37 desenhos e séries lindos e educativos para crianças de até 4 anos

Já fiz este post aqui no blog antes, mais precisamente há 1 ano atrás, mas descobrimos tantos desenhos novos bacanas de lá pra cá, que achei que valia a pena uma atualização. Naquele post, listei 20 desenhos disponíveis na Netflix. Hoje, trago um total de 24 (seis novos e dois que saíram do cardápio da Netflix) e mais alguns que descobrimos na TV. Que tal aproveitar o feriadão para brincar e passear bastante com seus filhos e, nos momentos de descanso, assistirem juntinhos a um desenho bem legal, com direito a pipoca e cobertor? 🙂

Começo pelos que eu ainda não havia citado antes, todos na Netflix:

1. Patrulha Canina – O Luiz descobriu este desenho há menos de um mês e se apaixonou por ele. Trata-se de uma patrulha de seis cachorrinhos, comandados pelo jovem Ryder, que ajudam a resolver vários problemas na Baía da Aventura, onde vivem. Eles buscam soluções tanto para situações mais simples, como ajudar um amiguinho a reconstruir seu velotrol de material reciclável, até coisas bem mais complexas, como ajudar a limpar um vazamento de petróleo no mar ou ajudar o Papai Noel a recuperar sua estrela mágica, para salvar o Natal. Uma coisa bacana que acho neste desenho e em outros deste tipo é que não existem vilões. São todos pessoas de bom coração, que enfrentam algum dilema e precisam buscar uma solução para ele.

2. O Pequeno Reino de Ben e Holly – Dos mesmos criadores de Peppa, este desenho faz muito sucesso lá em casa. A trama é bem mais elaborada, acho que pensada para crianças já um pouco maiores, e também cheia de humor e didatismo, como no desenho da porquinha. Aqui, temos um reino em miniatura (com todas as curiosidades de ver as coisas sob a perspectiva deles), povoado por fadas e duendes, que têm uma certa rivalidade entre si. As fadas adoram usar mágica, os duendes são habilidosos com trabalhos manuais e detestam mágica. O desenho só tem uma temporada e estou na torcida para que venha a ter mais em breve.

3. Oddbods – Esses bichinhos meio amalucados fazem uma sátira da vida real, com personalidades bem próprias. Temos o valentão de pavio curto, o preguiçoso e relapso, o sujeito com mania de limpeza e perfeccionista, o exibido, o pregador de peças, a menina cientista super genial, a outra fofinha que só gosta de cor-de-rosa, e assim por diante. Um detalhe interessante é que não existem diálogos neste desenho. Os oddbods só conseguem soltar grunhidos. Isso estimula a imaginação dos pequenos, que conseguem acompanhar muito bem o que se passa na história.

4. Turma da Mônica – Dispensa apresentações, certo? Na Netflix, temos o CineGibi e os especiais temáticos da turminha do Mauricio de Sousa.

5. PJMasks – Três amiguinhos que viram super-heróis à noite e salvam o planeta do vilão Romeu. É bem uma adaptação de super-heróis clássicos, como Batman, para os pequetitos. E faz muito-muito sucesso nesta geração de 3 a 4 anos!

6. Que Monstro te Mordeu? – Série do cineasta Cao Hamburger, o mesmo de “Castelo Rá-tim-bum”, sobre monstrinhos inusitados como o monstro que faz a gente querer comer fast-food até se entupir. O cenário é muito rico, como era no castelo, e a série estimula a imaginação e também faz com que os pequenos percam o medo de monstros, já que são retratados como se fossem apenas crianças (meio esquisitinhas, mas inofensivas). O Luiz viu poucas vezes, no canal Rá-Tim-Bum! e na Netflix, e gostou sempre que viu.

E agora os que eu já tinha citado antes, todos ainda disponíveis na Netflix:

  1. Mundo Bita – São clipes musicais, com ilustrações muito bonitas e coloridas, letras bem elaboradas e mensagens positivas e educativas ou simplesmente divertidas sobre o dia a dia, o corpo humano, os animais e as brincadeiras. Não tem história, são apenas clipes curtinhos com músicas, para essa fase em que os pequenos se interessam mais pelas trilhas do que pelas histórias. Leia AQUI a entrevista que fiz com o criador do Mundo Bita.
  2. Masha e o Urso – Baseado no conto de fadas de Cachinhos Dourados, essa animação russa é cheia de mágica, aventuras e é praticamente sem falas, com lindíssima trilha sonora de orquestra. Masha é muito levada e sei que haverá um grupo dizendo que ela ensina maus hábitos aos nossos filhos etc, mas ela também tem um carinho imenso pelo urso, que representa uma figura paternal na vida da garotinha minúscula, e a ternura e afeto entre os dois é comovente. Leia AQUI a entrevista que fiz com o diretor do estúdio de Masha e o Urso, em Moscou.
  3. Backyardigans – Além de ter historinha cheia de aventuras, esse desenho é lotado de músicas, cantadas pela própria trupe de personagens, que ainda por cima fazem coreografias para acompanhar! Acho legal por incentivar os pequenos a brincarem apenas com fantasia e imaginação, explorando mundos fantásticos sem sair do quintal de casa.
  4. Little Baby Bum – É o que tem conteúdo mais explicitamente educativo, dentre todos que citei. Tem a musiquinha para ensinar a guardar os brinquedos na caixa, outra pra escovar os dentes, outra pra mostrar a diferença das formas e cores, e assim por diante. Além de músicas clássicas, como a da roda do ônibus que gira e gira.
  5. Bob Zoom – Produção nacional que já tem tradução para inglês e espanhol, com musiquinhas clássicas da nossa infância (assim como fizeram os criadores da Galinha Pintadinha), numa ilustração bem simples, cujo personagem principal é uma formiguinha azul. Os pequenos adoram!
  6. Festa de Palavras – Animação original da Netflix, com quatro bebês que interagem a todo momento com nossos pequenos do lado de cá. A cada episódio, eles tentam descobrir palavras novas (por exemplo, há o episódio em que aprendem o que é “cotovelo”). Didático.
  7. Turminha Paraíso – Mais um de clipes musicais, com desenho realmente muito bonito.
  8. A Turma do Seu Lobato – Outro de clipes musicais bonitinho.
  9. Na Sala da Julie – Esta série é maravilhosa, com a grande atriz Julie Andrews, que fez Mary Poppins, por trás da produção e no papel da protagonista. Foi a favorita do Luiz por um tempo. Falei mais sobre ela AQUI. (A propósito, Luiz ama o filme Mary Poppins!)
  10. Daniel o Tigre – Um dos meus desenhos favoritos. Além de ser muito bonitinho, apesar de todo feito em 2D, ele é extremamente educativo. Mas, em vez de falar sobre a importância de escovar os dentes, por exemplo, vai além: fala sobre como lidar com a frustração, com os ciúmes do irmãozinho caçula que está chegando, com o dodói que apareceu no joelho durante a brincadeira, e outras tantas questões envolvendo, principalmente, os sentimentos. Os episódios giram em torno da família de Daniel, de sua escolinha ou de suas brincadeiras com os amigos. Cada questão é trabalhada sempre em dois episódios seguidos. E a música da trilha sonora, principalmente a que encerra o programa, é uma das mais lindas que já vi na TV!
  11. A Casa do Mickey Mouse – Desenho mais poluído, com os personagens clássicos da Disney, mas que encanta o Luiz, principalmente pelas engenhocas e outras coisas mágicas que aparecem na casa do Mickey. Como o interruptor gigante que, em vez de apenas acender a luz, abre um dispositivo para dar passagem a uma mão de robô, que puxa a cordinha da lâmpada e a acende. Coisas assim. É bastante interativo também.
  12. Peppa – Acho que dispensa apresentações, certo? Peppa é unanimidade. Desenhos curtos, simples, com historinhas fáceis de entender e, ouso dizer, cheio de piadas de inglês que só os adultos captam realmente. Como no fim do episódio em que o sr. Touro está escavando a estrada, que termina com uma exclamação: “Todos adoram ficar parados no trânsito!”. E todas aquelas buzinas. Minha maior diversão é ver se os personagens adultos estão sorrindo ou sérios, porque isso é suficiente para compor toda a piada inglesa da historieta.
  13. Galinha Pintadinha (e a Mini) – Outra que dispensa apresentações. Prefiro a versão Mini, que, em vez de apenas trazer os clipes musicais, já tão presentes em outras séries já citadas (como Bob Zoom e Turminha Paraíso), traz uma historinha mesmo, com começo, meio e fim. Leia AQUI entrevista da revista Canguru com os criadores da Galinha Pintadinha.
  14. Dora a Aventureira – Desenho ultrainterativo, chega até a cansar o excesso de vezes em que os personagens param o que estão fazendo para perguntar o que o expectador acha ou faria. Traz sempre uma pequena aventura e palavrinhas em inglês.
  15. Doutora Brinquedos – Desenho que explora a imaginação, com uma menininha interagindo o tempo todo apenas com seus brinquedos.
  16. Supermonstros em ação – Desenho fofo, cujos personagens principais são um vampiro, uma bruxa, um Frankenstein etc. Eles têm superpoderes e tal, mas as questões discutidas se parecem muito com as vividas por qualquer criança, como saber emprestar o brinquedo para o outro etc.
  17. Beat Bugs – Bichinhos que vivem aventuras em episódios que contêm sempre uma versão de música dos Beatles. Acho que vale mais pela trilha sonora do que pelas histórias em si, que interessam mais a crianças maiores.
  18. Pocoyo – Esse é o desenho mais “clean” de todos, com pouquíssimos elementos e um narrador sempre se intrometendo na história. É o que gosto menos, mas meu filho de vez em quando pede para assistir.

Agora algumas descobertas muito boas na TV:

Também descobrimos alguns desenhos bem legais na TV, alguns dos quais ainda não citados aqui no blog, e que não existem na Netflix:

  1. Noddy, o detetive no país dos brinquedos (Gloobinho)
  2. Oi, Duggee (Gloobinho) 
  3. Yo Yo (Gloobinho)
  4. A Colmeia Feliz (Zoo Moo)
  5. Mouk (Zoo Moo)
  6. SOS Sônia (Zoo Moo)
  7. Teatro das Fábulas (Zoo Moo)
  8. Cocoricó (TV Rá-tim-bum)
  9. O Show da Luna! (Discovery Kids e TV Rá-tim-bum)
  10. Dinotrem (Boomerang)
  11. Meu Amigãozão (Discovery Kids)
  12. Charlie e Lola (Discovery Kids)
  13. Floogals (Discovery Kids)

EXTRA: O Luiz ainda não tem paciência para ver longas, nem mesmo de animação, mas teve dois filmes que ele não só viu e adorou, como já viu dezenas de vezes! Ambos estão disponíveis na Netflix: Menino Maluquinho e Mary Poppins.

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

Anúncios

Sobre a avenca, a leveza e a sorte

Postei no meu Instagram e compartilho também aqui:

Eu me dei de presente de aniversário esse vasinho de avenca. 🌿🌿🌿 Achei tão linda, tão delicada, tão leve – e leveza é tudo o que espero deste próximo ano de vida 💚 Já em casa, fui ler sobre a planta no oráculo Google. Descobri que ela é muito usada na medicina fitoterápica e que seu chá é bom calmante, bom diurético e bom expectorante, indicado para curar tosse e rouquidão. Já nas páginas mais místicas, disseram que a avenca dá boa sorte e traz muita paz para o lar. Poxa, eu só queria uma decoração pra alegrar a casa (e os olhos) e acabei ganhando um presente completo! Viva a natureza!

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

‘Akva’: um livro para conscientizar as crianças sobre as questões ambientais

Já faz um tempo que meu primo, o também jornalista Bruno Moreno, me contou sobre a história de Akva, a pequena molécula de água que roda o planeta em uma grande aventura. É um livro voltado para crianças acima de 8 anos, ou seja, que já encaram uma boa quantidade de páginas, e que já conseguem entender, se isso for bem contado, conceitos importantes como o das mudanças climáticas. Passando, de forma divertida e lúdica, por conhecimentos de geografia, história, biologia, química, meio ambiente e física.

Agora o que era um projeto do meu primo tornou-se uma publicação prontíssima, só esperando o dinheiro para chegar às estantes das livrarias. E foi na última sexta-feira, no Dia Mundial da Água, que Bruno Moreno resolveu lançar uma campanha de financiamento coletivo, para ajudar a bancar este projeto tão maravilhoso de educação ambiental.

Como acontece em outras “vaquinhas” do tipo, as pessoas não estão apenas doando um dinheiro para um projeto ganhar vida: elas estão antecipando uma compra. Ou seja, a cada dinheiro doado, você já faz uma reserva de uma recompensa, que, no caso deste projeto, inclui o próprio livro, um quebra-cabeça, um pôster da artista plástica Anna Cunha (ilustradora de mais de 20 livros, e que também abraçou “Akva”) ou, para quem quiser fazer uma doação mais generosa, um combo que inclui uma oficina de literatura e artes e mais 15 exemplares do livro, que será lançado entre setembro e outubro deste ano.

Como já fiz em outras ocasiões aqui no blog, achei bacana o projeto e por isso resolvi apoiá-lo e divulgá-lo por aqui e em minhas redes sociais. Se tem uma coisa que eu desejo para meu filho, hoje com 3 anos, é que ele cresça com consciência ambiental. Ou ciente de que “o planeta é um só, e tudo está integrado”, como bem disse meu primo. “Akva” (palavra em esperanto que quer dizer “aguado”) pode dar um primeiro empurrãozinho nesse sentido.

Ficou interessado? CLIQUE AQUI e reserve seu exemplar, contribuindo também com o financiamento do projeto.

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

A música do ano: ‘Nenhum Direito a Menos’

Em vez de postar uma descoberta musical, como faço vez por outra, trago hoje esta canção que Paulinho Moska divulgou em julho deste ano e que elejo como a música do ano, diante de todos os retrocessos que coletei em apenas um mês de Jair Bolsonaro eleito.

A letra é sensacional, por isso reproduzo ela na íntegra abaixo do clipe:

Nenhum Direito a Menos (Moska / Carlos Rennó)

Nesse momento de gritante retrocesso
De um temerário e incompetente mau congresso
Em que poderes ainda mais podres que antes
Põem em liquidação direitos importantes
Eu quero diante desses homens tão obscenos
Poder gritar de coração e peito plenos:
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse país em que se vende por ganância
Direito à vida, à juventude, e à infância
Direito à terra, ao aborto e à floresta
À liberdade, ao protesto, ao que nos resta
Eu grito “fora!” esses homens tão pequenos
De interesses grandes como seus terrenos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nessa nação onde se mata e trata mal
Mulher e pobre, preto e jovem, índio e tal
Onde nem lésbica, nem gay, nem bi, nem trans
São plenamente cidadãos e cidadãs
Não quero mais cantar meus versos mais amenos
A menos que antes seus direitos sejam plenos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse Brasil da injustiça social
E de uma tal desigualdade social
Queria ver os grandes lucros divididos
E os dividendos afinal distribuídos
Os bilionários concordando com tais planos
Se revelando seres realmente humanos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse momento de tão pouca luz à vista
E tanto ataque ao que é direito e é conquista
Eu canto tanto desistência, o desencanto
Mas canto a luta, a reexistência, tanto quanto
E quanto àqueles que ainda pensam que detém-nos
Eu canto e grito à pulmões e peito plenos:
Não quero mais nenhum direito a menos.

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog

 

As capas dos jornais nos protestos do #EleNão

O jornalista José Roberto de Toledo escreveu na “piuaí“, no sábado, que os protestos daquele dia contra o candidato fascista do PSL foram históricos, “menos na tevê”.

Um trecho:

“A falta de cobertura ao vivo dos atos do #EleNão e, mais grave, a ausência de contextualização e ênfase nas raras reportagens sobre a mais importante manifestação de rua da campanha eleitoral de 2018 até agora não se deve ao departamento jurídico das emissoras. O movimento não é partidário nem promove nenhuma candidatura específica. É contra um candidato, sim, mas não prega que é melhor votar neste ou naquele outro.

O resultado dessa omissão e falta de contextualização é que coisas diferentes são tratadas como iguais. Uma manifestação de dezenas, no máximo centenas de pessoas em um lugar é apresentada da mesma maneira e com a mesma magnitude que dezenas de milhares de mulheres em dúzias de cidades. Na tela da tevê, o ato solitário pró-Bolsonaro em Copacabana foi equivalente à maior manifestação popular capitaneada por mulheres na história do Brasil. Felizmente, a internet provê o que a tevê omite.”

Se ele destaca a cobertura da tevê, eu destaco, como sempre faço aqui no blog, as capas dos jornais.

Separei sete publicações de relevância: “Folha de S.Paulo”, “O Globo”, “O Tempo”, “O Estado de S. Paulo”, “Zero Hora”, “Correio Braziliense” e “Jornal do Commercio”.

Coloco abaixo um ao lado do outro, primeiro a edição de domingo, que poderia repercutir os protestos anti-Bolsonaro, e depois a edição de segunda-feira, que podeira trazer os protestos pró-Bolsonaro:

 

E aí, o que acharam da cobertura? Equilibrada? Proporcional aos tamanhos de cada manifestação? Qual jornal se saiu melhor e qual foi decididamente pior?


Ainda sobre o protesto suprapartidário do #EleNão, recomendo este texto da BBC e vídeo do UOL, com imagens no Brasil e no mundo:

Leia também:

***

Quer assinar o blog para recebê-lo por email a cada novo post? É gratuito! CLIQUE AQUI e veja como é simples!

faceblogttblog