transpareci isso por aqui. Pensando em coisas mais ou menos assim: “A gente se acostuma a desistir dos nossos sonhos. A gente se acostuma a viver como uma máquina. A gente se acostuma a se conter. A gente se acostuma a passar sempre pelo mesmo caminho e nem mesmo olhar ao redor. A gente se acostuma com rotinas sem sentido. A gente se acostuma a achar que não pode mais. A gente se acostuma a achar que podemos pouco. A gente se acostuma a achar que já passou da hora. A gente se acostuma a se acomodar. A gente se acostuma a se acostumar com tudo, até o que fazemos de pior ou o que deixamos de fazer de melhor.”

E eis que hoje li um texto de Marina Colasanti que vai muito além. Foi retirado do livro “Eu Sei, Mas não Devia” (Rocco, 1996, página 9). Foi escrito em 1972, mas podia ter sido escrito ontem, de tão atual (ou atemporal) que é. Deixo a íntegra para quem quiser abraçar a mesma reflexão — e que seja útil a vocês como está sendo para mim:

 

“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer Continuar lendo

Finalmente! Beagá volta a ter uma rádio do rock!

registrei por aqui meu protesto contra as rádios de Beagá, especialmente contra a ausência quase completa do rock nelas.

A CDL tem um programa bem bom na manhã de sábado chamado “Café com Rock”, mas fora isso é bem pop. Inconfidência tem “Esse Tal de Rock ‘n Roll”, com o Márcio Ronei, na noite de sábado, dedicado ao rock nacional. Mas, olha, difícil ver um “rock’n’roll” por ali de verdade, viu. UFMG Educativa tem alguns programas de rock e até pílulas de blues, ao estilo das barbearias que eu fiz por um tempinho, mas não são o forte da rádio.

Então fiquei feliz demais quando a 98FM anunciou que voltaria a suas raízes longínquas e tocaria exclusivamente rock em seus programas de música. Excelente iniciativa!

Na última vez que sintonizei, só ouvi monstros do rock, um atrás do outro: Lynyrd Skynyrd, Beatles, Stones, Sabbath, Springsteen, Pink Floyd, Led, U2, The Who… Só clássicos!

A galera do rock de Beagá curtiu tanto que fizeram até um vídeo agradecendo à rádio: Continuar lendo